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A grande inovação tecnológica criada pelo Facebook

  • 27 de maio de 2012
  • 19h00
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 28/5/2012.

Enquanto o lançamento das ações do Facebook se desenrola no que parece ser um escândalo financeiro com ares de novela, é preciso lembrar que há outros aspectos importantes sobre o futuro da rede social e o que ele representa para a evolução tecnológica.

Empresas da área crescem ao mesmo tempo em que provocam uma grande ruptura na forma como as pessoas lidam com a tecnologia. Foi assim com a Apple, quando lançou seus primeiros computadores, foi assim com o mercado de software desenvolvido pela Microsoft, com o surgimento da internet, e depois com o buscador do Google e todos os serviços (incluindo o sistema de anúncios) criado por Larry Page e Sergey Brin. Sem falar em iniciativas como a Wikipedia e os projetos de código abertos da Mozilla e outros.

A mudança provocada por estas empresas, organizações e tecnologias já é bastante conhecida. Mais do que um avanço, as tecnologias desenvolvidas por elas mudaram o hábito das pessoas a ponto de se tornarem um ícone da sociedade em que foram criadas.

Agora, qual foi realmente a ruptura que o Facebook provocou? E que tipo de ícone ele está se tornando para o mundo do fim dos anos 00 e início dos anos 10? Desconsiderando o seu IPO controverso, o Facebook inspirou e está inspirando o surgimento de diversos novos serviços que têm como principal característica o aspecto social. Conectar as pessoas virou de alguns anos para cá o lema e o foco das startups de internet.

Isso porque o Facebook e seu fundador perceberam o valor das relações humanas quando eram digitalizadas, computadas e analisadas, não apenas para direcionar anúncios, mas para definir melhor os interesses de cada um e o que os próprios usuários desejam – ou desejariam – ver no Facebook e além dele.

A estratégia não era mais descobrir qual é o site mais relevante usando algoritmos que calculavam como os sites eram referenciados em outras páginas. Era medir como as pessoas trocavam informações entre si. Não é apenas um compartilhamento de conteúdo (vídeos, imagens, mensagens, expressões), mas uma troca que carrega um valor emocional.

Um clique num botão “Curtir” em uma notícia ou um post em um blog diz muito mais sobre a relevância daquela página do que um simples link para ela. Ele leva a sugestões de outros assuntos pelos quais a pessoa possa se interessar.

Afinal, a mídia social já existia antes da popularização do Facebook. A troca de conteúdo acontecia em outras esferas menos preocupadas em analisar o que era compartilhado, como MSN. Mas, a rede de Zuckerberg percebeu que havia algo a mais do simples mensagens enviadas pelos usuários do Twitter ou a troca de recados e fotos e a participação em comunidades, alguns dos hábitos dentro do Orkut.

Há muitas críticas sobre o modelo do Facebook. Ao fechar todo seu conteúdo, ele vai contra o princípio da própria internet, livre, aberta e, de certa forma, caótica como a sociedade. A exposição pessoal também causa dor de cabeça ao Facebook por sua postura de acreditar que a privacidade é um conceito ultrapassado.

Talvez seja este o maior desafio da rede social agora. Enquanto o Google sempre se viu e é visto, apesar de todas as suas críticas, como uma empresa que procura melhorar a sociedade tornando todo tipo de informação mais acessível, o Facebook não conseguiu emplacar a imagem de que está realmente beneficiando a evolução da rede.

As informações que o site coleta têm um enorme valor, mas por enquanto o único beneficiado é o Facebook. Ao se fechar, há pouco espaço para o surgimento de algo novo que se aproveite da característica social. A saída para novas empresas tem sido construir redes paralelas que usam a mesma estratégia de calcular o interesse das pessoas, baseado nos dados que elas compartilham.

As consequências do poder do Facebook ainda serão sentidas nos próximos anos. Mas o fato é que o mundo e a internet já não são mais os mesmos depois dele. Para o bem e para o mal.

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• Coluna anterior  14/5: Preocupação com nova bolha de internet agora afeta o Brasil

Preocupação com nova bolha de internet agora afeta o Brasil

  • 13 de maio de 2012
  • 19h00
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 14/5/2012.

O temor sobre uma nova bolha da internet é um tema cíclico na cobertura de tecnologia. Há algumas semanas, ele voltou a rondar o noticiário desde que Mark Zuckerberg decidiu pagar US$ 1 bilhão pelo Instagram, serviço que não produz receita e era avaliado pela metade do valor despendido pelo Facebook.

A proximidade da entrada do Facebook na Bolsa, que pode dar ao site um valor entre US$ 77 bilhões e US$ 96 bilhões, tem ajudado a alimentar uma desconfiança de que as empresas de internet estejam superaquecidas. A busca por novos instagrams e facebooks, por parte de investidores, estaria provocando uma enxurrada de milhões de dólares em novas empresas que não dão retorno ou que têm pouca inovação.

O assunto foi puxado pelo empreendedor e escritor Dave Winer, que escreveu no fim de abril um post intitulado “Definitivamente é uma bolha”. Nick Bilton, do New York Times, retomou o tema em um artigo no blog Bits logo depois, com o título “Sem receita, uma ilusão de valor”. Chris Dixon, fundador do site de recomendações Hunch – vendido para o eBay em novembro – questionou a discussão com uma visão mais crítica publicada em seu blog, que também foi bastante comentada.

