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Guilherme Werneck

18.dezembro.2008 12:23:39

Antipirataria à revelia

Olha só o mundo de hoje: o novo EP do Cérebro Eletrônico, distribuído por vários blogs, inclusive este Discofonia, foi retirado do 4Shared por conta de uma ação antipirataria. Até aí, parece tudo normal neste mundo de capa e espada. Mas o caso é que o arquivo foi colocado por lá pelos detentores dos direitos, ou seja a banda e o selo Phonobase, que dizem agora que “nós não concedemos à Associação Anti-Pirataria qualquer representatividade, ou seja, eles não podem agir em nosso nome, nem retirar o que quer que seja do ar sem nos consultar”.

Se você ainda não baixou este ótimo EP, aqui vai o link novo: http://www.4shared.com/file/75030521/d5d…

Em tempo: para mim, Pareço Moderno é o disco nacional do ano…

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17.dezembro.2008 17:09:00

Cope with that

Nunca fui muito de metal, mas de vez em quando ouço coisas nas fronteiras do gênero que me parecem instigantes. Dessas bandas, as que eu gosto mesmo são OM e SunnO)), até por que se aproximam do metal de forma bastante oblíqua. Esse nem é o caso do disco do Jex Thoth, banda que ouvi hoje com algum prazer e um quê de nostalgia, muito por conta da combinação agridoce dos vocais e melodias com o peso da banda. Ela está aqui graças a meu amigo Jon, que me apresentou o site de Julian Cope. Uma vez por mês, o ex-líder da banda pós-punk de Liverpool The Teardrop Explodes, faz ótimas resenhas de um disco e, durante o mês, deixa esse disco para ser ouvido em streaming. Ouvir o Jex Thoth com o texto do Cope ou depois dele, é uma experiência muito interessante. Um site para visitar uma vez por mês.

Clique aqui para ouvir o Jex Thoth em streaming

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16.dezembro.2008 15:21:25

O cabaré nunca termina

Para mim, que cresci nos anos 80, ouvir o duo de Sheffield Cabaret Voltaire foi uma daquelas experiências que alargam horizontes. Ainda mais quando se é adolescente num Brasil insular, sem o acesso fantástico à informação que vem acelerando desde os anos 90. Mas o fato é que eram muitos ismos ligados a uma audição do Cabaret Voltaire naquela época em que ainda havia comunismo de verdade – embora a opção já não fosse mais tão tentadora.
A conexão industrial Sheffield-São Paulo não é muito difícil de fazer, e talvez por isso, durante muito tempo, a dupla foi das minhas preferidas de todas as bandas de proto-eletrônica, com suas colagens, errr, dadaístas. Mesmo assim, fazia muito tempo que eu não ouvia Cabaret Voltaire. Eles não lançavam nada há 15 anos. Mas em janeiro voltam com o disco Kora! Kora! Kora!, pela  Shiva Records. Ouvi algumas músicas do novo disco no myspace do selo e lembrei direitinho por que eu gostava tanto deles… por conta uma combinação simples: bom-gosto e ousadia. Fácil, né?

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15.dezembro.2008 16:33:00

Deerhunter em dose dupla

Uma das coisas bacanas de hoje é que até a idéia de clip oficial parece coisa do século passado. Adam Bruneau (foto) já tocou com o Deerhunter como convidado, mas ele é um cara do seu tempo, toca, faz vídeo,coisas de  artes plásticas> Mês pasado, ele fez dois vídeos bem legais para faixas do Microcastle, último disco do Deerhunter (que, aliás, é ótimo). Um você confere aqui em baixo, clicando no link do Vimeo. O outro, no blog do Adam. Vale a pena.

Deerhunter – Cover Me Slowly from Adam Bruneau on Vimeo.

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17.novembro.2008 18:03:55

Dia Santo

Batuque na cozinha da melhor qualidade é o que aparece no disco Dia santo, de Jam da Silva (Estúdio 304). Central a todas as faixas desse álbum é a percussão. Jam parte do ritmo para arquitetar canções bem trabalhadas, informadas tanto pela cultura dance quanto pela beleza melódica da tradição brasileira. Quer ouvir, dá uma olhada na página dele no MySpace.

