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Algumas fontes no Congresso indicam que esta será a semana em que a saúde estará no centro dos debates. Deve ser votada a regulamentação da famosa Emenda 29, que determina gastos mínimos obrigatórios no setor: 12 por cento do orçamento dos estados, 15 por cento dos municípios.

No texto, o governo federal tem que investir o mesmo que investiu no ano anterior mais a variação do PIB, (Produto Interno Bruto).

O governo federal afirma que é necessário determinar as fontes dessas novas despesas. Daí ter ressurgido e, aparentemente, desaparecido, o fantasma da CPMF.

 

Alguns políticos no mundo dedicaram suas vidas ao tema da saúde. A biografia de Edward Kennedy mostra isto. É um tema que justifica o esforço de uma vida.

Discutimos hoje se é preciso mais dinheiro ou melhor gestão nos hospitais públicos. Minha posição é singular: acho que é preciso unie as duas variáveis , mais dinheiro, melhor gestão.

Os gatos de saúde são crescentes. Às vezes surpreendem, como no caso da Índia, onde o combate à fome é prioritário. Com o progresso a fome não foi resolvida amplamente e surgiu o problema da obesidade.

Se não houver boa gestão, o dinheiro vai para o ralo. Um terço do desvio de verbas no Brasil acontece no setor de saúde. Mas sem recursos também será difícil atender à demanda reprimida.

Falei com muitas pessoas que esperavam uma operação há mais de um ano. Estavam na fila. Entrei em vários hospitais do Rio, denunciando o caos em que se encontram, com as pessoas no corredor, instaladas em macas.

Não é acidental o grande numero de infecções hospitalares no Brasil: elas matam 100 mil pessoas por ano e 80% dos hospitais não têm as condições higiênicas adequadas. É o que informa a manchete de O Globo de hoje.

Nos tempos em que fui parlamentar sempre contribui com a Rede Sara, tendo a chance até de participar das reuniões de seu Conselho Consultor.

É um exemplo de hospital público que funciona bem, dentro dos melhores padrões internacionais. E, ao contrario do que parece, gasta, proporcionalmente, menos que os hospitais caóticos.

Minha posição é delicada, se comparamos com a que defende apenas mais dinheiro, ou só defende mais gestão. O que vem primeiro, o ovo ou a galinha?

A melhoria da gestão e um sincero combate ao desvio de verbas no setor seriam um primeiro passo. É mais fácil financiar um sistema do qual nos orgulhamos, mesmo reconhencendo algumas de suas fragilidades.  Enquanto a perepcão de que há desvios for alta e justificada, não há chances de aumentar  os investimentos na saúde, exceto pelo caminho da austeridade.Um impasse de efeito devastador na vida dos que dependem do SUS.

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