Muitos sites também repercutiram o tema e não faltou voz para criticar a desconfiança. Um dos investidores mais conhecidos do Vale do Silício, Marc Andreessen, afirmou em um evento organizado pela revista Wired: “Invisto porque acredito que não estamos em uma bolha”. E, por fim, o fundador do Techcrunch, Michael Arrington, voltou a chamar a discussão de uma “blubble” – uma “blolha” ou um blá-blá-bolha – como tinha feito no ano passado quando o tema reapareceu. Ele diz que há, sim, uma corrida por novos negócios na internet como a o fim dos anos 1990, mas agora ela é mais “inteligente” e menos gananciosa. “A compra do Instagram pelo Facebook foi impulsionada pelo medo, não pela ganância”, escreveu Arrington. O medo, no caso, era de que a startup se tornasse uma ameaça no futuro ou que fosse comprada por um concorrente.

A discussão vai longe e, apesar de o medo da bolha rondar a internet há anos, há uma diferença crucial com a preocupação atual. Agora ela afeta diretamente o Brasil, que tem atraído investidores de olho no crescimento econômico e na difusão cada vez maior do aumento do acesso à web. No fim de 2009, 67,5 milhões de pessoas tinham acesso à rede. Hoje são 79,9 milhões, segundo o Ibope Nielsen Online – e o número deve continuar em ascensão.

Animados com o bom momento muitos empreendedores brasileiros têm conseguido apoio e dinheiro para transformar suas ideias em empresas voltadas para a internet. Mas a animação tem de ser vista com cuidado.

Uma pesquisa recente com 170 empresas iniciantes, feita por uma consultoria voltada a startups chamada Luz Consultoria, indicou que apenas 32% das empresas têm clientes. Quase 61% dizem ter faturamento anual de R$ 60 mil. A maioria (72,4%) não recebeu investimentos, mas há aquelas que chegaram a ter aporte de mais de R$ 1 milhão.
Não é possível dizer que haja uma bolha no Brasil, mas vê-se startups já agem como se fossem grandes antes mesmo de colocarem seu site no ar.

Há algumas semanas conversei sobre isso com Carlos Martins, do grupo espanhol IG Expansión. Seu trabalho consiste em estruturar, no Brasil, modelos de negócios que já deram certo nos EUA ou Europa, fundando empresas de comércio eletrônico para depois vendê-las. São startups focadas principalmente na ascensão da classe C, como Viajanet, Shoes4you. Neste ano, ainda deve começar a operar uma loja online de bijuteria, a Sophie & Juliete.

Apesar da forte aposta que a internet brasileira vai continuar crescendo, Martins disse que acredita que depois da Copa de 2014 e da Olimpíada do Rio, o crescimento brasileiro deve desacelerar. Portanto, mais do que aproveitar o bom momento, é preciso pensar se o Brasil está criando empresas agora que poderão continuar inovando no futuro e que serão ambiciosas o suficiente para se manterem em tempos de crise.

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• Coluna anterior  30/4: Os negócios da computação online estão apenas no início

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Os negócios da computação online estão apenas no início

  • 29 de abril de 2012
  • 19h30
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 30/4/2012.

Foram seis anos de especulação sobre um serviço de armazenamento online do Google. Enfim, o Google Drive foi lançado e, agora, a empresa também tem sua camada de sincronização de arquivos online, como Microsoft, Apple e Amazon já haviam criado.

Mas foi preciso uma empresa pequena de São Francisco, o Dropbox, mostrar que havia um grande mercado a ser explorado para que as grandes empresas de tecnologia já estabelecidas perceberem que tinham ficado para trás.

Criar um arquivo digital para documentos, fotos, música e qualquer outro conteúdo que o usuário quiser guardar ou compartilhar é essencial para lidar com diferentes tipos de dispositivos eletrônicos, como tablets, celulares e desktops. É isso que o Dropbox, o iCloud da Apple, e agora o Google Drive fazem.

O Drive é quase uma cópia do serviço criado pelos empreendedores Drew Houston e Arash Ferdowsi em 2008 – a diferença é que documentos podem ser editados pelo Google Docs, e ainda há um plug-in para fazer isso mesmo se o PC estiver desconectado. Instala-se um programa no computador e é criada uma pasta, igual a qualquer outra, para guardar arquivos online. Quem já usa o Docs para guardar arquivos e editar documentos, verá seu conteúdo ser exportado para essa mesma pasta. Há uma opção para quem não quiser enchê-la com conteúdo velho e inútil.

A partir daí é possível abandonar pen drives e quaisquer outras mídias físicas para transportar os documentos – embora muitos já façam isso usando o e-mail. Todos eles podem ser acessados online, em outros computadores, ou em qualquer dispositivo, como tablets e smartphones, que tenham um aplicativo equivalente. O Drive oferece 5 gigabytes (GB) gratuitamente – ao contrário de 2 GB do Dropbox. E é possível comprar mais espaço (20 GB, 100 GB e 1 terabyte – 1024 GB ), pagando mensalidades (US$ 2,49, US$ 4,99 e US$ 49,99, respectivamente). O valor é menor do que o cobrado pelo Dropbox – US$ 9,99 (50 GB) e US$ 19,99 (100GB).

Se a novidade parece mais uma invenção de cinco ou dez anos atrás, você está certo. É o tipo de ideia que já deveria existir há muito tempo. E é aí que entra a questão: o Dropbox e seus concorrentes só existem porque há uma brecha nos computadores. A base que consolidou seus sistemas operacionais usados até hoje foi construída em um momento em que a internet tinha pouca relevância, era lenta e não oferecia espaço suficiente para guardar coisas online. Nessa época, a mídia física era a forma mais fácil de compartilhar conteúdo.

