Até hoje não consegui entender bem a decisão do governo de gastar R$10 milhões com propaganda nas fronteiras.
Os gastos representam 58% do que se investiu no Plano Estratégico das Fronteiras. A notícia diz que a propaganda visa a fortalecer a sensação de segurança ns fronteiras.
Não se sabe quem é seu público alvo e que mensagem vai transmitir. As fronteiras do Brasil são muito diferentes entre si.
Pelo que observei nas que visitei este ano na Amazônia( Bolívia- Peru) e Cabeça do Cachorro(Colômbia- Venezuela) a questão central para os moradores não é tanto a segurança mas melhoria das condições de vida: energia, comunicação e saúde.
São necessários, por outro lado, muitos gastos com a segurança real. Há um projeto de compras de veículos não tripulados, é preciso aumentar o número de agentes da PF e também os seus salários. O isolamento torna a vida muito difícil e, em alguns casos, a tendência é de alcoolismo.
Esses veículos não tripulados deveriam ser experimentados. Em 2008, defendi seu uso, no Rio, e fui ridicularizado. Em 2010, Dilma afirmou que os usaria, mas até hoje não comprou o número necessário.
Era preciso dar um balanço nesse Plano Estratégico das Fronteiras, com os ministros da Defesa e Justiça. Espero que os deputados da Comissão de Segurança Nacional se lembrem disso, quando voltarem do recesso.
Tags: fronteiras, PF, propaganda, segurança, Veiculos não tripulados
2011