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O que fazem os empreendedores?

  • 22 de fevereiro de 2012
  • 17h32
  • Por Filipe Serrano

Acabei de ver essa no blog do Michael Arrington (fundador do Techcrunch):

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Novo consumidor é móvel, social e exige inovação

  • 19 de fevereiro de 2012
  • 19h33
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 20/2/2012.

É fato que ferramentas digitais já fazem parte do cotidiano na hora de decidir qual tipo de produto ou serviço que as pessoas escolhem. Mas há uma mudança de comportamento em curso que, para muitos empreendedores, é um exemplo do que a internet vai se tornar nos próximos anos.

Se hoje já planejamos viagens pela rede, procuramos restaurantes, pesquisamos preços de produtos eletrônicos, negociamos carros, calculamos financiamentos de imóveis, entre outras inúmeras formas de consulta que influenciam na decisão de compra, acredita-se que, para outro tipo de consumidor e de produto, não é a busca por informação que importa mais.

“As pessoas estão deixando de fazer um pouco o ‘search’, a comparação de preço, e indo para o que está se chamando hoje de ‘social discovery’ (descoberta social)”, afirma Flávio Pripas, um dos fundadores do Fashion.me, um site de moda para montar “looks” virtuais, com peças de roupas e acessórios reais.

“Em muitos casos, a pessoa não sabe exatamente o que quer, mas ela entra em um site em que tem milhares de outras pessoas conversando sobre determinado assunto, e acaba encontrando um produto. Seja porque elas têm um mesmo perfil ou porque tem um gosto completamente diferente.”

Na semana passada, o Fashion.me recebeu um investimento, de valor não divulgado, da Intel Capital, braço de investimentos de risco da fabricante de microprocessadores. Pripas afirma que o investimento vai permitir uma mudança no site, que deixará de dar foco à ferramenta de looks para melhorar a interação social entre os usuários. Ele também pretende expandir o site internacionalmente e, em março, a página já deve ganhar uma versão em inglês.

Uma pesquisa recente da eMarketer estima que em 2015 pelo menos 31 milhões de brasileiros vão fazer algum tipo de compra pela internet e as vendas devem somar US$ 26,9 bilhões (R$ 46,6 bilhões). É de olho neste crescimento, em ritmo acelerado, que estão surgindo novos serviços online.

Outro exemplo são os criadores do Meu Carrinho, que receberam um investimento do Buscapé no ano passado. O app, que ganhou versão para iPhone há um mês (antes só havia a versão para Android), aposta na consulta de preços para um outro tipo de produto. Ele permite fazer listas de compras de supermercado e consultar preços por meio de um leitor de código de barras.

Agora os fundadores do Meu Carrinho estão fechando parcerias com fabricantes para incluir dados dos seus produtos e destaques das marcas dentro aplicativo. É outro tipo de funcionalidade que influencia qual produto a pessoa vai comprar. Muitas vezes ali dentro da própria loja. Além disso, o próximo passo, segundo Bruno Branta, um dos fundadores, é lançar um comparador de preços de supermercados.

“O celular muda tudo, ele te dá mais poder do que você tinha com o computador, porque pega todos os parâmetros de geolocalização, às vezes até a indicação de que você está em um shopping, e dá a informação mais direcionada possível”, diz Branta.

De acordo com Eduardo Baer, um dos fundadores do iFood – site de delivery pela internet – entre 10% e 15% dos pedidos já são feitos por meio do aplicativo para iPhone. No mês que vem, ele deve ganhar uma versão para Android. Nesta semana os restaurantes poderão ser organizados no site de acordo com a avaliação dos consumidores.

“Em geral a pessoa faz um pedido com o telefone que está anotado na agenda. Mas ela não tem a informação atualizada. Para fazer um pedido pela internet, por outro lado, tem de estar na frente do computador. Com o celular, ele junta as duas coisas. É rápido, está ali no seu bolso, é fácil pedir e ao mesmo tempo tem todas as facilidades que a web traz”, diz Baer.

É o smartphone conectado à rede, aliado ao poder de interação das redes sociais, que tem sido esta nova fronteira dos serviços que ajudam o consumidor a tomar a melhor decisão. Para muitos, é aí que estão as oportunidades de criar novos negócios online.

