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Flávia Guerra

 

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De Kubrick a Coen. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo divulgou ontem a programação de sua 37ª edição e o que se viu foi uma seleção variada, que prima por incluir tanto uma amostra abrangente da mais recente produção mundial, como Inside Llewyn Davis, novo dos irmãos Coen, quanto resgatar clássicos de mestres como Stanley Kubrick e Eduardo Coutinho. Sem contar a atenção dada à obra de cineastas não tão conhecidos mas que têm uma produção consistente, como o filipino Lav Diaz, que também integra o júri que vai escolher o filme que vai receber o Troféu Bandeira Paulista. Se por um lado há atrações que podemos programar, como as retrospectivas, e o Foco Coreia deste ano, por outro há muito de jornalístico, pois temos de retratar a safra recente do cinema”, comentou Renata de Almeida, diretora da Mostra. “Recebemos mais de 1500 inscrições. Selecionamos 350. O desafio do cinema hoje é encontrar uma forma de exibir. Filmar se tornou muito mais possível com a digitalização”, observou Renata. “Nunca se fez tantos filmes!”

 O desafio de garimpar tanto os destaques que já chegam com o aval de importantes festivais internacionais quanto novos nomes é cada vez maior. A primeira lista conta com títulos como Cães Errantes (de Tsai Ming Liang, grande prêmio do Júri em Veneza), Inside Llewyn Davis (grande prêmio do júri em Cannes), Child’s Pose (Urso de Ouro em Berlim), Pais e Filhos (Kore-Eda, prêmio do Júri em Cannes), entre outros.

Mas é um mergulho na história de um dos maiores cineastas de todos os tempos um dos destaques desta Mostra. Stanley Kubrick ganha foco especial tanto com a exposição que leva seu nome e começa na quinta, dia 11, no Museu da Imagem e do Som, quanto na retrospectiva completa de sua filmografia, além do lançamento do livroConversas com Kubrick (Cosac Naify), do crítico francês Michel Ciment, que vem a São Paulo para o lançamento. A exibição no MIS traz a São Paulo um recorte da mostra que já rodou o mundo e que traz a público a oportunidade de conferir uma coleção que entrou para a história do cinema, como o figurino de Laranja Mecânica, os objetos de cena de O Iluminado, roteiros originais com anotações do diretor, fotos de bastidores, vídeos, áudios, entre tantas outras relíquias. “Vi esta mostra em Berlim. É incrível. E a exibição dos filmes, que começa agora, continua durante a Mostra”, explica Renata. Para completar, o poster desta edição foi criado por Christiane Kubrick, viúva do diretor, que vem para a abertura da Mostra para convidados, dia 17.

Confira aqui galeria de fotos com objetos da mostra Kubrick: http://fotos.estadao.com.br/mostra-kubrick-mostra-em-los-angeles-exibe-objetos-emblematicos-e-raros-da-obra-de-stanley-kubrick,galeria,6448,187946,,,0.htm?pPosicaoFoto=8#carousel

Esta edição marca também o segundo ano em que Renata realiza a Mostra sem seu criador, Leon Cakoff, falecido em outubro de 2011. “É um desafio. Pessoal e profissional. Mas faço a Mostra há 20 anos. Sempre atuamos muito juntos. A Mostra sempre teve minha cara também”, comenta a diretora. “Foi mais fácil que ano passado. Mais calmo e menos triste. Uma morte é sempre um terremoto. Fica tudo revirado e leva um tempo para que tudo reencontre seu lugar, que se encontre uma nova maneira de trabalhar”, continua. “O importante é que tenho uma equipe ótima. A Mostra é muito grande. Preciso deles para realizar coisas inventamos e temos de dar continuidade, como a exibição ao ar livre no Ibirapuera.”

Este ano a sessão ao ar livre contará com Nathan, O Sábio (1922), de Manfred Noa. O clássico do cinema mudo alemão vai ser exibido na área externa do Auditóriodo Ibirapuera no dia 26 de outubro.

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Outra atração já clássica da Mostra, a seção no vão livre do MASP, este ano conta com parceria da Bienal de Arquitetura e traz o tema Cidades – Modos de Fazer, Modos de Usar e traz uma lista de filme que retratam a cidade de São Paulo. Entre os destaques, São Paulo S/ASinfonia de Uma Cidade, além do novo longa de Lina Chamie,São Silveste.

Para encerrar a edição 2013, em 31 de outubro, foi escolhido Que Estranho Chamar-se Federido – Scolla Conta Fellini, que vai ser exibido no dia exato em que se completam 20 anos da morte do diretor italiano. Ettore Scola, que realizou o retrato afetivo de seu grande amigo, é presença aguardada, mas ainda não confirmada.

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 Carey Mulligan e Leonardo Di Caprio

O Grande Gatsby, novo filme do diretor australiano Baz Luhrmann, abrirá, em 15 de maio, o 66º Festival de Cannes, anunciaram ontem os organizadores do evento. Estrelado por Leonardo DiCaprio, que vive Jay Gatsby, o longa é baseado no clássico homônimo da literatura americana, escrito por F. Scott Fitzgerald.

O Grande Gatsby estreia no mesmo dia na França e em diversos outros países. A estreia no Brasil está prevista para 14 de junho.  A trama, passada nos anos 20, gira em torno de Nick Carraway (Tobey Maguire), que se mudou há pouco tempo para Long Island. Lá ele conhece e fica fascinado com o estilo de vida de Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), seu novo vizinho, milionário. Aos poucos Carraway passa a frequentar o círculo de Gatsby e percebe a paixão que Gatsby nutre por Daisy Buchanan (Carey Mulligan), casada com Tom (Joel Edgerton).

O filme será exibido fora de competição em 3D, marcando a segunda vez na história de Cannes que um filme de abertura é exibido no formato, desde Up de Pete Docter, em 2009.

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O É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários anunciou a primeira relação de documentários brasileiros de longa, média e curta-metragem selecionados para a sua 18.ª edição, que ocorre entre 4 e 14 de abril, em São Paulo e no Rio. Na mostra competitiva de longas brasileiros, estão A Alma da Gente, de Helena Solberg e David Meyer, Antártica, de Evaldo Mocarzel, Em Busca de Iara, de Flavio Frederico, Mataram Meu Irmão, de Cristiano Burlan, Ozualdo Candeias e o Cinema, de Eugênio Puppo, Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro, de Victor Lopes, e O Universo Graciliano, de Sylvio Back.

