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A CIA divulgou hoje cinco vídeos realizados no interior da casa de Bin Laden, em Abbottabad, Paquistão. Dos cinco, tres são dedicados às mensagens do terrorista morto pelas forças especiais norte-americanas.

Num dos videos, Bin Laden aparece com a barba grisalha, com um gorro de lâ na cabeça. Em outro, a barba grisalha foi pintada de preto. Segundo os analistas, os Estados Unidos divulgaram esses videos e novas fotos de Bin Laden, com o objetivo de mostrar que era um homem obcecado com a própria imagem

Vendo televisão, com a barba grisalha

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Os filmes demonstriam também a presença de outros líderes da Al Qaeda no território do Paquistão. Os Estados Unidos estão pressionando seus aliados para obter os nomes de funcionários do ISI, Serviço de Inteligência, que poderiam saber da presença de Bin Laden ou ter tido contato com ele.Os funcionários do governo fotografaram todos os repórteres que participaram da entrevista sobre os vídeos de Osama Bin Laden.

Imagem de obama, com a barba pintada

A relação da CIA com os serviços secretos paquistaneses deve passar por uma nova fase, pois a suspeita cresceu. No dia da ação, Leon Panetta, diretor da CIA, confessou que optou pelo segredo porque temia vazamentos no lado Paquistão.  Com os dados obtidos na casa de Bin Laden, a situação deverá ficar mais tensa entre os dois países..

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Quando os americanos invadiram a casa de Bin Laden talvez já pressentissem que estavam disparando mais debates do que balas. Era delicado fazer uma operação secreta e, simultanemente, relatar sozinho como os fatos aconteceram .

A própria Casa Branca foi corrigindo sua versão. Bin Laden não estava armado. Sua mulher não morreu, apenas recebeu um tiro na perna. O terrorista não usou a mulher como escudo, ela é que se precipitou quando os soldados invadiram o cômodo da casa onde estavam.

Um oficial paquistanês declarou, sem revelar o nome, que a filha de Bin Laden disse que o pai foi morto depois de tomado prisioneiro. Muito possivelmente, o choque de versões vai continuar por muito tempo.

Líderes espirituais como Martin Luther King e o Dalai Lama também acabaram sendo arrastados para o debate. King num dos seus discursos disse que não se alegrava com a morte de inimigos. Na internet americana, há um debate sobre o texto exato do discurso, numa tentativa de negar a posição cristalina de um líder religioso que, ao contrário do Dalai Lama, não está mais aí , para se explicar.

O Dalai Lama entrou na dança porque afirmou que perdão não significa esquecimento.” Se algo é sério e  é necessário tomar medidas de contenção, então devemos tomar medidas de contenção”- disse ele.

Num caso, o debate queria tirar de Luther King sua posição contra o rejogizo pela morte de inimigos. No outro, o movimento era indicar o apoio do Dalai Lama à operação em Abbottabad.

Um outro debate se criou em torno do nome da operação: Gerônimo. Netos do  apache do século XIX protestam contra a identificação do avô com Bin Laden.

No Brasil, Jerônimo com J, era o nome de um herói de uma série radiofônica que se tornou novela de televisão. Seu criador foi Moysés Weltman, em 1953.

Fídel Castro falou que era um fato detestável matar um ser humano diante da família. Rubinho, na feira de Ipanema,  expressou essa posição. Prefiro-a na boca de um feirante do que na de Fídel Castro que matou centenas de pessoas, algumas fuziladas em praça pública, outras apodrecendo nas prisões do regime.

A morte de Bin Laden representou uma escolha. Os debates surgidos em torno dela são muito mais amenos do que os que surgiriam com sua prisão e julgamento. É o tipo de cálculo que governos, movidos por razão de estado, fizeram com frequência na história.

Ainda assim, não cairam bem as idas e vindas da narrativa oficial. Para mim, algo que não acredito mesmo é que as fotos dos homens mortos na casa foram vendidas por um oficial paquistanês. Câmeras hoje estão nos telefones, podem ser adaptadas aos capacetes, usadas como caneta. Duvido que os americanos tenham deixado a casa sem filmar a cena, em ângulos diferentes.

