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Hoje é dia complicado no campo das notícias. Há muitos temas importantes disputando as primeiras páginas. Temas que podem trazer uma tensão mundial, como o vácuo da poder na Coreia do Norte, uma sensação de retrocesso, como a  dificuldade de punir juizes no Brasil, ou mesmo  dificuldades internas, com os indícios de crise econômica na China.

Sobre a China,  terminada a leitura do livro de Henry Kissinger, preparo um artigo para sexta feira no Estadão. Sobre  a luta interna na Coreia do Norte, nada posso informar pois quase nada sei, assim como a maioria dos jornalistas no mundo.

A decisão de tornar dificil a punição dos juizes pelo Conselho Nacional de Justiça foi tomada no primeiro dia de férias do STF, pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Já foi defendida pelo Ministro Cesar Peluso, presidente do STF. Agora, os juizes voltarão ser julgados pelas corregedorias dos tribunais, o que torna  mais difícil sua punição. A justiça pode ser tornar uma república independente; caixa preta já é.

Um ano e continuamos apenas a contemplar as águas rolando.(foto FG)

Voltou  chover forte em Friburgo, no serra fluminense. Uma ponte improvisada foi arrastada pelas águas deixando isolados os moradores de Córrego Dantas. Esse drama era previsível, quase um ano depois das grandes chuvas do verão passado.

Ao longo do dia, assim que terminar a resenha do livro, vou tentar um balanço das chuvas de ontem na serra, falando com os moradores de Friburgo.

Nas crises internacionais, somos apenas espectadores, ao passo, aqui ao nosso lado, talvez possamos influir. Durante todo o ano, foram derrubados dois prefeitos por corrupção, mas o espírito preventivo ainda não baixou no governo.

A ponte que caiu era provisoria e a promessa de dragagem do córrego que inundou é de janeiro. Moradores fecharam uma estrada, a RJ-130( Friburgo- Teresópolis) em protesto. A paciência deles está no limites.

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As chuvas estão de volta e o balanço apresentado pelo governo é desanimador: muito pouco foi feito para reduzir seus impactos.

De 251 cidades com área de risco elevado, apenas 28 foram mapeadas este ano e 28 no ano passado. Cerca de 178 mil pessoas estão em área de risco e há 43 mil moradias ameaçadas.

No Rio, onde aconteceu uma grande tragédia, duas cidades aparecem como, especialmente, vulneráveis: Angra dos Reis e Nova Friburgo.

O ministro Aluísio Mercadante admitiu ontem que vão morrer pessoas neste e nos próximos verões, atribuindo a gravidade da situação às mudanças climáticas.

Para se ter uma ideia de como o papel do governo deve ser levado em conta, basta citar a declaração do ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional. Segundo ele, Brasília já libertou R$75 milhões para serem aplicados na Serra, mas o governo do Rio está com dificuldades para realizar as obras.

Moradores de Friburgo: pode defesa contra as chuvas.(foto FG)
Em apenas dez cidades, houve simulações de retirada das pessoas em caso de emergência, índice muito pequeno. O governo formou mais 6 mil agentes de defesa civil, mas esse número também é modesto para um pais como o Brasil.

Os japoneses já conseguiram superar grande parte dos efeitos do terremoto seguido de tsunami. Estamos longe dessa capacidade de prevenir e recuperar.

 

 

 

 

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Quase um ano depois da tragédia, dois prefeitos caídos por corrupção(Teresópolis e Friburgo) o TCU vai apurar para onde foram os R$100 milhões destinados à serra fluminense.

A iniciativa partiu da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, aprovando um requerimento do deputado Glauber Braga, do PSB-RJ.

Os milhões que vieram para a serra são apenas uma fração daquilo que foi prometido: R$780 milhões. Isto também é algo que merecia uma fiscalização maior no Brasil.

Existe um abismo entre o que se promete no momento da tragédia e o dinheiro que, efetivamente, é destinado à atenuar as dificuldades das vítimas.

Situação em Campo Grande, Teresópolis, seis meses depois das chuvas.(foto FG)

Segundo os deputados, os R$100 milhões, R$70 ficaram com o governo estadual. Mas não há informações precisas de como o dinheiro foi gasto. Agora, é esperar o resultado da investigação do TCU, por sua vez, sobrecarregado com os trambiques de costume e, agora, com os das obras da Copa do Mundo.

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Caiu o prefeito de Nova Friburgo, Dermeval Barbosa Moreira Neto. O processo é semelhante ao de Teresópolis. Primeiro o prefeito é afastado temporariamente, depois em definitivo.
A acusação é a mesma na duas cidades: desvio de verbas, destinadas a atenuar os efeitos da tragédia do princípio do ano.
No caso de Nova Friburgo, a sociedade mobilizada conseguiu que os vereadores instalassem uma CPI independente do prefeito. Ela, certamente, vai concluir pelo seu afastamento.
A saida de Dermeval acontece no momento em que a cidade preparava uma série de manifestações de alerta, entre 11 e 14 de novembro.

