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Flores de Lulu

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Carnaval chegou e as malas já estão prontas. São quatro dias fora de casa.

E as plantas? O que fazer com elas?

Não se desespere. Vou explicar aqui algumas maneiras de mantê-las lindas, mesmo quando você não está perto para cuidar delas.

A primeira providência é jamais encharcar a terra. A planta só absorve o que realmente necessita. O restante da água irá para o fundo do vaso e pode, inclusive, transbordar para o pratinho. Além de apodrecer as raízes e até matar a planta, você ainda corre o risco de criar um ‘hotel’ para mosquitos da dengue.

Uma alternativa é deixar as plantas em locais com umidade natural. Varandas são sempre boas opções. Gotejadores também são úteis quando você está ausente e são facilmente encontrados em lojas especializadas. Com formatos semelhantes aos frascos de soro, costumam custar bem baratinho. Existe ainda um suplemento de irrigação em forma de gel que é colocado na base da planta para liberar umidade.

Se você não quer (ou não pode) usar nenhuma das opções acima, há uma solução bem mais simples (veja abaixo e também na galeria um guia passo a passo).

1- Escolha uma garrafa pet com plástico duro e de tamanho adequado para a sua planta.

2- Retire a tampa a faça um furo mediano. Cuidado com o tamanho, porque a água deve ter escoamento controlado.

3- Coloque água na garrafa em quantidade suficiente para durar os dias de sua ausência, mas não encha totalmente.

4- Faça um buraco na terra para você poder encaixar a garrafa.

5- Coloque a garrafa na terra e verifique se está bem encaixada e firme.

6- Faça um pequeno furo na base da garrafa para eliminar a pressão.

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A primeira coisa que pensamos quando queremos plantar algo é: qual o vaso certo?

Especialista no assunto, Jorge Antônio da Fonseca, jornalista que atua no setor há 38 anos, dá algumas dicas importantes na hora de comprar o vaso ideal para sua planta.

Vasos de fibra de Coco – Usado para samambaias, renda portuguesa e orquídeas, além de plantas de clima tropical e que requerem mais umidade. Este tipo de vaso é o substituto do xaxim (espécie está ameaçada de extinção e sua extração foi proibida em todo o Brasil). O ideal antes do uso é deixa-lo dentro d’água por cerca de 15 dias. A fibra de coco contém potássio, cálcio, magnésio, ferro e fósforo. A adubação para este tipo de vaso deve ser a torta de mamona ou outro tipo de adubo, como o esterco. O ideal é mantê-lo sempre úmido.

Vasos plásticos – São mais práticos e não precisam de limpeza periódica. Para as pessoas que adoram plantas, mas têm muito tempo para cuidar delas, é o mais indicado. Este tipo de vaso pode receber a maioria das espécies, exceto aquelas em que as raízes se desenvolvem mais rapidamente. Ideal para plantas de pequeno porte, sem necessidade de transferências para vasos maiores.

Vasos de barro ou cimento – Esteticamente mais bonitos, eles mantêm a umidade da planta, fazendo com que elas transpirem mais facilmente. Existe uma grande variedade nos formatos. Eles podem ser utilizados para qualquer espécie de planta. O ideal é manter sempre limpo, porque a umidade por ajudar no crescimento de musgos. Alguns modelos têm furos, ideais para o cultivo de orquídeas.

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Usado na decoração de ambientes internos e também por paisagistas, o Ficus é uma árvore muito popular que pode chegar, em condições naturais, a 30 metros de altura. Os nomes mais conhecidos são: Fico, Fico-chorão, Figueira e Figueira-benjamim, mas existem muitas espécias, com características próprias.

Infelizmente, vem sendo plantado em locais impróprios. Se colocado em calçadas, ruas e próximo a muros e construções, seu desenvolvimento rápido provoca danos às estruturas e tubulações subterrâneas. O plantio é, inclusive, proibido em algumas cidades.

Por isso, é importante verificar o plano de arborização do município e deve-se dar toda atenção à poda. Sua seiva leitosa é tóxica e pode provocar irritações e alergias na pele.

Vale lembrar que o arbusto plantando em ambientes fechados não se adapta a mudanças frequentes de local, principalmente por causa das correntes de ar frio e do encharcamento. As folhas podem amarelar e cair.

