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O Itamaraty e a Queiroz Galvão vão tentar tirar hoje de Benghazi os brasileiros que estão numa casa que abriga 50 pessoas. Segundo as informações, o aeroporto de Benghazi está destruído, a saída deverá ser pelo mar e o porto é controlado pela oposição.

Aparentemente fretar um navio é mais difícil, pelo menos foi assim no Líbano. Mas acredito que os brasileiros  serão bem sucedidos, o que não acontece com os médicos ucranianos.

Eles declararam ao Consomolskya Pravda da Ucrânia que a oposição não quer autorizar sua saída do pais e disseram que foram trabalhar na Líbia para ganhar dinheiro e agora querem que trabalhem para a oposição.

A Embaixada da Líbia no Brasil deve continuar em contato com Trípoli, uma vez que, ao contrário de outras embaixadas-nos EUA e Indonésia os embaixadores se demitiram- os diplomatas líbios no Brasil permanecem com Kadafi.

Kadafi na tevê promete resistir até à morte

Hoje há uma importante reunião do Conselho de Segurança. Possivelmente vai ser levantada a hipótese de uma reunião extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A Comissária Nave Pillay já pediu uma investigação porque há suspeitas de crimes contra a humanidade na Líbia.

Há muitas razões para se acompanhar a crise no Brasil. Há quase 700 brasileiros na Líbia, quatro grandes empresas, e, além de tudo, o Brasil ocupa a presidência do Conselho de Segurança.

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12.fevereiro.2011 11:45:49

Dilma e o Egito

O Brasil tomou posições corretas e precisas sobre a crise no Egito. Não se deve comparar a perfomance norte-americana à brasileira porque os EUA tinham um envolvimento com o governo Mubarak, destinando bilhões de dólares de ajuda ao pais. Obama podia intervir nos detalhes, pedindo, por exemplo, que a internet fosse liberada.
No entanto, acho que a presidente Dilma deveria ter feito um curto pronunciamento sobre o tema. Li, em alguma parte, que ela decidiu marcar sua diferença em relação ao governo anterior, reservando ao Itamaraty o papel de comentar o histórico desdobramento da situação egípcia.
É verdade que Lula falou muito. É verdade que o Itamaraty se meteu em inúmeras disputas, quase todas perdidas. Lembro-me por exemplo do apoio brasileiro ao egípcio Farouk Hosni à UNESCO. Perdemos com ele e deixamos de ganhar com um brasileiro que era forte candidato.
Foram equivocadas as falas sobre a oposição no Irã. Foi extremamente infeliz comparar presos políticos cubanos a delinquentes comuns no Brasil.
O fato de tudo isto ter acontecido, não significa que os presidentes devam silenciar, de agora por diante,deixando que falem apenas os diplomatas. Uma opção desse tipo seria simplesmente jogar fora o bebê junto a a água de banho.
Existe um espaço para a diplomacia presidencial. E este espaço não foi ocupado no caso egípcio. Nada de grave, nada de condenável. Apenas uma sugestão para que a gente encontre o caminho do meio.

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03.fevereiro.2011 23:35:39

Egito sem lei

Impressionante o depoimento do embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio sobre a situação no Cairo. A Embaixada brasileira foi impedida de prestar ajuda a jornalistas e outros hóspedes do Hotel Hilton, onde se concentram os repórteres internacionais.

Ele acentuou a irregularidade da ação policial. Seria interessante montar um esquema especial para o apoio aos brasileiros, inclusive, se for o caso, mandando missão daqui. É uma hipótese mais remota, pois a embaixada, que conhece o terreno, não está podendo realizar o seu trabalho.

Diplomaticamente, se a situação perdurar ou se agravar, será necessário chamar o embaixador do Egito. É uma gradação dentro do próprio arsenal de protesto.

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Estamos numa semana importante. A tendência é um crescimento no ritmo político do pais, com a instalação do novo Congresso. Mas sem muitas ilusões, pois vivo este filme há duas décadas. As coisas só funcionam a pleno vapor depois do carnaval.

Importante a notícia de hoje: Itamaraty vai rever a política externa brasileira. Pelo menos, pediu uma reavaliação a todas as embaixadas e à missão na ONU. Em tese, reavaliações podem ser até uma rotina. Mas as recentes entrevistas da presidente Dilma Rousseff indicam uma nuance, em relação ao governo anterior. E esta nuance, também a julgar pelas suas falas, está no capítulo de direitos humanos.

O Brasil entrou numa fase de crescimento comercial . Não existem modelos perfeitos sobre como se comportar diante do crescimento econômico e aumento da importância política. A China, defendendo-se das críticas externas, sempre desdenhou a luta pelos direitos humanos, afirmando que esse combate desconhecia características locais, e que a universalização do conceito era manobra política e inadequada. Ela fecha os olhos às ditaduras em qualquer parte porque precisa e muito de matéria prima para dinamizar sua economia e alimentar seu 1,3 bilhão de habitantes.

A China também está mudando um pouco. Na mais recente visita de seu presidente aos EUA, o pais reconheceu a universalidade dos direitos humanos. Mas está censurando a palavra Egito nas redes sociais, revelando que no momento decisivo fica com governos fortes. E os governos fortes ficam com a China: todos eles faltaram à cerimônia de entrega do premio Nobel a um dissidente chinês.

No caso brasileiro, os erros mais gritantes foram cometidos em relação ao Irã, com a abstenção do pais na ONU, num tema tão grave como a pena de morte por apedrejamento. E em Cuba, onde Lula comparou os dissidentes político aos bandidos comuns de São Paulo.

