Sai do ar ontem porque passei o dia inteiro e o princípio da noite na rua. Tinha duas missões. Uma a de fazer uma reportagem em Valença, onde o prefeito Vicente Guedes conseguiu da justiça a possibilidade de ocupar o cargo pela terceira vez. Ele foi duas vezes consecutivas prefeito de Rio das Flores distante 17kms de Valença e o Superior Tribunal Eleitoral já proibiu essa sequência de mandatos. Só permite dois. Mas o prefeito foi eleito e diplomado antes da decisão. Vou contar como a vida da cidade foi perturbada pelas oscilações da justiça eleitoral.Explicarei melhor em reportagem.
Minha outra missão foi controlar o moderno centro de operações da prefeitura do Rio, construído em parceria com a IBM que o incluiu dentro do projeto global chamado smart cities. Foi um convite do prefeito Eduardo Paes
O centro de operações tem 100 monitores e um telão de 80 metros, maior que o próprio telão da NASA. Nele estão concentradas as imagens das câmeras que monitoram a cidade, assim como inúmeros outros dados que ajudam na tomada de decisões.
O projeto foi possível no Rio por causa das Olimpíadas e da repercussão global da cidade. As empresas participaram também pelo interesse em estar presente num momento em que será grande a visibilidade de sua contribuição.
Um centro de operações como o do Rio não aumenta apenas a capacidade de reação a um desastre natural, como as grandes chuvas por exemplo. Ele ajuda também a administração cotidiana. Há uma tela, por exemplo, indicando onde estão os veículos da Prefeitura, os que foram dotados de GPS. Com isso é possível mobilizá-los para qualquer incidente, com rapidez.
Muitas cidades brasileiras precisam de um projeto assim, em outras proporções. A primeira sala de situação que vi foi em Curitiba, a convite de Beto Richa. Ali havia também telão, monitores e uma prática de tomar decisões nos lugares onde o fluxo de informações era rápido e generoso.
O problema é como financiar projetos desse tipo. Minha sugestão é que sejam candidatos à verba internacional que será concentrada num fundo para adaptação às mudanças climáticas.
Enquanto estava na rua, o governo anunciou um corte de R$50 bilhões o orçamento, reduzindo viagens e diárias e outros itens que podem ser realmente reduzidos. Nesse momento, as teleconferências, a internet, o skype- tudo isso pode oferecer não somente uma alternativa de gestão mais barata , mas também mais eficaz.
O problema das críticas aos gastos é o de garantir eficácia, com menos dinheiro. Não para evitar certas atividades, mas realizá-las a custo menor, com ajuda da tecnologia..
Tags: centro de operações, corte de gastos, desastres naturais
2011