Diante do fato consumado, tudo se transforma em debate secundário. O que talvez valesse a pena lembrar é que os Estados Unidos têm uma posição singular sobre as leis internacionais. No caso de Bin Laden, depois da morte de milhares de pessoas, consideram que é uma questão entre os EUA e seus adversários. Um das implicações dessa escolha é a recusa de um Tribunal Internacional, como o que funciona hoje na Holanda. Enquanto equacionarem seus problemas dessa forma direta, num confronto entre eles e os inimigos, os norte-americanos dificilmente aceitarão esse tribunal pois temem que seus cidadãos, mesmo cumprindo missões importantes para o país, possam ser detidos e julgados por leis não americanas.

Isso não é uma posição para a eternidade. Bush invadiu o Iraque contra a advertência da ONU. Obama só assume novos confrontos, como no caso da Líbia, depois de criar uma base de apoio.

No caso de Bin Laden, Obama fez o exatamente o que governo Bush faria se o tivesse encontrado. E com isso resolveu também uma série de dúvidas a seu respeito, atraindo independentes e republicanos para sua futura campanha.

Passada a agitação da morte de Bin Laden recomeça a grande e cotidiana batalha pela recuperação  da economia.

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Queria um ponto final nessa história de Osama Bin Laden. Cuidar apenas do futuro do mundo árabe, preconizado por movimentos pacíficios e, majoritariamente, democráticos.

Mas a leitura dos principais jornais do mundo ainda suscita inúmeras discussões sobre a morte na casa de Abbottabad. E mostra também como as informações são imprecisas, num primeiro momento. E como prosseguem imprecisas, nos dias seguintes ao ataque.

Nos Estados Unidos, partidários de Bush ainda defendem a tortura e acham que o waterboarding, uma simulacão de afogamento, contribuiu para a descoberta da casa no Paquistão. Os adversários da tortura como método de interrogatório contestam esta versão. E apresentam os dados: Khalid Sheikh Mohammed, que confessou ter decapitado o jornalista americano Daniel Pearl e participou do 11 de setembro, foi submetido ao waterboarding uma centena de vezes: não disse nada sobre o emissário de Bin Laden.

Nos EUA, debate sobre tortura

Aliás, o foco do debate nos EUA concentra-se na eficiência ou inutilidade da tortura. No mundo, a questão já foi resolvida com um tratado internacional, do qual o Brasil é signatário. Isto não significa que a tortura desapareceu no país. Significa que, oficialmente, a condenamos.

Jason Burke, no The Guardian, descreve os dez principais mitos sobre Osame Bin Laden e mostra, entre outras coisas, que não era uma criatura da CIA no Afeganistão e que foi deserdado pela família, logo não era milionário.

As reportagens mais interessantes, no momento, são as que tentam recriar o cotidiano da família de Bin Laden na casa. Os dois irmãos que faziam o contato com o exterior também moravam lá, com suas famílias. Eram pashtouns e vieram da região da fronteira com o Afeganistão. Pagavam bem aos trabalhadores que contratavam, U$2,40 por dia, e não faltavam aos enterros e casamentos.

As crianças que jogavam cricket diante da casa , as vezes, erravam seus passes e a bola caia no interior da casa. Eram impedidos de entrar, mas recebiam US1 para comprar uma bola nova. Rindo, contam aos repórteres que começaram a lançar bola no interior da casa, para ganhar um dinheirinho a mais. Comerciantes da cidade falam das preferências da familia Bin Laden por shampoos mais caros e produtos de marca. E revelam que tomavam muita Coca Cola.

Na França, destaque para a Coca Cola na casa de Bin Laden.(AFP)

Evidente que nem todas as histórias serão amenas. A filha menor de Bin Laden disse que seu pai foi aprisionado e executado. Esses relatos de quem estava na casa acabarão forçando os Estados Unidos a precisar como aconteceu a operação.

O governo americano pode desfazer as dúvidas aos poucos, como ontem, ao afirmar que Bin Laden não estava armado e que sua mulher não foi morta. Ou podem apresentar uma versão completa de uma só vez.

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Não é fácil a busca da verdade numa operação secreta, como a que matou Bin Laden. Você, como latino, está nas mãos da imprensa anglo-saxônica E muitas vêzes há discordâncias entre ela. O caso da cumplicidade do Paquistão na presença de Bin Laden em Abbuttabad é típica. Robert Fisk, do Independent, não tem dúvidas de que Bin Laden foi entregue pelo Paquistão que sabia de seu esconderijo. Jason Burke, do Guardian acha que os paquistaneses não sabiam da presença do líder da Al Qaeda. Ambos trabalham na região, Fisk entrevistou o próprio Bin Laden e Burke escreveu um livro sobre a história da Al Qaeda.

