O dia é do 11 de setembro de 2001. Talvez seja o ato inaugural do século XXI, se considerarmos a queda do Muro de Berlim como o que encerrou o século XX.
Quando a poeira baixou, fiquei preocupado com o rumo dos direitos humanos, da privacidade e outras coisas importantes que o terrorismo ameaça.
Um dos objetivos do terrorismo é tornar a vida insuportável. Só nos primeiro ano , doze livros diferentes foram publicados sobre o tema nos EUA. Falavam da invasão da privacidade, do estado policial que a ação de terror estimulou.
Mandei buscar todos, pela Amazon e ainda acrescentei outros como o de Chistopher Dickey sobre a polícia especializada em combater o terror em York, Securing The City.
Como muitos sabem, não posso entrar nos Estados Unidos. Minha apreensão do país vem dos livros, filmes, revistas, enfim da produção cultural.
Mesmo distante, lendo os livros, observei que alguma coisas estavam sendo intepretadas de forma equivocada. O que parece um ritual humilhante, tirar os sapatos para cruzar o controle, não foi sentido assim. Pelo menos, era o que diziam os livros. A população americana vivia o momento de retirar o sapato como uma ritual democrático e conversava animadamente nas filas.
Aqui no Brasil, retirar os sapatos foi tema até de discussão sobre a política externa. Lembro-me que na última viagem ao Haiti, a polícia local, exigiu que tirasse os sapatos. Viajava com passaporte diplomático e ainda era deputado. Mas retirei os sapatos com alegria e bom humor.
Com nossas tropas dominando Porto Príncipe, ninguém poderia me acusar de subserviência a um poder estrangeiro. Sorri durante toda a revista, pois era evidente que o mundo tinha mudado a partir do 11 de setembro.
Sempre fui contra a guerra do Iraque e achei que manipulação sobre armas de destruição de massa foi um momento decisivo. Aquela apresentação na ONU, feita por Colin Powell, é hoje considerada um marco na definição do futuro da política.
Até que ponto a política poderá ser feita com evidências, com respeito aos fatos? Até que ponto, ela é apenas uma vazia guerra de versoes?
Muita gente na política hoje não acredita na verdade. Acha que é preciso apenas ter uma boa versao. Essa atitude é tão corrosiva quanto os atos de violência.
O século XXI começou com o 11 de setembro. Nem todos estão conformados com seu rumo. Felizmente, de onde pouco se esperava, surgem movimentos democráticos, avanços. A rebelião nos paises árabes mostrou que Bin Laden e suas ideias não eram o centro das aspirações da juventude.
Pode ser que o 11 de setembro, como nas corridas olímpicas, tenha sido uma saída queimada, uma falsa saída do século XXI. As coisas podem resultar em algo melhor do que o atentado anunciou.
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O atentado na Noruega reacendeu o debate sobre imigração na Escandinávia, um debate que não é muito diferente do que acontece no sul da Europa.
Mas as características da Noruega, e também da Suécia, colocam algumas questões singulares. Ambos os países sempre foram abertos para o acolhimento de povos em dificuldade. Alguns bastante pobres e sem educação formal.
A Noruega, por exemplo, com 4,9 milhões de habitantes tem 550 mil imigrantes. Metade deles veio da Polônia ou Suécia
Em áreas próximas a Oslo, como Furuset, há escolas onde apenas dois alunos são noruegueses. Muitos estrangeiros não falam o idioma, o que empobrece bastante o ensino.
No passado, os questionamentos à uma política mais aberta aos imigrantes eram considerados racistas. Hoje, com o avanço da crise econômica, as coisas mudaram.
O chamado multiculturalismo é atacado pelos três principais lideres: Merkel, na Alemanha, Sarkozy na França, David Cameron na Inglaterra.
Merkel diz que a política multicultural, que consiste em estimular a identidade cultural dos imigrantes, foi um fracasso.
Cameron, por seu turno, afirma que ela representa a criação de guetos. E Sarkozy foi à prática, proibindo o véu muçulmano nas escolas.