Veja algumas espécies de Ficus:

Ficus benjamina - Da Família Moraceae, é nativa de Índia, Filipinas, Austrália e Nova Guiné. Com crescimento rápido, chega rapidamente a 20 metros de altura. Sua copa e densa e a folhagem verde brilhante tem o formato oval, tolerante a podas. De clima tropical, deve ser cultivada em solo rico de matérias orgânicas e drenagem, além de resistir ao sol pleno.

Ficus variegata - Tem a mesma formação do benjamina, mas possui folhas verdes e brancas, e o cultivo pode ser feito a sol pleno.

Ficus lyrata - Figueira-lira, fícus-lira, da família Moraceae, nativa da África, atinge de 10 a 12 metros de altura, com crescimento rápido. Na juventude, tem copa densa e piramidal, na maturidade, assume forma arredondada e densa. O arbusto é apreciado por sua robustez, que cria muita sombra.

Ficus leprieurii ou triangularis - Árvore nativa da África Tropical, atinge de 5 a 8 metros de altura, tem copa densa e folhas triangulares verdes, também na versão variegata, com folhagem nas cores verdes e creme. Pode ser cultivada a sol pleno.

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Folhas verdes e vibrantes, caules e trocos fortes, gramado farto. Quem não gosta de admirá-los? Pois é, muitas vezes, pragas e fungos aparecem e tiram a beleza das plantas, mas podemos evitar e controlar esses inconvenientes com procedimentos específicos.

As pestes ‘adoram’ a monocultura, portanto, é ideal que haja variedade de vegetais nos canteiros e vasos. Misturar flores com folhagens é sempre bom. Manter as plantas sempre adubadas, úmidas, galhos e folhas velhas aparadas são essenciais para a proteção. É importante que o local não esteja superpovoado de espécies, pois elas competem por água e nutrientes.

Veja abaixo algumas pragas e maneiras de combatê-las:

Conchonilhas – São pequenos insetos que vivem em colônias. Costumam atacar as plantas no caule e na parte inferior das folhas, sugando a glicose, que fica com aspecto melado. Existem vários tipos: as verdes são confundidas com formigas, as brancas costumam atacar entre os meses de novembro e março, pardas atacam no período de estiagem e têm o corpo duro e liso, e as de escama-farinha são semelhantes a um pó branco.

Brocas – Esta praga aparece nos troncos e em grãos, originado de um minúsculo besouro preto. As larvas da fecundação dos ovos depositados nos orifícios da planta se alimentam da polpa do vegetal. A limpeza do terreno é uma das maneiras de combater a praga, além da injeção de produtos biológicos que devem ser aplicados sempre com a orientação de um técnico.

Lagartas – Esse tipo de inseto possui vários tamanhos e cores. Sua presença é, geralmente, é identificada se olharmos para o chão e visualizarmos excrementos de coloração preta. Devemos prestar atenção no contorno das folhas, geralmente são devoradas pelas lagartas.

Para combater essas três espécies de pragas podemos aplicar um inseticida à base de fumo de rolo (veja a receita na foto nº 14 da galeria abaixo).

Formigas – Insetos que vivem em colônia, cortam e transportam as folhas e pétalas das plantas durante a noite. Seu extermínio é de difícil execução. O combate deve ser feito com inseticidas biológicos. Para afastá-las, é recomendado o plantio de gergelim.

Sem química - Algumas plantas liberam no solo, e também no ar, substâncias que ajudam na prevenção e no aparecimento de pragas. Algumas são herbáceas, como cravo-de-defunto, tagetes patula, urtiga, urtiga dioica, alfazema, lavandula angustifólia, sálvia, salvia officinalis e capuchinha Ocimum.

Fungos - O excesso de regas deixa a terra úmida demais e favorece o aparecimento de fungos. É necessário ter cuidado com a periodicidade em que se molha as plantas.

Fontes:
- Tira-Dúvidas do Jardim, Editora Europa
- O caminho das flores, Editora Das Duas

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Em meio aos prédios altos, trânsito intenso e o comércio ativo do bairro de Higienópolis, na zona oeste de São Paulo, está o Parque Buenos Aires.

Lugar revigorante e perfeito para contemplar o que a natureza nos oferece. São mais de 70 espécies de árvores, plantas e flores.

Espaço agradável, onde crianças brincam, cachorros correm livres de suas coleiras, cidadãos da melhor idade caminham e outros, mais jovens, praticam esportes.