Bin Laden, num posta da Al Qaeda, de 1999


Tanto os jornais espanhóis como os franceses estão presentes na cobertura, mas quem investe mais naquela área, colonizada pelos ingleses, agora zona de interesse dos EUA, são os jornais cujos paises têm interesses diretos.

Uma dúvida que tinha, encontrei resposta para ela num debate de Burke com seus leitores. Os Estados Unidos estavam decididos a matar Osama Bin Laden? As primeiras informações eram afirmativas, a tarefa dos mariners era matá-lo. Mas o próprio governo americano desmentiu isto, dizendo que se Bin Laden saisse com uma bandeira branca , seria feito prisioneiro.

Não há garantia de que estejam falando a verdade. Mas Burke no seu conhecimento da luta contra a Al Qaeda afirma que , quando estavam na pista de Bin Laden, os americanos chegaram a treinar alguém para dizer a ele quais eram seus direitos, após o ato da prisão. Era Jack Cloonan, um antigo agente do FBI, que trabalhava na missão.

Outra notícia que os próprios norte-americanos desmentiram: a morte da mulher de Bin Laden na operação. E isto correu o mundo. As matérias diziam que Bin Laden a usou como escudo humano. Alguns jornais usaram a no título: Covarde até o fim.

A versao mais cômoda seria esta. No entanto, há sobreviventes do confronto e eles podem falar no futuro. Além disso, 74 pessoas estavam diretamente envolvida na operação, se contarmos os dois helicópteros que funcionavam como cobertura.
Os Estados Unidos são os vencedores e devem contar a história. Mas mesmo com a supremacia da narrativa é preciso tomar alguns cuidados para que os jornalistas mais críticos não se sintam apenas divulgando uma propaganda. Talvez um relato oficial e circunstanciado resolva todas as pequenas dúvidas.

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Uma grande equipe do New York Times, liderada por três repórteres, Mark Mazetti, Helene Cooper e Peter Baker, conta hoje a história dos bastidores da ação que matou Bin Laden.

Algumas das minhas dúvidas foram esclarecidas. O microblogueiro paquistanês que contou a história menciona a explosão de um helicóptero e eu não conseguia processar esse dado. As autoridades americanas afirmavam que não houve nem mortos nem feridos entre os mariners que invadiram a casa. Aquela explosão foi provocada pelos próprios norte-americanos porque o helicóptero enguiçou na hora da partida. O raciocínio imediato foi este: é melhor destrui-lo do que deixá-lo para trás.

A longa história da captura de Bin Laden, realmente, começa na prisão de Guantánamo, onde vários detentos mencionaram a existência de um emissário de confiança de Bin Laden. Ouvidos, os lideres mais importantes na prisão disseram que desconheciam o nome . Essa recusa contribuiu para os americanos achassem que estavam numa pista correta.

A CIA começou a interceptar telefonemas e e-mails da família do emissário. Há dois anos, no Paquistão, um funcionário nativo da agência anotou a placa de um Suzuki branco e através dessa pesquisa, as investigações chegaram à casa de Abbuttabad.

Como todas as investigações de longo prazo, houve momentos mais intensos e outros mais frios. As fotos de satélite, uma vez localizada a casa, serviram para determinar o estilo de vida dos ocupantes. Não tinham internet nem telefone, queimavam o próprio lixo.

A primeira dúvida era sobre realizar ou não a captura. Não foi uma decisão linear. Pesava ainda a experiência fracassada na Somália, em 1993, quando dois helicópteros Black Hawks foram derrubados. E também, até meados de abril, a CIA tinha um dos seus quadros preso no Paquistão. Seu nome é Raymond A. Davis e estava detido por abrir fogo contra dois paquistaneses, numa rua movimentada de Lahore. Havia a possibilidade de uma retaliação contra Davis, na prisão. Ele foi libertado em 16 de abril.

Uma vez tomada a decisão de atacar, restavam grandes dúvidas sobre as características da operação. Um dos arquitetos da operação pensou em bombardear o edifício. Fizeram as contas e viram que precisariam de 32 bombas, corriam o risco de abrir uma grande cratera no lugar e jamais encontrar o corpo de Bin Laden.

