Acabo de entregar o artigo para o Estadão,falando, mais uma vez, do assassinato em Realengo. Coloco-me contra o chamado plebiscito das armas porque é uma falsa solução. O artigo é maior que um post e permite discutir argumentos e comentar o plebiscito de 2005.
O que mais me preocupa nisto tudo é a busca de um álibi pelos políticos. O governo, ao lançar o foco na proibição da venda de armas, consegue escapar do exame de sua ineficácia para prender armas ilegais, algo que o plebiscito não proibiu nem desestimulou.
Para Sarney, uma chamada causa nobre nesse momento é sempre bem-vinda. Não que ele se considere, através dela, livre das críticas que sofre na imprensa e na sociedade. Mas ele desloca essas críticas para o campo das grandes ideias, consegue torná-las mais palatáveis.
O Superior Tribunal Eleitoral anunciou que um novo plebiscito custaria R$300 milhões e levaria seis meses para ser realizado. Não creio que os defensores do projeto recuem diante dos gastos. Mas nesse momento, duvido que ganhem base política para realizar seus objetivos. O problema é que podem ofuscar com a ideia do plebiscito debates mais modestos sobre segurança nas escolas.
Há muita gente que nem isso quer discutir. Argumenta que é preciso investir no amor e na tolerância ou que é preciso acreditar nas liberdades. Concordo com a tese, mas ainda assim há algumas medidas que podem e devem ser tomadas, a partir da análise do caso de Realengo.
Tags: Controle de armas, Sarney, segurança escolar, STE
Um estudo feito nos Estados Unidos, depois do episódio de Columbine, dentro de um projeto intitulado Iniciativa por Escolas Seguras, indicou que os assassinos do tipo de Welington Meneses costumam dar alguns avisos antes de realizar o crime. O estudo acentua também que, na maioria, são pessoas que viveram uma grande perda e não conseguem suportá-la.
O estudo adverte que não adiantam processos estatísticos para prevenir um crime dessa natureza. Nada mais importante entretanto do que a iniciativa do governo norte-americano constitutindo um grupo para estudar o Colombine e outros casos do gênero.
Reforça um pouco o que disse: é necessário conhecer para apresentar propostas. No caso brasileiro, ao que me consta, não foi constituído um grupo para examinar o massacre em Realengo. Uma iniciativa desse tipo poderia ser mais eficaz do que as lamentações que se fazem na tribuna.
Não se trata, como no caso americano, onde havia material para estudos comparativos, de fazer mais um estudo sobre o perfil dos assassinos. Seria um exame específico do caso, com o objetivo de responder a esta pergunta: apesar de inevitável, é possível alguma coisa para reduzir seu impacto sangrento?
Minha resposta é positiva num ponto: reduzir o tempo de chegada do socorro policial. Outro aspecto que pode ajudar, a exemplo do que acontece na Alemanha, é treinar as escolas para circunstâncias difíceis como essa.
As possibilidades de redução do tempo de chegada da policia existem e os meios tecnológicos para isso também estão disponíveis. Uma boa pergunta para a comissão examinar seria esta: se não houvesse casualmente uma patrulha perto da escola, realizando inspeções de trânsito, quanto tempo levaria para chegar o socorro?
Um grupo de deputados foi ao local, soube depois que sai de lá. A pior alternativa é encerrar o trabalho apenas com a presença protocolar e a solidariedade às famílias. Um estudo detalhado do caso de Realengo pode contribuir para reduzir o impacto. Por que não tentá-lo? A expressão inevitável é correta mas não pode inibir a iniciativa de quem quer enfrentar o inevitável. As manifestações pedindo paz ajudam a processar o trauma da perda dos adolescentes, mas não bastam. Será preciso fazer alguma coisa, na direção certa.