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• Coluna anterior  6/2: Em São Paulo, às 19h de uma segunda-feira

Campus Party empreendedora

  • 6 de fevereiro de 2012
  • 23h50
  • Por Filipe Serrano

A Campus Party sempre foi um espaço de encontro de várias comunidades que desenvolvem projetos em diversas áreas, mas um dos principais lemas desta edição do encontro é a inovação. Como nas edições anteriores, há muita programação voltada para os interessados em conhecer ou desenvolver  projetos novos de tecnologia. O próprio Sebrae terá uma agenda com palestras próprias em seu estande. Mas também há os eventos organizados pela Campus Party.

Separei da enorme lista de palestras e oficinas quais são os eventos relacionados a empreendedorismo e startups que vão ocorrer na Campus Party a partir desta terça.  Confira:

• Terça (7/2)

10h - Gamificação do Mundo Corporativo (Palco Polivalente) – Com Rodrigo Najjar, Leandro Montoya, Cacau Guarnieri e Marcelo Pimenta.

10h - Criação de games mobile (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com André Santee (Blackdog Studio)

10h – Introdução ao Music Hack Day (Palco de Música)  - Com Dave Haynes e Roel Van Der Ven (Soundcloud)

10h30 – Aplicativo Shaker (Palco Desenvolvimento) - Com Fabian Pardo (fundador Shaker)

11h30 - Empreendedorismo Social (Palco de Campus Empreendedorismo) – Com Marcel Fukayama (ABCID), Omar Haddad (Sementes de Paz), Daniel Izzo (Vox Capital), José Alberto Aranha (Instituto Gênesis) e André Spínola (Sebrae).

14h15 - Open Innovation (Palco Polivalente) – Com Vinicius Nobre Lages (Sebrae), Tommaso Canonici (Futura Networks), Virgílio Augusto Fernandes Almeida (Ministério da Ciência e Tecnologia), André Imar Kulczynski (PROCEMPA), Bruno Rondani (Centro de Open Innovation Brasil), Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

16h - Inovação tecnológica: força motriz para o desenvolvimento econômico (Palco Polivalente) – Com Paulo Bernardo (ministro das Comunicações),  Antônio Carlos Valente (Presidente da Telefônica/Vivo), Demi Getschko (NIC.br) e Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

16h – Crescimento dos Cursos de Desenvolvimento de Jogos no Brasil (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com lvaro Gabriele (Fatec).

16h - A criatividade na construção de novas empresas (Palco de Mídias Sociais) – Com Cornelius Boersch (Mountain Partner’s).

20h15 - “Cow-funding”, a vaquinha reload (Palco Polivalente) – Com Diego Reeberg (Catarse), Pedro Markun (Transparência Hacker), Rafael Zatti (Ideas.me), Paulo Alvim (Sebrae), Marina Miranda (Mutopo Brasil).

20h30 - Como desenvolver extensões para o Firefox (Espaço Oficinas Inovação) – Com Clauber Stipkovic (Mozilla Reps).

20h30 - OpenKinect, o Kinect para todos (Palco Software Livre) - Gustavo Jordan (engenheiro de software).

Espaço Sebrae

11h – Não desista, persista, com Edson Mackenzy.
14h – Os segredos para um site de sucesso, com Eduardo Favaretto.
16h – Sua empresa está preparada para o atendimento 3.0?, com Gerson Rolim.
18h – Direito Digital, com Patrícia Peck.
20h – 14 segredos de uma startup vencedora, com Rodrigo Paolucci.

• Quarta (8/2)

10h - Gestão de projetos culturais de música e captação de recursos (Palco de Música) – Com DJ Zala, Amanda Gomes (Casa Redonda Cultural).

11h15 - 10 passos para encantar um investidor (Palco Polivalente) – Com Diego Remus (Startupi).

11h15 -  Aplicativos para dispositivos móveis voltados aos cidadãos (Palco Desenvolvimento) – Com Enylton Machado Coelho (Eyllo), Sheldon Almeida Demario  Tarifadetaxi.com), André Dargains (Praça do Conhecimento), Ricardo Bastos (Accedo Agency), Mauro Motoryn (MyFunCity), Leonardo Dias (MyFunCity), Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

11h30 - Advergames (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Mitikazu Koga Lisboa  (Hive Digital Media).