“É uma alegria celebrar o ano da maioridade do festival com outra safra vigorosa de documentários brasileiros”, afirmou em comunicado oficial Amir Labaki, fundador e diretor do É Tudo Verdade. “A seleção combina jovens realizadores e diretores consagrados que já nos honravam marcando presença na primeira edição. A força da produção não-ficcional brasileira tem sido o motor desses 18 anos de sucesso”.

O documentário vencedor da disputa de longas e médias-metragens nacionais receberá um prêmio no valor de R$ 110 mil reais e o Troféu É Tudo Verdade, criado pelo artista plástico Carlito Carvalhosa. O vencedor da disputa de curtas-metragens receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil reais e o Troféu É Tudo Verdade.

A cerimônia de encerramento acontece no sábado, dia 13, véspera do término oficial do festival.

Após São Paulo e Rio, o ETV segue para Brasília (de 16 a 21) e Campinas (de 23 a 28).  Nesta primeira relação destacam-se treze premières mundiais de documentários nacionais de longa e média-metragem, incluindo títulos na mostra competitiva e em mostras informativas. Mais informações em http://www.itsalltrue.com.br.

 

CONFIRA A LISTA COMPLETA DE SELECIONADOS 

 

Competição Brasileira – Longas e Médias-Metragens:

Todos em Première Mundial

 

A Alma da Gente

Dir.: Helena Solberg e David Meyer

Dezenas de adolescentes, moradores da Favela da Maré, participam da preparação de um espetáculo de dança, sob o comando do coreógrafo Ivaldo Bertazzo. Dez anos depois, os diretores David Meyer e Helena Solberg partem em busca de alguns dos integrantes desta experiência, fazendo um balanço de seu efeito em suas vidas.

 

Antártica

Dir.: Evaldo Mocarzel

A partir de uma expedição científica de geólogos brasileiros, o filme propõe uma rara incursão nas paisagens do continente do Pólo Sul. Dispensando entrevistas e acompanhando passo a passo a dura rotina de trabalho da equipe, compartilha-se a experiência sensorial de estar naquele lugar – onde icebergs são tão belos quanto perigosos.

 

Em Busca de Iara

Dir.: Flavio Frederico

A vida breve de Iara Iavelberg (1944-1971), que deixou para trás uma confortável vida familiar, optou por engajar-se na luta armada contra a ditadura militar e tornou-se companheira do ex-capitão do exército Carlos Lamarca.

 

Mataram Meu Irmão

Dir.: Cristiano Burlan

Reconstituindo os detalhes da morte há doze anos de seu irmão, Rafael Burlan da Silva, Cristiano lança-se a uma jornada pessoal que nos conduz ao coração de um círculo de violência em torno dos bairros da periferia paulistana, como o Capão Redondo.

 

Ozualdo Candeias e o Cinema

Dir.: Eugênio Puppo

Autodidata, Ozualdo Candeias (1922-2007) começou sua carreira atrás da câmera com documentários institucionais e reportagens até se lançar na produção de A Margem, em 1967, mesmo ano em que teve início o Cinema Marginal, movimento do qual ele foi um dos integrantes mais originais. Foi também uma das figuras mais representativas da chamada Boca do Lixo paulistana.

 

Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro

Dir.: Victor Lopes

O maior garimpo a céu aberto do mundo, no sul do Pará, Serra Pelada acumula lendas e recordes em torno de si. Teriam sido 100 mil homens, vindos de todas as partes do Brasil, a transformar, na década de 1980, a antiga montanha numa imensa cratera, extraindo dali o equivalente a 30 toneladas de ouro. Através de depoimentos, levantam-se questões a respeito de seu apogeu e queda e suas relações com as mudanças políticas do País.

 

O Universo Graciliano

Dir.: Sylvio Back 

Um retrato do escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953), sessenta anos após a morte do autor de clássicos como “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere”. Entrevistas, materiais de arquivo, fotos e filmes articulam-se para sintetizar sua original trajetória dentro e fora da literatura.

 

 

Competição Brasileira – Curtas-Metragens

 

Alexina – Memórias de um Exílio

Dir.: Claudio Bezerra e Stella Maris Saldanha

Uma das principais líderes das Ligas Camponesas nos anos 1960 e primeira mulher de Francisco Julião, Alexina Crêspo percorre as memórias de seu exílio cubano e seu convívio com Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé Tung.

 

Coração de Estudante

Dir.: Emílio Gallo

Um retrato do compositor, maestro e arranjador mineiro Wagner Tiso, integrante de primeira linha do mítico Clube da Esquina, ao completar 60 anos de carreira. Nesta pequena homenagem, imagens de amigos, como Milton Nascimento, e de suas ligações profundas com outras paixões, como o cinema, a política e o futebol.

 

Gericinó – Do Lado de Fora

Dir.: Gabriel Medeiros e Maria Clara Senra

Na véspera do natal de 2011, um grupo de mulheres, visitantes do Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro, espera para rever seus familiares. Durante a madrugada, elas compartilham histórias que revelam o impacto do aprisionamento de seus maridos e filhos sobre a realidade da vida de todas elas, ainda que fora das grades.

 

Um Filme de Bonecos

Dir.: Tulio Viaro

Três marionetes decidem fazer um filme. O resultado é um documentário sobre eles mesmos. Eles entrevistam seus próprios criadores e discutem sobre a condição e natureza de sua existência como bonecos.

 

O Pai do Gol

Dir.: Luiz Ferraz 

Um filme em homenagem ao locutor esportivo José Silvério, um dos mais tradicionais da história do rádio paulistano.

 

Pátio

Dir.: Aly Muritiba

Pelo vidro de uma janela, a câmera espia o cotidiano do pátio de uma prisão. Observa-se o cotidiano dos presos, que jogam futebol, lutam capoeira, rezam, brincam com os filhos nos dias de visita e, principalmente, falam sobre liberdade.

 

Sanã

Dir.: Marcos Pimentel

 

Na ilha dos Lençóis, paraíso intocado no noroeste do Maranhão, vive Sanã, um menino albino. Rodeado por dunas por todos os lados, ele se mimetiza numa paisagem muito branca, sob um sol escaldante, do qual ele não tem como fugir.