A resposta do governo é reviver o projeto de proibição de venda de armas. Acontece que isto já foi vivido e a maioria da população optou pelo direito de comprar armas, num plebiscito nacional. Há vários caminhos para se interpretar o assassinato em Realengo. Um é seguir o caminho da Escócia e usar o choque emocional para se buscar a proibição das armas. Outro é aumentar o controle das armas clandestinas, reduzir a criminalidade, com o objetivo de convencer aos indivíduos que a atmosfera está ficando menos ameaçadora. Só quando isso acontecer, vai se entender a verdadeira causa da vitória do não naquele plebiscito: as pessoas têm medo de se desarmar, cercadas de assaltantes armados.
As condições iriam melhorar se os governos trabalhassem a lei existente. Numa reportagem em Cali, observei várias batidas policiais em busca de armas clandestinas. Não só recolhiam muitos exemplares, como enviavam um sinal de que era mais perigoso andar nas ruas com armas não registradas.
O sucesso dessa operação, um controle maior de fronteiras e uma articulação internacional com alguns centros de venda de armas ilegais poderiam, progressivamente, convencer as pessoas de que não é necessário se armar, mesmo com a existência de um comércio legal de armas.
Não existe solução mágica e sem políticas convincentes a pura reprodução do debate feito no plebiscito pode desembocar num impasse desgastante.
A responsabilidade nacional de controlar as armas ilegais deveria ser a trilha para completar aquelas observações que fiz acima sobre a preparação da policia e das escolas, para encurtar o tempo de socorro.
Lembro-me que, durante o plebiscito, era usado um argumento estatístico demonstrando que as pessoas que portam armas estão sujeitas ao perigo maior que as desarmadas. No entanto, a maioria preferiu manter o direito de comprar armas. Sinal de que não acreditou nas estatísticas.
O caminho para se chegar a uma sociedade sem armas à venda é muito longo. Ou nasce de uma evolução de resultados concretos na política de segurança, ou depende apenas de fatos emocionais. Mas fatos emocionais são um boomerang. Podem se voltar contra os que se orientam apenas por eles.
Tags: desarmamento, Escola Tasso da Silveira, perfil de assassinos, plebiscito
Não se cobre impunemente um episódio como o da morte de 12 crianças na escola de Realengo. Trabalhei no massacre do Carandiru e estive em Vigário Geral antes dos corpos serem retirados da rua. Há um longo período de inquietação e noites mal dormidas. Agora, como se tratam de estudantes, a tendência ainda é olhar os adolescentes em torno de nós e lembrar como a vida pode ser brutalmente arrancada.
A Secretária de Educação do Rio, Cláudia Costin, deu uma entrevista hoje afirmando que o episódio seria inevitável, mesmo se houvesse mais segurança. É um forte argumento pelas características do crime e também pela experiência internacional. Sistemas mais complexos de segurança falharam para impedir crimes como o de Realengo.
Entendo , como ela, que era inevitável. Isto não significa que não se possa lutar contra o inevitável, reduzindo suas chances e, quando acontece, os seus estragos. O grande exemplo de algo inevitável é a morte mas estamos sempre tentando evitá-la e para prolongar a vida.
É preciso montar uma estrutura de pscólogos e assistentes sociais nas escolas. E é preciso que tenham contato com a experiência internacional, com o esforço se faz, com os conhecimentos que se têm, para tratar esse tipo de problema que pertence à categoria geral do “isso não acontece no Brasil”. O Brasil está cada vez mais dentro do mundo e mundo cada vez mais dentro do Brasil.
No caso específico de Realengo, um detetor de metais seria o instrumento adequado. Ouso dizer que se houvesse um detetor de metais, possívelmente Welington talvez nem tentasse. Suponhamos que isso seja um investimento caro e há outros esperando na fila as verbas do setor.
Pelo que ouvi e li, Welington parecia sempre preocupado com a chegada da polícia, nos 12 ou 15 minutos de fuzilaria. Se houvesse um alarme na escola isto poderia mobilizar os vizinhos . O alarme ideal deveria ser conectado também não só com a polícia mais próxima ,mas com uma central.