Interior de um quarto, durante as chuvas do princípio do ano.(foto FG)


Tanto em Teresópolis como em Friburgo houve muita mobilização para denunciar os desvios. Isso canalizou a energia social e, de uma certa forma, impediu que ela se concentrasse em outra tarefa : preparar as cidades para as chuvas de verão.
O Ministério Público, por exemplo, teve de entrar em cena, ontem, pedindo a retirada de uma pedra de 2.500 toneladas no Jardim Ouro Preto, em Friburgo. Ela ameaça rolar e até hoje nenhum dos governos, estadual ou municipal, tomou providências.
Assim como caem os ministros no Cerrado, caem os prefeitos na Serra fluminense. A acusação é a mesma.
No caso dos ministros, o dinheiro usado em ONGs fajutas não volta jamais. Na Serra, são irreparáveis as vidas arruinadas e o tempo perdido.
Ficamos apenas com um gosto amargo da vitória , tendo de correr contra o relógio e a falta de verbas, enquanto não chegam as chuvas de verão.

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As chuvas começam a cair na serra fluminense e as obras de contenção de encostas e recuperação de pontes não foram concluídas.

Mas ontem, o prefeito de Teresópolis Jorge Mário Sedlacek foi, finalmente, cassado por unanimidade pelos vereadores.

Prefeito Sedlacek é punido mas problemas continuam.(foto FG)

O dinheiro  destinado a atenuar o efeito das enchentes foi desviado, a vunerabilidade aumentou e tudo o que se conseguiu foi apenas o afastamento de Sedlacek.

Foi preciso muita luta dos moradores para que essa modesta conquista fosse alcançada.

O problema é que a região se tornou mais vulnerável ainda. A própria população tenta organizar planos de contingência e simular algumas situações de risco para se defender.

Dando o balanço da tragedia, a política foi uma grande adversária dos moradores. Consumiu o dinheiro da reparação, canalizou a energia para a derrubada de um prefeito, e, agora, quando começam as chuvas, a própria população busca uma forma de se defender.

As cicatrizes mostram como são perigosas as encostas.(foto FG)

A serra fluminense não foi atingida apenas por um fenômeno natural. O desprezo pela prevenção agravou os efeitos da chuva. O desvio de dinheiro público preparou os resultados perigosos do próximo verão.

Ainda assim, foi uma vitória a saída do prefeito de Teresópolis. As cidades serranas precisam, no entanto, de muito mais. É quase impossível para populações indefesas lutarem, simultaneamente, contra as enchentes e a ladroagem.

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Dia frio e de chuva intermitente na serra. Quando a garoa estiava, minúsculas gotas d’água acentuavam o verde dos alfaces, rúculas, agriões. Meu objetivo era conhecer melhor o uso do agrotóxico na região, que exporta para o Rio.

Nessa viagem, pensava em deixar a tragédia em segundo plano. Foi o tema de todas as minhas viagens nesse ano. Do horror da destruição  nos primeiros dias à cassação do prefeito de Teresópolis.

As primeiras imagens foram de uma beleza inquietante. A região voltou a plantar com intensidade, mas num contexto muito perigoso.

A beleza das plantações num cenário de perigo.(foto FG)

As 37 pontes destruídas não foram reparadas. A recuperação das encostas não foi realizada. O que será dessas plantações nas chuvas? era a pergunta que fazia ao admirá-las.

Teresópolis é grande consumidora de agrotóxicos. Em muitos pontos da estrada, é possível ver a fumegação, sem as condições de segurança necessárias.

Aplicando o remédio sem maiores proteções no perímetro urbano.(foto FG)

O Sinam, sistema do Ministério da Saúde que monitora doenças notificáveis, registra em torno de 30 caos , em média, na região, de 130 mil habitantes. De um modo geral, em muitas áreas, existe subnotificação.

Muitos  duvidam da influência do agrotóxico no próprio corpo. O produtor José Antônio da Silva, por exemplo, as vezes acha que alguns problemas nos nervos da mão podem ter vindo do uso intenso.

Mas ele sabe também que isso é apenas um palpite. Mesmo perguntando sobre depressão, algo acontece com uso excessivo dos organofosforados, ele argumenta que já a teve, mas diante de razões mais concretas, como por exemplo dívida a pagar.

José Antonio planta alfaces americanas, rúcula e agrião.(foto FG)

Na região, foram encontrados 36 tipos diferentes de organofosforados. José Antonio chama atenção para a capacidade de alguns deles de matar as raízes. Ao serem usados em encostas, acabam ampliando o perigo nas chuvas.