Havia também a possibilidade de fazer uma blitz junto com as forças paquistanesas. Mas teriam de avisá-los com antecedência, aumentando o risco que a operação vazasse e Bin Laden conseguisse escapar. Isto não significa que o Paquistão não tenha colaborado. No momento exato, apenas os americanos sabiam da operação.

Obama fez várias reuniões secretas e pediu algum tempo para decidir. Finalmente, deu a ordem para o assalto, preferindo-o ao bombardeio. Montou uma sala de situação e mudou a rotina da Casa Branca para que visitantes não percebessem que alguma coisa se passava.

O assalto foi programado para o sábado mas a noite estava nublada. Optou-se pela noite de domingo e os quatro helicópteros partiram de Jalalabad, no lado do Afeganistão, perto da fronteira. No mapa que encontrei no Google, mencionei o aeroporto de Abbuttabad como uma possibilidade de recuo. Mas foi um erro. Dentro do espírito de não comunicar aos paquistaneses, o aeroporto era inútil. Na verdade, o grande problema dos helicópteros era serem confundido pelos paquistaneses e bombardeados como se fossem parte de força inimiga.

Soldados paquistaneses montam guarda na casa de Bin Laden.(AP)

Na sala de situação, com grande estoque da batata frita e soda, Obama e seus assessores acompanharam a operação, desde o momento em que os helicópteros decolaram em Jalalabad. Segundo os assessores, cada minuto parecia um ano. Até que a frase Gerônimo morto em ação foi transmitida. Era o fim da operação, com sucesso total.

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Muitas perguntas vão surgir agora sobre o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo. Bin Laden morava numa cidade ao lado da Academia Militar, que desempenha lá o papel da West Point, nos EUA.

Há apenas dez dias, na mesma cidade onde Bin Laden estava escondido, o comandante do exército paquistanês fez um discurso afirmando a vitória sobre os talibans e à Al Qaeda.

Não é só um episódio irônico. O servico de inteligência paquistanês ISI (Inter Intelligence Service) foi sempre acusado de ter ligacões com os talibans e não avançar nas investigações importantes.

A oposição paquistanesa afirma também que, dentro do governo, havia uma pressão para que os americanos cessassem as operações de inteligência no país.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse algo que me pareceu inteligente: o lugar para se combater o terrorismo é nos portos seguros. Em outras palavras, ele repete o oficial francês que combatia a revolta argelina. Numa das aulas aos soldados, mostrou como eram inúteis as verificacões de documentos de supostos terroristas. Eles são sempre os melhores documentados.

Bin Laden morreu ao lado de uma academia militar

Um dos erros do presidente Bush foi não entender isto. Ele respondeu ao terrorismo com uma guerra convencional, algo que só fez aumentar a instabilidade no mundo. Foi levado por uma visãoo fundamentalista religiosa e se considerava o defensor do bem contra o mal.

Não significa que Bush não tenha feito o trabalho de inteligência. Mas a morte de Bin Laden no Paquistão coloca em xeque o uso da guerra convencional nessa modalidade de luta e, certamente, vai levar a novas avaliações da própria invasão do Iraque.

A morte de Bin Laden foi uma vitória da inteligência que, além de ser mais barata que a guerra convencional. poupa mais vidas.

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A primeira controvérsia sobre a morte de Osama Bin Laden já surgiu na imprensa internacional. Gira em torno da decisão norte-americana de lançar o corpo ao mar. Uma autoridade da universidade egípcia Al Ahzar, Mohamud Azab, afirmou que o Islã recomenda o enterro dos mortos . De fato, segundo a religião, os corpos devem ser lavados e envoltos num sudário, antes de serem enterrados.

As autoridades americanas afirmam que nenhum país consultado quis aceitar o túmulo de Bin Laden dentro de suas fronteiras, principalmente, a Arábia Saudita onde ele nasceu.

Mapa do prédio onde morava Osama Bin Laden

Segundo especialistas em temas islâmicos, a única hipótese, admitida pela religião, para lançar o corpo ao mar é quando a morte acontece muito distante do porto.

Outros acham que o único problema da operação de lançar Bin Laden ao mar é o fato de grupos extremistas contestarem a veracidade de sua morte. Isto porque não é comum ao ramo da religião a que integrava fazer romarias a túmulos. Lembram que os talibans fizeram seu mais recente atentado justamente contra pessoas que visitavam um túmulo.

A solução para este problema do corpo ao mar, se situa também dentro da religião islâmica: uma oração pelo ausente substui a cerimônia do enterro.