14h15 - A gestão da criatividade e inovação in-company (Palco Polivalente) – Com Irene Tinagli.

14h15 - Criando (e vendendo) seu primeiro game (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Diego Leão (Gameblox Interactive).

15h - O mundo móvel (Palco de Social Media) – Com Gustavo Ziller (Aorta), Augusto de Franco (Escola de Redes), Alexandre Maron (Editora Globo), Marcelo Castelo (Emerging Media).

16h - Metodologia Lean Startup (Palco Desenvolvimento) - Felipe Matos ( Instituto Inovação).

17h - Premiação e encerramento do Music Hack Day (Palco de Música) – n/d.

16h45 - OpenKinect, o Kinect para todos (Espaço Oficinas Inovação) - Gustavo Jordan (engenheiro de software).

20h15 - Crowdfunding: o fã é o novo investidor (Palco de Música) - Francine Almeida (Melody Box), Bruno Natal (Queremos), Gabriel Thomaz (Autoramas), Fabrício Ofuji (Móveis Coloniais de Acaju), Gustavo Ziller (Aorta).

• Espaço Sebrae

14h – Gestão de Modelo de Negócio, com Yuri Gitahy.
12h30 -Aproveitando as oportunidades da Copa e Olimpíada para empreender, com Carlos Eduardo Somaggio.
14h – Vale a pena ter um blog para minha pequena empresa?, com Marcelo Vitorino.
16h – Método INNOVATRIX: Como inovar na prática, com Clemente Nóbrega.
18h  12 Tendências de Consumo para 2012, com Luciana Stein.
20h – A força está no coletivo, com Sergei Sacha.

• Quinta-feira (9/2)

10h - Desenvolvendo jogos PC e Smartphones com Unity (Palco Desenvolvimento) – Com Thiago Bertoni (game designer).

10h - Jogos digitais e… política? (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Roberto Guedes e Alex Leal (Dilma Adventure).

11h15 - Empreendedorismo Feminino (Palco Polivalente) – Com Maria José Tonelli (FGV-SP), Marina Miranda (Marina Miranda), Jaqueline Aparecida de Almeida (Sebrae), Andiara Petterle (Grupo Bolsa de Mulher), Lígia Dutra (UpaLupa).

11h30 - Aplicações nativas para iOS e Android utilizando tecnologia Web (Palco Desenvolvimento) – Com Wagner Palombo e Diego Araújo.

11h30 - A história do Netscape e Mozilla (Palco Software Livre) – Com Chris Hofmann (Mozilla Foundation).

14h15 - O futuro do sistema de TV no Brasil: Ginga, vai ou não vai? (Campus Fórum) – Com André Barbosa (EBC), Patrícia Ávila (Ministério das Comunicações), Mário Teza (diretor Campus Party Brasil).

14h15 - Distribuição Digital de Games na América Latina (Palco Entretenimento Digital – Jogos) - Thiago Diniz.

16h - Sebastian Alegria, Amure Pinho, Felipe Salvini (Palco Principal) – Sebastián Alegría Klocke (@AlarmaSismos), Amure Pinho (SyncMobile), Felipe Salvini (Sieve).

16h45 - Aplicativos para redes sociais com tecnologias Google (Palco Desenvolvimento) - Otavio Silva (Google Brasil).

18h - As principais tendências da tecnologia (Palco Desenvolvimento) - Luli Radfahrer (USP).

Espaço Sebrae

11h – Financiamento colaborativo: tire a sua ideia do papel, com Diego Reeberg.
14h – Mobile para as micro e pequenas empresas, com Consultor SGC.
16h – Método INNOVATRIX: Como inovar na prática, com Clemente Nóbrega.
18h – O modelo de negócios Freemium, a definir.
20h – Experiência da Riosoft, com consultor SGC.

• Sexta-feira (10/2)

10h -  Como criar start-ups de tecnologia no Brasil (Palco Polivalente) – Com Nathalie Trutmann (FIAP), Renato Fonseca de Andrade (Sebrae), Leo Kuba (Inkuba), Carlos Eduardo Guilhaume  (Confrapar), Nei Grando (empreendedor).