A ajuda do governo para recuperar as lavouras foi menor do que o esperado. Mas, pelo menos, se avançou num ponto combinado com os produtores: a devolução das embalagens vazias.

Ainda assim, alem de aplicarem o remédio sem as condições adequadas, ignorando as dosagens precisas, sua situação é diferente das grandes plantações.

As famílias moram na pequena propriedade e se servem da água dos riachos que correm por elas.

Alfredo e outros esperam ajuda para o replantio.(foto FG)

No tronco da jaboticareira, as plantações ao fundo.(foto FG)

A dificuldade de obter um quadro mais completo está também nas empresas que vendem o agrotóxico. Muitas delas, segundo os produtores, se recusam a dar nota fiscal. Sumilex, Karatê, novos nomes de produtos vão surgindo muitos de origem desconhecida por eles.

Torna-se difícil o cálculo do consumo e sua relação com o hectares plantados. E consequentemente um projeto de redução do emprego da química..

As verduras são muito bonitas e a única coisa que conclui é de que é preciso saber mais. Trabalhei num caso dramático,que aconteceu em Venâncio Aires, uma região produtora de fumo no Rio Grande do Sul.

Ali um número grande de suicídios entre os agricuturos permitiu estabelecer uma relação entre os organafosforados e sua influência no sistema nervoso dos trabalhadores.

Verduras nos caixotes à espera dos atravessadores.(foto FG)

Na serra, não existem esses sintomas graves. Houve um aumento de suicídios mas entre pessoas que perderam  familares na tragédia, ou ficaram sem casa, ou as duas coisas juntas.

Daí a conclusão de que as chuvas de verão ameaçam suas vidas mais do que a química nossa de cada dia.

Os dois problemas deveriam ser trabalhados em conjunto. Mas é esperar muito, no momento. Até hoje,  o governo não terminou as obras de recuperação da própria estrada Rio-Teresópolis, por onde chegam os turistas.

Estufa na localidade de Xotó, Teresópolis

No trecho de mão única, os carros perdem longos minutos e até um vendedor de biscoitos vestido de garçon se estabeleceu na estrada.

As obras na estrada abriram emprego para o garcon de biscoitos.(foto FG)

 

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Teresópolis – Abandonados pelo governo, moradores de Vieira, um distrito de Teresópolis, na divisa com Friburgo, decidiram reconstruir sua área, com os próprios recursos.

Vieira como muitos outros pontos de Teresópolis e Friburgo sofreu grandes estrados com as chuvas. Um  grupo de 12 pessoas, apoiando-se na escola pública Monsenhor Mário Benazzi, criou um regime de mutirão para construir casas para desabrigados.

Uma casa erguida, novos moradores brincam no terreno da outra.(foto FG)

Como conseguir dinheiro? Jantares, doações, tudo foi mobilizado para construir as quatro primeiras casas.

Uma delas já está habitada por um ajudante de caminhão que perdeu toda a familia no desastre. A outra está sendo concluida esta semana e, ao seu lado, mais uma será construida.

Cada casa está custando R$10 mil. Segundo um dos participantes do grupo, o advogado Renato Schuenk, as casas não são entregues com todo o acabamento.

Ela cuida de cinco filhos e um vizinho inválido: é a primeira da fila.(foto FG)

Os novos donos têm o essencial para morar e, com o tempo podem ir incorporando melhorias.

No momento, quem espera uma nova casa é Aparecida de Silva, 45, mãe de cinco filhos e cujo marido foi embora de Vieira.

Aparecida era voluntária na escola, fazia limpeza e ajudava na cozinha. Ao  lado de seu barraco destruido, vive Francisco Correa, 67 anos, inválido e abandonado pela família.

Lavoura recuperada é essencial para as familias da região.(foto FG)

Aparecida cuida dele também, enquanto espera sair dos escombros que adaptou para viver com os filhos.

Como ele vive num barraco que está caindo não teve direito ao aluguel social, R$500 que a Pefeitura paga por mês aos desalojados. Mas também não teve ajuda para o projeto de compra assistida, na qual o governo contribui nas prestações de uma casa.

O prefeito que acaba de cair, Jorge Mário, não chegou a se interessar pelo mutirão. É um sistema que não envolve empresas construtoras. Apenas um pedreiro responsável, Enderson da Rocha, conhecido como Lico, e voluntários que aparecem no fim de semana.

-Aqui, em duas semanas, a gente levanta uma casa.

Advogado Renato Schuenke, um dos articuladores do grupo.(foto FG)

Nessa área de Teresópolis, não é apenas o esforço de reconstrução que impressiona. É também a lavoura que voltou com toda força: os campos estão verdes, irrigados e monitorados pelos produtores. Até barracas de venda de legumes e hortaliças foram dispostas na estrada para Teresópolis.

