Apesar do feriado, um grande número de temas importantes me espera na volta à casa. Os aeroportos não facilitaram o trabalho. Vôos atrasados, o que às vezes ajuda, são acompanhados de constantes trocas de portão de embarque, o que dispersa a concentração.
O caso dos hackers que invadiram sites brasileiros já era manchete ontem na Inglaterra. Um adolescente foi preso depois de uma investigação do setor especializado nesse tipo de crime.
O Brasil é o segundo pais do mundo a sofrer ataques cibernéticos. Mas talvez não seja o segundo em estrutura de combate a este tipo de ação.
Até o momento, os principais suspeitos são de um grupo chamado LulzSec. Eles não visam dinheiro, muito menos querem poder. Numa de suas célebres ações, entraram num site de uma empresa de segurança que dá recompensa a quem revelar alguma fragilidade em seu sistema. Escreveram: guarde seu dinheiro, queremos apenas nos divertir.
O LulzSec Brazil seria um grupo local, uma espécie de franquia. Parece que querem combater a corrupção mas deve ter influenciado o grupo todo esse debate que vivemos hoje em torno do sigilo eterno e do sigilo nas obras da Copa do Mundo.
Na Inglaterra, hackers comunicaram a invasão do site do censo que guarda os dados pessoais dos ingleses. O governo afirmou que não há evidência de que isso aconteceu.
Os jornais de lá afirmam que o LulzSec é uma dissidência do grupo Anonymus e que ambos querem também vingar a prisão de Julian Assange, fundador do Wikileaks.
O Sarney não queria wikileaks na história do Brasil e os vazamentos apareceram em outro lugar, muito mai sensível: a economia e administração.
Na verdade, os documentos da guerra do Paraguai e da formação da fronteira com a Bolívia não estão digitalizados. Dormem em segurança.
PS: Alguns leitores reclamam que não falei do preço dos pedágios nas estradas de São Paulo. De fato, são altos. Mas não conheci todos os serviços, porque percorri apenas trechos. Soube que na estrada negociada pelo governo federal, o pedágio é mais baixo e que a viagem entre São Paulo e Minas, pela Fernão Dias, BR 381, é bem mais barata.
2011