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Fernando Meligeni

Murray: ouro mais que merecido

Particularmente fiquei muito feliz com a conquista da medalha de ouro do Andy Murray. Ele é um tenista que vinha batendo na trave há muito tempo e que ouvia de muita gente que ele não ganhava grandes torneios. Claro que Murray usou o fator casa como um algo a mais para vencer Roger Federer.

Mas a vitória de Murray não foi zebra. Não podemos classificar como zebra um tenista que apenas há três semanas tinha disputado uma final de Wimbledon também contra o Federer. Vencer uma Olimpíada, como fez Murray, é tão ou mais difícil que vencer um Grand Slam. Não é para qualquer um.

 

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Brasileiros foram bem, mesmo sem medalhas

O desempenho dos brasileiros nos Jogos de Londres não foi ruim, apesar de não termos conquistado medalhas. Posso dizer que no caso do Bellucci tivemos azar, porque estreou logo contra o Tsonga, cabeça de chave número 4. Por isso é complicado analisar, tanto para criticá-lo quanto para elogiá-lo. O tênis é diferente das outras competições, não depende só de você, depende também do sorteio. O que a gente pode dizer é que ele vive um bom momento, jogou bem contra o Tsonga, teve sua chance, mas perdeu o jogo.

Também nas duplas o Marcelo Melo e Bruno Soares fizeram uma boa Olimpíada. Venceram uma dupla difícil como John Isner e Andy Roddick e depois os checos Tomas Berdych e Radek Stepanek, e perderam nas quartas para os franceses Tsonga e Michael Llodra.

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Só pedreira no caminho de Bellucci

O Thomaz Bellucci levou muito azar no sorteio e tem pela frente uma chave duríssima, logo de cara contra o número seis do mundo. A estreia é contra o francês Jo-Wilfried Tsonga e se passar, também vai ter vida complicada diante do Raonic. Mas Olimpíada é assim e não tem como fugir. Quem quer um sonho grande como esses, vai ter de enfrentar grandes nomes do tênis, não tem jeito.

O favorito para o torneio olímpico é o Roger Federer, sem dúvida. Pela maneira que joga na grama, por ter vencido recentemente em Wimbledon, por ser o número 1 do mundo e tudo o mais, não tem como citar outro nome. Ele é o cara que tem as maiores chances de ouro. Mas ele não terá vida fácil. Se der a lógica, vamos ter nas semifinais Djkovic e Murray na briga também e a partir daí, a vitória será definida nos detalhes e pode acontecer de tudo. Rafael Nadal seria mais um dentro desse bolo com grandes chances de medalha, mas infelizmente o espanhol ficou de fora.

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Um de nossos convidados

O Estadão convidou alguns dos mais importantes personagens do esporte brasileiro e mundial para opinar, comentar e informar sobre as modalidades que conhecem como poucos. Um deles é Fernando Meligeni, que dispensa apresentação. Para falar do tênis, sobretudo brasileiro, nos Jogos de Londres, o ex-jogador também terá um espaço nobre na editoria de Esportes do Estadão, material que será usado neste blog. Aguarde!

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