Em muitos países da Europa, os partidos que condenam a presença maciça de estrangeiros continuam avançando. Na Holanda (Partido da Liberdade), os partidários dessa posição, alcançaram 15 por cento; na Suécia, eles obtiveram a cota de 7 por cento que os alavancou ao Parlamento, e na própria Noruega, o Partido do Progresso, ao qual Anders Bhering Reivick pertenceu na juventude, teve 23 por cento dos votos.
A própria combatividade de Sarkozy está sendo vista como uma tentativa de deter o avanço da extrema-direita, representada por Marine Le Pen, que é candidata à presidência. Seu pai, Jean-Marie Le Pen, chegou a disputar um segundo turno com Jacques Chirac.
A Noruega, recentemente, endureceu sua lei tanto no que diz respeito ao acolhimento de estrangeiros como de refugiados políticos.
Os analistas, como Roger Cohen, hoje no New York Times, continuam acusando a direita européia por ter dado argumentos ao terrorista norueguês. Mas o fato é que, de um ponto de vista eleitoral, seu processo é de crescimento.
Grupos neonazistas, na Alemanha, por exemplo, não se orientam pelo processo eleitoral. Tanto que neste ano, em Mecklenburg-Vopormmern, aumentaram os ataques às sedes de partidos de esquerda
Existem duas dinâmicas, uma institucional, outra clandestina. O atentado na Noruega chegou num momento histórico em que o pais estava revendo sua política, por considerá-la um pouco ingênua para um mundo real.
A Escandinávia desenvolve um grande papel para atenuar os males do mundo. Mas agora examina até que ponto foi romântica e qual a correção de linha possível, para seguir ajudando, sem ameaças à sua estabilidade interna.
Tags: Angela Merkel, David Cameron, Noruega, partidos de direita, Sarkozy
Pensei em escrever um artigo sobre multiculturalismo, tema central no manifesto de Anders Bhering Breivik, o atirador norueguês que matou 76 pessoas, na novas contas da policia.
Queria falar um pouco desse movimento que vi crescer na Europa, de alguns fundamentos teóricos, inspirados por filósofos como o alemão Jürgen Habermas ou o canadense Charles Taylor.
Hoje, os excessos dessa política são criticados por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, lideres de dois fortes países do continente.
Antes de abordar o tema, que seria melhor desenvolvido nas generosas dimensões do jornal, acabei encontrando no manifesto do terrorista uma interessante referência ao Brasil.
Ele acha que a miscigenação brasileira tornou nosso pais disfuncional. Apenas repetiu alguns argumentos colonialistas e, na verdade, argumentos que sempre estiveram presentes em muitas cabeças nos trópicos.
Tive a oportunidade de participar de alguns debates, aqui e fora, e afirmar que a miscigenação era uma qualidade da cultura brasileira. Aliás, quase todos aqui são mestiços. A própria Luci, a pessoa mais velha encontrada em nossas terras, aparentemente, era mestiça e viveu há milhares de anos.
A Semana de Arte Moderna ficou famosa também por levantar o tema da antropofagia. É uma característica de nossa cultura embora miscigenação cultural seja melhor que antropofagia. Significa não devorar tudo, mas fixar-se nas qualidades desejadas.
Num mundo globalizado, a experiência brasileira é uma das mais reverenciadas. Isso não impede que os teóricos da pureza cultural invistam contra ela.
O próprio Cícero em Roma, que tinha estradas abertas, falava do perigo da chegada de estrangeiros e como isso enfraqueceria a cultura local. É uma discussão muito antiga.
Algumas ideias do terrorista norueguês são comuns entre alguns conservadores e podem ser defendidas por partidos de direita na Europa. Culpar os defensores dessas ideias pelo desatino de Bhering Breivik é que me parece equivocado.
Buscar aqui e ali as influências que ele teve, não deve representar um álibi.Manifestos de terroristas de esquerda estão repletos de acusações ao capitalismo e ao imperialismo. Isso também não significa, necessariamente, que os críticos teóricos do capitalismo, sejam responsáveis pelos seus crimes.