O centro montado com a IBM para prevenir temporais e ajudar a administrar a cidade , dentro do projeto Smart Cities, seria o ideal para oferecer a solução. Uma centena de monitores, uma tela gigante, maior que a da Nasa, deve ter capacidade ociosa. A maioria da viaturas públicas já está circulando com o GPS. Bastaria incluir no programa as viaturas policiais com seus respectivos GPS e acionar as mais próximas do lugar de onde partiu o alarme.
Isto evitaria um massacre como o da escola Tasso da Silveira? Não creio. Mas certamente reduziria seu tempo de ação. A educação precisa muito de dinheiro para melhorar sua qualidade, esse é o investimento permanente. Não há recursos para pesadas estruturas de segurança nas escolas.
O instrumento que está nas mãos da cidade pode oferecer não somente esta, mas inúmeras respostas para aumentar a segurança nas escolas.Algumas mais vulneráveis poderiam ser monitoradas do próprio centro, através de suas câmeras internas. O equipamento da Smart Cities pressupõe também um smart people no controle.
O Rio tem um excelente sistema e gente bem treinada . Estamos de acordo com a afirmação de que o crime em Realengo era inevitável. Mas é preciso dar um crédito de confiança à luta contra o inevitável,
Tags: Cláudia Costin, Escola Tasso da Silveira, segurança escolar, Welinton Meneses
Apesar da importância de fazer o que se chama de autopsia psicológica do atirador que matou 12 alunos de uma escola de Realengo, os estudos do chamado síndrome de Amok podem ser uma boa indicação para o futuro.
O termo, que é de origem malaia, significa raiva cega. Foi usado para definir esse gesto de sair matando pessoas e animais e, na maioria dos casos, suicidar-se no final.
Alguns autores atribuem esta raiva cega a pessoas que receberam algum tipo de humilhação. Muitos professores já tomaram conhecimento do problema e analistas tentam interpretar as causas.
Os jornais de hoje publicam entrevistas de colegas de estudo de Welington Meneses de Oliveira. Não tenho a pretensão de entender tudo , mas há dois elementos que devem ser estudados: ele foi objeto de inúmeras gozações na escola porque, entre outras coisas, mancava de uma perna. Seu apelido era Swing.
Um outro dado que deveria ser levado em conta foi a maneira como ele poupou o estudante Mateus Morais, de 13 anos. Segundo o sobrevivente ele teria dito: não se preocupe, gordinho, não vou fazer nada contra você.
Isto poderia ser interpretado como algo assim :você gordinho, também deve ser vitima de gozações, logo será poupado. Nem psicologia nem pedagogia são minhas áreas profissionais.Todo esse material será discutido e avaliado. A Secretaria de Educação do Rio, Cláudia Costin, é competente e bem intencionado e certamente sairá desse processo com novas propostas.
Hoje .como faço todas as sextas, fui à feira. O vendedor de limão, que não quis aparecer, era a figura mais importante. O filho estudava na Tássio da Silveira, em Realengo e, exatamente no dia do massacre, a mulher ligou para ele e disse: o menino está doente, vamos deixá-lo fora da escola, pelo menos hoje.
Acontece. É difícil ser feliz num contexto em que vivemos. Mas o vendedor de limão estava, pelo menos, aliviado.
Tags: bulllyng, Ecola Tasso da Silveira
O que fazer após uma tragédia como essa? Algumas pessoas me perguntaram isto na porta da escola Tasso da Silveira, em Realengo. Outras perguntaram se era possível evitar. É cedo para responder a tudo, por duas razões entre outras: o momento é de emoção e solidariedade com as famílias. E faltam dados essenciais. Como tirar conclusões antes de obter esses dados?
As informações foram surgindo ao longo do dia e várias vezes foi preciso buscar alguma coerência. Falaram em dois revólveres 38 nas mãos de Welington Meneses de Oliveira. No final da tarde, eram um 38 e um 32 mas foi mantida a versão do fast jet, o dispositivo que apressa o carregamento das armas.
Falou-se em AIDS e não havia nenhuma menção a isto. A referência ao islamismo não se sustentou com o texto integral da carta mencionando Jesus. Não se pesquisou a atividade de Welington na internet. Seu computador apareceu queimado na casa de Sepetiba.
