ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Numa das raras incursões pelo futebol, afirmei aqui que o jogo Santos e Barcelona seria um importante, embora não único, parâmetro para avalisar nossa situação internacional.

Mostrava alguns indícios de que a hegemonia no futebol tinha nos abandonado. Um deles era a análise das partidas da seleção brasileira, derrotada pelos grandes européias, França e Alemanha.

O outro era a trajetória do Universidad de Chile que acaba de se tornar campeão da Copa  Sul-Americana. Esse time derrotou os brasileiros com muita facilidade e, no caso do Flamengo, aplicou uma goleada à Barcelona, no Rio de Janeiro.

O Vasco da Gama, um dos candidatos ao titulo, consguiu um empate aqui e, em Santiago, perdeu de dois a zero.

O teste com o Barcelona não era o único porque uma partida não é tudo. Mas daria uma ideia do estágio do futebol brasileiro, que hoje vive das glórias do passado e muito, muito mesmo, marketing. Marketing de clubes, jogadores e até da própria CBF.

Faltam dois anos e meio para a Copa do Mundo. Estamos gastando muito dinheiro na suposição de que teremos uma grande performance, talvez conquistemos o título.

O dinheiro, já se viu, está sendo gasto de forma muito generosa: o aluguel de uma cadeira no espetáculo do sorteio custou o preço de uma cadeira nova.

Era hora de começar um debate sobre o futebol brasileiro. O campeonato foi muito emocionante não tanto pela qualidade, mas sim pelo equilíbrio de forças.

Campeonatos com equilíbrio de força são emocionantes até na Finlândia. O problema é a qualidade que se perdeu, com a modernização do futebol.

Ter ou não ter centro avante  é uma  questão. Ter ou não ter um time de qualidade, que, através da entrega dos seus jogadores, está presente em todos os cantos do campo é outra questão.

Com a revelação da mediocridade do futebol brasileiro, quem sabe diminua a tolerância com a corrupção nas gigantescas obras da Copa?

Tags: , , ,

Comentários (3) | comente

O filósofo do futebol, Neném Prancha dizia: pênalti é tão importante que devia ser batido pelo presidente do clube.

Dilma parece ter seguido esta orientação. A Copa do Mundo é um evento tão importante que será monitorada, diretamente, pela presidente do país.

Isto foi o que saiu no Estadão de hoje. O governo é muito ambíguo, nessa e em todas as questões delicadas em que se envolveu.

Detesta a palavra faxina, quando está perto dos políticos; adora a palavra faxina, quando ela aumenta alguns pontos na pesquisa de popularidade.

O fato é que o governo é sempre bem informado. Mesmo longo de Brasília, ouço os rumores de que correm vídeos  de mão em mão, vídeos que podem ofuscar aqueles que derrubaram o governo Arruda.

Muito em breve, a situação vai se complicar. Assim que o caso Orlando Silva for solucionado, começará o de Agnelo Queiroz.

O PM João Dias, dono de academias de kung-fu, faz carga pesada contra Orlando Silva. Mas é discreto quando fala do governador de Brasília.  Agnelo era ministro na época. Dizem que, hoje, João Dias tem até afilhados nomeados em cargos de confiança no governo local.

Será difícil limitar o escândalo ao Ministro dos Esportes. Agnelo Queiroz passou pelo Ministério e faz política em Brasília. Ele agora é do PT e governador.

Está sendo investigado pelas mesmas razões que levaram Orlando Silva à desgraça. E outras decorrentes de sua prática específica em Brasília.

Se depender do acusador, o escândalo nos Esportes morre com a queda de Orlando Silva.

É uma ilusão pensar que essas histórias podem acabar no dia certo, com a ação, personagem e diálogos já escritos. Não são novela de televisão.

A médio prazo monitorar a Copa pode ajudar. Mas no momento, o problema é monitorar o escândalo e seus imprevisíveis desdobramentos. Daqui a pouco, começa a campanha Sou Agnelo, Sou Brasil.

A mais recente crise mostrou que a política em Brasília é complicada, sobretudo quando é preciso achar  um nome para tirar a capital da crise.

Agnelo: essas coisas custam tanto a passar

 

 

Tags: , , , ,

1 Comentário | comente

Longa viagem de La Paz ao Rio. Tempo de refletir, entre outras coisas, sobre a tecnologia de comunicação. Vejo ao chegar, que o Brasil está numa batalha para  turbinar a Copa do Mundo, com a próxima geração de telefonia móvel, a 4G.