O terrorista não queria ver a Noruega como o Brasil. Mas é exatamente uma Noruega com brancos, pretos, mulatos, e amarelos que emergiu nos últimos anos.
As bombas não fazem a história retroceder. Embora um atentado dessa dimensão, assim como foi a morte de Olof Palme, na Suécia, seja o prenúncio de uma sociedade mais atenta, com uma polícia mais severa.
A Noruega, de forma mais traumática, vive o drama que a Suécia viveu com a morte de Palme. Como se tornar uma sociedade segura sem se tranformar numa sociedade policial?
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Desde ontem se fala no manifesto de Anders Bhering Breivik ,autor do atentado que matou 93 pessoas na Noruega.
É um manifesto de 1.500 páginas se intitula Proclamação da Independência da Europa. É muito difícil achar num manifesto a explicação real do atentado.
Segundo as pessoas que o analisaram em confronto com os textos de Unabomber, o matemático americano Theodore Kaczynski, que enviava bombas e fez um manifesto contra a sociedade industrial, há trechos idênticos.
No caso norueguês, Anders Bhering explica educamente sua origem, diz que o seu sobrenome vem da palavra urso, e acrescenta atores diferentes de Unabomber, que se dirigia contra cientistas, a engenharia genética e outros setores que, segundo ele, ameaçavam a liberdade humana.
Anders Bhering coloca o islamismo como um grande perigo, ao lado de todo o processo de emigração, sem o qual a Europa não teria avançado como avançou.
Essa avaliação não está longe da que fazem muitos partidos de direita na Europa.E nem porisso explodem bombas.
O caminho de Unabomber, a julgar pelo que escreveu, tem semelhança com a das pessoas que temiam as máquinas e as destruiam, no início do processo de industrialização.
Pelo que observei entre os sobreviventes na ilha de Utoya, muitos eram cabeças pretas, uma expressão usada para definir os estrangeiros. Pareciam descendentes de imigrantes e , certamente,estavam mais à vontade na juventude social-democrata.
Anders mencionou o multiculturalismo como um inimigo mortal da Europa. E certamente o viu na diversidade do campo de verão em Utoya.
No meio da semana, pretendo tratar do multiculturalismo num artigo mais longo. A primeira secretaria multicultural num governo foi criada na Alemanha, numa coligação entre verdes e social-democratas.
O sucesso da política multiculturalista hoje é muito discutido. Inclusive a primeira-ministra Ângela Merkel a condenou.
Um episódio que teve muita repercussão, por exemplo, foi a decisão francesa de proibir o uso do véu muçulmano na escolas. O que foi considerado uma derrota do tipo de política que estimulava a afirmação de identidades culturais.
O tema multiculturalismo assim como do avanço da ciência e tecnologia pode suscitar muitos debates.
Na cabeça de Unibomber e de Anders Bhering foram apenas um pretexto para matar.
Logo, suponho que as causas desses atentados não devam ser buscadas no discurso de seus atores, mas sim no labirinto sombrio de suas mentes.
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Um perfil de Anders Behring Breivik, o homem de 32 anos, acusado dos atentados que mataram 91 pessoas na Noruega, indica que ele detestava a esquerda, a social-democracia e chamava a juventude do Partido Trabalhista de juventude de Stoltenberg, o Primeiro-Ministro do país.
O perfil saiu hoje no Dagens Nyheter, principal jornal sueco. Nos seus textos na internet, Bhering Breivik também condenava as organizações islâmicas.
- “Não podemos aceitar que o Partido Trabalhista subvencione uma juventude violenta, a juventude-Stoltenberg, que aterroriza os conservadores”-escreveu ele.
Num texto mais significativo ainda, Anders Bhering Breivik critica o muliculturalismo e afirma que imigração em massa é mais mais um produto da teoria marxista do que uma necessidade econômica. E pergunta: por que os japoneses e os sul coreanos não tão estigmatizados quanto os nazistas?
