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10.fevereiro.2011 11:43:23

Cortes e tecnologia

Sai do ar ontem porque passei o dia inteiro e o princípio da noite na rua. Tinha duas missões. Uma a de fazer uma reportagem em Valença, onde o prefeito Vicente Guedes conseguiu da justiça a possibilidade de ocupar o cargo pela terceira vez. Ele foi duas vezes consecutivas prefeito de Rio das Flores distante 17kms de Valença e o Superior Tribunal Eleitoral já proibiu essa sequência de mandatos. Só permite dois. Mas o prefeito foi eleito e diplomado antes da decisão. Vou contar como a vida da cidade foi perturbada pelas oscilações da justiça eleitoral.Explicarei melhor em reportagem.

Minha outra missão foi controlar o moderno centro de operações da prefeitura do Rio, construído em parceria com a IBM que o incluiu dentro do projeto global chamado smart cities. Foi um convite do prefeito Eduardo Paes

O centro de operações tem 100 monitores e um telão de 80 metros, maior que o próprio telão da NASA. Nele estão concentradas as imagens das câmeras que monitoram a cidade, assim como inúmeros outros dados que ajudam na tomada de decisões.

Vista parcial do telão do centro(foto FG)

O projeto foi possível no Rio por causa das Olimpíadas e da repercussão global da cidade. As empresas participaram também pelo interesse em estar presente num momento em que será grande a visibilidade de sua contribuição.

Um centro de operações como o do Rio não aumenta apenas a capacidade de reação a um desastre natural, como as grandes chuvas por exemplo. Ele ajuda também a administração cotidiana. Há uma tela, por exemplo, indicando onde estão os veículos da Prefeitura, os que foram dotados de GPS. Com isso é possível mobilizá-los para qualquer incidente, com rapidez.

Muitas cidades brasileiras precisam de um projeto assim, em outras proporções. A primeira sala de situação que vi foi em Curitiba, a convite de Beto Richa. Ali havia também telão, monitores e uma prática de tomar decisões nos lugares onde o fluxo de informações era rápido e generoso.

Mapa do risco na região do Borel, bairro da Tijuca(foto FG)

O problema é como financiar projetos desse tipo. Minha sugestão é que sejam candidatos à verba internacional que será concentrada num fundo para adaptação às mudanças climáticas.

Enquanto estava na rua, o governo anunciou um corte de R$50 bilhões o orçamento, reduzindo viagens e diárias e outros itens que podem ser realmente reduzidos. Nesse momento, as teleconferências, a internet, o skype- tudo isso pode oferecer não somente uma alternativa de gestão mais barata , mas também mais eficaz.

O problema das críticas aos gastos é o de garantir eficácia, com menos dinheiro. Não para evitar certas atividades, mas realizá-las a custo menor, com  ajuda da tecnologia..

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Comentários (2) | comente

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