Há meia década já não é assim, mas os sistemas, como Windows e Mac OS, pouco fizeram para se adaptar a esta nova realidade – e moldá-la. Com a chegada dos aparelhos feitos para a mobilidade, a falta de um sistema integrado com a rede fica ainda mais exposta.

O Google tentou mudar este cenário quando criou seu próprio sistema operacional, o Chrome OS, em 2009, que funciona online – a próxima versão deverá incluir o Drive. Mas há poucos modelos à venda desde o lançamento dos primeiros no ano passado (e eles ainda nem chegaram ao Brasil).

A computação em nuvem ainda está engatinhando, mas serviços como o Dropbox e o Drive mostram que ainda há muitas oportunidades para novas empresas desenvolverem soluções online para o dia a dia digital.

Drew Houston, um dos fundadores do Dropbox, disse recentemente em entrevista à revista Technology Review que seu objetivo é construir o sistema de arquivos da internet para interligar não apenas computadores, tablets e celulares, mas também outros aparelhos como TVs, câmeras digitais e também aplicativos. “Queremos facilitar para que qualquer coisa que consuma ou crie dados possa se plugar (ao Dropbox)”, disse ele à revista norte-americana.

A fala dele é ambiciosa e mostra que seu modelo de negócios vai muito além dos computadores a que estamos acostumados, ao contrário do Drive. Afinal, o dia em que todos os PCs estiverem adaptados à nuvem, o Dropbox será inútil a não ser que tenha criado o seu próprio sistema digital e online até lá.

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• Coluna anterior  16/4: Compra do Instagram é modelo para futuro dos negócios digitais

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Compra do Instagram é modelo para futuro dos negócios digitais

  • 15 de abril de 2012
  • 19h30
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 16/4/2012.

A compra do Instagram pelo Facebook levanta uma das discussões mais controversas para empreendedores e investidores do setor de tecnologia. Quando é a hora de vender o próprio negócio?

Não existe resposta definitiva. Esta é uma área é tão instável quanto o seu poder de inovação, e sempre há dúvida se o produto continuará a prosperar em um futuro constantemente incerto, cercado de competidores em potencial que podem desenvolver uma nova tendência que toma o mercado.

A negociação pelo Instagram, segundo o New York Times, durou 48 horas e foi liderada por Mark Zuckerberg. A decisão não deve ter sido fácil, mesmo com a oferta considerada elevada por um serviço que não produz receita.

Kevin Systrom e Mike Krieger, os fundadores do Instagram, atingiram o que parece ser o auge da popularidade do app pouco depois de lançar a versão para Android. O aplicativo surgiu de um projeto para desenvolver um serviço de geolocalização de fotografias, chamado antes de Burnb. Na semana passada, o Instagram subiu para o topo da lista dos aplicativos gratuitos mais baixados do iTunes depois do anúncio da compra.

A versão original, para iPhone, tem menos de dois anos. Foi lançada em outubro de 2010. Em fevereiro do ano passado, depois de uma rodada de investimentos que somavam US$ 7 milhões, o app foi avaliado em US$ 25 milhões. Dois dias antes de ser vendido por US$ 1 bilhão em ações e dinheiro (ainda não se sabe qual é a divisão entre um e outro), ele foi avaliado por metade do valor desembolsado pelo Facebook.

Entre os que investiram no Instagram em 2011 (o conhecido fundo Bechmark Capital, o cofundador do Twitter Jack Dorsey e o investidor Chris Sacca), estava um ex-colega de escola de Mark Zuckerberg, Adam D’Angelo, que também é considerado um dos fundadores da rede social e com quem Zuckerberg chegou a dividir o dormitório em Harvard, como descreve David Kirkpatrick no livro O Efeito Facebook.

D’Angelo foi o Chief Technology Officer (CTO) – diretor executivo de tecnologia – do Facebook até 2008 e responsável pela área de desenvolvimento. Hoje, ele é cofundador do serviço de perguntas e respostas colaborativo Quora e já foi citado pela revista Forbes como uma das pessoas mais inteligentes do setor.

Outra ligação do Facebook com o Instagram é o fundo de investimentos Greylock Partners, que também ajudou a financiar o Facebook em 2006, e o Instagram no início deste mês.

O Vale do Silício é formado por grupos que frequentemente se sobrepõem. É difícil saber ao certo neste momento se essas relações influenciaram a negociação, mas a posição de dos investidores costuma ser levada em conta, como explicou na semana passada o CEO da empresa de formulários online Survey Monkey, Dave Goldberg, durante o encontro de startups BR New Tech.

“O ideal é buscar maximizar o valor da empresa para você e seus acionistas”, disse, Goldberg, que também é investidor, respondendo a uma pergunta da plateia de 218 participantes – a maioria empreendedores – sobre qual é a hora certa de vender uma empresa. Para ele, a hora certa é quando o criador da startup percebe que outra pessoa precisa tocar a operação para que a empresa continue crescendo.

Teria sido essa a ideia de Systrom e Krieger? Eles e seus investidores tinham muito a ganhar com a oferta do Facebook. Mas Zuckerberg – que recebeu propostas bilionárias pelo Facebook no passado, incluindo da Microsoft – não poderia deixar outra empresa se apropriar do app. Imagine o Google tomando o controle do Instagram e incorporando o aplicativo no Google+?

Aquisições assim costumam ter dois objetivos: expandir a própria atuação por parte de quem compra e trazer novos talentos para empresa. O futuro ainda dirá qual será o resultado para o Facebook. E a lição que se tem a tirar é que serviços voltados para celular já produzem novos gigantes da tecnologia, como previu Steve Jobs ao criar uma loja de apps para o iPhone. Começa agora a corrida para descobrir qual é o próximo aplicativo de US$ 1 bilhão. Ou mais.

