O mundo tumultuado de 2011 não viveu apenas a Primavera Árabe. Os protestos chegaram ao centro financeiro do planeta, Wall Street, e , agora no apagar das luzes, foram mais intensos em Moscou.
Em cada país, um motivo levou as multidões às ruas. Emergentes como Brasil, China e Índia, escaparam parcialmente.
O movimento anticorrupção na Índia mobilizou milhões de pessoas. A China viveu protestos isolados em áreas de crescimento industrial e problemas de direitos humanos que transcendem às suas fronteiras.
A prisão do artista Ai Wei Wei foi um dos casos mais impressionantes não só porque despertou solidariedade no mundo capitalista. Centenas de chineses mandaram dinheiro para que o artista pudesse pagar sua multa.
Crescem também as tentativas de visita ao advogado cego Chen Guangchen, confinado por sua luta contra a esterilização forçada e o aborto.
Na Índia, o movimento liderado pelo ativista Anna Hazare, chegou a balançar o governo porque defendia, precisamente, que o primeiro-ministro e outros auxiliares também podem ser investigados.
Pode ser que os movimentos do mundo não estejam certos na totalidade de sua proposta. Mas revelam uma insatisfação com a injustiça e a desigualdade.
Na América do Sul, hoje dominada em grande parte, por governos que se dizem populares e democráticos, houve um avanço no cerco à liberdade de imprensa, mas também grandes advertências populares, como a dos indios que se opunham à construção de uma estrada na Amazônia boliviana.
Dificuldades históricas não costumam desaparecer com os feriados de Natal e Ano Novo. Portanto, 2012 vem aí cheio de possibilidades e surpresas.
O grande desejo de passagem de ano é de que os acontecimentos extremos na natureza, temporais e tsunamis, deem uma trégua. Após as tragédias de 2011, ainda não completamos o dever de casa. De um ponto de vista mais amplo, isso ficará claro nos debates da Rio+20, em junho.
Tags: Anna Hazare, Ocupem Wall Street, Primavera Árabe, Rússia
Completando a informação sobre a faixa etária nos países da primavera árabe, segue artigo interessantíssimo de Eric Hobsbawm: “afirma ainda que a classe operária e a esquerda tradicional – da qual ele ainda é um dos principais expoentes – estiveram à margem das grandes mobilizações populares que ocorreram ao longo deste ano”….. Está posto na site da BBC Brasil.
Agora só falta que cubanos e venezuelanos se revoltem contra seus respectivos ditadores. Curiosamente os argentinos continuam mantendo o caudilhismo e o Brasil segue logo atrás. Isso faz lembrar a música “podres poderes” do Caetano Veloso cantando “até quando vamos lembrar nossa América católica sempre dependente de seus ridículos tiranos…”
Golpe Militar ja,Existe outra alternativa para acabar com esse desgoverno, corrupto? Se existe, então vamos lá, caso contrário, o golpe militar, seria uma saída de extrema ação, como estar não pode mais ficar. Eu era feliz e não sabia. Os aposentados do INSS, não tem mais para onde correr com esse desgoverno comunista que os militares não deixaram que assumissem , esses comunistas mudaram de tática. vamos usar a falsa democracia, e como se não querendo nada, vamos tomar o poder. Foi isso que os comunistas que sobreviveram a ditatura fizeram, e continua fazendo. O Brasil é COMUNISTA. até que provem ao contrário.
Caro Salvioli, estes desgovernos corruptos tiveram sua origem durante o regime militar. Grande parte dos nossos políticos tem mais de 60 anos, ou são apadrinhados (ou parentes mesmo) do coronelismo da época. Maluf, Calheiros, Barbalho, Severino, Sarney, Delfim Neto… Onde vc acha que estavam durante o governo militar?
A democracia demora a amadurecer e um regime militar infantiliza a população, pois impede a participação dela na política.
