A relatora especial da ONU para Moradia Adequada, Rachel Roinik acusa as autoridades brasileiras de desapropriar e desalojar as pessoas à força, sem respeitar seus direitos. A relatora aponta a existência do problema nas principais cidades brasileiras: São Paulo, Rio, BH, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza. A denúncia foi feita em entrevista as agência internacionais.
A acusação se refere, principalmente, às obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e Olimpíadas. É um caso que deveria ser analisado pelo governo e autoridade olímpica. Se continuar assim, pode não só atrasar obras como tirar o próprio apelo dessas festas esportivas.
Em São da Barra, num outro contexto, obras de infraestrutura portuária, proprietários continuam bloqueando a entrada do Porto Açu, construído por Eike Batista.
O empresário passou as negociações para o governo do Estado que vai desapropriar as áreas para a construção de um distrito industrial. Como imaginei, a situação não é muito complicada. Os proprietários querem receber o valor das terras no contexto da valorização da área, por estar próxima ao porto. Ao que tudo indica, o governo quer pagar preços que não levam em conta este fator.
Deduzi isto das entrevistas e se a situação perdurar, devo ir a São João da Barra para escrever sobre o tema. Já houve ali uma paralisação entre trabalhadores que limpavam o leito da estrada e queriam aumento de salário e um adicional pelos riscos.
Tanto no Porto de Açu, como em Jirau e Santo Antônio, grandes obras de infraestrutura, a informação é de que as obras não serão atrasadas.Mas o eixo dos conflitos salariais e de propriedade está se deslocando para as regiões onde nem trabalhadores nem proprietários têm cobertura sindical ou associações de classe.
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2011