
Vietnam thoughts (ou das coisas que vejo por aí e ouço por aqui):
A gente acha sempre que já viu de tudo. Tenha 18 ou 81 anos, a arrogância é algo que quase sempre nos acompanha.
Mas há sempre algo que nos surpreenda. Há sempre palavras simples que contam mais que qualquer matéria de jornal. Há sempre imagens do cotidiano que contam mais que qualquer foto premiada.
E hoje, e então, entre um take e outro do curta que ajudo a filmar aqui (The Truck, O Caminhão), um velho vietnamita meio assim fora do contexto olhava as filmagens. Até aí, nada de novo no front. Filmagens e sets são sempre atração para a população local. Mas o velho, certa hora, como quem não ouviu pergunta alguma, mas tem a resposta certa, me diz, com seu parco inglês aprendido na Guerra:
“Faça um filme de amor. E não de guerra. Sun Tzu dizia que todos gostamos de belas palavras, porém poucos as transformam em atos. A guerra passa. A vida passa. O amor fica. Eu só guerreei, e, com medo, deixei meu amor passar. Tinha mais medo do amor do que da guerra. Você sabe o que é amor? Amar, minha filha, é como cuidar do arroz no campo. É todo dia. Se você ama, cuide do seu arroz. Só amor de que você cuida é capaz de ser teu alimento. O resto são palavras, e sementes, ao vento.”
Sugiro q não digas teu sobrenome por aí, ou troque-o por enquanto estiveres aí, que tal Flávia Paz? Hehe
Muito bom… começou muito bem o texto com “Tenha 18 ou 81 anos, a arrogância é algo que quase sempre nos acompanha.”… quero ler os próximos… notícias de Hanoi
Môr? that’s cool. make love not war.
Sábias palavras!
Bela lembrança a respeito do Amor,tantas vezes reduzido ao Amor Romântico,aqui no Ocidente,que chega a dar no saco.
Ta na hora de resgatar os vários significados para esse sentimento,que de fato,está mesmo fora de moda, a não ser por sua versão romântica e mesquinha.
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