Comunista, Socialista, Anarquista, Capitalista, Liberal, Neo-liberal… O Brasil – e todos os países na verdade, tem, em maior ou menor escala, características de todos. Rotular é bobagem e usar poder de compra de aposentados para avaliar um país é sofisma.
A propósito, caro: apesar da livre iniciativa desembestada, da indústria cobiçosa e gananciosa fazer muito pouco para interromper a exaustão dos recursos naturais e humanos e a produção de poluição e sujeira em todo lugar, e em escala… err… industrial, a mídia comprada por essas empresas insiste, faz uns anos, usando o recurso católico da culpa, em dizer que a responsabilidade sobre a sustentabilidade é nossa, da pessoa comum e nossas sacolinhas de plástico de supermercado. Claro que nós, pessoas comuns, podemos contribuir, mas nossa participação é muito pequena, não é industrial. Vide Kioto… Pois bem, com o que a mídia não contava é que questionaríamos fortemente a culpa católica aplicada à Ecologia e transmutaríamos culpa e responsabilidade. E na medida em que cuidamos do nosso mundo com responsabilidade – social, principalmente – tornamo-nos livres. Não só não sujamos o mundo com exigimos que ninguém o suje também, ninguém o explore à exaustão. E somos hoje, por conta da mídia (quem diria, né?), todos responsáveis pelo nosso próprio caminhar, por nós, pela nossa saúde, pelo nossos destinos econômicos, políticos, sociais. Enfim, atribuiu responsabilidade, induziu à Liberdade. Por isso tantos movimentos sociais pelo fim de grandes líderes e dirigentes míticos, políticos, religiosos ou empresariais, e pelo início de uma era de responsabilidade, liberdade, democracia. O mundo agora é nosso, Gabeira, de cada um de nós. Bom, né?
Ajude a lembrar a todos disso, pls. Eu tô fazendo a minha parte: sou pai e cidadão.
P.S.: Reconheço que às vezes me entusiasmo demais mas tenho certeza que há bastante verdade nisso que digo. E meu entusiasmo vem de ter a perspectiva do fim da escravidão, remunerada ou não. Por gente autônoma, consciente, crítica, responsável e livre. Pelo fim da manipulação midiática (mas se a mídia quiser continuar tentando, problema dela, a gente é que não cai mais nas falácias de consumo, por exemplo, ou de grandes idolatrias), pelo desenvolvimento pleno de humanos plenos, responsáveis! Por nós!
P.S.2: Estadão é jornal, é mídia. E moderador é cidadão. Quanto mais incitarmos as pessoas às suas responsabilidades sociais, mais plenamente se fará a Liberdade. Fui atravessar a rua fora da faixa em Zurich, não vinha nenhum carro, e um cidadão comum me chamou a atenção. Sociedades com educação, cultura e saúde são boas para todo mundo viver. A mídia manipuladora pode ter alguma dificuldade em convencer cidadãos dessas sociedades a comprar e consumir mas há que se encontrar outras formas de fazer a tal roda da Economia girar que não a do consumo alienante. Só quem perde, então, numa sociedade consciente, é a mídia, cidadão, nunca.
A liberdade política chefa no seu devido tempo e não quando quer o governo do Estados Unidos da América. O vento chegou no Oriente Médio. Ãliás, não mais como brisa. E sim como um vendaval. Creio ser consequência da informação que inspira a nova geração, que desta abre a mente e estimula os anseios de liberdade e igualdade jurídica.
o Brasl e mundo estão muito melhor.teve um tempo que eu acreditava que´só se inventasse isto aqui ia virar um paraiso
Houve revoltas sim mas muitos não foram as mesmas mas apoiam. É o meu caso e de familiares e alguns amigos, nós apoiamos todos movimentos contra a corrupção, principalmente porque na atual conjuntura precisamos resgatar a auto estima dos brasileiros que está muito baixa face aos descalabros que existem nos três poderes do País.
2011
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