O episódio que envolveu a jornalista Monalisa Perrone, agredida na porta do Sírio Libanês, foi muito comentado no twitter mas pouco informado em seus detalhes.
Quem são as pessoas? Por que fizeram isto? Tudo o que sabemos é que se dizem da Merd TV e têm como objetivo sabotar os links da Globo.
Compreendo que se dêem poucos detalhes, pois o grande problema das emissões na rua, ao vivo, são as pessoas que querem aparecer.
Até hoje, limitaram-se a dar adeus ou fazer alguma gracinha no segundo plano. Os agressores dizem que têm um alvo e um projeto claro. Será fácil neutralizá-los.
Dificilmente, conseguirão fazer de novo. Mas deixam uma importante reflexão: The Economist comparou a situação do ex-presidente Lula com a de Chavez.
A doença dos dois teve outro tratamento na imprensa. No caso brasileiro, o diagnóstico foi apresentado na hora e o tratamento é acompanhado em todos os detalhes, com a ajuda de animações e desenhos.
A revista inglesa atribui esta diferença à imprensa brasileira, mais persistente. Na verdade, a diferença está também na maturidade democrática do país.
Um incidente como o do Sírio Libanês pode ser visto de várias formas. É uma agressão, mas também revela a tevê emitindo da porta do hospital informações médicas recentes.
Há registro de comentários agressivos contra Lula na internet. Mas ao que me consta, a maioria dos blogueiros está procurando, na mediação dos comentários, um equilíbrio entre respeito humano e liberdade de expressão.
Corrente de solidariedade e transparência são os fatores mais fortes nesse episódio. O saldo da democracia brasileira é positivo.
Tags: Chavez, Monalisa Perrone, Sírio Libânes, Tevê Globo, The Economista
Como a maioria das pessoas, passei o dia preocupado com a notícia de que Lula recebeu um diagnóstico de câncer na laringe.
Expresso minha solidariedade e desejo uma cura rápida. Conheço pessoas que tiveram o mesmo tipo de câncer e vivem muito bem.
Uma saraivada de métaforas envolve o câncer. Susan Sontag escreveu um livro sobre o tema. Depois do livro dela, novos estudos apareceram.
A metafora mais comum é a militar. O câncer aparece como uma invasão de celulas mutantes,que precisa ser combatida com todas as armas químicas, radiológicas e cirurgicas. Nessa metafora a luta contra o câncer é uma batalha e o doente um guerreiro.
Os medicos disseram que a maioria desse tipo de câncer é provocado pelo fumo e alcool. Mas que não tinham condições de precisar, nesse caso, se o fumo e o alcool são, realmente a origem da doença.
Vai surgir um grande debate sobre o fumo e câncer. Campanhas desse tipo podem até ter um valor pedagógico na prevenção do câncer.
Não sei, entretando, se fazem justiça à quem recebe o diagnóstico. Possivelmente, Lula vai parar de fumar para garantir muitos anos de vida. Mas essas campanhas partem de uma premissa ainda não i comprovada, no caso de Lula.
Conheço casos de pessoas que tiveram câncer,não eram fumantes, nem consumiam alcool.
É claro que estatisticamente o número de fumantes é maior e o caso de Lula deve ser incorporado às estatisticas.
Uma pessoa, no entanto, não é um número. Antes de usá-la como símbolo de qualquer coisa, é preciso conhecer bem o os examess, e, por último, mas não menos importante, consultar a própria pessoa
Pronta recuperação, presença de amigos queridos, é o que desejamos para Lula . E muita paz, para que volte à arena política, onde, nos últimos anos, temos, quase sempre, discordado.
Tags: Câncer, métaforas, Susan Sontag, tabagismo
2011