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O governo da India propos às grandes operadoras de midia social, Facebook, Google, Yahoo e Microsoft que apaguem todo conteúdo que ofenda à “sensibilidade das pessoas”.

O apelo foi feito pelo ministro Kapil Sibal, ministro da Comunicação. Imediatamente uma onda de protestos surgiu na internet.

O Ministro Kapil Sibal na cruzada para proteger a sensibilidade.(AP

Os protestos vão desde a denúncia de censura à de inconstitucionalidade da proposta do governo.

Sabil afirma que há cenas na internet que ofendem a “qualquer ser humano normal”. Em seguida afirmou que era um dever do governo proteger a sensibilidade de seu povo.

Muito mais fácil proteger a sensibilidade das pessoas é contar com que se afastem , por iniciativa própria, de qualquer conteúdo considerado por elas ofensivo.

Isso é o que move a liberdade na internet, a capacidade de escolha do indivíduo

Na entrevista coletiva, concedida em Nova Deli, Sibal afirmou para mais de 100 jornalistas que era preciso respeitar a singularidade cultural da Índia.

A onda de protestos surgida na internet revelou que existem opiniões diferentes sobre a singularidade cultural. Para muitos, ela sobrevive e cresce numa atmosfera de liberdade.

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Uma nota da Associação de Delegados da Policia Federal afirma que a corrupção no Brasil atingiu níveis inimagináveis.

É grave essa constatação feita por observadores privilegiados, que investigam o problema no cotidiano.

Independente de fazer ou não a CPI, a oposição poderia organizar um seminário com delegados da Federal e pedir a eles um quadro mais detalhado da situação. Isso, é claro, sem entrar em detalhes que prejudiquem investigações em curso.

Pedro Simon , Cristovao Buarque e Jarbas Vascancelos, caso a oposição não se interesse, poderiam organizar o encontro.

Se querem dar apoio “à luta de Dilma” nada mais adequado do que conhecer o estado da arte da corrupção no Brasil.

O Ministro da Agricultura caiu. Mas se alguém precisasse investigar as câmeras que monitoram seu Ministério, estaria perdido.

A  empresa que faz o trabalho é ligada ao senador Eunício de Oliveira,(PMDB-CE) e deve ter desmanchado todas as imagens comprometedoras.

Esse detalhe é apenas um entre centenas que explicam o adjetivo usado pelos delegados da PF classificar a corrupção no Brasil: inimaginável.

Detalhe na pintura de Bosch.

Os acontecimentos na Índia mostram que a luta da corrupção não é  que a esquerda oficial pensa. Ela se fixa num passado recente brasileiro e acha que apenas políticos como  Carlos Lacerda e um setor da classe media se interessam pelo tema.

Em outras palavras, ela nega a importância da luta contra a corrupção argumentando que o principal é distribuir rendas e manter o pais crescendo.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, no dia do aniversário da independência do pais reconheceu: a corrupção impede que a Índia realize seu potencial de se tornar uma grande força no mundo.

A verdade é que lá, o governo foi levado a a admitir a importância da corrupção pela própria sociedade. Aqui as teses oportunistas de esquerda, segundo as quais  a corrupção é tema irrelevante, se afirmam pelo relativo silêncio social.

Caíram quatro ministros em oito meses. E continuam achando que a corrupção não é problema. Caíram quatro, dos quais três denunciados pela mídia. Imaginem se houvesse gente na rua como na Índia.

 

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A Índia decidiu soltar o ativista Anna Hazare que, em greve de fome, mobilizou o pais contra a corrupção.

Os termos do acordo para sua liberdade implicam em limitar a greve de fome e protestos em 15 dias. Por insistência de Anna não haverá limites numéricos nas manifestações.

No fundo foi uma libertação incondicional pois quem poder garantir que as manifestações durem 15 dias?

Manifestações contra a corrupção e pela liberdade de Anna.( foto EPA)

Anna vai continuar sua greve de fome. Leio que o objetivo não é apenas da aprovação de uma leis mais severa contra a corrupção.

O objetivo de Anna Hazare é também a criação de uma agencia independente, com poderes para investigar o governo.

A agência terá o nome de Lokpal e não é idêntica à CGU brasileira, que é parte integrante do governo e com um ministro escolhido por ele.

Um dos embaraços para o Primeiro-Ministro Manmohan Singh foi o de colocar Anna Hazare na mesma prisão onde alguns políticos corruptos estão detidos.

Com uma cobertura nacional na tevê, o movimento iniciado com a greve de fome,mobiliza milhões de pessoas em toda a Índia.

O impasse entre um novo patamar de crescimento e a corrupção na Índia será um grande tema da semana

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Quando noticiei o aniversário da independência da Índia mencionei a greve de fome de Anna Hazare mas não imaginava que fosse ganhar essa proporção.

Tinha muitas dúvidas sobre o que está se passando e me vali hoje do relato do escritor Chetan Baghat (http://bit.ly/p77JBI) para esclarecer algumas .

Manifestantes diante da foto de Hazare.(Reuters)

Logo no primeiro parágrafo, ele dá a dimensão do movimento afirmando que enquanto escrevia milhões de pessoas estavam nas ruas protestando.E outros milhões estão coladas na tevê e na internet.

