Por dentro da Zynga
- 11 de outubro de 2011|
- 22h49|
- Por Filipe Serrano
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Uma das startups mais quentes do Vale do Silício, a Zynga organizou hoje o primeiro grande evento de lançamento na nova sede inaugurada há poucos meses em uma área industrial de São Francisco.
A empresa aproveitou a presença dos cerca de 50 jornalistas para mostrar o prédio de seis andares onde trabalham cerca de 1.700 dos mais de dois mil funcionários da empresa. Aqui são produzidos os games mais viciantes — e que mais tiram dinheiro dos usuários — do Facebook.
O prédio costumava ser um antigo centro comercial. Tem um vão livre na área central de todos andares. E mesmo com a reforma, toda a tubulação fica à mostra e o tom de cimento predomina. As cores vêm dos desenhos que os funcionários fazem nos painéis espalhados pelo prédio. Em outros quadros, são pendurados logotipos dos jogos da Zynga e os dos games da concorrência. Um corredor de luzes de LED levam ao lobbby na entrada do prédio, ocupado pelo restaurante da startup e alguns sofás. É ali que a Zynga fez a apresentação aos jornalistas.
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O passeio pelo escritório foi conduzido por Eric McDougall, um dos líderes da equipe de marketing e que tem um cargo cujo nome é bastante sugestivo: “minister of cool”.
Ele mostrou os salões das equipes de produção de Mafia Wars e do Zynga Poker – dois dos jogos da empresa –, onde não era permitido tirar fotos. Na entrada de cada um, há um pequeno café para as pessoas se servirem e uma central técnica que Eric comparou aos assistentes das lojas da Apple. “São os nossos gênios”, disse. Eles ajudam funcionários que tiverem problemas com seus eletrônicos. No meio dos salões, há dois tipos de salas de reuniões: pequenos espaços fechados com vidros e grandes salas com sofás coloridos e design dos anos 70.
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As baias de trabalho têm formato em W de modo que ninguém senta frente ao outro e cada mesa tem espaço suficiente para pelo menos um desktop, um notebook e pilhas de papéis. Há poucas divisões, tudo para criar um ambiente de colaboração e troca de ideias, segundo McDougall. Apesar disso, ambiente é o silencioso e cada pessoa fica compenetrada em seu computador — na tela de muitos deles, dá para observar os jogos da Zynga. De repente uma pessoa entra e arremessa uma bola de papel em um colega, como se fosse acertar uma cesta de basquete, apesar de haver uma quadra esportiva no subsolo com duas cestas de verdade. Ao lado da quadra há uma academia de ginástica completa com dezenas de aparelhos — no momento em que os jornalistas passaram por lá três pessoas faziam exercícios. Uma das paredes da quadra de basquete é de vidro e divide o complexo esportivo com o salão onde trabalham a equipe de marketing e o “ministro do cool”.
Segundo ele, a ideia do CEO, Mark Pincus, é ter um espaço em que as pessoas circulem e façam exercícios físicos. “Por isso colocamos as melhores comidas e os doces no último andar e a academia no subsolo”.
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O bar, chamado de The Well (o poço), também fica no mesmo subsolo. É onde os funcionários podem passar mais um tempo se divertindo e conversando nas longas bancadas de madeira. Nas tardes de sexta-feiras, segundo McDougall, o som de uma corneta lembra que a semana de trabalho está acabando e todos descem para o bar. Em um canto do mesmo salão, há fliperamas de games antigos, como Tetris, Space Invaders, Overdrive e Dance Dance Revolution. Ninguém estava jogando.
Com exceção a referência aos jogos, é difícil de notar que você está em uma produtora de games.
—-
Leia mais:
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