Que metrópole brasileira tem o ar mais poluído? São Paulo ou Rio? Um estudo da OMS(Organização Mundial de Saúde) diz que é o Rio, superando a capital paulista e também Cubatão.
A medida se faz pesquisando partículas menores do que dez micrômetros que causam problemas respiratórios. O limite máximo aconselhado pela OMS é de 20 micrômetros por metro cúbico. No Rio, foram registrados 64.
Houve um protesto do Secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc, e de especialistas cariocas Acham que a medição está equivocada.
Minc afirma que em 2010, o índice de particulas caiu de 64 para 32 mas não explica porque. Diz apenas que a medicos manuais tornaram-se automáticas.
A preocupação em comparar Rio e São Paulo acabou deixando de lado o tema mais importante: a situação do Brasil em relação a outros países.
No cômputo da OMS, que mediu a poluição em 91 países, o Brasil está em 44º lugar, empatado com o Panamá, mas superando a Botsuana e Mongólia, por exemplo.
Minc afirma que o Rio tem o mar para dispersar os poluentes e que a frota de São Paulo conta com o dobro de carros. Mas não compara a capacidade paulista de medir a poluição do ar, anterior à carioca e , possivelmente, mais sofisticada que a do Rio. Isto, no meu entender, é a pista para se avaliar a diferença entre medição e realidade.
Uma das coisas preocoupante : apesar de intensa propaganda, a consciência ambiental no Rio parece retroceder.
O Rock in Rio é um exemplo disso. O primeiro, realizado em 85, tinha problemas com o barro. Lembro-me pois cobri o evento para uma revista chamada Afinal, já desaparecida.
Segundo algumas pessoas que estiveram no show de sábado, o chão fica coberto de copos e as pessoas andam esmagando plástico .
Vendedores ambulantes venderam capas de chuva na porta. Assim quea chuva passou, os expectadores jogaram as capas no chão, criando uma nova camada de plástico.
Não é a rivalidade entre metrópoles que vai melhorar a situação. Se num evento da envergadura do Rock in Rio não se tomaram as precaucões necessárias, com indicações ambientais aos participantes, o que sera do cotidiano ou de grandes eventos, como a Copa do Mundo e Olímpiadas ?
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O verão termina na Europa com uma notícia ruim para o meio ambiente. O nível de ozônio em 16 países suplantou, durante vários dias, o máximo definido pela Organização Mundial de Saúde: 120 microgramas por metro cúbico.
O alerta foi feito pela Agencia Europeia de Meio Ambiente e as medições foram feitas entre abril e setembro. Os países mediterrâneos foram os que passaram mais dias com índices superiores ao desejável.
O ozônio é um gás incolor produzido pela fotoquímica. A mistura do calor do sol com o nitrogênio que escapa dos carros é a sua principal origem.

O ozônio medido não é o mesmo da camada de ozônio, que protege como um filtro das radiações solares. Assim como se define o colesterol, existe o ozônio bom que é o estratosférico. O ozônio que se forma com o calor e as emissões dos carros é o troposférico
Especialistas consultados pelo O Pais informam que no século XIX o nível de ozônio(O3) na atmosfera era de 20 a 30 microgramas por metro cúbico. Com a revolução industrial sua presença se modificou.
A Agencia Européia define um limite, a partir do qual os governos são obrigados a comunicar à população:180 microgramas por metro cúbico durante mais de uma hora.
O ozônio em grande quantidade é um problema para pessoas com asma e doenças respiratórias. Cerca de 700 casos de internamento foram registrados em hospitais europeus.
No Brasil, apenas São Paulo se dedica a medir a poluição. O ideal seria ter o equipamento em todas as capitais. Os custos de instalação poderiam ser recompensados pela informação permanente que previne doenças respiratórias.
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Mesmo antes de receber a licença de operação, prevista para fevereiro, a CSA, Companhia Siderúrgica do Atlântico, foi multada hoje, pela segunda vez , em R$ 2,8 milhões. A primeira multa foi aplicada em agosto, era de R$1,8 milhão. O motivo é sempre o mesmo: poluição da atmosfera. Além das multas, a CSA será obrigado a instalar um centro de tratamento para diabete e hipertensão, em Santa Cruz, zona oeste do Rio.
O problema da CSA, infelizmente, não é só o lançamento de fuligem. Suas emissões de gases de efeito estufa são as maiores do Rio. A CSA já foi objeto de uma denúncia ao Parlamento Europeu.
A idéia de um distrito industrial no Rio ganhou força quando mudou a capital. Tanto Carlos Lacerda como Negrão de Lima, primeiros governadores da Guanabara, apresentavam o crescimento industrial do Rio como a saída para sua economia. O modelo de crescimento era São Paulo.
Com o passar do tempo, a chegada de empresas como a Michelin , em Campo Grande, e a CSA em Santa Cruz aproximou a zona oeste do Rio do velho projeto de Lacerda e Negrão. Mas no século XXI, as coisas ficaram mais complicadas. O Secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, disse , no princípio da semana, que pensava em deslocar algumas famílias vizinhas à CSA. Será uma difícil negociação : a aprimeira coisa que os moradores vão perguntar é por que se pensou nisso só agora.
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2011