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• Coluna anterior  2/4: Para empreender online, é preciso sair do filtro pessoal

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Para empreender online, é preciso sair do filtro pessoal

  • 1 de abril de 2012
  • 19h17
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 2/4/2012.

Em uma passagem do livro The FIlter Bubble (O Filtro Invisível, ed. Zahar), Eli Pariser discorre sobre a origem de grandes ideias que, de tão inovadoras, abrem caminho para outros tipos de pensamento. A discussão não é nova e já foi até tema do livro de Steven Johnson De Onde Vêm As Boas Ideias, de 2010. Para Pariser, é o contato com experiências de vida diferentes, com outras visões e opiniões, que estimula outras formas observar e interpretar o cotidiano e, assim, faz que a pessoa saia da sua linha de visão tradicional.

O argumento de Pariser é que hoje estamos menos sujeitos a viver essas experiências diferentes. E, na internet, temos menos contato com outras formas de pensamento senão as nossas próprias e as de pessoas próximas, que tendem a ser parecidas conosco. A situação, segundo ele, ocorre por causa de filtros de personalização criados por Google, Facebook, Amazon, Netflix e outros que buscam adivinhar o que o usuário quer, baseado nas suas escolhas anteriores e nas de outros usuários com gostos semelhantes.

O argumento de Pariser, correto ou não, faz refletir como o crescente interesse por novos negócios na internet brasileira e mundial tem ocorrido muito mais por causa de uma profusão e uma intensa troca de novas ideias do que apenas por um simples “boom” de startups.

Um passeio pela lista de novos negócios de internet da Associação Brasileira de Startups, a Abstartup, revela isso. Mais do que um novo empreendimento, cada uma das mais de 219 empresas cadastradas representa uma ideia. Boas ou não, são ideias em busca de destaque e de apoio para que elas se desenvolvam ou continuem em crescimento.

No meio dessas empresas, há por exemplo um site chamado Busca Sela. Ainda em versão de teste, ele serve como um buscador de produtos para montaria. Pode parecer estranho, mas para os interessados no tema, como é o caso de um parente meu, a ferramenta digital facilitaria muito a busca por produtos do tipo, muitas vezes difíceis de encontrar em cidades menores.

Além da associação, aceleradoras que fazem os primeiros investimentos em pequenos negócios de internet também têm o papel de alavancar estas novas ideias. Recentemente, no Rio, a aceleradora 21212 organizou seu primeiro evento para “lançar” as startups que passaram pelo seu programa de investimento inicial. Os vídeos das apresentações estão disponíveis no Vimeo  http://vimeo.com/by21212com). E é possível notar como há ideias incríveis, que propõem novos modelos de negócios online, em crescimento no Brasil por causa de iniciativas como essa.

Em muitos casos, as ideias não são novas, mas baseadas em modelos de negócios que já se estabeleceram nos Estados Unidos ou na Europa. De qualquer maneira, o potencial de o Brasil desenvolver novas grandes empresas de internet em um ou dois anos é enorme e maior do que jamais houve.

O que fez surgir este momento então? A ideia de Pariser de que estamos perdendo a capacidade de inovar não é verdadeira ao menos nesta área do empreendedorismo digital, nem no Brasil, nem em países desenvolvidos.

Meu palpite é de que é exatamente a geração que cresceu com a internet, teve oportunidades de conhecer novas experiências exatamente por causa da abertura e do crescimento econômico do País nos últimos anos, que deu origem a este movimento.

Desconheço se há pesquisa que indique isto, mas o que se vê hoje são empreendedores de 35 , 30 anos, ou menos, que vieram principalmente de cursos de administração e de MBAs, com boas ideias e vontade de ter um negócio próprio e diferente. Isso porque perceberam uma oportunidade de negócio exatamente porque conheceram experiências diferentes das que estavam acostumados e, muitas vezes, entraram em contato com elas exatamente por causa de ferramentas digitais presentes na internet. Ainda estamos longe de ter um ambiente de inovação digital estabelecido, mas o caminho está traçado. Basta não se fechar na rede.

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• Coluna anterior  19/3: São Paulo tem vocação para se tornar um Vale do Silício?

São Paulo tem vocação para se tornar um Vale do Silício?

  • 18 de março de 2012
  • 19h07
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 19/3/2012.

A capital paulista tem sido sede dos mais recentes movimentos de negócios na internet. Foi aqui que surgiu o Peixe Urbano, que inaugurou o frenesi das compras coletivas no País em 2009. Também foi aqui que os grandes da área (Google, Facebook, Yahoo e Microsoft) instalaram seus escritórios. Embora as filiais concentrem mais equipes de áreas comerciais que de desenvolvimento, a cidade tem sido um centro de negócios digitais cada vez mais importante. Afinal, o setor de tecnologia da informação emprega mais de 140,7 mil pessoas na região metropolitana, 34% do total de vagas com carteira assinada do País.

O crescente interesse em criar novos negócios de tecnologia tem atingido o mundo todo, mas a tradição da cidade como centro financeiro e comercial tem favorecido São Paulo no caso brasileiro. A cidade é o ponto de entrada de investidores estrangeiros em busca de oportunidades no Brasil, além de ter o maior mercado consumidor.

“Hoje há investidores vindo para o Brasil querendo montar modelos de negócios que já existem lá fora e não conseguem achar startups para comprar”, me disse Franco Lazzuri, que coordena a área de tecnologia do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), em uma visita ao local.