10h - Internet das coisas (Palco Segurança e Redes) – Com José Roberto de Almeida Amazonas  (Poli-USP).

11h15 - O que a geek economy pode fazer por você? (Palco de Mídias Sociais) – C Marco Gomes (Boo-box), Stelleo Tolda (MercadoLivre), Breno Masi (FingerTips), Bob Wollheim (Sixpix).

14h15 - Convergência tecnológica, uma realidade (Palco Polivalente) – Com Jarbas José Valente (Anatel) e Mário Teza (diretor da Campus Party Brasil).

14h15 - Tecnologia + humor podem salvar o mundo? (Palco de Mídias Sociais) – Com Christina Xu (BredPig).

14h30 -  Como ganhar dinheiro no mundo mobile? (Palco Desenvolvimento) – Com Igor Costa (RIACycle).

15h15 - A cultura do grátis e do freemium trabalhando a seu favor (Palco de Social Media) – Com Caique Severo (IG), Daniel Wjuniski (Minha Vida), Jonny Ken Itaya (Migre.me), Alexandre Canatella (CyberCook), André Forastieri (Bubot).

17h - Social Games – a gamificação do mundo (Palco de Social Media) – Com Bruno André Mikoski (Monster Juice), Sandro Manfredini (Aquiris Game Experience), Gui Loureiro (HOPLON), René de Paula Jr., Guilherme Tsubota (8D Games).

19h - Julien Fourgeaud (Palco Principal) – Com Julien Fourgeaud (Rovio).

Espaço Sebrae

11h – Como planejar empresas digitais de sucesso, com Maurilio Alberone.
12h30 – Como chamar a atenção da mídia para sua empresa, com Adriana Souza.
14h – Redes Sociais para as Micro e Pequenas Empresas”, com Felipe Morais.
16h – Cloud Computing: as oportunidades estão nas nuvens, com Gustavo Caetano.
18h – Design Thinking e Inovação, com Denise Eler.
20h – Consumo colaborativo, com consultor da Socioteca.

• Sábado (11/2)

10h - Jogos para dispositivos móveis e redes sociais (Palco Entretenimento Digital – Jogos) – Com Guilherme Tsubota (8D Games).

11h15 - Modelo de negócio (Palco Polivalente) - Maurilio Alberone (empreendedor e fundador do StartupBase).

14h45 - Aprender a empreender (Palco Polivalente) - Carlos Seabra (Oficina Digital).

16h - 5 Desafios do Empreendedor (Palco Polivalente) – Com Egnaldo Paulino (Sebrae).

17h45 - Investimentos e perspectivas para 2012 (Palco Polivalente) – Com Patrick Schechtmann (VVX), Cassio A. Spina (investidor), Danilo Amaral (Trindade Investimentos), In Chi Hsieh  Baby.com.br), Diego Remus (Startupi), Marcelo Pimenta (Sebrae).

Espaço Sebrae

11h – Como vender sua ideia em até cinco minutos, com Marco Fisbhen.
12h30 – Como sua empresa pode ser atrativa para o investidor de risco, com Humberto Matsuda
14h – Como construir uma loja virtual de sucesso, com Alexandre Miranda.

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Em São Paulo, às 19h de uma segunda-feira

  • 5 de fevereiro de 2012
  • 23h39
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ em 6/2/2012.

A maior parte das pessoas não se animaria, numa segunda-feira à noite, a sair do trabalho para ir para outro lugar ficar quatro horas falando, com entusiasmo, sobre trabalho. Só que estas não são pessoas preocupadas em ter um bom emprego. São empreendedores, investidores ou interessados em ideias que estão surgindo na internet brasileira.

A primeira edição do BR New Tech em 2012 recebeu 310 pessoas na semana passada exatamente para isso. Entre diversos outros encontros do tipo, o BR New Tech atrai cada vez mais participantes e é exemplo de como a comunidade de empreendedores de internet e tecnologia tem crescido no País. Ele é organizado todo mês desde dezembro de 2010 pela rede de empreendedores Brazilian Innovators e tem se tornado um dos principais “meet ups” de empreendedores de paulistanos – a maioria dos que estavam lá no dia. O termo se refere ao site MeetUp, usado para organizar encontros do tipo.