E, vez ou outra, apresentações culturais também fazem parte da paisagem.


CLIQUE AQUI PARA VER O MAPA AMPLIADO

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Rio de Janeiro, calor de ‘rachar’, a temperatura beirava os 40ºC. Roteiro: o Jardim Botânico.

Chegando lá, a primeira surpresa foi o tamanho do lugar, suas várias alamedas e as árvores gigantescas, fazendo muita sombra e que deixam o local bem mais fresco do que o resto da cidade.

Passear pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro é uma experiência necessária para quem precisa relaxar e deseja contemplar as belezas que a natureza da cidade maravilhosa oferece.

A alameda principal, com suas famosas palmeiras imperiais, é um dos locais onde os visitantes sempre posam para uma foto de recordação. O Cactário é fascinante e muito bem cuidado, digno de um registro. O Jardim Sensorial é outra atração que vale ser visitada, com diversos aromas de plantas e flores. E o canteiro tem algumas espécies com propriedades medicinais.

Encontrei uma espécie que conheci quando criança. A dormideira ou dorme-dorme (veja o vídeo abaixo), que tem este nome devido à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor (sismonastia).

Alguns espaços que estão em manutenção, como o Memorial Mestre Valentim. Há também uma lanchonete, parque para as crianças e uma loja de souvenirs, onde são vendidos ótimos livros e outras publicações sobre botânica, jardinagem, etc.

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro pode ser visitado todos os dias das 8h às 17h e o ingresso custa R$ 6,00. Para menores de 7 anos e maiores de 60 anos, a entrada é de graça.


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Por mais cuidados que tenhamos com nossas plantas, é normal nos ausentarmos de casa por longos períodos, principalmente nas férias. No fim de ano, por exemplo, muitos viajam para aproveitar os dias de descanso e também para estar com familiares e celebrar. Se você ficar fora de casa por poucos dias (um fim de semana, por exemplo), deixe a terra bem úmida ou coloque a planta em local arejado e úmido.

Agora, se a viagem for longa, o ideal é pedir ajuda a alguém. E se quando você voltar, encontrar sua planta murcha, não se desespere. Ela tem salvação.

Coloque o vaso num recipiente com água e faça a imersão até parar a saída de bolhas. Umedecer as folhas com pulverizador também ajuda a reidratar a planta. Você pode ainda apenas molhar a terra sem encharcá-la. Após este processo, espere e acompanhe o ‘renascimento’. Acredite: ela voltará a ser linda como antes.

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Dezembro chegou e começou a correria para comprar os presentes de Natal. Você já deve ter feito aquela lista com todos que merecem a sua atenção nesta época do ano, sem contar os ‘amigos secretos’ da empresa, academia, família, etc.

E se conhecimento e informação não ocupam espaço, separei três dicas de livros que podem ser úteis, principalmente se você não sabe mais o que procurar.

O primeiro é ‘Guia das Plantas de Varanda e de Pátio’, de Wota Wehmeyer e Hermann Hackstein, publicado no Brasil pela Editora Caracter Entertainment. São 302 páginas com fotos, informações científicas, detalhes sobre plantio e conservação. É ótimo para quem mora em apartamento e gosta de manter os ambientes floridos. Encontrado nas principais livrarias, custa R$ 47,40.

Outra boa opção é ‘Tira-Dúvidas do Jardim’, que reúne dúvidas dos leitores respondidas por especialistas da revista ‘Natureza’. Este trabalho publicado pela Editora Europa tem 281 páginas com perguntas e respostas sobre plantio, adubação, floração, frutíferas, podas, gramados, paisagismo, pragas, espécies e reprodução. Custa R$ 24,90 e pode ser encontrado nas principais livrarias.

A terceira dica é ‘Meu Primeiro Livro de Jardinagem’, publicado no Brasil pela Publifolinha. É uma ótima tradução de ‘Ready, Steady, Grow’, da editora Dorling Kindersley. Excelente opção para quem pretende iniciar as crianças no mundo das plantas e flores. São 80 páginas totalmente didáticas, com fotos do passo-a-passo para plantio e cultivo. Um trabalho lindo e delicado. Custa R$ 29,90 e pode ser encontrado nas principais livrarias.