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13.novembro.2008 16:30:00

Radiohead improvisado

O Guardian pediu a 5 vanguardistas do jazz para recriar a faixa ‘Nude’ do Radiohead. Vale a pena ouvir o resultado aqui.

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09.novembro.2008 16:31:00

Jazz no podcast

Fazia um bom tempo que eu não arriscava um podcast só de jazz, uma das minhas maiores paixões na música. Neste ano, o disco que eu mais gostei até agora é o Double Sunrise Over Neptune, do William Parker, em que ele junta uma orquestra fenomenal com duas baterias, viola, violino, sax, trompete, guitarra e oud. Na faixa mais legal do disco ainda tem o vocal da indiana Sangeeta Bandyopadhyay. Como fiz recentemente um podcast onde o baixo digital era o fio condutor, neste o baixo acústico é a estrela. E para juntar com esses sons do William Parker, escolhi uma música do Charles Mingus, “What Love”, de 1960, em que ele toca com Eric Dolphy no clarone, Ted Curson no trompete e Dannie Richmond na bateria. Na seqüência vem um som do Dolphy, que tinha acabado de deixar a banda de Mingus, ao vivo no Five Spot, numa gravação remasterizada da Prestige. A banda tem o baixista discreto mas excelente Richard Davis, Ed Blackwell na bateria e Mal Wardon no piano. Um supergrupo portanto.

1. O’Neal’s Bridge – William Parker
2. Lights of Lake George – William Parker
3. What Love – Charles Mingus
4. The Prophet – Eric Dolphy

Ouça aqui o Discofonia 77

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Hoje rola a estréia da temporada da Bárbara Eugênia no StudioSP, dentro do projeto Cedo & Sentado, que tem a grande vantagem de ser de graça e mostrar ótimos shows. Bárbara é uma cantora carioca supertalentosa, que vi pela primeira vez cantando (super bem) músicas do Serge Gainsbourg com o Edgard Scandurra. E, nesta temporada no Studio, ela terá sempre convidados. Os de hoje são Guizado e Tatá Aeroplano, na semana que vem tem o Scandurra, depois vêm Otto e Junio Barreto. Passa lá.

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04.novembro.2008 15:41:36

A nova cesta de Geoff Barrow

Este trabalho de Mike Maxwell é um dos que estão à venda no site da nova galeria de arte Friends & Co, em Bristol. Neste ponto você pode perguntar sem pudor: e eu com isso? Bom, o que essa galeria tem de diferente não é nem tanto a arte – a despeito de ela colocar à venda vários trabalhos bacanas em seu site. O que faz ela ocupar este espaço é o fato de seu dono ser Geoff Barrow, do Portishead. Depois de anos de silêncio, parece que 2008 foi um ano agitado para ele.

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03.novembro.2008 10:01:08

Uma baita biografia…

Lennon Norman

…Em todos os sentidos, é John Lennon, The Life, escrita por Philip Norman, o mesmo autor de Shout. Depois de muito levantamento de peso, terminei de ler neste fim de semana esse pequeno tijolo. O livro é mais saboroso ao narrar o começo da vida do Beatle, até porque é aí que as outras biografias dispononíveis tanto sobre John quanto sobre os Beatles mais pecam. A sensação é que, depois de Shout, o melhor livro sobre os fab four, Norman conseguiu credenciais para acessar todas as pessoas importante que conviveram com John Lennon.

O ponto mais polêmico, por incríveal que pareça, não tem nada a ver com Paul McCartney, com Yoko Ono ou com os Beatles. Norman afirma que John tinha tesão pela mãe, Julia, e queria transar com ela quando tinha 14 anos. Mais do que isso, essa seria uma obsessão que o acompanharia por toda a vida.

Ao longo do livro, conforme John vai fazendo sucesso, a biografia deixa uma sensação um pouco incômoda de ter sido escrita não por um jornalista, mas por um fã. Embora Norman não deixe de retratar toda a insegurança de John e boa parte de sua escrotidão e egocentrismo. Apesar dos momentos tiete, John Lennon, The Life é um trabalho minucioso e fala da música de Lennon com propriedade. Confesso que tive preguiça de ler sobre Lennon no começo – não sou um beatlemaníaco – mas nas últimas semanas não consegui largar o livro.

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