Na noite de segunda, não havia assentos para todos e pelo menos 17 pessoas viram as apresentações de pé. “Não tinha nem 30% disso no começo”, me disse um dos participantes – dono de um site de vendas de imóveis diretamente com proprietários. Já passava das sete quando os organizadores deram início ao encontro, afirmando que em 2011 a palavra “networking” (a possibilidade de fazer contatos) foi eleita a principal característica do BR New Tech.

E o networking é incentivado na prática. Todos os participantes têm dois números nos adesivos de identificação. Eles representam os grupos de networking. Depois das palestras, as pessoas devem se encontrar com aquelas que têm o mesmo número. Cada grupo é formado por cerca de 15 pessoas e cada uma tem 30 segundos para se apresentar, falar do seu projeto ou o que faz. O tempo é controlado no cronômetro do smartphone. Quem se interessa pelo trabalho do outro logo estende o braço na roda e passa um cartão de contato – de papel.

No grupo de que participei estava a fundadora de uma empresa de games e aplicativos, o criador de um site de venda de móveis e decoração projetado por designers, entre outros empreendedores. Outros queriam começar um negócio e alguns estavam lá só para conhecer pessoas e buscar uma vaga na área.

A ideia era que houvesse dois grupos de networking, mas quando a primeira rodada termina, muitos já começam a conversar e os contatos são feitos de forma natural pelas próximas duas horas. Na entrada do auditório, bebidas são servidas, e o clima é de bar.

Para a maioria, essa é a parte mais importante. Gustavo Guida, ressaltou isso. Ele é fundador do Bondfaro, comprado pelo rival Buscapé em 2006, e hoje tem um buscador de consultórios médicos. Entrevistado no palco por dois empreendedores que fazem um videocast sobre startups, Guida disse que uma das dificuldades quando criou o Bondfaro era a falta de reuniões assim. “Todos ficavam com medo da concorrência.”

Além dele, o gerente de expansão internacional do Tumblr, Josh Nguyen, falou por 20 minutos sobre a experiência da startup nova-iorquina e o crescimento do site no País. Ele passou a semana no Brasil com uma equipe em busca de um representante brasileiro para o site. O País é hoje a segunda maior audiência do site, atrás só dos EUA.

Durante o encontro, ainda ocorre o “pitch”, momento em que empreendedores sobem no palco para apresentar seus projetos. O termo em inglês tem muitos significados, mas no caso quer dizer algo como “vender a ideia”. Cada um dos três empreendedores da noite – uma plataforma de vídeo (Visib), um site de delivery (iFood), um aplicativo do Facebook para organizar viagens de aventura (Tripku) – tinha dez minutos para falar sobre seu projeto e responder a perguntas do público.

Na plateia ou no palco, há projetos engatilhados, outros em desenvolvimento, alguns prestes a ser lançados, e todos em busca de atenção a cada mês (a próxima edição é no dia 28). Para muitos, é este primeiro contato que vai ser o termômetro de uma ideia que pode virar um grande serviço de internet. Tudo isso em uma noite de segunda.

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Coluna anterior  23/1: Crowdfunding brasileiro quer acelerar em 2012

Brasil, o país do Tumblr

  • 31 de janeiro de 2012
  • 15h43
  • Por Filipe Serrano

O Brasil já é o segundo país que mais utiliza Tumblr. O publicador de blogs criado em 2007 por David Karp tem 4 milhões de páginas criadas por usuários brasileiros, um crescimento de 680% em um ano. Ao todo, os visitantes do País acessam 2 bilhões de páginas do serviço por  mês. Em junho, a quantidade era de 313 milhões.

Os números foram apresentados na noite de segunda-feira, 30, pelo gerente de expansão internacional do Tumblr, Josh Nguyen, que fez a palestra inicial do BR New Tech. O encontro é um evento mensal de startups, organizado pela rede Brazil Innovators.

Na primeira visita ao País, Nguyen disse que veio com uma equipe ao Brasil para entender esse crescimento. “Queremos ter alguém no Brasil para representar o Tumblr, fazer contatos, conversar com a imprensa”, disse ele ao blog. Perguntado se o site ganhará um versão em português, ele afirmou que sim. “Definitivamente vamos fazer isso.”