SERVIÇO:

  Livro: Guia das Plantas de Varanda e de Pátio
Autor: Wota Wehmeyer e Hermann Hackstein
Editora: Caracter Entertainment
Nº de páginas: 302
Preço: R$ 47,40

  

  Livro: Tira-Dúvidas do Jardim
Editora: Europa
Nº de páginas: 281
Preço: R$ 24,90

  

  Livro: Meu Primeiro Livro de Jardinagem
Editora: Publifolinha
Nº de páginas: 80
Preço: R$ 29,90

    
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Durante um passeio pelas alamedas do Jardim Botânico de São Paulo, me deparei com uma imagem perfeita da natureza. Era a flor de Lótus. Única dentro da água. Fiquei admirada com tanta beleza e, principalmente, com a delicadeza da espécie.

Flor de Lótus – ou Lírio D’água – é muito significativa e considerada sagrada nos países do
Oriente, principalmente na Índia, Japão e Egito. A Nymphaea – em português, ‘Ninfeia’ – é um gênero botânico pertencente à família Nymphaeaceae , que inclui plantas aquáticas, com raízes estão na lama e lodo de lagoas e lagos.

Existem cerca de cem espécies de flores perfumadas e com cores variadas, em tonalidades de azul, verde, branco, amarelo e vermelho.

Curiosidade - Durante a noite, as pétalas da Flor de Lótus se fecham e ela mergulha. Antes de amanhecer, emerge e as pétalas voltam a abrir. Por causa desse ritual, os egípcios associavam a flor ao deus Ra (sol). Suas pétalas conseguem repelir microrganismos e poeiras, criando um movimento de ‘auto-limpeza’.

A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais. A flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.

Na Ioga, a posição de Lótus (Padmásana) é a postura tradicional de meditação, onde a pessoa sentada entrelaça as pernas e ajeita as mãos sobre os joelhos. A flor representa sabedoria, conhecimento, pureza, amor e outros sentimentos ligados ao coração.

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“Você já viu a Salsa que a Duda plantou na escola? Está muito grade e bonita”, diz com orgulho o advogado Paulo César Coelho, pai da pequena Maria Eduarda de Agostinho Coelho, de 4 anos. Aluna da Escola Jean Piaget, em Santos, litoral sul de São Paulo, ela está aprendendo desde muito pequena a importância de cultivar plantas e flores.

“Foi um presente do Dia das Mães”, explica a dentista Mariana dos Santos de Agostinho, mãe da menina. “Ela trouxe a muda e ajudou a cuidar todos os dias. Acho ótimo, porque ela já entendeu e necessidade de cultivar, dar carinho, regar, ver se a planta está bem. O resultado é visível na planta, mas também na alegria dela ao mostrar a Salsa bonita como está”.

 

Claro que conseguir fazer a pequena Duda parar e contar a história foi impossível. Correndo e pulando sem parar, ela foi explicando aos poucos como as professoras ensinam a preparar a terra, colocar a muda (de várias plantas), cultivar todos os dias, regar, aproveitar o sol, a chuva, e prestar atenção nas cores das folhas e das flores.

Salsa – É uma das ervas mais conhecidas e versáteis da culinária. A Salsa tem ainda propriedades medicinais que estimulam o apetite, ajudam na digestão, além de ser indicada como diurético. A planta desenvolve-se com exposição solar ou sombra parcial  e pode crescer de 15 a 25 cm. A rega deve ser realizada regularmente. Suas folhas são lisas ou encaracoladas, dependendo da variedade e ela pode ser colhida fresca durante o ano inteiro.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Lucia Damico

    A jornalista Lucia Damico começou a carreira em 1994 em Santos (SP), onde trabalhou em emissoras de rádio e TV, agências de comunicação e empresas. Atua também no jornalismo político, prestando consultoria desde 1996. Gosta e estuda plantas e flores desde a infância, incentivada pela avó.

Comentários recentes

  • shirlei: gostei muito das dicas e vou colocar em prática aconselho a todos para melhor qualidade de vida bom sábado...
  • Adelia Trilha Komninos: Parabéns mulheres brasileiras pela força e coragem! Feliz dia da mulher!
  • luciadamico: Oi Glauco! Sei esta da foto. Ela está na Rua Amazonas, próxima a Rua Augusto Paulino. Obrigada por me...
  • Glauco Braga: Lúcia, você alguns locais em Santos que encontro Quaresmeiras? Obrigado, Glauco
  • luciadamico: Obrigada querida. Me visite sempre! Bjooo :)

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