A pressão para que este salto seja dado é a Copa do Mundo. Dilma Rousseff fixou 2014 como o prazo. Algumas empresas de telefonia resistem. Acham que ainda é cedo. Argumentam que a tecnologia  atual ainda não cobre, devidamente, o pais, como é o caso do Amazonas. E que os investimentos são muito altos.

A tecnologia atual, 3G, ainda não existe em 76 por cento dos municípios, dizem as empresas que resistem.

O diabo é que a tecnologia avança muito rapidamente. Se for necessário esperar que todos os municípios se igualem, não acompanharemos os  grandes saltos.

A tecnologia 4G permite assistir vídeos no You Tube sem demora para carregar e em alta definição, baixar um disco de 100 MB em 1m40s contra 28m40s da 3G.

Para não alongar conversa, percebi que a tecnologia avança através de fortes estímulos. No passado, era a guerra. Agora, no campo da informação e da imagem, é o esporte.

Tenho absoluta certeza que as grandes produtoras de câmeras e vídeos, Canon, Nikon, Sony, Panasonic, vão apresentar mais uma revolução em 2014, como o fazem em Copas e Olimpíadas.

Na viagem de volta, sabia tudo que se passava nos campos do futebol do Brasil, apenas ouvindo as pessoas nos aeroportos. Elas comentavam os resultados, lamentavam a performance de seus clubes.

Não era preciso perguntar. Apenas ouvir atentamente. São os novos tempos. No passado, os torcedores acompanhavam os jogos pelo rádio de pilha. Hoje o fazem, consultando a internet no seu celular. Gol do Flamengo, o Coríntias empatou- elas próprias passam para a frente a novidade.

O impasse entre implantar uma tecnologia em todo o pais, ou fazê-lo apenas em algumas cidades é, realmente, uma questão difícil de ser respondida.

O Brasil  vive o dilema dos indivíduos na tecnologia da comunicação. As vezes, você compra algo e, logo adiante, percebe que surgiu uma alternativa mais moderna e mais barata.

O que fazer: esgotar as possibilidades de um estágio, ou passar para o outro? Depende do que se quer. No caso do individuo, depende também do seu bolso, da necessidade de não se deixar escravizar pelo avanço tecnológico.

Quando um governo decide sobre a implantação de um novo sistema de internet móvel ele está tratando da plataforma mais popular do Brasil: o telefone celular. Os avanços nesse campo são, rapidamente, universalizados e criam um novo momento.

As operadoras reclamam do dinheiro que terão de investir. Tudo bem. Não podemos pedir que esqueçam o dinheiro. Podemos apenas abrir os seus olhos para o mundo de oportunidades que o  investimento trará. O governo também não pode, simultaneamente, pedir que  as empresa se arrisquem e ganhar uma fortuna vendendo a frequência para o uso do 4G por elas. Há algo mais do que um puro cálculo aritmético.

Se pensar no dinheiro fosse a questão principal, a internet talvez não existisse no seu esplendor. Nela, primeiro milhares de pessoas tentaram criar o melhor e, só depois, foram descobrir como fazer o dinheiro. Grande parte delas,  nem descobriu ainda, é verdade. Mas quase todos permanecem em cena, pois sentem que, no conjunto, foi enorme o progresso que  a revolução digital trouxe ao mundo.

Tags: , ,

1 Comentário | comente

As autoridades já admitem que o grande problema para a Copa do Mundo são os aeroportos. Cinco dos 13 escolhidos ainda têm suas obras apenas no papel: Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Recife e Salvador.

São obras que levariam sete anos para serem concluídas, contando-se planejamento, licenciamento e execução.

O que se revela agora sobre os aeroportos é algo que todos os viajantes sabem. A Copa do Mundo é apenas um pretexto, pois o crescimento da demanda é constante e até independe dos jogos.

Um caso dramático é o do Maranhão, estado de onde saem os ministros do turismo, ultimamente. O aeroporto de São Luis está funcionando com tendas improvisadas.

Os turistas que procuram os Lençóis Maranhanses voltam horrorizados com a improvisao. São Luis é uma cidade quente e é muito difícil para os viajantes trocarem um saguão refrigerado pelas tendas na rua.

Faxina num finger do aeroporto de Brasília.(foto FG)

Sarney pode dizer que aeroportos são de competência do governo federal. Mas deixar que o aeroporto desabe ,parcialmente, é um descaso também das forças políticas locais, tão poderosas junto ao governo do PT.

Com o tempo, os figurões de República terão de usar aeroportos militares pois serão responsabilizados pelo caos.

Os terminais provisórios de passgeiros que serão construídos para a Copa correm dois riscos: podem ser transformados em permanentes ou, em caso de muita urgência, replicar os métodos precários do aeroporto de São Luís.