Breivik se afirma nacionalista e se diz também contra a ONU. Ele vivia com a mãe e seus dados fiscais indicam que sempre teve rendimentos modestos. .
Numa de seus posts, o Bhering Breivik se declara conservador cristão e afirma que atua, políticamente, desde os 18 anos.
Aparentemente, participou da juventude do partido conservador, Fremskrittpartiet,(Partido do Progresso) até 2007. É o segundo maior partido da Noruega e obteve 23 por cento dos votos, em 2009.
Grupos radicais de extrema-direita na Noruega e são pequenos e sem inserção social, afirma a editora do jornal cultural Utrop, Majoran Vivekananthan.
Segundo ela o que mobiliza esses grupos é uma hostilidade aos imigrantes estrangeiros e, sobretudo ao islamismo.
O primeiro-ministro Jens Stoltenberg iria falar hoje no acampamento de Utoya. Antes dele, Gro Harlem Brundtland, uma das mais conhecidas figuras politicas norueguesas, fez um discurso para os jovens do partido
Jens Stoltenberg que frequentava o acampamento e verão de 1974, afirmou:
-Transformaram o paraíso da minha juventude num inferno.
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Num primeiro momento, foi difícil entender o que se passou na Noruega. Os atentados eram atribuidos a grupos extremistas islâmicos e os comentários variavam ao apontar causas. Falou-se na presença de soldados noruegueses no Afeganistão ou mesmo na publicação da caricaturas de Maomé na imprensa nacional. Tanto a explosão no prédio do 17 andares, onde funcionava parte do governo, como a fuzilaria dos jovens na ilha da Utoya parecia uma reprodução de atentados em Londres ou Madri.
Tudo isso caiu por terra, logo nas primeiras horas. A policia norueguesa indicou o principal suspeito: Anders Behring Breivik, de 32 anos, possivelmente membro de um grupo de extrema-direita. Até agora, a policia registra 91 mortes.
-Não temos- disse o Primeiro-Ministro, Jens Stoltenberg- grande problemas com grupos de extrema direita. Mas eles existem na Noruega e a policia os conhece.
O que se sabe de Anders Behring é que tinha montado uma empresa com atividades agrícolas, em Rena,o que lhe deu a possibilidade de comprar material explosivo.
Sua pequena empresa teria negociado grande quantidade de nitrato de amônio, para fertilizantes. Segundo a policia, a substância serviria também à fabricação de explosivos.
No twitter, a última nota de Anders Behring Breivik era uma citação do filósofo Stuart Mill: uma pessoa com convicções vale 100 mil pessoas que têm apenas interesses.
Alguns analistas comparam o atentado de ontem ao de Oklahoma, nos Estados Unidos, em 1955. Na explosão de um prédio morreram 168 pessoas e o principal acusado Timothy Mcveigh era também um jovem de extrema direita, revoltado com a atuação da policia numa comunidade religiosa, no episódio conhecido como o cerco de Waco.
O departamento de álcool, tabaco e armas de fogo da policia americana foi fazer uma busca e apreensão nesta área do Texas onde residia David Koreh e seus seguidores da seita Ramo Davidiano.
A tomada do lugar resultou num incdêndio que matou 76 pessoas, entre elas crianças e mulheres grávidas.
Isso aconteceu dois anos antes de Oklahoma.
Não há indícios, entretanto, da existência de algum fato motivador nos atentados da Noruega. O país se dedica principalmente a ações de paz e ajuda humanitária, incluindo também, como no caso do Brasil, investimentos para proteger a floresta amazônica.
Ainda há muito caminho diante das investigações.
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Na quinta feira, o vento soprava forte na Lagoa. Era quase impossível pedalar. Invejava os corredores que vinham a favor dele. Tudo deveria ser mais fácil para eles.
Perguntei ao salva-vidas, quando cheguei, se isto era o sudoeste. As vezes, tenho dúvidas. Ele olhou rápido para bandeira do clube tremulando e apontou para ela:
-Olha a bandeira. É um terral.