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Um técnico em informática de 33 anos conseguiu uma façanha desejada pela imprensa do mundo inteiro: ele cobriu pelo twitter o ataque que resultou na morte de Osama Bin Laden. Sohaib Athar mudara-se para Abbattabad em busca de uma vida mais calma.

Sohaib em seu perfil na internet

Na noite do ataque ele percebeu os helicópteros e escreveu o primeiro twitter: “Helicópteros voando à uma da madrugada. Fato raro.” Athar estava cobrindo o acontecimento mais importante na vida da pequena cidade, embora não soubesse exatamente o que era tudo aquilo. Seu relato ia demonstrando a perplexidade.” Os talibans não têm helicópteros e dizem que não é deles, logo a situação é mais complicada”. “Seriam aviões não tripulados, os drones? pergunta ele num novo twitter. Só depois que Obama faz seu discurso, Athar descobre que cobriu alguma coisa importante:” o discurso de Obama deve estar ligado a estes acontecimentos.”  Quando ele confirma a morte de Bin Laden, comenta: “lá se vai a vizinhança”, naturalmente prevendo o movimento de jornais e televisão que tomará conta do lugar. Duas vezes em seu blog, ele menciona a queda de um helicóptero. No entanto, na cobertura, vi as chamas sem poder identificar se eram provocadas pela queda de helicóptero ou pela troca de tiros. Alguns jornais divulgam umas imagens de amadores mas elas mostram apenas o fogo e foram feitas de uma distância muito grande para se identificar alguma coisa. A operação, segundo o governo americano, durou 40 minutos e nenhum dos participantes morreu ou foi ferido

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As novas informações sobre a operação que matou Bin Laden, no Paquistão, indicam que as ordens explícitas eram mesmo para matar, pois os EUA não o queriam prisioneiro.

Foram reveladas também as primeiras fotos da casa onde ele morava. Construida há cinco anos , deve ter custado US$ 1 milhão.

Primeiras imagens da casa de Bin Laden.(AP)

Muito provavelmente os americanos não compartilharam as informações que tinham com os paquistaneses. Existe uma dúvida sobre a lealdade dos serviços secretos do país `a aliança com os EUA. O Paquistão vê na Índia seu adversário principal e tenta usar a situação do Afeganistão a seu favor.

Apesar da morte de Bin Laden é improvável que o terrorismo desapareça. A Al Qaeda transformou-se numa organização global, criando franquias com os grupos locais. Mas sem dúvida alguma, o símbolo maior da organização desapareceu e, talvez, tenha desaparecido com eles algumas fontes de financiamento.

A operação de ataque contou com vários helicópteros e foi monitorada pelo diretor da CIA, Leon Panetta, que transformou seu gabinete numa sala de comando.

Quase todos os jornais admitem que esta vitória tornou mais provável a reeleição de Obama. As primeras imagens da casa onde supostamente morava Bin Laden anda precisam de mais confirmações. Diziam as primeiras notícias que ela não tinha nem internet nem telefone, mas há uma antena parabólica na foto. Será que ele estava isolado mesmo?

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No mesmo dia em que os europeus acharam a caixa preta do vôo 447, os norte-americanos conseguiram matar Osama Bin Laden, na periferia de Islamabad, no Paquistão.

Só que no caso americano, a persistência foi ainda maior: dez anos de falsas pistas e impasses não desanimaram os investigadores.

Ao que tudo indica, o ponto inicial foi uma revelação no presídio da Guantánamo. Um dos prisioneiros informou a existência de um emissário de Bin Laden que era um protegido do arquiteto do 11 de setembro, Khalid Shaikh Mohammed.

Através dessa pista, a CIA constatou que o emissário vivia numa mansão luxuosa e extremamente protegida em Abbottabad, uma cidade media situada a uma hora de viagem, ao norte de Islamabad.

A mansão fica no alto de uma colina e é cercada por arame farpada. Não tinha telefone, nem internet e seus moradores queimavam o lixo, para não colocá-lo do lado de fora.

Com estas informações, começou também um trabalho de inteligência sobre a mansão, apoiada por fotos de satelélites. Quando acharam que chegou a hora, os norte-americanos resolveram atacar de helicóptero, naturalmente cercando a área por terra. Até o momento, sabe-se que, além de Bin Laden, um filho do milionário saudita foi morto, assim como uma acompanhante, ainda não identificada.

O aeroporto deve ter sido a base das operações

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