Nesse campo, o Brasil se aproxima mais do Maranhão, quando o objetivo estratégico deveria ser o de aproximar o Maranhão do progresso de outros estados.

Tags: , , ,

Comentários (15) | comente

Ilustração: Cadu Tavares

O turismo continua nas mãos de Sarney. Saiu um, entrou outro deputado maranhense. Gastão Vieira é aliado de Sarney e foi secretário duas vezes, de planejamento e educação.

Na Câmara sempre  atuou na área da educação. É mais versátil que Pedro Novais, o ministro que sai, mas, dificilmente, terá tempo para dominar o tema e produzir algo que o momento exige.

Quando Sarney indica um ministro, a julgar pela passagem de Novais, ele procura, entre outras coisas, dirigir recursos para o Maranhão e fortalecer sua dominação política doméstica.

Sarney vai negar que escolheu Gastão, como negou que escolheu Novais. A troca de guarda, de um aliado maranhense para outro, dá um pouco a dimensão de como o governo  vê o turismo diante dos eventos internacionais que nos desafiam.

As obras de melhoria da locomoção urbana tiveram seus prazos de conclusão adiadas para dezembro de 2013. O  famoso legado vai ficando para o fim. Nos aeroportos serão construidos terminais de passageiros provisórios.

Gastar tanto dinheiro apenas para gritar gol não compensa, sobretudo nesse momento em que a economia em crise pede avanços sustentáveis. E o turismo desenvolvido era  um dos fatores chave da sustentabilidade nos projetos de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Tags: , , , , , ,

Comentários (30) | comente

14.setembro.2011 19:44:50

Dar uma chance ao turismo

A escolha do novo Ministro do Turismo seria uma excelente chance para levar um pouco mais a sério a Copa do Mundo e Olimpíadas. Não tem sentido um investimento bilionário sem que se tire proveito do potencial turístico do Brasil.

Mas as notícias não caminham nessa direção. O que elas dizem é o seguinte: o cargo pertence a bancada do PMDB na Câmara, embora seja cobiçado também por Sarney.

As bancadas, de um modo geral, têm uma fila de pretendentes. É assim que se ocupam os cargos de presidente de Comissão. Nem sempre o primeiro da fila conhece o tema que vai abordar.

Se o critério de substituição for apenas  apontar o do primeiro da fila na Câmara, ou mesmo no Senado, o Turismo continuará sendo dirigido por gente que não é familiarizada com o setor e vai levar um tempo longo para entendê-lo.

Se houvesse sensibilidade para o momento que o Brasil vive, o da preparação de grandes eventos, e  também para a importância da indústria do turismo, a escolha deveria ser muito criteriosa. É um cargo decisivo, mas, infelizmente, como tantos outros tende a ser ocupado por critérios políticos.

Critérios políticos oriundos do fisiologismo. Não deixa de ser um critério político, valorizar o investimento na Copa, escolhendo alguém que realmente contribua com o setor e projete o crescimento do turismo no Brasil, expandindo-o também para o interior, conforme prevê o Plano Nacional de Turismo. É uma outra politica

Não tem sentido criticar uma decisão ainda não tomada. Critico, no momento, apenas o método de se chegar a ela. Não está à altura do momento e das necessidades nacionais.

Tags: , , ,

Comentários (3) | comente

06.setembro.2011 08:28:02

Uma Copa duvidosa

Vi o jogo do Brasil contra Gana, em Londres. Foi 1 a 0 e o time adversário jogou com apenas 10 homens. Os locutores reclamavam do tamanho do estádio que tinha capacidade para apenas 20 mil pessoas.

Segundo eles, o Brasil estava perdendo prestígio no exterior. A empresa árabe que comprou os direitos dos jogos brasileiros reprogramou os jogos para platéias menores, pois caiu o interesse do espectador estrangeiro.

Interessante que, o IBOPE da transmissão da partida no Brasil foi de 16, bem abaixo do que a Globo costuma atrair nesse horário.

Curiosa esta circunstância: no momento em que o Brasil gasta fortunas para realizar uma Copa do Mundo, o prestígio do futebol brasileiro cai, aqui e fora do pais, sugerindo que nossa equipe é como as outras, com chances discretas de se tornar campeã.

Não sei se a vitória de ontem mudou nossa posição no ranking.  Estávamos em sexto lugar. Isto não impede que o Brasil organize uma Copa do Mundo, nem significa que o futebol praticado aqui  não possa reencontrar sua magia.

Ontem, torcedores exibiam uma faixa intitulada fora Ricardo Teixeira. Os jogadores de Gana entraram com a foto de um dirigente de futebol na camisa. Ele morreu recentemente e parece ser estimado por todos.

