Um cientista de origem brasileira e sua filha protagonizam uma bela história, divulgada hoje pelo New York Times http://nyti.ms/pw9d9f) e assinada por Dan Hurley.
O cientista Alberto Silva está pesquisando de forma avançada um remédio para portadores da sindrome de Down.
Tudo começou com o nascimento de Tishe, hoje adolescente. Ela tem a sindrome de down e Alberto levou um choque ao descobrir isto, quando nasceu, em junho de 1995.
O choque não demorou muito, porque ele logo se apaixonou pela menina e descobriu que outras pessoas na mesma situação estavam tendo uma vida cada vez mais produtiva.
Ainda assim, pelo amor de Tyche, nome dado em homenagem a uma deusa grega, Alberto resolveu se dedicar ao tema e achar maneiras de melhorar a vida das pessoas com a sindrome de down
Começou lendo tudo o que se publicou sobre o assunto. Descobriu que um cientista havia reproduzido em ratos as características da sindrome de down. Foi atrás e conseguiu do autor da pesquisa, Muriel Davisson, permissão para usar alguns dos ratos.
Como resultado de um longo trabalho, constatou que o uso do remédio Prozac alterava o comportamento dos ratos, melhorando sua performance Estava num caminho promissor, pois os ratos eram cobaias excepcionais: a precisão genética do trabalho de seu inventor era tanta que apresentavam as caracteristicas físicas externas da síndrome.
Costa, que mudou de especialidade acadêmica para realizar esta longa jornada, descobriu que o remédio aplicado nas cobaias normalizava a comuniçação neuronal. E isso era a base para aumentar o rendimento.
Hoje, ele faz pesquisa já com pessoas adultas e está obtendo grandes resultados. Tyche , sua filha,não participa porque ainda não é adulta. Se os resultados continuarem a se revelar positivos, o tratamento poderá ser aplicado também na infância.
A sindrome, considerada irremediável, não atraia nenhuma grande empresa de pesquisa. Hoje, pelo menos quatro empresas estão investindo no campo e. em breve, ele será revolucionado.
Alguns pensadores, como Freeman D. Dyson, dizem que a genética, energia solar e a informática vão marcar o século XXI.
Mas um poeta poderia dizer que não se trata apenas de uma conquista da genética. Nesse caso, o amor foi o dínamo da revolução.
Tags: Genética, Muriel Davisson, Prozac
2011