Vieira fica a 38 quilômetros do centro da cidade. O objetivo é criar o mesmo movimento em outros bairros. Os organizadores não dispensam ajuda pública. Pelo contrário, lutam por manilhas e outros materiais e esperam que a Prefeitura ajude.

A diferença é apenas esta: fazem o que podem, enquanto esperando.

Tendas na beira da estrada, para vender legumes.(foto FG)

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Depois de tomar posse, morreu o novo prefeito de Teresópolis, Roberto Silva,67, conhecido como Robertão.

Robertão morre de enfarte antes de começar a governar.(foto FG))

Ele assumiu o cargo depois que a Câmara de Vereadores afastou por 90 dias o prefeito Jorge Mário, acusado de desviar verbas destinadas à reconstrução da cidade.

Robertão morreu de um infarte às três horas da madrugada e será velado no prédio da Prefeitura. Com a morte dele, que era o vice-prefeito eleito, assume a prefeitura o presidente da Câmara, Arlei.

Mas a luta das cidades serranas contra a corrupção continua e seu exemplo foi reconhecido no Globo, em editorial, como algo promissor para o pais. Foi dificil Robertão assumir. Ele teve que designar secretários e despachar no saguão porque o prefeito afastado não quis entregar a chave do gabinete.

Presidente da Câmara, Arlei, será o novo prefeito(foto FG)

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Olhares decisivos da platéia.(Foto FG)

Com grande plateia, imprensa nacional e 300 manifestantes na porta, a Câmara de Teresópolis afastou o prefeito  Jorge Mário por 90 dias.

Ele é acusado de desviar o dinheiro destinado às vítimas da enchente de janeiro e à reconstrução da cidade.

A votação foi por unanimidade. Depois de muitas manifestações de protesto, a população de Teresópolis estava mais silenciosa, esperando as eleições para tentar retirar os corruptos.

A votação desta noite revela como num período pré-eleitoral, os politicos são regidos pelo instinto de sobrevivência.

 

Com as câmeras apontas, unanimidade contra o prefeito.(foto FG)

A Comissão que fará a sindicância foi sorteada e os três nomes não têm credibilidade entre os eleitores. Mas serao pressionados pelos outros vereadores, pela opinião pública de Teresópolis e pelo vice-prefeito que assume esta semana. Ele se chama Roberto Pinto e é do PR. O prefeito que sai era do PT mas foi expulso.

Existem evidência suficientes para cassar o prefeito afastado. A principal foi a contratação de uma empresa chamada RW, que não tinha experiência em obras e começou como locadora de videos.

 

Além das câmeras, a pressão da platéia.(foto FG)

 

Com a queda, ainda temporária de Jorge Mário, o prefeito que assume vai examinar todos os contratos e a situação dos desabrigados, que se sentem esquecidos pelo poder público.

O pipqueiro apostou na porta, dentro ninguém pipocou.(foto FG)

 

Foi uma vitória da população de Teresópolis mas o afastamento de um prefeito que desvia verba de vítimas de uma tragédio é um forte indício  do grave estado da política brasileira. Foram 382, em números oficiais, os mortos nas chuvas de janeiro.

O vice Roberto Pinto assume Teresópolis.(foto FG)

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Numa sessão convocada para amanhã, a Câmara de Vereadores de Teresópolis deve afastar o prefeito Jorge Mário Sedlacek.

Foi uma longa luta da população que, desde março, faz protestos na rua para denunciar a inércia da prefeitura e os desvios de verbas para obras de reconstrução, após as chuvas do princípio do ano.

 

Jorge Mário, últimos dias de governo.(foto FG)

 

Num determinado momento, a Câmara de Teresópolis criou uma CPI que foi dominada pelos governistas. Os moradores decidiram esperar um novo momento.

Acontece que alguns partidos, como o PMDB, resolveram retirar o apoio a Jorge Mário. Ele era do PT mas perdeu também o apoio de seu partido e foi desligado da seção local, apelando para outras instâncias.

Não só deverá ficar de fora  do PT, definitivamente, como perderá o cargo de prefeito de Teresópolis, se forem confirmadas as previsões para a sessão de hoje.

Se ela acontecer, estarei na plateia, para contar como foi. Desde o dia posterior às chuvas, quando o ouvi declarar,no rádio que já tinha planejado a reconstruçao e que deveria custar mais ou menos R$700 milhões, fiquei desconfiado.

Era apenas instinto. Agora, é certeza.

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  • ZULA VIEIRA: ESTOU DENUNCIANDO QUE NO MARANHÃO TEM MUITAS FLAUDES NO SEGURO DEFERO QUE É COMANDAO PELA FEDERAÇÃO...
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