A campanha contra Ricardo Teixeira é apenas um dado. A relativa decadência do futebol brasileiro é outro. Os gastos superfaturados na Copa do Mundo, completam o quadro. O Tribunal de Contas conseguiu uma redução de R$97 milhões nas obras de reparo no Maracanã.

As obras estão a cargo da empresa Delta, de Fernando Cavendish, o amigo do governador Cabral. A intimidade entre os dois foi revelada no acidente de helicóptero no sul da Bahia.

É bom lembrar também alguns novos fatos. Nas transferências milionárias realizadas este mês no futebol europeu, nenhum dos jogadores negociados era brasileiro.

Se confirmada a transferência de Neymar para o Barcelona será o único a se mudar para a Europa, o maior mercado do mundo. Por acaso, é o principal craque da nova geração.

Não dá mais para recuar. Mas a Copa do Mundo que vai absorver muito dinheiro público foi pensada com imagem do futebol brasileiro que não corresponde à realidade do momento. O que torna os investimentos mais arriscados ainda.

Tags: , , , , ,

Comentários (41) | comente

Texto escrito no caminho, ao longo de demoradas escalas. A propósito, parodiando Vinicius de Moraes, nossos aeroportos, Guarulhos e Galeão, como são feinhos, coitadinhos.

A chegada ao Brasil entristece. Nos aeroportos de Lima e Santiago a conexão com internet é muito fácil. Em Santiago, você compra uma laranjada e ganha uma senha para navegar.

Precisei de conexão em Guarulhos e só havia na Telefônica, como nos tempos em que não tínhamos celular e íamos lá para fazer interurbanos.

A Telefônica também é bem caída. Há alguns monitores novos e o os teclados são dos primórdios da informática.

Não se trata apenas de conexão. No aeroporto de Santiago há coleta seletiva de lixo, indicando papéis, vidros e outros. Pelo menos revela uma outra mentalidade.

Fiquei surpreso com Santiago. A cidade cresceu e se sofisticou nos últimos anos. Tive pouco tempo para caminhar nas área que percorri , um trecho da avenida Vitacura e adjacências, revela a explosão das grandes torres envidraçadas. Não sei se em termos de consumo de energia são recomendáveis num pais quente como o nosso.

Um toque da vanguarda da empresa de arquitetura.(foto FG)

As placas indicando número de andares e recordes de altura estão por lá. A surpresa com mudanças físicas é comum em qualquer cidade que você não visita há muito tempo.

A outra surpresa é mais rara: depois de um ano do terremoto, os chilenos parecem ter superado tudo e olham para frente com muita segurança, apesar da crise política.

A cordilheira nevada, grande atração para os brasileiros.(foto FG)

Motoristas, funcionários de hotéis e restaurantes, dizem que os brasileiros são maioria entre os turistas. Chegam a apontar um índice de 80 por cento. Não pude confirmar esse dado. Apenas constatei que nosso avião veio lotado. Brasileiros do nordeste, do ABC paulista, de Minas e de muitos outros lugares voltavam de suas férias.

Na chegada ao Brasil, ao ver a situação de Guarulhos, que me lembra a do Galeão, li que o Ministério do Transportes destinou R$6,2 milhões para um convênio com os cartolas do futebol, que iriam cadastrar torcidas organizadas. O dinheiro foi pago e o trabalho não foi feito.

Estudantes surpreendem mesmo com apoio da maioria.(foto FG)

Pensei: se resolvessem instalar o wifi nos principais aeroportos brasileiros seria um investimento de mais utilidade. Desde que fosse realmente realizado.

Não se pode nem criticar a hierarquia de certos gastos. A critica é anterior porque são gastos secundários que nem se transformaram em resultados práticos.

Leio também que as pesquisas revelam uma sinistra expectativa na população: a de que esta será a Copa do Mundo da ladroagem.

Aqui no Rio, o bonde de Santa Teresa virou, matando cinco pessoas. O prefeito Eduardo Paes espera a maior epidemia de dengue de todos os tempos, no verão que se aproxima.

Tenho amigos que já contraíram a doença duas vezes. Será que suportam mais uma?

Viajar pelo continente revela como em alguns pontos de infraestrutura, Chile e Peru se adiantaram. Mas explica também, pela euforia dos turistas brasileiros, porque essas notícias negativas batem na trave.

Mas não se enganem: as pessoas estão sabendo e registrando em suas mentes todos esses episódios negativos, sobretudo os que envolvem corrupção.

Sol e contestação na porta da Universidade do Chile.(foto FG)

É impensável um modelo perene de desprezo aos anseios mais elementares de decência na política. Já vi, quando exilado, a classe media brasileira eufórica na Europa, no tempo do chamado milagre econômico. Mesmo assim, a ditadura acabou.