 

São Paulo Miniatura

Dir.: Wiland Pindsdorf

Desafiando a percepção de escala comum, o filme convida a um novo olhar sobre cenários tradicionais da metrópole paulistana. Vista de fora para dentro, a cidade parece simples e descomplicada.

 

 

Simulacrum Praecipitii – A Visão do Abismo

Dir.: Humberto Bassanelli

 

Acompanhando o trabalho do fotógrafo Alessio Ortu pelos labirintos da cracolândia paulistana, revela-se sua procura de enxergar, nos semblantes devastados pelos efeitos do crack, não só os fantasmas que os devoram, mas também os vestígios de uma humanidade em estado de emergência.

 

Curta Hors Concours

 

A Guerra dos Gibis

Dir.: Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins

 

Nos anos 1960, em pleno regime de exceção, surge uma criativa produção de quadrinhos eróticos no Brasil. A censura conspirava para o seu fim. Satã, Chico de Ogum, Beto Sonhador, Maria Erótica e outros personagens se unem aos quadrinistas na batalha contra a ditadura.

 

Programas Especiais:

2 Premières Mundiais

(Títulos internacionais a anunciar)

 

O Fim do Esquecimento

Dir.: Renato Tapajós

 

Movimentos sociais, a ação de procuradores federais e a mobilização da juventude estão pressionando o Estado brasileiro a não esquecer das violências cometidas durante a ditadura estabelecida pelo golpe de 64. Sessão especial dupla com “Em Nome da Segurança Nacional” (1984), de Renato Tapajós, sobre a realização em 1983, em São Paulo, do Tribunal Tiradentes, julgamento simulado da Lei de Segurança Nacional.

 

Sinfonia Paulistana, Um Novo Olhar

Dir.: Rogério Zagallo

 

Iniciada em 1954, para celebrar o Quarto Centenário da cidade de São Paulo, a “Sinfonia Paulistana”, de Billy Blanco (1924-2011), desdobrou-se em 14 músicas e um tema, somente gravados 20 anos depois. Virando tema de rádio, perdeu-se a história desta rica homenagem à metrópole, recuperada em raras imagens do cantor e compositor paraense.

 

Mostra O Estado das Coisas:

4 Longas e Médias-Metragens Brasileiros, Todos em Première Mundial

(Títulos internacionais a anunciar)

 

Cidade Cinza

Dir.: Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo

 

Em julho de 2008, um muro de 700 metros quadrados no centro de São Paulo foi recoberto de tinta cinza, seguindo uma política de limpeza urbana da Prefeitura da cidade. Acabava de ser apagado um grafite feito, entre outros, pela dupla OsGemeos, que naquele momento fora convidada a pintar a área externa do Tate Modern, em Londres.

 

Das Almas

Dir.: Tiago Tambelli e Guilherme Canton

Em Bitupitá (CE), o cotidiano se divide entre a pesca e o culto a uma mulher, transformada extra-oficialmente em santa local – a palestina Milaide Tahim, uma comerciante que viveu e morreu no lugar, transformando-se, para os moradores, na Santa Adelaide que lhes aparece em sonhos intercede por suas preces.

 

Louceiras

Dir.: Tatiana Toffoli

Na aldeia Kariri-Xocó, às margens do rio São Francisco, um grupo de mulheres empenha-se na produção dos potes e panelas de barro que, há várias gerações, vem sendo um dos principais meio de sustento da comunidade indígena. Mas a tradição corre o risco de desaparecer, devido à mudança de comportamento entre as novas gerações.

 

Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes

Dir.: Bruno Polidoro e Cacá Nazário

 

Santiago, Amsterdã, Berlim, Paris, Londres, Porto Alegre, São Paulo. As cidades que testemunharam a vida breve do poeta, dramaturgo e escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) são revisitadas e recobertas agora de fragmentos de suas obras e lembranças de seus amigos, como Maria Adelaide Amaral e Adriana Calcanhoto.

 

SERVIÇO
 
É Tudo Verdade – 18º Festival Internacional de Documentários
São Paulo e Rio de Janeiro – 04 a 14 de abril em Brasília,  de 16 a 21 e em Campinas, de 23 a 28 de abril.
 
Fundador e direção: Amir Labaki
 

O festival é uma co-realização da CPFL CULTURA, BNDES, SABESP, PETROBRAS, CCBB e RIOFILME, contando com o apoio do Ministério da Cultura – Secretaria do Audiovisual, através da lei 8.313/91 (Lei Rouanet) e da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Programa de Ação Cultural/PROAC, e com apoio institucional da Imprensa Oficial de São Paulo e da Secretaria de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

 

Entrada gratuita em todas as salas de cinema.

SALAS EM SÃO PAULO
(de 04 a 14 de abril)

 

CINE LIVRARIA CULTURA

Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista

Tel: (11) 3285.3696

Sala 01 – 300 lugares

 

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Tel: (11) 3113.3651 / 3652

70 lugares

 

RESERVA CULTURAL

Av. Paulista, 900

Tel: (11) 3287.3529

Sala 02 – 161 lugares

 

MUSEU DE IMAGEM E DO SOM

Avenida Europa, 158 - Jardim Europa

Tel: (11) 2117.4777

173 lugares

 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino

Tel: (11) 3512.6111

Sala BNDES – 210 lugares

 

 

RIO DE JANEIRO

(de 05 a 14 de abril)

 

CINÉPOLIS LAGOON

Av. Borges de Medeiros, 1.424 – Estádio de Remo da Lagoa – Leblon

Tel: (21) 3029.2544

Sala 06 – 210 lugares

 

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Tel: (21) 3808.2020

102 lugares

 

ESPAÇO MUSEU DA REPÚBLICA

Rua do Catete, 153 – Catete

Tel: (21) 3826.7984

90 lugares

 

INSTITUTO MOREIRA SALLES

Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea

Tel: (21) 3284.7400

113 lugares

 

BRASILIA

(de 16 a 21 de abril)

 

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

SCES, Trecho 02, lote 22

Tel: (61) 3108.7600

74 lugares

 

 

 

CAMPINAS

(23 a 28 de abril)

 

