Nos tempos de Kim Il Sung, o culto à personalidade do lider coreano já era grotesco.
Apesar disto, as mesmas práticas se estenderam ao filho Kim Jong- il e, possivelmente, prosseguem com o neto, Kim Jong-Un.
Tenho lido muitos artigos sobre a Coreia do Norte. Grande parte dos autores reconhece a dificuldade de obter dados.
A próprio inteligência sul-coreana foi incapaz de saber da morte do ditador, anunciada 48 horas depois de acontecer num trem. Mesmo os movimentos nervosos dos funcionários do governo não foram notados.
Uma coisa parece consensual: os norte-coreanos souberam jogar com os Estados Unidos, obtendo ajuda sempre que prometiam encerrar sua corrida nuclear.
Internamente, há mais de 200 mil presos. Grande parte deles porque ouviu radio estrangeira ou tinha parentes na oposição ao governo.
Dizem que com as visitas à China, a mentaldade norte-coreana está mudando um pouco e se pode esperar, ainda de forma embrionária, a a criação de um movimento oposicionista.
Certos autores, por outro lado, acham que o regime autoritário é dos mais bem sucedidos do mundo porque é hostilizado pelo Ocidente, é um retumbante fracasso econômico, mas ainda assim tem a fidelidade do povo.
Os próprios autores que reconhecem o êxito do regime afirmam que essa choradeira nas ruas foi produzida pela propaganda do governo.
Pelo que entendi, Kim- Un, o sucessor, é tão repressivo quanto foram seus antepassados. Mas é muito jovem e o homem forte do regime pode ser um tio, chamado Chang Song Taek.
Nos próximos meses, a ocupação dos cargos chaves pode mostrar a influência de Chang ou então uma feroz luta interna.
No Brasil, somente o PC do B lamentou a morte do “destacado revolucionário Kim Jong- il”. Na opinião do PC do B, ele construiu “ um estado e uma economia prósperos e socialistas”.
China, Rússia, Coreia do Sul expressaram condolências, sendo que os dois primeiros reafirmaram o apoio à nova liderança. King Jong-un é o primeiro líder norte-coreano que estudou um tempo na Suiça, quando adolescente.
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2011