Um dissidente cubano, Juan Wilfredo Soto Garcia, morreu depois de ser espancado pela policia política. Soto Garcia era do grupo Pólo Antitotalitário Unido, o mesmo de Guilherme Fariñas, agraciado com o Prêmio Sakharov pelo Parlamento Europeu.
O espancamento de Soto Garcia foi visto por várias pessoas e Fariñas denunciou a morte como um assasinato. A blogueira Yoni Sanchez, por sua vez, afirmou que não foi um fato isolado.
As autoridades divulgaram um comunicado do hospital de Santa Clara informando que Soto Garcia morreu vitima de uma pancreatite.
Figura pouco conhecida do movimento, o dissidente morto tinha saúde frágil e foi detido no dia 5 de março, no Parque Leôncio Vidal, em Santa Clara. Ele sofreu um infarto e era diabético.
A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, presidida por Elizardo Sanchez, pediu uma investigação do governo.
O fato deverá passar em branco no Congresso brasileiro porque a esquerda não quer falar nisso e a direita não se liga nos fatos internacionais. Resta o centro, mas o centro, todos sabem, é bastante vago.
Os direitos humanos foram colocados como prioridade na política externa brasileira, é bom lembrar.
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2011