ESPAÇO CULTURAL CPFL – Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera

Tel: (19) 3756.8000

146 lugares

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Em entrevista exclusiva, Al Pacino fala do desejo de continuar na ativa aos 73 anos, do prazer de ser pai e de seu novo filme, Amigos Inseparáveis, que estreia no Brasil em 15 de março
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Em Amigos Inseparáveis, Pacino faz o papel de um ex assassino de aluguel que acaba de sair da prisão
Flavia Guerra/ Los Angeles
“Toda vez que eu sinto a urgência de atuar, eu me deito e espero até que passe.” Foi assim que Alfredo James Pacino respondeu ao Estado quando questionado se, aos 73 anos, está mais inclinado a continuar na ativa ou a se aposentar, feito o personagem de seu mais novo filme, o ex assassino de aluguel de Amigos Inseparáveis, que estreia em abril no Brasil. “Oscar Wilde disse isso. Estou sendo irônico, obviamente, porque hoje até sou mais seletivo e pondero muito mais antes de decidir por um papel. Mas o fato é que não considero a opção de parar. Aposentadoria? Nem sei o que isso significa”, continuou o ator que ganhou fama mundial ao viver Michael Corleone nas três versões de O Poderoso Chefão (1972) e recebeu o Oscar de melhor ator por Perfume de Mulher (1992).
Hoje, como poucas vezes, estrela um longa que fala, justamente, de um tema que é lhe é muito atual e familiar. “Ele está ficando velho. Sei o que está sentindo. Mas, a aposentadoria para ele ocorre de forma meio compulsória, já que acaba não tendo outra opção. Não tem mais a mesma força física que costumava ter, o mundo mudou a seu redor, mas ele ainda tem muita energia, sabedoria e uma nova forma de olhar tudo”, comentou o ator sobre seu personagem.
Na trama dirigida pelo também ator Fisher Stevens , Pacino vive Val, este ex assassino de aluguel que, após passar décadas na cadeia, é finalmente libertado. Para ajudá-lo na tarefa de voltar ao mundo, tem o amigo Doc (o genial Christopher Walken) na sua retaguarda. Os dois decidem ter um último dia de velhos tempos e, para completar a trupe, resgatam Hirsch (Alan Arkin, de Argo) em um asilo.
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Bandidos à moda antiga, Doc (Christopher Walken) e Val (Pacino) vivem um último dia de ‘velhos tempos’
O que o fez entrar para o projeto de Amigos Inseparáveis?
Li e adorei o roteiro. Gosto dos personagens. Eles são ao mesmo tempo incomuns e exóticos, mas também muito humanos. É um filme pequeno, em que dá prazer de trabalhar. É leve e também fala de um tema difícil. Conheço o Fisher, somos bons amigos e confio muito nele. Além de ser um ator incrível, ele dirige muito bem. E para completar, soube que o longa seria rodado em um região próxima de minha casa, em Los Angeles, o que me permitiria trabalhar e continuar vendo meus filhos. Em geral os roteiros me motivavam a fazer um filme. Hoje em dia levo em conta outros fatores, como onde vai ser. Hoje o fato de eu coseguir cuidar dos meus filhos, que têm 12 anos, é importante.
E poder filmar e continuar em cartaz com uma peça (como até há pouco, em que estava com Glengarry Glen Ross em Nova York)? Também é importante?
Sim. Comecei no teatro. Me sinto mais livre no palco. E mais à vontade também. Me dá mais prazer e poder de expressão. Sempre senti isso. Mas, por outro lado, é também mais exaustivo. Quando estamos em cartaz com uma peça, dependendo do personagem, muita energia é consumida. Se o teatro é toda sua vida, pode ser tornar muito difícil. É mais fácil quando se têm outros projetos. Há mais equilíbrio quando a gente faz filmes, temos roteiros para ler, cuidamos da família e dos filhos. É importante. Se fazemos só teatro, nos vemos sempre ajustando a vida em torno disso.
Ainda que incomum, Amigos Inseparáveis é uma comédia. Em geral, você não é associado a papeis cômicos. Como foi encontrar humor neste personagem?
É sempre preciso encontrar humor nos personagens. Isso nos ajuda a enfrentar passagens que são mais trágicas. Sempre me vi como alguém que permite que a graça exista. Até mesmo personagens como Scarface têm humor. Isso torna o drama mais palatável. E a vida também. O humor nos torna humanos.
No início da carreira, você fez stand up comedies. Por que disse que era um trabalho melancólico?
Fiz comédias quando jovem para me ajudar a pagar as contas e encarar minha própria vida, que era repleta de tristezas e áreas sombrias. O humor me ajudou. Ao mesmo tempo, era melancólica esta sensação.
O que ainda o seduz em um personagem hoje?
Varia muito de projeto para projeto. Roteiro é importante. Não penso muito nisso. Às vezes se  faz algo porque ‘se está lá’. E é assim que tem de ser.
Em Amigos Inseparáveis, há muitas piadas sobre o fato de como os personagens estão envelhecendo e se aposentando. Você pensa em se aposentar?
Não. Em vez de parar, tudo é mais questão de entender do que a gente é ainda capaz de fazer. E rir de nossas limitações. Às vezes ficamos cansados, mas descobrimos energias novas. Se um papel me interessa, anima ou desafia, não vejo porque não o fazer. E se este papel se distancia de mim no processo, tudo bem. Meus personagens sempre foram extensões de minha vida e de mim mesmo. Não há regras. É preciso seguir o fluxo.
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Walken, Alan Arkin e Pacino vivem três amigos de crime, que encaram os desafios de envelhecer
Dirigir também extensão? Sente-se realizado dirigindo?
De forma alguma. Sinto que estou fazendo tudo errado. Às vezes quando faço um filme, vou às sessões testes, para ver como o público vai reagir. Sento no fundo da sala e penso: ‘Espero que algum bom editor pegue este filme e o remonte e faça um filme bom’. Esta é minha fantasia.
Ao mesmo tempo, você é ótimo em descobrir novos talentos.
Sim, mas este é meu mundo. Meu olhar é treinado. Falando agora sério sobre dirigir, eu me divirto sim. E quando um filme está pronto, não é o pior sentimento do mundo. Se é bonito e entretém, o espectador responde a isso. Mas não é como diretor que eu vejo o mundo. Meu olhar é o do ator. É no lugar do ator que encontro minha expressão.
Sendo ator, é mais fácil dirigir?
Quando eu era mais jovem, dirigir era muito mais difícil. Hoje, depois de ter dirigido alguns filmes, entendo melhor os diretores. Entendo o que eles passam com os atores. E entendo melhor a arte do cinema também. E fiz meus filme com meu próprio dinheiro. E foi melhor assim. !uando eu tinha dinheiro, eu senti que era o que devia fazer. Foi uma forma de me livrar do moedor de carne que é ter de fazer tudo sob a pressão de fazer tudo de acordo com a ditadura do ‘prazo’. Muito de nosso trabalho é ditado pelo relógio. E você, como jornalista, sabe do que estou falando. A gente tem de entregar o trabalho de acordo com o tempo da engrenagem de produção. E este tempo afeta como criamos. Fiz Édipo em Nova York há dez anos. Levamos sete meses e meio. E nunca estreamos. Apresentamos para pequenas plateias só. Mas o Édipo que fizemos foi diferente do que teríamos feito se tivéssemos apenas dois meses. É diferente porque pudemos explorar mais. É disso que trata o Actors Studio. E isso foi importante para mim quando dirigi e paguei meus filmes. Não havia alguém batendo no meu ombro dizendo quando tinha que acabar. Spielberg uma vez me disse: ‘Nunca ponha seu próprio dinheiro em um filme seu.’ Ele tinha razão. Mas estou feliz de ter feito.
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Na ‘terceira idade’, ir a um bordel pode ser motivo para grande emoção
Faria novamente?
Sim! Vou fazer. Quero dirigir, ou produzir, a história de Modigliani, baseada na peça de Dennis McEntire Gostaria de atuar, mas estou velho para o papel.
Você também está mais velho e mais maduro. A idade o tornou mais fácil de trabalhar, já que ê sempre teve fama de ser difícil?
Definitivamente. As pessoas me dizem isso. Era muito duro quando era mais jovem.
Isso também se traduz na forma como aceita críticas? Porque sempre se referem a você ou como a um Deus ou ‘muito Al Pacino’ para este papel.
Depende de como a crítica é feita. Ouço coisas o tempo todo, mas não ligo mais. uma vez que o trabalho está feito, está feito. Quando estou no meio de um processo, ouço bem críticas, mas depois de pronto, não há porque. Não há mais nada que possa fazer. É inútil. Mantenho uma distância política das críticas.
Você já teve um amigo inseparável?
Sim. Principalmente quando estava crescendo. Sou do Bronx,  Nova York, e tive amigos que me protegiam de verdade, com quem eu podia  contar. Gostaria que meus filhos tivessem isso. Foi nas ruas que tive minha educação social.  Sem amigos, não seria o que sou.
Foi esta lealdade, que está desaparecendo hoje em dia, que o atraiu a este filme?
Não acho que esteja desaparecendo, é só diferente hoje. Ter amigos de verdade sempre foi algo raro. Tive dois ou três amigos muito importantes para a minha vida, que já morreram, mas minha relação com eles sempre foi vívida, um presente. Mas temos outros grandes amigos, pessoas com quem eu poderia ter me casado. E que hoje são grandes amigas. Isso porque transformamos o amor em outra coisa. O amor existe. Está lá. É bom ser amigo de alguém que amamos.
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 O diretor Fisher Stevens entre Pacino e Walken
Você fala muito de seus filhos. Até comentou que está cansado porque passou a noite cuidando deles, que estão gripados. Se considera um bom pai, amigo?
Tento ser. Anton e Olivia são gêmeos e estão com 12 anos. Quero fazer parte da vida deles, como não pude fazer da vida de minha filha mais velha, Julie Marie, de 22 anos. Ser pai é algo natural. O que não é muito natural é ser pai solteiro. É mais difícil. Se eu vivesse com a mãe deles, muitas coisas seriam diferentes. Quando não estou filmando, faço questão de levá-los e buscá-los na escola.
É diferente ser pai aos 70 que quando se é mais jovem?
Muito. Aprendi que ser pai não é sobre você. É algo que nos faz distanciar do ego. É gratificante, pois nos faz parar de nos preocuparmos tanto com nós mesmos e doar mais. Não pude estar muito próximo da minha filha mais velha. E fico feliz de ser um pai presente hoje.
Não estava maduro antes?
Não. Ser pai é muito mais sobre como os filhos vêm ao mundo, com quem os temos e onde estamos neste momento. Quando Julie nasceu eu não estava pronto para ser pai. Assumi as responsabilidades. Mas os gêmeos foram planejados. E posso curti-los mais.
O que te dá prazer hoje?
Fazer filmes como este. Não é sempre que ocorre. Neste caso, me divertir foi uma das grandes razões, pois trabalhei com amigos. Cuidar dos meus filhos. E dar palestras. Eu adoro dar palestras. É importante para mim. Relembro e revisito fatos da minha vida e os vejo de uma nova perspectiva. Aprendo sobre eles de uma nova forma. E os compartilho com os mais jovens.