Quando voltei para casa, vi entrevistas de psiquiatras afirmando que era esquizofrênico, assim como sua mãe biólogica. A irmã numa entrevista ao Jornal Nacional afirma que a mãe biólogica de Wellington tinha problemas mentais e tentou o suicídio mas isso não configura esquizofrênia.
Muitos dados dependem da polícia, sobretudo os que se referem à origem das armas, das balas e do dispositivo para carregar os revólveres com rapidez.
O que posso dizer nesse momento é que as seguranças das escolas no Rio devem melhorar. Nenhuma novidade, pois disse isso muitas vêzes o ano passado, percorrendo escolas em área de risco. Um menino morreu com bala perdida e algumas escolas eram assaltadas com frequência.
A escola Tasso da Silveira tinha câmeras internas, um dispositivo importante. Mesmo se houvesse um porteiro ou um segurança na entrada, Welington teria acesso. O colégio comemora 40 anos e tem recebido visitas de ex-alunos. Um detetor de metal talvez o denunciasse. Mas compensa dotar as escolas de detetores de metal se é preciso investir em outros pontos, inclusive em dispositivos mais simples de segurança?
Uma leitora escreve da Alemanha, lembrando que os alemães tem um comportamento planejado para e as escolas são treinadas para essas circunstâncias. Talvez essa idéia mereça uma adaptação às nossas características. Aqui, os grandes temporais às vezes obrigam a retiradas dramáticas. Às vezes um grupo de bandidos pode invadir uma escola, fugindo da polícia. E há ainda algo que não se registra em muitos países: a bala perdida, que na verdade é uma vida perdida.
Mas esse debate só terá um sentido maior quando todos os dados disponíveis estiverem à disposição. No Jornal Nacional, o assassino aparece, numa animação, imberbe, usando uma camiseta colada no corpo. A informação que tive era de que usava uma espécie de jaqueta ou que pelo menos tinha os braços cobertos. Creio que a câmera da escola confirma a camisa de magas compridas. A foto do morto, pelo ângulo, mostra uma barba da costeleta. Pode ser o ângulo, pode ser a luz. A carta falando de impureza e castidade fortalece essa hipótese de estar com uma roupa escura, de mangas compridas. Não sabemos ainda nem como estava vestido, nem analisamos a carta com a profundidade necessária. Além da dor da tragédia é doloroso também conhecer os detalhes. No entanto, esta fase de apuração não pode ser suprimida com propostas de gaveta..
Tags: carta suicida, Escola Tasso de Andrade, segurança escolar, Welington Meneses de Oliveira
Do jeito que as coisas aconteceram, era impossível evitá-las. Um ex-aluno da escola Tasso da Silveira entrou pela porta de frente, procurou a sala de leitura. . A escola estava comemorando 40 anos e era comum receber ex-alunos para palestras.Isso facilitou seu trânsito
O que não era comum na história? Welington Meneses de Oliveira, nos últimos tempos, tinha deixada crescer uma barba e vestia-se de forma de uma forma estranha, Algumas testemunhas mencionaram luvas pretas. Mas ele entrou com a barba raspada e um cinturão de balas. Trazia uma mochila, camisas de manga e todo aquele aparato no calor do princípio de outono deveria parecia incômodo aos observadores.Imagens das câmaras internas mostraram, mais tarde, que alguns alunos se espantaram com a mochila.
A irmã adotiva, Rosilene Meneses, disse, numa entrevista de rádio, que ultimamente estava estranho, lendo coisas na internet. Tinha se interessado pelo islamismo mas não há indícios de que grupos islâmicos tenham se interessado por ele. Mas apenas mencionou chegou na sua carta..
A carta que ele tinha no bolso afirmava, entre outras coisas, que nenhum impuro poderia tocá-lo, apenas os castos ou os que perderam a castidade após o casamento. Teria de ser enrolado num lençol branco que trouxe para isto; teria de ser bem lavado antes de o sepultarem no mesmo túmulo da mãe adotiva.
