Segundo um dos líderes do movimento, eles queriam um rio vermelho correndo ao lado do mar. E foi o que aconteceu esta manhã em Copacabana quando milhares de bandeiras, camisetas e fitas vermelhas ocuparam a orla para expressar o apoio ao movimento do Corpo de Bombeiros do Rio.
O apoio da população era sentido também na pista da Avenida Atlântica em que o trânsito de carros era permitido. Os motoristas que rumavam para a cidade, buzinaram todo o tempo.
Policiais militares e civis assim como centenas de professores em greve compareceram à orla para expressar o apoio e se integrarem à luta por melhorias salariais.
Foi a primeira vez que vi no Rio manifestação de funcionários públicos com grande apoio popular. É como se os cidadãos cariocas quisessem um orçamento participativo e estivessem dizendo: mais dinheiro para os bombeiros, mais dinheiro para a educação e segurança.
Sai da orla por volta das 12 horas e os lideres dariam uma entrevista coletiva. Eles afirmam que não querem anistia pois sua prisão foi um plano montado pelo Governador. Acreditam que com os documentos conseguidos conseguiram provar que o culpado nessa história é o governo.
De qualquer maneira, foi um belo dia de sol, no qual bombeiros e policiais refirmaram seu desejo de um piso de R$2.900 no Rio, a segunda economia do pais.



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A decisão do governador Sérgio Cabral de criar uma Secretaria de Defesa Civil é a primeira vitória dos bombeiros e todos aqueles que se preocupam com uma resposta aos desastres naturais.
Como se sabe, para escapar da pressão dos médicos no serviço público, o governador Cabral utilizou um grande numero de oficiais do Corpo de Bombeiros na Saúde, pois militarizando o trabalho conseguia mais disciplina.
Saúde e defesa civil se fundiram, com prejuízo da segunda que cresce de importância num mundo atingido por desastres naturais e ameaça de aquecimento .
Mas a adesão a uma tese de autonomia e singularidade da defesa civil defendida pela oposição, na campanha eleitoral, não resolve o problema, pois o aumento prometido de 5,58% não atende às reinvidicações dos bombeiros, unidos agora aos soldados da PM e aos funcionários da Policia Civil.
Querem um piso de R$2.900 para todas as categorias. É uma concessão dentro da própria ideia da PEC-300. No texto aprovado em 2010, o piso salarial era de R$3,5 mil para soldados e R$7 mil para oficiais.
Não posso deixar de me alegrar com a separação entre saúda e defesa civil, ambas importantes e autônomas. Mas temo pelo êxito nas negociações salariais. Vai ser preciso lugar muito.
O governador Cabral foi muito arrogante com os bombeiros. Ele já tem uma tendência à arrogância e apoiado por Lula e pela Globo sente-se o dono do mundo .
De fato, são dois aliados importantes tanto no campo da política como no das comunicações. No entanto, a arrogância pode solapar até os mais poderosos.
Os gregos diziam que a punição que os deuses reservam para a soberba é a cegueira.Pode também ser entendido de forma simbólica porque a soberba é em si uma forma de cegueira.
Foi dado um passo, mas no domingo a população vai mostrar ao governador Cabral como leva a sério a remuneração de bombeiros e policiais. Gostaria de ver bombeiros e policiais triunfando ali onde mais sentem o desprezo do governo: o salário com que se compra o pão de cada dia.
PS: A manutenção dos 439 bombeiros é tão insensata aos olhos da população que Cabral acabará cedendo nesse ponto. Ele tem seus marqueteiros,tipo de gente com utilidade para político que não anda na rua.
Tags: defesa civil, PEC 300, piso salaiial, Sérgio Cabral
Porto Alegre – Chego ao sul para semana do meio ambiente e vou apresentar algumas idéias sobre segurança alimentar e meio ambiente.
De um modo geral, restringimos esse debate à discussão sobre uso de agrotóxicos, ou fenômenos como a doença da vaca louca e agora a aparição da e. cooli na Alemanha.
Vou falar um pouco sobre o preço dos alimentos, o desafio de nutrir 80 milhões que nascem anualmente e a sustentabilidade.
