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08.dezembro.2011 09:41:22

No mar, nem tudo vale a pena

Menos de um mes depois do acidente com a Chevron, um navio fretado pela Vale do Rio Doce, o Vale Beijing está com rachaduras e corre o risco de afundar com 260 mil toneladas de minério de ferro.

O navio faz parte de uma encomenda da Vale do Rio Doce: 35 navios gigantes, com capacidade de 400 mil toneladas, destinados a transportar minério de ferro para a China.

Depois da Chevron, a STX: quem fiscaliza o oceano?

Na verdade é todo continente asiático que está nos planos de venda, inclusive com a construção de um porto na Malásia, onde a Vale já tem um centro de distribuição.

Um diretor da Vale, José Carlos Martins, afirmou que o caso do navio é sério e que a empresa iria questionar os seus donos, a companhia sul-coreana STX e iria saber também quem autorizou o deslocamento.

O IBAMA está sendo pego de surpresa. Primeiro, o navio apresenta rachaduras no tanque de lastro, ameaça a afundar e é retirado para uma distancia de 10 milhas, a fim de ser reparado. Depois, o Ibama pede um plano de prevenção do vazamento de minério.

Teoricamente, a licença para um transporte desse envergadura deveria constar de um exame do plano de contenção. Possivelmente os sul-coreanos nem cogitaram disso.

No passado, éramos os vilões da floresta tropical. Estamos produzindo petróleo no mar e transportando minério por ele. Se não criarmos uma estrutura eficaz de vigilância, podermos nos tornar os vilões do oceano.

A Vale encomendou 35 navios gigantes.O Ibama precisa se organizar melhor para a vigilância no mar, assim como a própria Marinha poderia dar uma grande ajuda no processo.

O acidente da Chevron já saiu de cena; daqui a pouco, vamos esquecer o susto do Vale Beijing, no Maranhão. Os chamados políticos verdes não se comovem com o azul . Isso é uma pena pois o eixo da economia brasileira, com a descoberta do pré-sal e os intensos negócios com a China, desloca-se, parcialmente, para o mar.

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09.março.2011 14:05:06

A hora dos oceanos

Lendo o The Guardian de hoje encontrei uma linda galeria de fotos. Seria apenas mais uma, no entanto ela dá aos britânicos algo que sempre sonhei para o Brasil: uma visão dinâmica da vida no fundo do mar. O autor das fotos é Paul Naylor que se dedica ao tema há muitos anos e é associado à organização Wildlife Trust. As fotos mostradas pelo Guardian são parte de um livro sobre o mar britânico, o terceiro publicado por Naylor.

Sem concha, o molusco se protege liberando substâncias químicas.( Foto Paul Naylor, Wildlife Trust)

O mais interessante foi encontrar no site do fotógrafo um painel com 75 espécies marinhas, feito para mostrar em escolas e exposições. Naylor e seus patrocinadores emprestam o painel e cobram apenas o custo do transporte.

Mostra itinerante da vida marinha inglesa de Paul Naylor

Já havia proposto algo assim para o litoral brasileiro. Mas minha idéia era inicialmente fazer uma exposição sobre o fundo da Baia de Guanabara. Já existem trabalhos específicos, do fotógrafo Carlos Secchin, autor de um livro intitulado O Mar do Rio ,que inspirou o projeto que aprovamos ,fazendo das ilhas Cagarras um monumento natural. O site www.carlossecchin.com.br  nos mostra a riqueza da visão do fotógrafo brasileiro que, acredito, financia o próprio trabalho. Aqui o investimento poderia ser maior, sobretudo agora em tempos de pré-sal.

O fotógrafo Carlos Secchin faz um belo trabalho sobre o mar brasileiro

A idéia da exposição poderia até prever um aquário e, por sua vez, foi inspirada na Potsdamer Platz em Berlim.Os alemães fizeram da Potsdamer  um símbolo da reconstrução da cidade e a exposição continha também algumas animações, mostrando o futuro de Berlim.  A exposição permanente atraia turistas e fazia algum dinheiro com as vendas de souvenir.

O Rio teve tudo nas mãos com o financiamento japonês, concedido em  1992, que investiu US$ 800 milhões na recuperação da Baia de Guanabara, infelizmente com resultados modestos. Foi uma oportunidade quase perdida mas continua aberta na agenda das Olímpiadas.

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07.fevereiro.2011 12:21:31

O mar e seus projetos

Três importantes projetos ambientais na costa brasileira correm risco de perder importância , ou mesmo de desaparecer. São os que protegem a baleia Jubarte, as tartarugas marinhas e os golfinhos rotadores. A Petrobrás, segundo notícias da semana passada, vai suspender a ajuda ao Jubarte e, ao que tudo indica, reduzir drasticamente o patrocínio dos dois outros.

As baleias Jubarte se concentram em Abrolhos na Bahia e a descoberta de sua presença em grande número, aconteceu ainda na década dos 80, dando origem ao Instituto Jubarte.


Já o golfinho rotador existe em Fernando de Noronha, em parceria com o Instituto Chico Mendes. Dezenas de pesquisadores passaram por lá e viveram a rotina de acordar de madrugada para observar os golfinhos, numa baía que hoje é chamada Baía dos Golfinhos.


O Tamar se dedica às tartarugas é talvez o que mais tenha avançado na busca do autofinanciamento, embora a venda de camisetas, bonés e outros produtos, não seja suficiente para garantir o trabalho, no nível que existe hoje.


A Petrobrás não anunciou nada oficialmente. Apenas disse que vai fazer uma avaliação dos projetos. O  momento em que o Brasil se prepara para explorar o pré-sal é o mesmo em que o planeta descobre a importância estratégica dos oceanos,  no campo da economia e do equilíbrio climático.

É o momento de investir mais em pesquisas no mar, inclusive as que estudam baleias, tartarugas e golfinhos. Os peixes que atravessam a área do pré-sal são a maioria dos que estão em extinção na costa brasileira.

Com as assinaturas necessárias, deixei no Congresso um projeto para a criação de uma comissão mista sobre oceanos, algo que pode ser uma grande parceria com a exploração do pré-sal , monitorando essas atividade.

Vejo que existe uma tendência para constituir uma comissão apenas de pesca. A pesca, sobretudo no Brasil, tem um peso econômico reduzido em relação ao petróleo. Um trabalho mais amplo sobre oceanos teria espaço para tudo, inclusive para a pesca.

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  • ZULA VIEIRA: ESTOU DENUNCIANDO QUE NO MARANHÃO TEM MUITAS FLAUDES NO SEGURO DEFERO QUE É COMANDAO PELA FEDERAÇÃO...
  • Fernanda: Mesmo sendo um movimento estratégico, sinto orgulho do meu país por recebê-los. Bem vindos! :)
  • Fernanda: Ainda que com atraso, desejo-lhe um feliz ano novo! Muita sorte e felicidade! :)
  • VOZ ATIVA: DESORDEM E CAOS EM SALVADOR >>> A polícia da Bahia em manifestação de máxima orquestração...
  • Dany: Gostei da sua ideia.Louvo sua coerência e sinceridade,prezado Fernando.

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