O público da Flip acompanhou mesas bem distintas, no final do sábado. Na penúltima do dia, Ferreira Gullar encantou a plateia com histórias de sua vida (o início no Maranhão, o surgimento do neoconcretismo, o exílio e medo de morte), além de disparar frases que já se tornaram clássicas no Twitter, como “A arte existe porque a vida não basta”. Ele também reforçou sua profissão de fé ao dizer que a poesia é uma espécie de alquimia ao transformar a dor em alegria.
Em seguida, o palco foi ocupado pelos esperados Robert Crumb e Gilbert Shelton. Impossível não estremecer quando, logo em sua primeira intervenção, Crumb disse: “Não sei o que estou fazendo aqui. O que interessa é meu trabalho. Eu sou chato, sem graça”. Infelizmente, estava certo: o que se seguiu foram intervenções pouco interessantes tanto para os neófitos como (principalmente) para os fãs. Com exceção de alguns momentos engraçados, Crumb não sentiu vontade de mostrar porque é um quadrinista genial. Uma pena.
Agora sou mais Crumb que nunca.
Achei que ele viajou para aproveitar mesmo, pois um evento aberto por um político não merece outra coisa mesmo.
em tempo, tenho várias HQ’s do Crumb e já faz tempo. Algumas em inglês…
[...] mundo já sabe que a mesa de Crumb e Shelton na Flip foi uma piada sem graça com momentos de vergonha alheia. Assisti a menos que dois minutos da [...]
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