Apesar da presença de tantas organizações sociais na Índia, Baghat confessa que nunca viu uma mobilização tão forte e tão ampla, a ponto de interessar ao empresário e ao simples puxador de rickshaw.

Ele faz uma alusão aos que achavam impossível algo desse tipo, numa Índia em crescimento. São recorrentes as frases: na Índia nada vai mudar; o destino do homem comum é sofrer.

Hazare já fez uma greve de fome e agora não aceita a lei do governo que, segundo ele, abarca apenas cinco por cento dos casos de corrupção.

Ele tem 74 anos, serviu ao Exército e disse que saiu para não se suicidar. Segundo um perfil no Guardian, decidiu se dedicar aos pobres e à humanidade, depois de ler um texto de Swami Vivekananda, líder espiritual hindu do século XIX.

O escritor Chetan Baghat conta um episódio interessante em seu artigo. Ao chegar no aeroporto apresentou o passaporte e disse para o homem da aduana que não aprovava a prisão de Hazare, no dia 16.

Ao sair, o homem da aduana sussurou: estou com Anna, apesar dos meus superiores.

O desenrolar da crise na Índia revela, pelo menos provisoriamente, duas coisas. Não é universal a ideia de que o crescimento econômico atenua na classe media o impacto da corrupção; nem é universal a tese de que os pobres se movem apenas pelo estômago.

Hazare protesta contra frágil lei do governo.(AP)

 

 

 

 

 

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A Índia permite produtos geneticamente modificados. No momento, cultiva o algodão modificado e é a segunda produtora mundial.

Apesar de sua lei, e por causa dela, a índia está processando a Monsanto por biopirataria. A causa do processo é uma berinjela modificada sem autorização do governo.

Manifestação contra a berinjela modificada.

É a primeira vez que uma empresa é processada por biopirataria na Índia, onde o crime é passível de quatro anos de prisão.

A Monsanto afirma que a tarefa de pedir autorização ao governo era de sua parceira nacional, a Mayhico.

A berinjela modificada utilizou uma dezena de variedades na região de Tamil Nadu e Karnataka.

A Índia abriga 7,8 das espécies animais e vegetais do planeta. No passado, camponeses do norte do país protestaram contra a licença para um arroz modificado, o Rice Tec.

A iniciativa mais interessante da Índia foi recensear 200 mil tratamentos tradicionais,inclusive postura de yoga.

Com este material foi produzida uma enciclopédia do saber tradicional com 30 milhões de páginas e escrita em cinco línguas. É uma consulta indispensável no momento de conceder licenças e patentes.

Na índia, o debate sobre as berinjelas modificadas não se restringiu aos aspctos científicos. É um alimento comum no país e utilizado também cultos religiosos a Khrisna. Alguns fieis do sul do país se manifestaram contra a modificação genetica para que não seja oferecido “ alimento impuro aos deuses”.

O que a India está fazendo, o Canadá também já fez e o Brasil se recusou a fazer com a soja modificada, introduzida clandestinamente da Argentina. Há uma lei permitindo os alimentos modificados mas quem não pede licença é enquadrado em biopirataria

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A delegação formada pelo Brasil, Índia e África do Sul foi recebida pelo presidente Assad na Síria e voltou com muitas promessas.

Assad reconheceu que o Exército se excedeu e prometeu suspender a repressão em duas semanas, quando termina o Ramadan.

Alguns diplomatas sírios prometeram também que o país terá uma democracia pulripartidária, até o final do ano.

O Brasil, quando resolveu intervir no caso do Irâ, aproximou-se da Turquia. Nessa delegação a Turquia ficou de for a. Ela é diretamente atingida porque os refugiados sírios estão cruzando a fronteira.

 

O primeiro-ministro turco, Tayip Erdogan, disse, com toda a clareza: Assad está atirando contra seu povo.

 

Cartaz em manifestação contra Assad.

A Síria não quis receber o chanceler turco porque sabe que é dificil enganar o vizinho. As promessas que fez ao Brasil, India e África do Sul, são apenas uma tentative de romper o isolamento.

Sob pressão americana, os países árabes se distanciaram do governo sírio que já matou 2000 pessoas nesses quatro meses.

Um dos elos da Síria com a ONU é exatamente a comissão composta pelo Brasil. Se o preço da mediação é não condenar as mortes dos oposicionistas, ele compensará realmente se Assad cumprir o que promete. Mas as chances são pequenas.

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  • ZULA VIEIRA: ESTOU DENUNCIANDO QUE NO MARANHÃO TEM MUITAS FLAUDES NO SEGURO DEFERO QUE É COMANDAO PELA FEDERAÇÃO...
  • Fernanda: Mesmo sendo um movimento estratégico, sinto orgulho do meu país por recebê-los. Bem vindos! :)
  • Fernanda: Ainda que com atraso, desejo-lhe um feliz ano novo! Muita sorte e felicidade! :)
  • VOZ ATIVA: DESORDEM E CAOS EM SALVADOR >>> A polícia da Bahia em manifestação de máxima orquestração...
  • Dany: Gostei da sua ideia.Louvo sua coerência e sinceridade,prezado Fernando.

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