Indiferença tem o tempo contado.(foto FG)

O desprezo perene e ostensivo por alguma decência nas coisas públicas também não será eterno. Esta Copa do Mundo será pedagógica. Aliás, tem gente já preparando documentário sobre como o Brasil vai mudar com ela. Principalmente, se não for campeão, como desejamos.

Tags: , , , ,

Comentários (5) | comente

Cerca de 200 manifestantes da Frente Nacional dos Torcedores concentraram-se, desde as 10h da manhã, no Largo do Machado pedindo uma Copa do Povo e a demissão de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

O movimento dos torcedores, que se organiza pela internet, foi engrossado, no fim da manhã, pelos professores estaduais em greve, que chegaram com cartazes, em inglês e português, denunciando baixos salários e precárias condições de trabalho.

Torcedor do São Paulo na luta contra Ricardo Teixeira.(foto FG)

Além  de pedirem a queda de Ricardo Teixeira, os torcedores se opõem às reformas no Maracanã porque vão custar cerca de 950 milhões e desfigurar o estádio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico.

Na concentração, havia torcedores com diferentes camisas de clubes do Rio e São Paulo. Houve uma negociação com a polícia sobre o trajeto da marcha que deve se dirigir ao palácio do governo, e, em seguida, à Marina da Glória onde se realiza a festa do sorteio.

Ganhando fôlego para a Copa.(foto FG)

Suprapartidário e envolvendo torcedores de vários clubes, a Frente dos Torcedores é um primeiro grande movimento do gênero e sua estréia na rua é o começo de uma luta que deve se alongar até 2014.

Faixa da Frente Nacional de Torcedores, novidade no Brasil.(foto FG)

 

Tags: , , ,

Comentários (2) | comente

A igreja presbiteriana diante do meu quarto.(foto FG)

Acordei em São Paulo com o sol iluminando a igreja presbiteriana, diante do quarto de hotel. Fiquei sem conexão toda a manhã e constato agora que terei de alterar minha próxima viagem para cá.

Decidiram fechar o aeroporto Santos Dumont na tarde de sábado. O tráfego aéreo iria prejudicar a transmissão do sorteio da Copa do Mundo. Começam os transtornos da Copa. O sorteio custa R$30 milhões aos cariocas. As autoridades dizem que é para o nosso bem. Haverá mais propaganda para o Rio.

A FIFA determinou o fechamento do aeroporto e todos cumprem sem hesitar. A FIFA é considerada um covil de gangsters, não só pelos ingleses, como por muitos outros observadores. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deu uma entrevista à revista Piauí revelando que não se importa com sua reputação depois da Copa, porque estará aposentado.

A associação de dirigentes da FIFA com governantes brasileiros ainda vai dar muito o que falar. Seria interessante informar se os alemães ou japoneses fecharam aeroportos para transmissão de cerimônia de sorteio. Viajarei para São Paulo, na manhã de domingo. Será menos complicado.

Esta cerimônia que fechará o Santos Dumont será mostrada para todo mundo e foi organizada pela Globo e RBS, ambas muito competentes. No entanto, as chamadas empresas parceiras, ou mesmo as patrocinadoras do evento, não compareceram com os recursos para o sorteio. Coube ao Estado do Rio pagar R$15 milhões e a Prefeitura R$15 milhões.

É uma tese discutível a de que a propaganda compensa tudo. Se compensa para a cidade, por que não compensaria para a Panasonic, a Nike , etc? Claro, as empresas são livres para investir onde e quando quiserem. Mas se continuar nesse tom, a maior parte do investimento será feita pelo contribuinte.

Santos Dumont no sábado, será um inútil panorama.(foto FG)

 

 

Tags: , , ,

Comentários (21) | comente

Comentários recentes

  • ZULA VIEIRA: ESTOU DENUNCIANDO QUE NO MARANHÃO TEM MUITAS FLAUDES NO SEGURO DEFERO QUE É COMANDAO PELA FEDERAÇÃO...
  • Fernanda: Mesmo sendo um movimento estratégico, sinto orgulho do meu país por recebê-los. Bem vindos! :)
  • Fernanda: Ainda que com atraso, desejo-lhe um feliz ano novo! Muita sorte e felicidade! :)
  • VOZ ATIVA: DESORDEM E CAOS EM SALVADOR >>> A polícia da Bahia em manifestação de máxima orquestração...
  • Dany: Gostei da sua ideia.Louvo sua coerência e sinceridade,prezado Fernando.

Arquivos

Seções