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Ao dirigir o segundo longa e prestes a estrear como  diretor na TV,

ele ainda se diz um aprendiz

 

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Flavia Guerra / RIO
Em 2009, quando lançava seu primeiro filme, o curta Predileção, Marcio Garcia ouviu de um jornalista: “Você é ator, apresentador e agora quer ser diretor?” A indagação soou estranha ao cineasta estreante. “Estou aprendendo, é fato, mas não gosto que tenham preconceito. Há vários outros atores que também se tornam diretores”, respondeu Garcia com sua fala franca de sempre.
O últimos três anos, entre outros projetos, Garcia passou aprendendo a ser diretor. Comandou seu primeiro longa, Amor Por Acaso (com Juliana Paes e Dean Cain), rodou e finaliza o segundo, Angie (com Camilla Belle e Andy Garcia), previsto para fevereiro, e se prepara para estrear como diretor de TV em janeiro, quando começa a rodar a série de ação A Teia, para a Globo.
Nada mal para quem já foi definido por Oprah Winfrey como o ‘Brad Pitt brasileiro’, em 2009, em um quadro do programa sobre a família brasileira. “Não faço ideia de onde tiraram isso. Entrevistaram até a Andréa (Santa Rosa, mulher do ator, com quem ele tem três filhos). Nem parecidos somos. A única semelhança que vejo é que Brad também não é só um ator bonito. É produtor, investe no cinema. Busca coisas novas. Ser galã não faz minha cabeça”, comentou o ator em conversa com o Estado em sua casa no Rio. Local que, além de cinco cachorros e uma casa na árvore para as crianças, abriga no quintal sua produtora, a MGP (Marcio Garcia Produções). “A MGP começou por acaso, quando precisávamos finalizar Predileção, curta com muitos efeitos especiais. Disso surgiram outros trabalhos. E não paramos mais.”