Deixo o Rio onde passei 24 horas sentindo a presença da crise entre bombeiros e governo estadual. Já falei sobre isso aqui, algumas vezes.
A sociedade carioca está compreendendo a importância dos bombeiros e levando solidariedade e eles. É um grande movimento que desagua domingo numa manifestação na orla.
Veja o video dos artistas falando do tema.
Tags: Bombeiros, bombeiros Rio, PEC 300, piso salarial, Sérgio Cabral
Lima- Envolvido na cobertura das eleições no Peru não deu para acompanhar em detalhes a crise envolvendo os bombeiros do Rio. Sempre tive uma grande admiração por eles. Tudo que o que fazem no bairro, documento com cuidado para registrar sempre a importância da corporação. Aliás, documento também a intervenção dos bombeiros nas grandes tragédias que nos atingiram, como a de Angra dos Reis e da região serrana.
Na campanha eleitoral, na qual o grande tema era a preparação para os desastres naturais, afirmei que a criação de uma poderosa defesa civil era a tarefa decisiva.
Muitas pessoas, no entanto, analisaram meu comentário como se estivesse em cima do muro. Uma delas falou que deixei de lado a repressão e me concentrei apenas no atendimento ao público. O que fazer se esse é o grande objetivo de nós todos?
Outros, como se pode ver em comentários aqui, disseram que estava justificando a invasão das instalações.
Quando você recebe crítica dos dois lados, isso significa também que o tema é apaixonante e as partes querem que se tome um partido.
Desde o princípio da crise, em contato com os deputados Marcelo Freixo e Aspásia Camargo, sugeri a formação de uma comissão de deputados para mediar o conflito.
A intransigência do governo neutralizou os esforcos de mediação. Não apareci diretamente no caso por duas razões: sou adversário de Cabral e isso poderia enfraquecer o movimento, atribuindo-lhe um propósito político.
Segundo ponto: estou dedicado à minha profissão e as normas que regem o jornalismo são diferentes das que regem a política. Não estou buscando votos, nem simpatia imediata.
Como deputado, apoiei a PEC 300 e trouxe para o Partido Verde algumas figuras da corporação. Apoio as reinvidicações dos bombeiros do Rio e deploro a incompreensão e a truculência do governo.
São os politicos que exercem seus mandatos no Rio que devem assumir suas responsabilidades. Não é possível ser jornalista e deputado simultaneamente.
Estou consciente de que durante algum tempo terei de explicar isso e muitas incompreensões me esperam no caminho.
Tags: defesa civil, Mudanças Climeaticas, PEC 300, Ségio Cabral
Há alguma coisa errada com o Corpo de Bombeiros do Rio. Escrevi um texto sobre isso quando quatro oficiais foram presos, numa luta por melhoria salarial.
Fundado pelo imperador Pedro II, em 1856, o Corpo de Bombeiros do Rio é o mais antigo do Brasil. Sua luta é para aumentar um salário de R$950 para R$2 mil.
Vi e documentei algumas das intervenções dos bombeiros no meu bairro. Numa delas, era clara a precariedade do material. Assim que as mangueiras foram abertas todos viram como estavam furadas e perguntaram perplexos:
-Mas e a taxa de incêndio que pagamos, para onde está indo?
Este é o grande problema que os deputados cariocas não quiseram responder: para onde está indo a taxa de incêndio?
O governador Cabral teve problemas com os médicos e decidiu praticamente fundir o Corpo de Bombeiros com a Secretaria de Saúde. Militarizando o serviço médico, tornaria mais fácil o controle da insatisfação.
Mas como dizia Freud ,com muita sabedoria. o reprimido acaba aparecendo no repressor. Por exemplo, se você estuda matemática para reprimir seus impulsos sexuais, acabará seduzido pelas curvas da geometria.
O que está acontecendo no Rio é grave. Aqui de Lima, nos poucos instantes vagos, como esta madrugada tento acompanhar. Saúde é algo muito importante. Mas defesa civil também. É preciso mudar a política.
2011