A organização funciona em um prédio dentro da área do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), no câmpus da USP, e atua desde 1998. É bastante conhecida no meio do empreendedorismo. Seus corredores abrigam 139 empresas nascentes, que passam entre dois e três anos e meio no conjunto e recebem consultoria para se estruturar e atrair os primeiros clientes e investimentos. Pouco mais de um terço é da área de tecnologia.

As empresas são selecionadas em uma avaliação que ocorre a cada quatro meses. É preciso ter um modelo de negócio e, principalmente, uma proposta inovadora. “Tem que ter inovação”, disse Sergio Risola, diretor-executivo.

Uma das empresas que acabam de sair de lá é o site Ningo, fundado por Paulo Rogério Vieira e Luis Roberto Pereira Leite. Funciona como um buscador de preços que também permite fazer compras, em diferentes lojas online, comprando diferentes produtos ao mesmo tempo. A ideia recebeu um investimento inicial para se expandir.

Em outras regiões do País, incubadoras como o Cietec, universidades, institutos especializados e empresas são responsáveis pelo avanço na área de tecnologia, mas São Paulo nunca conseguiu criar um parque tecnológico como outras cidades. Poucas iniciativas do poder público foram para frente, apesar do longo histórico de negócios na área e da presença centros especializados de pesquisa e de educação.

A mais recente delas, um projeto da prefeitura chamado São Paulo IDeias Novas (Spin), está “suspensa”, de acordo com a administração, à espera de aprovação do orçamento, sem previsão para ocorrer. A ideia era abrigar no Cietec, durante um ano, 100 projetos de alunos das principais faculdades da cidade, especialmente voltados para inovação e tecnologia. A previsão era que a seleção ocorresse neste mês para coincidir com o calendário das universidades.

“Todas as cidades do País não precisam ter todos os tipos de atividade”, disse o professor Marcus Vinícius Peinado Rodrigues, do Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “É importante ter uma política? É. Mas a falta dela não atrapalha o desenvolvimento da cidade (no caso de São Paulo).” Ele, Renê Fernandes, diretor do centro de empreendedorismo da FGV, e outros professores fizeram uma cartilha de políticas públicas para o empreendedorismo lançada na sexta-feira.

Para Fernandes, o caso do Porto Digital, em Recife, é exemplo de uma articulação entre poder público, a universidade e o setor privado que ajudou a desenvolver a área de tecnologia na região.

São Paulo depende menos do governo, mas os empreendedores e investidores daqui têm hoje o dever de manter vivo o ciclo de negócios se a cidade quiser desenvolver e continuar sendo uma economia que se reinventa.

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• Coluna anterior  5/3: Depois do IPO, Facebook vai ter de provar se é inovador

Depois do IPO, Facebook vai ter de provar se é inovador

  • 4 de março de 2012
  • 19h05
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 5/3/2012.

A abertura de capital do Facebook em processo já é um marco para o futuro da internet e dos negócios que vão prosperar em um mundo influenciado por este novo gigante avaliado entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões.

Há oito anos, enquanto o Facebook surgia, era outra empresa que passava pelo mesmo processo de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês): o Google. Por isso, é curioso observar o que a trajetória da empresa de Larry Page e Sergey Brin tem a ensinar sobre o caminho que será traçado pelo Facebook.

O surgimento do Google é muito diferente da criação do Facebook de Mark Zuckerberg. Enquanto a rede social era uma brincadeira de faculdade levada a sério, Page e Brin fundaram o Google a partir de um projeto de pesquisa para organizar as informações na internet e torná-las o mais relevante possível.

Em 2004, na época do IPO, o Google já era mais do que um buscador. Havia comprado empresas como a Pyra Labs, que criou o Blogger, e lançava um serviço de e-mail com 1 GB de armazenamento, o Gmail. O AdWords, seu sistema de publicidade que linka anúncios nas buscas, era exemplo de inovação. No mesmo ano, arrematou a Applied Semantics, cuja tecnologia foi incorporada para desenvolver o AdSense, sistema para distribuir links patrocinados pela rede.

“Temos orgulho dos produtos que criamos e esperamos que aqueles que serão criados no futuro tenham um impacto positivo ainda maior no mundo”, escreveu Page em 2004, então com 31 anos, no pedido de abertura de capital em uma carta a investidores intitulada “O Manual do Proprietário do Google”.

Houve efeitos negativos antes e depois do IPO, mas a empresa se expandiu apostando em produtos antes inimagináveis que trouxeram benefícios. Hoje o Google tem serviços de mapas, de tradução, de digitalização de livros, de buscas de diversos tipos de informação, incluindo por imagens e por voz. Ele tem o maior site de vídeos, o YouTube, em poucos anos fez o Android se tornar sistema para celulares mais usado e pretende comprar a Motorola. No fim de 2011, a receita trimestral ultrapassou pela primeira vez os US$ 10 bilhões. No ano, ele gerou US$ 37,9 bilhões – 96% disso vem dos anúncios –, também um recorde.

Por isso, ao olhar o Facebook, fica a dúvida: a rede social será capaz de expandir sua influência da mesma forma? E quais benefícios terá para a sociedade da era digital?

As aspirações, os comentários, as recomendações e bilhões de curtições dos 845 milhões usuários ajudam a rede social a moldar perfis de consumidores com mais precisão do que as simples buscas no Google. Aquilo que o Facebook chama de “contexto social” é responsável pelo alcance mais direcionado dos anúncios em suas páginas. A forma como analisa os dados de usuários é essencial para seu crescimento, atraindo anunciantes e receita, que em 2011 ficou em US$ 3,7 bilhões – 85% de anúncios.