 

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Camilla Belle (Angie) e Colin Egglesfiedl (David) em cena do novo longa

Em meio a tantos projetos, Marcio confessa que “sofre de processo criativo compulsivo”. “As ideias vêm. É algo que capto no ar, quase como uma antena. Tenho a inspiração para um argumento. Fico com medo de perder e anoto na hora. No set do Angie, às vezes tinha uma ideia maluca. Contava para o Uri (Singer, produtor). Depois percebia que era loucura”, brinca ele, que pode afirmar sem medo que a maioria de suas ideias funciona.
Tanto que seu jeito tranquilo de lidar com os desafios o ajudou a conquistar a equipe de Angie. “Tinha ouvido falar um pouco sobre ele. Mas, assim que o conheci melhor, me dei conta de que ele realmente sabia o que estava fazendo. E a melhor coisa é que Marcio é calmo no set. Quando fazíamos leituras de roteiro, preocupados em entender o que ia filmar, o que ia funcionar, ele dizia: ‘Não se preocupem. Vai dar tudo certo’”, comenta o ator Colin Egglesfield, que vive David, policial que se apaixona pela garota que encontra na estrada, vivida pela mezzo brasileira Camilla Belle, a Angie. “E tudo funcionou mesmo. Ter alguém assim, muito confiante no que está fazendo, dirigindo cem pessoas, é muito importante.”
Angie conta a história de uma jovem pintora brasileira que viaja para os EUA em busca do pai que abandonou a família. Neste road movie, troca de emprego e cidade com (quase) a mesma frequência com que troca de roupa. Em sua jornada, encara o desafio de amadurecer, criar raízes até conhecer figuras como Chuck (Andy Garcia).
O veterano ator, aliás, precisou só de alguns dias de conversa por Skype para se convencer que também podia confiar em Marcio. “Há o roteiro que está escrito e o que a gente tem chance de trabalhar na prática. Eu, Camilla e o Marcio trabalhamos juntos nas cenas, fizemos alguns acréscimos, demos ideias”, declara. “É muito fácil gostar dele. Tem uma grande sensibilidade. Grande humildade. Gosto muito dele. E gosto de trabalhar com jovens talentos. Foi um grande desafio e a oportunidade de explorar algo que ainda não tinha feito como ator.”

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Andy Garcia aceitou o papel de Chuck após alguns dias de conversa por skype

Foi também um grande desafio para Marcio dirigir esta trupe, que conta ainda com Juliette Lewis, Carol Castro, Christiane Torloni, entre outros. Não só pelo trabalho com o elenco, mas principalmente pelo pouquíssimo tempo para as filmagens. “Tivemos apenas 21 dias. Uma loucura! Fizemos em um ritmo superconcentrado. Por isso, as leituras de roteiro, estudos de locação foram tão importantes. Faço meu dever de casa para que, na hora de rodar, o tempo seja bem usado”, comenta o diretor, que chegou a realizar várias tomadas únicas. “Às vezes a equipe, quase toda formada por gringos, olhava tipo: ‘Tem certeza de que não quer repetir a cena?’ Mas tinha de confiar na qualidade e partir para a próxima.”
Tal otimismo, Marcio leva a todos os trabalhos que realiza. A ponto de até lidar bem com a saudade de atuar para poder aproveitar ao máximo a experiência na direção. “Não sou de ficar sofrendo. Sempre penso que o melhor trabalho é o que estou fazendo agora”, diz ele, que está fora das novelas desde Caminho das Índias (2009), em que seu personagem, o intocável Bahuan, teve um destino nada feliz. “Tenho saudade de fazer novela. Mas o mais difícil é encontrar personagens que a gente gosta e que nos façam felizes. Novela independe do ator”, declara ele, que também esteve no seriado Na Forma da Lei (2010).
“Comecei Celebridade com um personagem pequeno e cresci. Mas, se estivesse começando minha carreira em Caminho das Índias, iria terminar ali. Eu não teria o que mostrar a mais do meu trabalho. Novela é estar no lugar certo, na hora certa. Hoje penso bem antes de aceitar um papel. Quando não funciona, a cobrança vem de casa. É algo que até a família acompanha. Quem entra nessa tem de estar ciente disso e não pode levar a frustração para a vida pessoal”, acrescenta Garcia, que recusou um convite para fazer Guerra dos Sexos, pois as datas coincidiam com as filmagens de A Teia.
Apesar de concentrar as energias no cinema, Marcio garante que volta em breve para a frente das câmeras. “Já há algumas possibilidades. Nada certo, ainda, mas vai rolar.”
Como já é tradição, ele também não descarta sua volta como apresentador. “Não há previsão, mas uma hora vai acontecer”, declara o ator carioca, que começou como modelo, foi para a TV em 1992 como apresentador do MTV Sports, passou pela Globo no Gente Inocente (1999), conquistou o País com O Melhor do Brasil, da Record (2005/2008), e voltou para a Globo em 2008. “Adoro apresentar. Aprendo e me divirto. É preciso gostar, saber lidar com as pessoas, estar tranquilo e deixar o público confortável.”
Enquanto a volta para a frente das câmeras não chega, ele se concentra nos bastidores. “Gostei do outro lado. Quando se vive muito da imagem, a gente vira meio modelo. Fui me testar em outra função”, conta. “Sempre fui curioso. Nunca planejei dirigir, mas queria entender como funciona o set, iluminação, câmeras, linguagem, processo. E ser ator me ajuda a dirigir o elenco. Sem contar que trabalhei com muitos diretores e aprendi demais. Ainda tenho muito que aprender, mas estou feliz.”