Ali pelas dez horas de sexta-feira, não tive mais dúvidas. Era o sudoeste. É um vento importante no Rio. Anuncia chuvas mau tempo para o fim de semana.
O sudoeste é inoportuno como um parente do interior que vem se se hospedar no seu minusculo apartamento É espaçoso. Só que não rouba o espaço interior. Ele leva com ele quase todo o mundo exterior.
Com o sudoeste veio a chuva e também as trágicas noticias da Noruega. Vou passar o fim de semana encerrado, lendo, tentando entender como foi possível.
Movimentos de extrema direita existem na Escandinávia. Mas não com esse potencial destrutivo.
Quando começaram as chover as folhas da amendoeira, sai da piscina para fotografá-la e alguëm me disse: está com sorte hoje, fotografar essas folhas caindo.
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Fingi que concordava. Sabia, no entanto, que uma frente fria se deslocava do sul. Era o bastante para ser cauteloso. Não imaginava que do norte, viesse essa terrível notícia.
Um acampamento de verão da juventude do partido do governo. Aqui quase nem temos isso, juventudes de partido e acampamentos de verão.
O primeiro ministro, Jens Stoltenberg, falaria,hoje, para a juventude acampada. Um homem vestido de policial disparou seu fuzil contra os jovens que se atiravam no mar, tentando escapar.
Pelo menos o sudoeste me prende em casa no fim de semana, para tentar entender. Como tentei tanto tempo entender o assassinato de Olof Palme.
Era um líder histórico da social-democracia sueca, adversário da guerra do Vietnã. Andava pelas ruas da Cidade Velha sózinho, às vezes saudava e era saudado.
Não era um político tentando seduzir os transeuntes. Apenas caminhava rumo ao trabalho.
Depois do assassinato de Palme, a Suécia nunca mais foi a mesma. Na Noruega foram 80 mortos e a bomba atingiu o prédio do governo, onde trabalha o Primeiro-Ministro.
Num dimensão maior que a tragédia sueca, a Noruega nunca mais sera a mesma.
Solidário, neste retiro que o sudoeste me trouxe, continuo acreditando que o país sairá mais forte ainda desse trauma.Como a Suécia saiu.
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Embora seja muito cedo para definir quem organizou os atentados na Noruega, a tendência dos analistas é atribui-lo a grupos extremistas que se dizem fieis islâmicos.
Foi um atentado no centro do poder. Ao que tudo indica, um carro bomba explodiu diante do prédio de 17 andares, em que trabalha o Primeiro-Ministro Jens Stoltenberg.
Alguns jornalistas noruegueses acham que há 30 mortos, mas, oficialmente ,sete foram confirmados. Qual a razão de um atentado extremista à Noruega?
Alguns afirmam que, antes da Dinamarca, foi publicada também uma caricatura de Maomé em Oslo. Outros atribuem o ataques à presença de alguns soldados noruegueses no Afeganistão.
Os alvos foram muito claros. Além da sede do governo, um tiroteio, também de inspiração terrorista, eclodiu na ilha de Utoeya, onde havia um congresso da juventude do Partido Social Democrata. Horas depos, o própri governo afirmou que o atirador era cidadão norueguês. Mas não informava mais nada.
Muitos países têm tropas no Afeganistão. Dentre eles, a Noruega é a mais discreta. Foi em Oslo que se realizaram as mais avançadas negociações para a paz no Oriente Médio. Proporcionalmente, noruegueses e suecos são os que mais ajudam os paises pobres e mais investem na proteção do meio ambiente fora de suas fronteiras.
Quando Olof Palme, o grande líder social-democrata sueco, foi assassinado numa rua de Estocolmo, também houve grande supresa.
Ao que parece, os terroristas atacaram a Noruega porque era o lugar que talvez menos aparecia como um alvo preferencial. Se isso aconteceu mesmo, torna-se uma indicação para países que organizam grandes encontros internacionais, como Copa do Mundo e Olímpiadas.
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2011