Publicamente Zuckerberg diz ser menos ganancioso. Hoje com 27 anos, ele também assinou uma carta em tom de manifesto em que repete seu lema: “O Facebook não foi criado originalmente para ser uma empresa. Foi construído para realizar uma missão social – tornar o mundo mais aberto e conectado”.

Tal missão é levar o “contexto social” para além do Facebook. Para ele, os usuários se beneficiam quanto mais ações puderem compartilhar, seja ouvir música, assistir a filmes, ler notícias, etc. Para os sites que oferecem esses serviços, faz todo sentido se aliar. Atraem mais audiência ao se espalhar pelas pequenas redes de contatos dos usuários.

Para o Facebook, o benefício vem na forma de dados sobre o que as pessoas ouvem, assistem ou leem, em uma imensa pesquisa de mercado voluntária usada para aprimorar seu sistema de anúncios. O Google também faz isso.

Nos próximos anos, o Facebook terá de provar que pode ser inovador. Se conseguir, ainda veremos Zuckerberg fazer aquisições bilionárias, criar novos serviços para conectar os usuários de formas que nem imaginamos e expandir sua atuação para alcançar os outros bilhões de pessoas conectadas, por computadores ou celulares.

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• Coluna anterior  20/2: Novo consumidor é móvel, social e exige inovação

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O que fazem os empreendedores?

  • 22 de fevereiro de 2012
  • 17h32
  • Por Filipe Serrano

Acabei de ver essa no blog do Michael Arrington (fundador do Techcrunch):

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Novo consumidor é móvel, social e exige inovação

  • 19 de fevereiro de 2012
  • 19h33
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 20/2/2012.

É fato que ferramentas digitais já fazem parte do cotidiano na hora de decidir qual tipo de produto ou serviço que as pessoas escolhem. Mas há uma mudança de comportamento em curso que, para muitos empreendedores, é um exemplo do que a internet vai se tornar nos próximos anos.

Se hoje já planejamos viagens pela rede, procuramos restaurantes, pesquisamos preços de produtos eletrônicos, negociamos carros, calculamos financiamentos de imóveis, entre outras inúmeras formas de consulta que influenciam na decisão de compra, acredita-se que, para outro tipo de consumidor e de produto, não é a busca por informação que importa mais.

“As pessoas estão deixando de fazer um pouco o ‘search’, a comparação de preço, e indo para o que está se chamando hoje de ‘social discovery’ (descoberta social)”, afirma Flávio Pripas, um dos fundadores do Fashion.me, um site de moda para montar “looks” virtuais, com peças de roupas e acessórios reais.

“Em muitos casos, a pessoa não sabe exatamente o que quer, mas ela entra em um site em que tem milhares de outras pessoas conversando sobre determinado assunto, e acaba encontrando um produto. Seja porque elas têm um mesmo perfil ou porque tem um gosto completamente diferente.”

Na semana passada, o Fashion.me recebeu um investimento, de valor não divulgado, da Intel Capital, braço de investimentos de risco da fabricante de microprocessadores. Pripas afirma que o investimento vai permitir uma mudança no site, que deixará de dar foco à ferramenta de looks para melhorar a interação social entre os usuários. Ele também pretende expandir o site internacionalmente e, em março, a página já deve ganhar uma versão em inglês.

Uma pesquisa recente da eMarketer estima que em 2015 pelo menos 31 milhões de brasileiros vão fazer algum tipo de compra pela internet e as vendas devem somar US$ 26,9 bilhões (R$ 46,6 bilhões). É de olho neste crescimento, em ritmo acelerado, que estão surgindo novos serviços online.

Outro exemplo são os criadores do Meu Carrinho, que receberam um investimento do Buscapé no ano passado. O app, que ganhou versão para iPhone há um mês (antes só havia a versão para Android), aposta na consulta de preços para um outro tipo de produto. Ele permite fazer listas de compras de supermercado e consultar preços por meio de um leitor de código de barras.

Agora os fundadores do Meu Carrinho estão fechando parcerias com fabricantes para incluir dados dos seus produtos e destaques das marcas dentro aplicativo. É outro tipo de funcionalidade que influencia qual produto a pessoa vai comprar. Muitas vezes ali dentro da própria loja. Além disso, o próximo passo, segundo Bruno Branta, um dos fundadores, é lançar um comparador de preços de supermercados.

“O celular muda tudo, ele te dá mais poder do que você tinha com o computador, porque pega todos os parâmetros de geolocalização, às vezes até a indicação de que você está em um shopping, e dá a informação mais direcionada possível”, diz Branta.

De acordo com Eduardo Baer, um dos fundadores do iFood – site de delivery pela internet – entre 10% e 15% dos pedidos já são feitos por meio do aplicativo para iPhone. No mês que vem, ele deve ganhar uma versão para Android. Nesta semana os restaurantes poderão ser organizados no site de acordo com a avaliação dos consumidores.

“Em geral a pessoa faz um pedido com o telefone que está anotado na agenda. Mas ela não tem a informação atualizada. Para fazer um pedido pela internet, por outro lado, tem de estar na frente do computador. Com o celular, ele junta as duas coisas. É rápido, está ali no seu bolso, é fácil pedir e ao mesmo tempo tem todas as facilidades que a web traz”, diz Baer.

É o smartphone conectado à rede, aliado ao poder de interação das redes sociais, que tem sido esta nova fronteira dos serviços que ajudam o consumidor a tomar a melhor decisão. Para muitos, é aí que estão as oportunidades de criar novos negócios online.

