O escritor angolano radicado em Portugal valter hugo mãe fala como escreve – a saber, saíram dele neste ano no Brasil o remorso de baltazar serapião e máquina de fazer espanhois. É uma coisa bem bonita de ouvir. Tenho cá pra mim que a mesa dele com a Pola Oloixarac, hoje, ao meio dia, será das melhores desta Flip, no que depender da desenvoltura dos dois. Vai ficar dependendo da mediação.
Coloco abaixo o vídeo com trechos da conversa que Bira e eu tivemos com ele anteontem, na qual hugo mae fala sobre como integram o livro o esquecimento bom (o da perda de memória na velhice, que para ele ajuda a superar as perdas) e o esquecimento ruim (que faz com que hoje Salazar comece a ser celebrado em Portugal por jovens e adultos).
Antes, uma curiosidade que destaquei no lide da entrevista publicada hoje no Caderno 2: enquanto valter vê com estranheza a extrema direita ganhando espaço em Portugal, sua colega de mesa na Flip, Pola, ironiza a ultraesquerda em seu único livro, As Teorias Selvagens.
O vídeo quem fez foi o Wilton Junior, fotógrafo da sucursal do Rio do Estadão que teve a linda ideia de trazer uma câmera de vídeo além da fotográfica (foram dele também os vídeos do Antonio Candido). Uma sacada e tanto que está fazendo a maior diferença numa cobertura feita por uma equipe reduzida.
Vi na GloboNews que ele emocionou a todos e Pola ficou intimidada.
Não achei que ela ficou intimidada. Achei que ela ficou… tímida, o que é diferente, né?
Excelente iniciativa a do vídeo. Para quem não pode ir a FLIP, dá cores e calor às matérias escritas. Lúcido, humanamente simples.
cordialmente,
Luciana Portinho
Campos.RJ
Você tinha razão, a palestra dela foi ótima! Chego à conclusão de que todo mundo gosta de palestrantes divertidos. Especialmente quando são geniais também.
vhm não está “radicado” em Portugal.
nem terá nacionalidade angolana. quando vhm nasceu, no interior de Angola, ainda o território era uma provincia ultramarina portuguesa.
mas seguramente a pátria de vhm é a lingua portuguesa.
era bom que mais brasileiros quisessem entender isso e tornassem essa pátria ainda maior e mais dinâmica
Gracias pelo esclarecimento, Helder! Arrumei lá
responder este comentário denunciar abusoGracias???
Não entendo, mas obrigado Raquel.
Prova uma vez mais o meu ponto.
Nao leve tao a serio, Helder. Nenhuma briga com nossos vizinhos de continente, nenhum preconceito com nosso idioma… Ja inclusive fiz algumas reportagens sobre intercambio da literatura nos paises de lingua portuguesa e essa presença nos paises de outros idiomas… Beijo, Raquel
responder este comentário denunciar abusoHelder, um leitor do meu outro blog, A Biblioteca de Raquel, fez um comentário sobreo uso da expressao “província ultramarina portuguesa” que achei interessante que você lesse, já que defende a causa: “Raquel, respeito muito o seu trabalho e tenho divulgado alguns dos seus textos nas redes sociais da Revista Crioula, que edito na USP. Porém, gostaria de apontar para o problemático uso da expressão ‘Província ultramarina portuguesa’, referindo-se a Angola. As implicações políticas desse eufemismo – urdido historicamente pela desfaçatez do regime salazarista – são incontáveis.”
responder este comentário denunciar abusoRaquel,
A minha reação à sua “provocação” foi exagerada.
Não tem de haver preconceito nenhum em relação a nada, eu entendi bem isso.
Mas há que tentar defender a nossa pátria que é a lingua portuguesa, não concorda?
Obrigado pela transcrição do comentário. Tenho noção da “força” da expressão e é bem verdade o que é dito pelo seu leitor.
Não sou defensor da “causa”, longe disso, apenas queria dizer que muitos portugueses nasceram nas antigas colónias (outra expressão maldita). Não é fácil falar de fatos históricos melindrosos…
Bom… melhor ficar por aqui. São temas complicados, nada a ver com a leveza dos dias em Paraty.
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