Na rua, alguns moradores de Realengo estavam perplexos. Lembram-se que Welington voltava sempre a Realengo. Afirmam também que a escola merecia ter um segurança pois, no passado, atiradores num carro em movimento alvejaram o prédio, ali mesmo onde agora aparecem tres buracos de bala, resultados do tiroteio matinal.
De fato, os colégios do Rio são pouco seguros. Mostrei como um dos Cieps assaltados no ano passado, oito ataques em três meses, tinha uma cracolândia no patio.Era o Antonio Candeias Flho, no Irajá. Um documento do Sindicato dos Professores, também do ano passado, revela que 86 por cento das escolas não têm porteiros ou seguranças.
Jamais aconteceu, entretanto, nenhum ataque frontal aos alunos. Em Campo Grande, na mesmo dia do massacre, explodiram duas bombas caseiras na escola municipal Mafalda Teixeira Alvarenga. Mas ainda assim, nada indicava a possibilidade do que houve na escola Tasso da Silveira.
Welington deve ter lido mais uma vez a frase que está inscrita num grande quadro, ao lado da sala dos professores: a confiança em si próprio é o primeiro segredo do êxito, Ralph Waldo Emerson. Em seguida, subiu as escadas, abriu a porta de ferro azul e foi para as salas de aula.
O drama na saída.(Foto FG)
O horror é indescritível, exceto pelos relatos pós crime. Um policial que foi ao IML, me disse que as crianças foram alvejadas na testa, de cima para baixo. Ele suspeita que o assassino as enfileirou e pediu que ajoelhassem para facilitar a tarefa Ele tinha bala para matar quase toda a escola. Além dos dois revólveres que trazia, conseguiu um dispositivo chamado fast jet que permite recarregar as armas com muita rapidez.
Dois alunos baleados conseguiram escapar pelo portão da frente. Posso imaginar seu desespero. As proximidades do cadeado estão cheias de marca de sangue. Na rua, comunicaram-se com a polícia e o sargento Márcio Alves foi à escola, atirou na perna de Welington que se matou em seguida.
Isto é tudo. Mas é quase nada para quem quer entender. Na carta sucida, Welington não fala que foi contaminado pelo virus da Aids. Havia alguma especulação por ter matado dez meninas e apenas um menino. Um policial me alertou para a possibilidade de coincidência, pois as meninas costumam ficar mais juntas.
Tudo isso é dificil apurar no mesmo dia do crime, sobretudo porque a perícia ainda estava sendo feita e as testemunhas não foram ouvidas pela polícia. As marcas de sangue na escada, na porta de saída, nas ásperas paredes e o silêncio dos peritos trabalhando nos andares superiores foi a impressão mais forte da escola. O patio onde se ouvem gritos tinha apenas um dois policiais e dois homens vestidos com terno escuro com a gola típica des padres. No pé da escada alguns sacos de plástico, vazios e empilhados.
Na saída, quando o guarda municipal abriu a porta, detive-me sobre as marcas de sangue pensando como poderiam ter parado ali. Antes de alcançar a liberdade e chamar por socorro policiail, os meninos feridos no rosto devem ter encostado a cabeça na parede, para esquecer o horror ou ganhar forças para escapar dali.
Tags: Escola Tasso da Silveira, marcas de sangue, perícia, segurança escolar, Welington Meneses
Escrevi dois posts meio pessimistas de manhã: dengue e saneamento básico. Sai em busca de algo mais leve para equilibrar o dia e fui surpreendido com a notícia das mortes na escola Tasso da Silveira, em Realengo. Nesse momento, já morreram 13, inclusive o atirador, Welington de Menezes.
Não temos loucuras desse tipo no Brasil, elas são mais freqüentes nos Estados Unidos. Vou observar tudo, ouvir as pessoas e não pretendo dar a notícia de cada instante, pois há gente fazendo isto com competência. Vou tentar contribuir para que se entenda, embora certas coisas sejam incompreensíveis. Há sempre alguma lição na tarefa de evitar a barbárie.
2011