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• Coluna anterior  6/2: Em São Paulo, às 19h de uma segunda-feira

Campus Party empreendedora

  • 6 de fevereiro de 2012
  • 23h50
  • Por Filipe Serrano

A Campus Party sempre foi um espaço de encontro de várias comunidades que desenvolvem projetos em diversas áreas, mas um dos principais lemas desta edição do encontro é a inovação. Como nas edições anteriores, há muita programação voltada para os interessados em conhecer ou desenvolver  projetos novos de tecnologia. O próprio Sebrae terá uma agenda com palestras próprias em seu estande. Mas também há os eventos organizados pela Campus Party.

Separei da enorme lista de palestras e oficinas quais são os eventos relacionados a empreendedorismo e startups que vão ocorrer na Campus Party a partir desta terça.  Confira:

• Terça (7/2)

10h - Gamificação do Mundo Corporativo (Palco Polivalente) – Com Rodrigo Najjar, Leandro Montoya, Cacau Guarnieri e Marcelo Pimenta.

10h - Criação de games mobile (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com André Santee (Blackdog Studio)

10h – Introdução ao Music Hack Day (Palco de Música)  - Com Dave Haynes e Roel Van Der Ven (Soundcloud)

10h30 – Aplicativo Shaker (Palco Desenvolvimento) - Com Fabian Pardo (fundador Shaker)

11h30 - Empreendedorismo Social (Palco de Campus Empreendedorismo) – Com Marcel Fukayama (ABCID), Omar Haddad (Sementes de Paz), Daniel Izzo (Vox Capital), José Alberto Aranha (Instituto Gênesis) e André Spínola (Sebrae).

14h15 - Open Innovation (Palco Polivalente) – Com Vinicius Nobre Lages (Sebrae), Tommaso Canonici (Futura Networks), Virgílio Augusto Fernandes Almeida (Ministério da Ciência e Tecnologia), André Imar Kulczynski (PROCEMPA), Bruno Rondani (Centro de Open Innovation Brasil), Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

16h - Inovação tecnológica: força motriz para o desenvolvimento econômico (Palco Polivalente) – Com Paulo Bernardo (ministro das Comunicações),  Antônio Carlos Valente (Presidente da Telefônica/Vivo), Demi Getschko (NIC.br) e Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

16h – Crescimento dos Cursos de Desenvolvimento de Jogos no Brasil (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com lvaro Gabriele (Fatec).

16h - A criatividade na construção de novas empresas (Palco de Mídias Sociais) – Com Cornelius Boersch (Mountain Partner’s).

20h15 - “Cow-funding”, a vaquinha reload (Palco Polivalente) – Com Diego Reeberg (Catarse), Pedro Markun (Transparência Hacker), Rafael Zatti (Ideas.me), Paulo Alvim (Sebrae), Marina Miranda (Mutopo Brasil).

20h30 - Como desenvolver extensões para o Firefox (Espaço Oficinas Inovação) – Com Clauber Stipkovic (Mozilla Reps).

20h30 - OpenKinect, o Kinect para todos (Palco Software Livre) - Gustavo Jordan (engenheiro de software).

Espaço Sebrae

11h – Não desista, persista, com Edson Mackenzy.
14h – Os segredos para um site de sucesso, com Eduardo Favaretto.
16h – Sua empresa está preparada para o atendimento 3.0?, com Gerson Rolim.
18h – Direito Digital, com Patrícia Peck.
20h – 14 segredos de uma startup vencedora, com Rodrigo Paolucci.

• Quarta (8/2)

10h - Gestão de projetos culturais de música e captação de recursos (Palco de Música) – Com DJ Zala, Amanda Gomes (Casa Redonda Cultural).

11h15 - 10 passos para encantar um investidor (Palco Polivalente) – Com Diego Remus (Startupi).

11h15 -  Aplicativos para dispositivos móveis voltados aos cidadãos (Palco Desenvolvimento) – Com Enylton Machado Coelho (Eyllo), Sheldon Almeida Demario  Tarifadetaxi.com), André Dargains (Praça do Conhecimento), Ricardo Bastos (Accedo Agency), Mauro Motoryn (MyFunCity), Leonardo Dias (MyFunCity), Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

11h30 - Advergames (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Mitikazu Koga Lisboa  (Hive Digital Media).

14h15 - A gestão da criatividade e inovação in-company (Palco Polivalente) – Com Irene Tinagli.

14h15 - Criando (e vendendo) seu primeiro game (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Diego Leão (Gameblox Interactive).

15h - O mundo móvel (Palco de Social Media) – Com Gustavo Ziller (Aorta), Augusto de Franco (Escola de Redes), Alexandre Maron (Editora Globo), Marcelo Castelo (Emerging Media).

16h - Metodologia Lean Startup (Palco Desenvolvimento) - Felipe Matos ( Instituto Inovação).

17h - Premiação e encerramento do Music Hack Day (Palco de Música) – n/d.

16h45 - OpenKinect, o Kinect para todos (Espaço Oficinas Inovação) - Gustavo Jordan (engenheiro de software).

20h15 - Crowdfunding: o fã é o novo investidor (Palco de Música) - Francine Almeida (Melody Box), Bruno Natal (Queremos), Gabriel Thomaz (Autoramas), Fabrício Ofuji (Móveis Coloniais de Acaju), Gustavo Ziller (Aorta).

• Espaço Sebrae

14h – Gestão de Modelo de Negócio, com Yuri Gitahy.
12h30 -Aproveitando as oportunidades da Copa e Olimpíada para empreender, com Carlos Eduardo Somaggio.
14h – Vale a pena ter um blog para minha pequena empresa?, com Marcelo Vitorino.
16h – Método INNOVATRIX: Como inovar na prática, com Clemente Nóbrega.
18h  12 Tendências de Consumo para 2012, com Luciana Stein.
20h – A força está no coletivo, com Sergei Sacha.

