No momento em que o cenário cultural brasileiro parece conturbado, uma pausa para as artes: hoje é dia dos 30 anos da morte de Bob Marley, o cantor jamaicano que atravessou continentes e gerações com seu talento.
Olhando para trás, muitas dos sonhos do menino de Kingston foram alcançados, como a continuidade do gênero musical que ajudou a difundir no mundo: o reggae.

Há coisas, entretanto, tão fora de foco que não podiam mesmo dar certo. A religião rastafari, que ele professsava, considerou Hailé Selassié, o imperador da Etiópia, como um salvador e seu país como a terra prometida.
Muitos rastas jamaicanos foram para lá e hoje vivem na periferia de Adis Adeba,capital da Etiópia,na maior pobreza e sofrendo alguma hostilidade dos nativos.
Esta utopia rasta foi inventada por Marcus Garvey(1880-1940) preso nos Estados Unidos que dizia sempre: olhem para África, de lá virá um salvador.
A influência da música jamaicana no Maranhão e na Bahia é uma realidade que podemos constatar até hoje. Ela deu aos negros uma esperança de luta e um orgulho especial.
Escrevi um longo artigo biográfico sobre Marley, publicado pela Playboy, e vou disponibizá-lo em breve. Acontece que nesse momento começou um incêndio no prédio vizinho e vou lá ver o que está se passando.
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2011