O Brasil tem condições de condenar a pena de morte e isto é uma cláusula pétrea em nossa Constituição. A Itália, por exemplo, fez muita campanha internacional contra a pena de morte, sem que isto tenha prejudicado suas relações políticas com outros países.

A nota do Itamaraty sobre o Egito, dizendo que o Brasil acompanha atento, é o tipo de nota desse período de transição. Todos sabemos que a melhor maneira de transmitir a falsa idéia de posicionamento é dizer que acompanha com atenção. Acompanha o que? Restrições às manifestações populares. A alemã Angela Merkel, por exemplo, especifica a necessidade de se respeitar o direito de demonstração pacífica.

Vamos voltar ao tema. Talvez nem exista mudança, talvez seja mais ampla do que espero.

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26.janeiro.2011 11:41:04

Líbano, Tunísia e Egito

As manifestações na Tunísia e no Egito estão longe do Brasil. A França foi acusada de silêncio constrangedor, mas seus laços com  a Tunísia são muito fortes. Os acontecimentos nos dois países podem e devem ser acompanhados com tranqüilidade e há pouca esperança do surgimento imediato de uma democracia.

O caso do Líbano é diferente. A crise  foi anunciada e não se apresenta como uma rebelião contra tiranias estabelecidas há muitos anos. O  problema  se agravou com o processo iniciado pela ONU para apurar responsabilidades na morte de Rafik Hariri, um líder mais próximo do Ocidente.

A reviravolta que levou Najib Mukati ao cargo de Primeiro Ministro desaloja do poder Saad Hariri, filho de Rafik e continuador de seu projeto. E confirma a predominância do Hezbollah. Perderam os EUA e a França, ganharam Síria e Irã, que têm muitos interesses no Líbano.

O Brasil, através de Lula, tentou participar dos problemas do projeto nuclear do Irã e também intermediar uma difícil paz no Oriente Médio. Foram duas iniciativas equivocadas.

No caso do Líbano, a diplomacia brasileira precisa ficar atenta. Há mais libaneses no Brasil do que no próprio Líbano. Uma crise por lá sempre envolve nosso pais, de um modo geral, em ações humanitárias.

Como o Congresso ainda não se instalou e as coisas não esperam deputados e senadores, vide tragédia na Região Serrana, era necessário criar logo um grupo de acompanhamento. Creio que o Itamaraty, com tanta coisa acontecendo no Oriente Médio, já deve estar atento. Mas a clássica audiência pública para explicar o que está sendo feito ou pensado sobre o Líbano e, secundariamente, Tunísia e Egito, ainda não aconteceu

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A família do brasileiro que está na montanha Fitz Roy, na Patagônia argentina trava,no momento, uma autêntica uma batalha contra a burocracia, para que ele seja resgatado. Só soube disso agora: o montanhista é filho de jornalista mineiro, Euro Arantes, que fundou o semanário Binômio. Já havia me interessado pelo tema, como mostram os posts das últimas 48 horas. O que posso fazer no momento é transcrever o apelo feito ao Itamaraty, por Kátia Arantes, em nome de todos os familiares. Além disso, por outros caminhos, vou contribuir para que Bernardo seja resgatado.

O texto da mensagem da família ao Itamaraty é este:

Hoje é dia 08/01, e fiquei sabendo que o clima em Chalten abriu uma janela e
seria o momento ideal para o resgate, no entanto a burocracia e falta de
recursos técnicos e de equipamentos do governo argentino está fazendo com que
percamos esta chance valiosa do resgate.

Estamos fazendo contato com vocês a 3 dias e infelizmente não houve uma forte
pressão do nosso governo no sentido de cobrar do governo argentino que colocasse
o que eles dizem ter, (aeronaves, pilotos e equipamentos), porém não acredito, à disposição, no pé da montanha, para quando o tempo abrisse.

Se não tinham condições, pedissem ajuda aos brasileiros que tinham tudo para
assumir a tarefa.

Na realidade, argentinos e chilenos não assumem que não estão preparados para
fazer resgates na Patagônia nos mesmos moldes que os europeus fazem no Alpes.

No entanto é uma região de turismo que gera divisas aos 2 países e eles poderiam
investir nisto. Não investem e fingem que é natural os montanhistas serem
abandonados a própria sorte, fazendo das montanhas da Patagônia um túmulo
inacessível onde os familiares não podem chorar os seus mortos. A desculpa deles
é que os montanhistas não avisaram aos órgãos publicos locais que iriam subir a
montanha. Essa burocracia é apenas para ajudá-los a lavar as mãos em casos
fatais de estrangeiros.

É um comportamento perverso, principalmente em se tratando da América Latina por quem tanto o governo brasileiro tem feito em termos de diplomacia.

A família Collares e Arantes está revoltada com tudo isso. Falo em nome de
todos.

Katia Maria de Fátima Arantes

Bernardo e Kika,

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  • ZULA VIEIRA: ESTOU DENUNCIANDO QUE NO MARANHÃO TEM MUITAS FLAUDES NO SEGURO DEFERO QUE É COMANDAO PELA FEDERAÇÃO...
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  • VOZ ATIVA: DESORDEM E CAOS EM SALVADOR >>> A polícia da Bahia em manifestação de máxima orquestração...
  • Dany: Gostei da sua ideia.Louvo sua coerência e sinceridade,prezado Fernando.

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