• Quinta-feira (9/2)

10h - Desenvolvendo jogos PC e Smartphones com Unity (Palco Desenvolvimento) – Com Thiago Bertoni (game designer).

10h - Jogos digitais e… política? (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Roberto Guedes e Alex Leal (Dilma Adventure).

11h15 - Empreendedorismo Feminino (Palco Polivalente) – Com Maria José Tonelli (FGV-SP), Marina Miranda (Marina Miranda), Jaqueline Aparecida de Almeida (Sebrae), Andiara Petterle (Grupo Bolsa de Mulher), Lígia Dutra (UpaLupa).

11h30 - Aplicações nativas para iOS e Android utilizando tecnologia Web (Palco Desenvolvimento) – Com Wagner Palombo e Diego Araújo.

11h30 - A história do Netscape e Mozilla (Palco Software Livre) – Com Chris Hofmann (Mozilla Foundation).

14h15 - O futuro do sistema de TV no Brasil: Ginga, vai ou não vai? (Campus Fórum) – Com André Barbosa (EBC), Patrícia Ávila (Ministério das Comunicações), Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

14h15 - Distribuição Digital de Games na América Latina (Palco Entretenimento Digital – Jogos) - Thiago Diniz.

16h - Sebastian Alegria, Amure Pinho, Felipe Salvini (Palco Principal) – Sebastián Alegría Klocke (@AlarmaSismos), Amure Pinho (SyncMobile), Felipe Salvini (Sieve).

16h45 - Aplicativos para redes sociais com tecnologias Google (Palco Desenvolvimento) - Otavio Silva (Google Brasil).

18h - As principais tendências da tecnologia (Palco Desenvolvimento) - Luli Radfahrer (USP).

Espaço Sebrae

11h – Financiamento colaborativo: tire a sua ideia do papel, com Diego Reeberg.
14h – Mobile para as micro e pequenas empresas, com Consultor SGC.
16h – Método INNOVATRIX: Como inovar na prática, com Clemente Nóbrega.
18h – O modelo de negócios Freemium, a definir.
20h – Experiência da Riosoft, com consultor SGC.

• Sexta-feira (10/2)

10h -  Como criar start-ups de tecnologia no Brasil (Palco Polivalente) – Com Nathalie Trutmann (FIAP), Renato Fonseca de Andrade (Sebrae), Leo Kuba (Inkuba), Carlos Eduardo Guilhaume  (Confrapar), Nei Grando (empreendedor).

10h - Internet das coisas (Palco Segurança e Redes) – Com José Roberto de Almeida Amazonas  (Poli-USP).

11h15 - O que a geek economy pode fazer por você? (Palco de Mídias Sociais) – C Marco Gomes (Boo-box), Stelleo Tolda (MercadoLivre), Breno Masi (FingerTips), Bob Wollheim (Sixpix).

14h15 - Convergência tecnológica, uma realidade (Palco Polivalente) – Com Jarbas José Valente (Anatel) e Mário Teza (diretor da Campus Party Brasil).

14h15 - Tecnologia + humor podem salvar o mundo? (Palco de Mídias Sociais) – Com Christina Xu (BredPig).

14h30 -  Como ganhar dinheiro no mundo mobile? (Palco Desenvolvimento) – Com Igor Costa (RIACycle).

15h15 - A cultura do grátis e do freemium trabalhando a seu favor (Palco de Social Media) – Com Caique Severo (IG), Daniel Wjuniski (Minha Vida), Jonny Ken Itaya (Migre.me), Alexandre Canatella (CyberCook), André Forastieri (Bubot).

17h - Social Games – a gamificação do mundo (Palco de Social Media) – Com Bruno André Mikoski (Monster Juice), Sandro Manfredini (Aquiris Game Experience), Gui Loureiro (HOPLON), René de Paula Jr., Guilherme Tsubota (8D Games).

19h - Julien Fourgeaud (Palco Principal) – Com Julien Fourgeaud (Rovio).

Espaço Sebrae

11h – Como planejar empresas digitais de sucesso, com Maurilio Alberone.
12h30 – Como chamar a atenção da mídia para sua empresa, com Adriana Souza.
14h – Redes Sociais para as Micro e Pequenas Empresas”, com Felipe Morais.
16h – Cloud Computing: as oportunidades estão nas nuvens, com Gustavo Caetano.
18h – Design Thinking e Inovação, com Denise Eler.
20h – Consumo colaborativo, com consultor da Socioteca.

• Sábado (11/2)

10h - Jogos para dispositivos móveis e redes sociais (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Guilherme Tsubota (8D Games).

11h15 - Modelo de negócio (Palco Polivalente) - Maurilio Alberone (empreendedor e fundador do StartupBase).

14h45 - Aprender a empreender (Palco Polivalente) - Carlos Seabra (Oficina Digital).

16h - 5 Desafios do Empreendedor (Palco Polivalente) – Com Egnaldo Paulino (Sebrae).

17h45 - Investimentos e perspectivas para 2012 (Palco Polivalente) – Com Patrick Schechtmann (VVX), Cassio A. Spina (investidor), Danilo Amaral (Trindade Investimentos), In Chi Hsieh  Baby.com.br), Diego Remus (Startupi), Marcelo Pimenta (Sebrae).

Espaço Sebrae

11h – Como vender sua ideia em até cinco minutos, com Marco Fisbhen.
12h30 – Como sua empresa pode ser atrativa para o investidor de risco, com Humberto Matsuda
14h – Como construir uma loja virtual de sucesso, com Alexandre Miranda.

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