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 O Diretor e a produtora Vania Catani fizeram declarações a respeito da não inclusão do longa

entre os finalistas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2013

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Paulo José e Selton Mello em cena do filme

Diante da exclusão do brasileiro O Palhaço entre os nove finalistas a uma vaga para disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2013, o diretor Selton Mello e a produtora Vânia Catani enviaram suas declarações. “O Palhaço’ é um filme iluminado e temos muito orgulho de sua bela trajetória. Mais de 40 prêmios ao longo de sua carreira, sucesso de público e crítica, portanto, trata-se de um trabalho bastante especial para cada membro da equipe que realizou este filme ao meu lado. Sabíamos que seria uma batalha dificílima na corrida pelo Oscar de filme estrangeiro, esta edição teve recorde de inscrições, somando 71 filmes para apenas cinco vagas”, comentou Selton, que com o longa assinou seu segundo longa (o primeiro é Feliz Natal, de 2008). E acrescentou: “Outros filmes muito importantes ficaram de fora da lista, como o potente italiano ‘Cesare deve Morire’ dos fabulosos Irmãos Taviani, ‘Pietá’, representante da Coréia do Sul e vencedor do prêmio de Melhor filme em Veneza, só pra citar dois de 62 que não avançaram. A campanha de nosso filme nos Estados Unidos foi inesquecível, causou grande encantamento por onde passou, gerou interesse do mercado internacional, abriu portas, em suma, foi uma grande experiência vivida. Apresentamos uma face terna de nosso cinema e isso saltou aos olhos da crítica e do público americano. Sou eternamente grato a quem nos apoiou, foi uma honra ter representado meu país com um filme impregnado de sonho humano. Obrigado ao mestre Paulo José, à produtora do filme Vania Catani, à toda minha equipe, e a todas as pessoas que torceram pela trupe do Circo Esperança. Seguimos firmes na estrada!”.

Já Vânia Catani, produtora de O Palhaço, que com Selton esteve em Los Angeles no início do mês realizando a campanha de divulgação do longa, declarou: “Ainda estou formulando minhas impressões sobre tudo o que vi e aprendi desde que nosso filme foi selecionado para representar o Brasil no Oscar. No momento só gostaria de agradecer ao Selton que tão lindamente defendeu nosso filme em cada encontro com o público e com a imprensa nos Estados Unidos. E também agradecer ao Governo Brasileiro que, como já faz anualmente, através do Ministério da Cultura/SAV, da Ancine, do Ministério das Relações Exteriores, Cinema do Brasil/Apex e Embratur, apoiou a campanha do filme nesta acirrada disputa.” Vânia, à frente da casa de produção Bananeira Filmes, continuou: “É indiscutível a visibilidade que o filme adquire uma vez que é selecionado para representar seu país. Saímos da disputa, mas temos sobre a mesa diversas propostas de distribuição do filme em alguns países, inclusive nos Estados Unidos. Seguimos com nossa trupe do Circo Esperança encantando quem esteja em frente a todas as telas que nos permitam exibir nosso filme”.

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Academia divulgou hoje os nove finalistas a uma das cinco vagas de Melhor Filme Estrangeiro.

O candidato brasileiro não está na lista. Já o chileno No, de Pablo Larraín, representa o cinema latino-americano na competição

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A Academia divulgou ontem a lista dos nove finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro 2013. Dos 71 candidatos, agora restam:

- Amour, Michael Haneke (Áustria)

- War Witch, de Kim Nguyen (Canadá)

- A Royal Affair, de Nikolaj Arcel (Dinamarca)

- Os Intocáveis, de Olivier Nakache e Eric Toledano (França)

- The Deep, de Baltasar Kormákur (Islândia)

- Kon-Tiki, de Joachim Rønning e Espen Sandberg (Noruega)

- Além das Montanhas, de Cristian Mungiu,(Romênia)

- Sister, de Ursula Meier (Suíça); e No, de Pablo Larraín (Chile).

Único latino do grupo, No tem o brasileiro Daniel Dreifuss entre seus produtores. Os cinco finalistas serão divulgados em 10 de janeiro.

O candidato brasileiro, O Palhaço, de Selton Mello, infelizmente está fora.

 

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Cena de A Fábrica, que representa o Brasil na disputa ao Oscar de Melhor Curta-Metragem 2013

O paranaense A Fábrica, de Aly Muritiba, é um dos pré-selecionados a uma vaga de finalista no Oscar de melhor curta-metragem 2013. A informação, divulgada na sexta pela Academia, coloca o brasileiro ao lado de outras dez produções de vários países. Exibido no Festival de Brasília em 2011, levou osprêmios de Melhor Filme – Júri Popular, Melhor Atriz (para Eloina Duvoisin) e Melhor Roteiro. O filme conta a história de um presidiário que conta com a visita da mãe para conseguir fazer um telefonema. A lista dos cinco finalistas da categoria será divulgada em 10 de janeiro.

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Com cenas de batalha que arrancam gritos da plateia, Amanhecer – Parte 2  é bom final para a saga

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Flavia Guerra – Los Angeles

 

Se você é daqueles que leram os livros de Stephenie Meyer, que assistiram aos filmes da Saga e ainda aproveitaram o último fim de semana para fazer uma maratona e relembrar tudo que Bella e Edward passaram, então Amanhecer – Parte 2 é para você. Prepare-se para um epílogo digno de novela (com o melhor que uma novela pode ter). Prepare-se também para uma batalha final que, como bem disse Robert Pattinson a esta blogueira que vos escreve, é super ousada, sanguinária e….só um sonho. Ou quase.

Para não estragar a surpresa de quem ainda não leu o livro e de quem leu também, já que há algumas modificações da trama do livro no roteiro, limito-me a dizer: A batalha entre os Volturi e os Cullen e seus aliados (incluindo vampiros das mais diversas origens e países e os lobisomens) é digna de arrancar gritinhos da plateia.  E foi exatamente isso que ocorreu quando a primeira vítima teve sua cabeça decapitada por Aron Volturi (o sempre ótimo Michael Sheen).

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Bella, Renesmee, Edward e Jacob em cena do último filme da Saga Crepúsculo

A partir deste fato, a guerra começa. E tudo para salvar a cabeça da pequena Renesmee (Mackenzie Foy), que é acidentalmente confundida com uma criança-vampiro pelos Volturi, que havia recebido esta informação de uma das irmãs Denali. Como o maior bem que um vampiro pode ter é sua identidade protegida, e como crianças-vampiros são incapazes de controlar sua sede e de manter segredo, é, por decreto, preciso matar qualquer pequeno vampiro que apareça.