Para ele, 2011 foi o ano que os brasileiros adotaram de vez o Tumblr. Os usuários aqui são mais ativos do que a média, e passam 32 minutos no site a cada visita, comparado a 23 minutos da média global.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Leia mais:
• 
A surpresa que veio do Brasil
O garoto prodígio da vez
Preguiçoso e social

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Crowdfunding brasileiro quer acelerar em 2012

  • 23 de janeiro de 2012
  • 7h00
  • Por Filipe Serrano

* Publicado no ‘Link’ desta segunda 23/1.

Eles ajudaram a lançar discos, a apoiar trabalhos fotográficos, a filmar documentários e até a financiar uma caravana hacker pelo Brasil. Os sites brasileiros de crowdfunding foram tendência ao longo de 2011 e os criadores dos principais plataformas de financiamento coletivo (como o conceito é conhecido) esperam difundir o tema em 2012 e ampliar a quantidade de projetos financiados.

Em um ano marcado pela mobilização digital, os sites de crowdfunding brasileiros criaram plataformas para conseguir financiamento com doações de pequenas quantias de cada usuário pela internet. Geralmente há uma recompensa aos doadores, e, assim, os sites têm ajudado a captar recursos para projetos de todos os tipos.

Há os serviços que apostam em propostas criativas, como o Catarse.me. O site completou um ano na semana passada. De 278 projetos que buscaram financiamento por meio do site, 146 foram bem sucedidos – isto é, conseguiram recursos suficientes para alcançar a meta (o dinheiro só é liberado se o projeto consegue mobilizar pessoas suficientes para atingir a meta). No total, R$ 1,3 milhão, doado por mais de 15 mil pessoas, foi usado para financiar os projetos divulgados pelo Catarse.

O que o site aprendeu com a experiência? “No começo, era um modelo recheado de dúvidas”, diz Diego Reeberg, um dos fundadores. “Depois de um ano, a gente percebeu que sim, que no Brasil é possível aplicar o modelo. Mas isso é pouco perto da capacidade que temos. Fazendo uma analogia a carro, 2011 foi um ano para dar a ignição, ver se conseguia fazer o carro pegar, e agora é a hora de correr, acelerar”. O Catarse se prepara para mudar o layout no mês que vem e trazer melhorias no código do site, que é aberto a qualquer programador que quiser usá-lo.

Apesar de ter ajudado a financiar 30 projetos em 2011, Bruno Pereira, um dos fundadores do Movere.me, acredita que ainda é preciso quebrar a desconfiança das pessoas que lançam seus próprios projetos na rede. Para ele, o site ainda funciona como “um Sebrae”, ajudando os criadores a fazer todo o planejamento de cada projeto. É por isso, diz ele, que a maioria das iniciativas que teve sucesso era da área cultural. “Por causa de leis de incentivo, é um setor mais acostumado a captar dinheiro”, diz.

Outra barreira a ser superada é a ideia de que a divulgação dos projetos depende apenas dos próprios sites de crowdfunding. No Catarse, a maioria das doações vem de pessoas que fazem parte da própria rede de contatos dos criadores de cada projeto. “Diria que são 70% dos financiamentos”, afirma Reeberg.

O Queremos, um dos pioneiros a usar o conceito de crowdfunding, também deve estrear uma nova versão do site em um mês. O site começou em 2010 organizando uma espécie de “vaquinha” online para trazer bandas ao Brasil. Em 2011, foram mais de 20 shows de bandas como LCD Soundsystem e Vampire Weekend, todos no Rio.

“Estamos com planos de expandir, ir para outras cidades e abrir a outros gêneros”, diz Bruno Natal, um dos fundadores. “A gente pretende estar inserido em mais lugares, trabalhar com mais artistas e até em parceria com eles, usando o Queremos como um selo”, afirma. Por ter um modelo simples de financiamento (o usuário paga e, se o show der certo, pode receber o dinheiro de volta), o Queremos foi um dos que mais fizeram sucesso. Mas nem todos os sites de crowdfunding são voltados para a área cultural.

