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AppStore alternativa

  • 3 de outubro de 2011|
  • 18h37|
  • Por Filipe Serrano

A brasileira Movile começou a testar um sistema de aplicativos offline da sua loja Zeewe, uma alternativa às lojas de aplicativos das duas principais plataformas de smartphones e tablets.

De acordo com Eduardo Lins Henrique, gerente de inovações da Movile e responsável pela Zeewe, a novidade lançada na semana passada permite que as informações dos aplicativos fiquem armazenadas no cache do navegar e, assim, podem ser acessadas até offline. O Zeewe 2.0 está disponível para iOS pelo endereço go.zeewe.com.

“Ele armazena as informações localmente, inclusive com a possibilidade da conexão se desligar, e a aplicação continua rodando. Parecido com o que o flash faz, só que bem focado em smartphones e tablets”, disse Eduardo.

A loja Zeewe reúne aplicativos online desenvolvidos em HTML5 e, por isso, podem ser usados sem a necessidade de instalação.

Na prática, funciona como um site. O usuário acessa o endereço www.zeewe.com pelo telefone ou tablet. A página imita o visual de um app para iPhone, e funciona como um atalho para dezenas de outros aplicativos em HTML5 divididos em categorias (games, músicas e vídeos, entretenimento, utilidades, rede social, esportes, produtividade, negócios, notícias e adulto). Sem as restrições da App Store, da Apple, e da Android Market, do Google, há atalhos para aplicativos web de diversos sites de pornografia.

A desvantagem é que o usuário precisa estar conectado à web para usar quase todos os aplicativos. Apenas três estão adaptados para funcionar offline.

A Zeewe também deve começar a implementar nos próximos meses recursos para que os desenvolvedores criem aplicativos pagos, com um modelo de distribuição semelhante ao da Apple, em que o criador fica com 70% da receita e a loja, com 30%.

“Hoje o HTML5 ainda tem menos recursos computacionais e de ferramentas de desenvolvimento do que o desenvolvimento nativo de Android e iPhone. Mas a gente acredita que com o avanço do HTML5, até com o surgimento de mais recursos, esse jogo pode ser invertido e as empresas passem a dar os primeiros passos de um aplicativo em HTML5 e depois passem a desenvolver para outras plataformas”, afirmou Eduardo.

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