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Os Volturi partem em busca da pequena Renesmee

Pense na ira de Bella ao saber que a vida de sua filha corre perigo. A mamãe-vampira se revela uma loba (com perdão do trocadilho) capaz de matar para proteger a cria. A propósito, está na experiência de descobrir como um vampiro vê, ouve e vive um dos maiores prazeres de se assistir a Amanhecer – Parte 2. “Eu queria fazer com que o público sentisse o que a Bella sente, sentisse os cheiros, soubesse como é ter o poder de enxergar pequeníssimos detalhes, insetos, ouvir barulhos…E, claro, ter a sede de sangue que ela tem”, comentou o diretor Bill Condom ao Estado em conversa em Los Angeles há duas semanas.

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Edward leva Bella para sua primeira caçada

Muito por isso, o longa começa com cenas picotadas, que mostram em cada detalhe como o veneno está se espalhando pelo sangue de Bella e transformando sua natureza. “Na verdade, não transforma sua natureza, mas aprimora, revela. Ela descobre que já tinha os talentos antes mesmo de se tornar uma vampira”, comento a atriz Kristen Stewart. “Nasci para ser vampira”, diz Bella logo depois de sua primeira caçada ao lado do marido Edward (Robert Pattinson). De fato. Bella já está tão treinada após anos e anos convivendo com os Cullen que é até capaz de controlar sua sede por sangue humano e se contentar com um ‘simplório’ leão da montanha. Único detalhe é que ela faz toda a caçada usando um micro vestido azul justíssimo. “Sei que não é o figurino mais adequado para uma perseguição. E nem sei porque a Bella não reclamou disso”, brincou Kristen.

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Por incrível que pareça, estas são as vampiras da Amazônia, que se tornam aliadas dos Cullen

A imprensa internacional afirmou em várias críticas que Amanhecer – Parte 2 é o melhor longa da saga. Há controvérsias. Ainda que um final seja aguardado há tempos, ainda que as soluções de roteiro sejam acertadas, havia em Amanhecer – Parte 1 um drama maior. Havia a tão aguardada descoberta da sexualidade, a viagem a Paraty (o cenário perfeito para a lua-de-mel), havia a gravidez (quase impossível), a  possibilidade de perder Bella e o bebê que ela esperava, a dúvida do que viria a ser, a luta para salvá-las. Havia uma humanidade no drama de Ed, que, não podendo fazer nada para salvar sua família, tinha de, como bem disse Pattinson, aprender que não podia sempre controlar tudo e esperar o melhor.

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Os Cullen e seus aliados em volta da fogueira, à espera da batalha final contra os Volturi

Desta vez, os dramas surgem menos íntimos, mas não menos dramáticos. Há a luta de Ed por sua família, a cruzada dos Cullen por aliados para testemunhar em favor da humanidade da pequena Renesmee, há a descoberta da maternidade por Bella. Mas há também mais superficialidade nas atuações e dramas.

Fato é que é um fim merecido para uma saga que fez U$ 2,5 bilhões só em bilheteria, sem contar o lucro obtido com venda de DVDs, livros, brindes etc.

Se este é o fim de fato, o tempo dirá. Há boatos de que Stephenie Meyer poderá escrever uma nova história, que poderá ser filmada daqui a alguns anos. Quando questionados se voltariam a filmar a Saga, todos os atores disseram que sim. Só Kristen ousou dizer que acha que “é o fim para Ed e Bella, pois eles já viveram tanto e novos personagens merecem novas histórias.” Quem sabe não será Renesmee que viverá suas aventuras da próxima vez ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner)?  A ver!

 

 

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A seguir, ouça principais trechos da entrevista que Robert Pattinson concedeu a esta blogueira em Los Angeles, para o lançamento de Amanhecer – Parte 2:
 http://radio.estadao.com.br/audios/audio…

Confira a tradução trecho a trecho:

SOBRE PARATY
Paraty é incrível! A única coisa chata é que quando a gente estava filmando lá (Amanhecer – Parte 1) havia tantos paparazzi… Porque eu sempre penso em como posso voltar lá sem ser convidado…

Todos os pequenos restaurantes…Tipo as ilhas que têm só um restaurante…É tão legal!

SOBRE COMO SE SENTE SOBRE O FINAL DA SAGA

É engraçado porque as pessoas têm me perguntado isso desde o terceiro filme da saga (Eclipse). Como vou me sentir quando acabar…Eu não sei..

De alguma forma sim. Já foi bastante. Eu também sinto que… como os filmes foram lançados um muito próximo do outro… como se estivesse constantemente falando de Crepúsculo. E, sim, acho que é um bom final para a saga. Quando você faz cinco filmes da mesma série é muito!

Mesmo quando eu tinha 21, quando comecei (a filmar a saga), eu fazia o papel de um garoto de 17. E agora eu estou com quase 27. Chego ao poto de pensar 'Não sei mais a que conecto mais'. Não consigo me lembrar como eu pensava quando tinha 21. A gente faz algo completamente diferente, mas, na verdade, não pode se mover muito com o personagem porque ele (Edward) está preso a onde pertence.

SOBRE COMO SENTE A RESPONSABILIDADE DE SER UM EXEMPLO PARA OS FÃS

Tenho a mesma responsabilidade comigo mesmo. Eu quero ser bom provavelmente mais do que os fãs querem que eu seja. O fato é que os fãs do livro já têm uma opinião muito bem formada. E o que tento fazer é acrescentar algo de novo e surpreendente ao fazer um filme. Dar uma nova perspectiva é o que tento fazer.

SOBRE O QUE APRENDEU COM A EXPERIÊNCIA TODA

Difícil esta, mas é verdade. Acho que aprendi muito com o desenvolvimento do próprio personagem do Edward. Basicamente aprendi que na vida a gente não pode controlar tudo. E no filme ele aprende a ‘let it go’ (deixar ser, deixar estar) um pouco. E sua vida acaba ficando mais fácil. Esta é a grande lição que tirei, e apliquei nos últimos meses da minha vida, que não foram fáceis como você bem sabe. Acho que é algo significativo de se aprender. Não se pode apegar demais aos planos.

SOBRE COMO APRENDEU A NÃO CONTROLAR TUDO NA VIDA

É como filmar com um bebê. Você não pode fazer muito. Só siga o bebê. É muito mais divertido. Exatamente. Um bom exemplo de como aprender a não controlar tudo é filmar com um bebê. Não se pode controlar muito. É preciso ir de acordo com a vontade do bebê. E o mesmo vale para Ed. Quando ele só tinha a Bella, queria ter certeza de que tudo estava sempre bem. Quando o bebê nasce, entende que às vezes devemos agir por instinto e confiar. E isso é libertador.

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