O engenheiro André Gabriel percebeu que o modelo poderia ser uma boa forma de arrecadar recursos para projetos sociais. Como tinha vontade de trabalhar nesta área, ele criou há três meses o Lets.bt para promover as pequenas doações. Entre alguns dos projetos no ar, há formas de ajudar pessoas que sofreram com as chuvas em Minas Gerais, por exemplo.

“Agora que grandes organizações estão entrando em contato com a Let’s. A velocidade do terceiro setor é mais lenta do que a dos projetos criativos”, disse. André diz que os novos projetos podem atrair outros interessados na plataforma de financiamento coletivo.

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Porto Digital terá escritório em SP até abril

  • 19 de janeiro de 2012
  • 14h00
  • Por Filipe Serrano

O Porto Digital planeja abrir um escritório em São Paulo para servir de base para empresários de Recife (PE) fazerem negócios na capital paulista.

O diretor de inovação Guilherme Calheiros disse nesta quinta-feira que havia uma demanda das empresas sediadas no parque tecnológico de Recife em ter um local de apoio na cidade. Segundo ele, muitas das 200 empresas do Porto Digital têm clientes no Sudeste e a região representou 25% do faturamento de R$ 1 bilhão em 2010. O parque tecnológico foi criado há 10 anos na região do centro histórico de Recife e é gerenciado pela organização social, financiada pelo governo federal e de Pernambuco.

O escritório em São Paulo servirá tanto como espaço de trabalho e de reuniões para os empreendedores de Recife quanto para os empresários de São Paulo buscarem contato com as empresas pernambucanas. ”Esperamos que em abril já comece a funcionar”, disse Calheiros, que trabalha no Porto Digital desde 2006.

Ele e o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, estão em São Paulo nesta semana para olhar os possíveis locais para alugar. “Vimos alguns lugares na Paulista e na Berrini”, disse.

A iniciativa busca sobretudo aproveitar o aumento de investimentos estrangeiros em empresas de tecnologia no Brasil, já que fundos de capital de risco têm se instalado no País.

“Temos grandes multinacionais no Porto Digital, mas precisamos transformar uma empresa local também em uma empresa grande e só se faz isso com capital”, disse. “Há empresas com faturamento de R$ 10 milhões, mas queremos que elas atinjam R$ 100 milhões ou R$ 1 bilhão no futuro.”

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FailCon terá edição brasileira

  • 18 de janeiro de 2012
  • 16h38
  • Por Filipe Serrano

A conferência FailCon terá uma edição brasileira neste ano. O encontro vai ocorrer em Porto Alegre em 3 de abril, de acordo com os organizadores. A programação ainda não foi divulgada.

A edição brasileira é organizada pelas empresas Ionatec e Woompa. De acordo com Rafael Chanin, da Ionatec, a ideia é ter pelo menos sete palestrantes. Três presenças já estão confirmadas:  Fábio Seixas (Camiseteria), Fernando Tornaim (Kzuka) e Manoel Pimentel (ICA-TI).

“Também vamos fazer uma atividade com o público, em que eles vão poder compartilhar rapidamente alguma história de fracasso, mostrando o que aprenderam com os erros”, disse Chanin.

A FailCon surgiu em São Francisco, organizada por Cassandra Phillips e Diane Loviglio. A primeira edição ocorreu em 2009.  A participação delas no encontro brasileiro não está confirmada. Os participantes se reúnem para discutir projetos que não deram certo e debatem porque certas startups fracassaram (daí o nome do encontro).

O site do evento é http://www.brazil.thefailcon.com/.

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Catarse completa um ano

  • 17 de janeiro de 2012
  • 17h15
  • Por Filipe Serrano

O Catarse completa um ano nesta terça-feira. O site é uma das principais startups brasileiras que apostam no modelo crowdfunding. Para comemorar o primeiro ano, os fundadores divulgaram um infográfico que dá uma ideia da quantidade de projetos financiados por meio do site.

(Clique na imagem para ampliá-la)

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A visão de Peter Thiel

  • 9 de janeiro de 2012
  • 16h00
  • Por Filipe Serrano

O investidor e fundador do PayPal, Peter Thiel, fala sobre a importância de criar empresas com um propósito.

Vi no StartupDigest.

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