ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Usei parte do dia para escrever o artigo de sexta para o Estadão. O tema é Palocci e essa confusão em Campinas que parece ser mesmo um caso de mensalinho a julgar pelo depoimento dos empresários. O título é: Palocci e o jogo do futuro.  Sai sexta na página de opinião.

Mas foi um dia importante nas relações entre Israel e Palestina. Falando ao Congresso americano, Benjamin Netanyahu, Premier de Israel, definiu os limites da paz aceitos pelo seu país.

Israel, pelo menos no discurso difundido hoje, não abre mão da parte oriental de Jerusalém e não deixará que os refugiados voltem para terras que ocuparam no passado

Netanyahu mostra sua visão de paz

Dois grandes problemas do processo estão exatamente aí. A reação palestina não tardou. O Hamas afirma que o discurso de Netanyahu é uma declaração de guerra.

Uma semana depois do discurso de Barack Obama os sinais de esperança ainda não apareceram. Os jornais americanos registram que Netanyahu foi aplaudido calorosamente no Congresso, dando a entender que os parlamentares estão mais próximos do discurso de Netanyahu do que da proposta do presidente dos EUA.

Tags: , , ,

Sem Comentários | comente

Não acredito que exista alguma proposta de paz no Oriente Médio que seja aceita sem reservas. A de Obama tem uma vantagem de ser apoiada pela ONU e pela Rússia, entre outros. Mas foi rejeitada também, pelo menos nas primeiras horas.

Pesquisando um pouco as linhas de 1967, anteriores à guerra vencida por Israel, cheguei à conclusão de que há pontos entre o discurso de Obama e o de Netanyahu, Premier de Israel, que poderiam ser desenvolvidos.

Obama fala de ter as linhas de 67 como base. Netanyahu considera essa proposta inaceitável. Mas Obama fala também de algumas trocas de terra, para complementar o acordo. Netanyahu fala na disposição de Israel de ceder algum território em troca da paz.

As linhas de 67 não são uma fronteira política. Eles foram na verdade a reprodução das linhas do armistício de 1949, uma solução militar.

Depois disso, Israel já devolveu o Sinai e cerca de 80 por cento da Faixa de Gaza. O argumento principal para a não aceitaçao das linhas de 67 é o da segurança.

Era importante saber que terras Israel abre mão, ou pelo menos saber que áreas não pode devolver por questão de segurança. As colinas de Golan, por exemplo.

Cautela nas ruas, cautela nas mesas de negociação

Uma frase de Obama ressalta que os entendimentos têm de levar em conta a segurança de Israel.
Sinto que através de algumas frases , Obama e Netanyahu ressaltam sua concordândia. Ambos estão pressionados pela chegada de setembro, quando a ONU pode reconhecer o estado palestino.

E ambos podem ficar isolados se não encontrarem até lá um discurso comum. A situação é tão complicada que qualquer vestígio de esperança pode cair na ingenuidade. Mas as linhas de 67 são apenas um dos problemas. Sobre refugiados palestinos, há toda uma discussão em aberto. É um tipo de situação na qual é preciso avançar passo a passo.

Obama anunciou o seu. É seja cedo ainda para classificá-lo de um tropeço.

Tags: , , , ,

Comentários (15) | comente

Havia um certo ceticismo em torno da proposta de Obama para o Oriente Médio. Afinal, na semana passada, o emissário para a paz na região, George Mitchell, jogou a toalha e abandonou o cargo.

O discurso de hoje feito para ser uma continuidade de seu discurso no Cairo foi centrado na questão da paz entre Israel e Palestina.

Obama propõe que a existência dos dois estados tenha como base as fronteiras de 1967 e uma Palestina desmilitarizada.

Barack Obama

As primeiras reações são favoráveis nos sites americanos. Mas, como não poderia deixar de ser, muitas questões não foram ainda respondidas.

A primeira delas é se Israel, que considera um grande problema de segurança abrir mão das fronteiras conquistadas, aceitará as linhas de 67?

O infográfico do Estadão, mostra essas fronteiras.
 http://www.estadao.com.br/especiais/as-d…

A outra pergunta: como tornar a Palestina desmilitarizada? Até que ponto o Hamas, por exemplo, defensor do  fim de Israel, estaria disposto a ter o estado palestino apenas com uma polícia?

É uma proposta.  Em torno dela vai gravitar, nos próximos dias, a esperança, tantas vezes frustrada, de uma paz duroudora com a existência dos dois estados.

Obama afirmou que através da força moral da não violência, os países árabes conseguiram mais, em seis meses , do que o terrorismo, em décadas.

O impulso que as forças populares trouxeram faz com que os Estados Unidos se voltem para a região, prometam investimento e apresentem uma proposta de paz mais ousada que as anteriores.

Há s variáveis complicadas. Benjamim Netanyahu afirmou em Israel  que aceita trocar “terras da patria” por uma paz estável.  Ao mesmo tempo classificou as fronteiras de 67 como inaceitáveis. Ele viaja para encontrar Obama e a posição de Israel ficará mais clara, depois da reunião na Casa Branca.
No dia em que Obama fez sua proposta, Israel aprovou a construção de 1520 casas de colonos, no lado oriental de Jerusalém.

Obama fez uma proposta prevendo  o estado palestino mas a ONU já iria mesmo reconhecê-lo em setembro. Haverá alguma convergência entre o movimento americano e o da ONU? Ou Obama quis apenas se antecipar?

O tema vai crescer daqui para setembro. Deve sair nas próximas horas a posição brasileira outra referência ainda a considerar.O Brasil defende a existência de dois estados, reconhece a Palestina com as fronteiras de 1967 mas não se manifestou ainda sobre a desmilitarização.

Tags: , , ,

Comentários (4) | comente

Comentários recentes

  • ZULA VIEIRA: ESTOU DENUNCIANDO QUE NO MARANHÃO TEM MUITAS FLAUDES NO SEGURO DEFERO QUE É COMANDAO PELA FEDERAÇÃO...
  • Fernanda: Mesmo sendo um movimento estratégico, sinto orgulho do meu país por recebê-los. Bem vindos! :)
  • Fernanda: Ainda que com atraso, desejo-lhe um feliz ano novo! Muita sorte e felicidade! :)
  • VOZ ATIVA: DESORDEM E CAOS EM SALVADOR >>> A polícia da Bahia em manifestação de máxima orquestração...
  • Dany: Gostei da sua ideia.Louvo sua coerência e sinceridade,prezado Fernando.

Arquivos

Seções