O mundo joga fora um terço dos alimentos que produz. Esta conclusão é de uma pesquisa encomendada pela FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação. Os dados foram colhidos entre agosto de 2010 e janeiro de 2011 e indicam que o planeta perde 1,3 bilhão de toneladas.
Esta perda equivale à metade da produção de grãos no mundo. A pesquisa realizada pelo instituto sueco SIK mostra que 670 milhões de toneladas são perdidas nos países ricos e 730 milhões nos paises em desenvolvimento.
A causa das perdas, no entanto, é diferente. Nos países pobres ela é determinada pela falta de infraestrutura em transporte e armazenamento. Nos ricos, o alimento é jogado fora antes do prazo de vencimento.
A média de desperdício varia; na Europa e Estados Unidos ela é de 155 quilos per capita, anualmente; na Africa subsaariana a perda varia de 6 a 11 quilos por ano.
O estudo menciona além do desperdício, as emissões de gases produzidas na cultura dos alimentos. Elas poderiam também ser evitadas se a produção e o consumo fossem feitos de forma mais racional. Nos países ricos, a saída é a educação dos consumidores; nos países pobres a construção da infraestrutura.
Tags: agricultura, alimentos, FAO, transporte
Dependendo, não de quanto se perde mas, o que se perde, aí sim é lamentável. Partamos de sua foto, perde-se Cebola e Couve Flor (ataca o fígado), se estivermos perdendo, rabanete, chicória, inhame, cará, repolho daquí e de Bruxelas, coentro, pimentão verde, tremosso, mini espiga de milho, jiló, escargot africano, galinha garnizé(nunca entendí pra que serve), baiacú, caldo de feijão com mocotó no copo, polpa de cajú verde etc. estaremos depurando nosso paladar e buscando vitaminas em outras fontes mais saborosas.
Caro Gabeira, como você afirmou outro dia, é claro que a forte tendência de crescimento da Índia e da China vão incentivar uma produção cada vez maior de álcool combustível e, com isso, vai faltar milho nas mesas das famílias como alimento, porém, a questão é até mais severa, pois, na medida em que o milho e a cana avançarem em áreas de terras hoje ocupadas por outras culturas como cebola, batata cenoura etc., estas serão empurradas para regiões mais distantes das estradas causando uma elevação nos custos de produção daqueles alimentos, podendo trazer de volta o monstro da inflação.
Neste contexto, é de chorar a declaração do presidente do Banco Central que o Brasil vai continuar acumulando reservas apesar de já termos US$ 320 – mais de R$ 500 bilhões – na medida em que parte dessas reservas resultou do desvio da CIDE; e esta declaração é feita exatamente quando o povo do Rio Grande Norte está amargando prejuízos financeiros e fatais pelas enchentes causadas pelas águas das chuvas que encontraram rios e córregos sem o devido saneamento básico, tragédias que se repetem em Alagoas, em Pernambuco, no Rio de Janeiro com carros sendo arrastados e pessoas morrendo., porque o governo desvia os recursos da CIDE para outros fins que não os estabelecidos na Lei da CIDE; um péssimo exemplo que o governo dá ao cidadão comum desrespeitando leis elaboradas pelos Congressistas que assistem a essa anarquia de braços cruzados. Tá na hora do povo começar a chiar; e chiar com bastante força porque se ficar esperando pelas centrais de trabalhadores, pela UNE e outros que comem nas mãos do governo isto aqui vai virar o caos.
Seria interessante saber que tipos de critérios técnicos são esses a que se refere o presidente do Banco Central, afinal, todos sabem que no governo Lula se tomou a decisão de que a política de preços dos combustíveis seria levada adiante pelo Banco Central. Como explicar, então, o congelamento do preço da gasolina nos postos, frente a uma brutal elevação no preço do barril de petróleo? Será que o presidente do Banco Central acha técnico desviar recursos da CIDE, como afirmou o ministro Mantega, para manter o preço da gasolina congelado nos postos às custas das cidades ficarem sem saneamento básico e submetidas a tragédias como as que estão acontecendo no Rio Grande Norte, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro etc., as estradas totalmente destruídas se convertendo em armadilhas fatais para os motoristas porque os recursos da CIDE são criminosamente desviados para atender interesse de meia dúzia de apaniguados – acionistas estrangeiros da Petrobrás? Isso é ser técnico?
Se o preço da gasolina importada pela Petrobrás dos EUA é maior que o preço que a Petrobrás vende gasolina em suas refinarias isto mostra que o governo está subsidiando um consumo predatório penalizando a todos brasileiros, principalmente aqueles das camadas mais pobres, que vivem em regiões de riscos nas cidades atingidas por grandes temporais e invadidas pelas águas das chuvas e dos rios devido a absoluta falta de investimento em saneamento básico, pois os recursos da CIDE, que deviam ser orientados para este fim, estão sendo desviados para garantir lucros bilionários aos acionistas da Petrobrás – e a maioria é de norte-americanos. Em outras palavras, parece que o governo dá mais valor a essa meia dúzia de gatos pingados estrangeiros em detrimento de 190 milhões de brasileiros. Cadê a OAB, Cadê os sindicatos, cadê dos deputados federais, cadê os sindicatos, cadê os artistas, cadê os estudantes, Cadê os jornalistas? Vão ficar todos assistindo este crime hediondo?
O pior é os brasileiros ouvirem o ministro Mantega dizer que, com o preço do petróleo em alta, a Petrobrás até pode aumentar o preço da gasolina afetando para mais o preço nos postos, mas isso só vai acontecer mais adiante, agora não, pois, o aumento no preço da gasolina nas refinarias será compensado com redução da CIDE de modo que o preço no posto fica congelado. E esta declaração criminosa é feita no momento que cidades do Rio Grande Norte, de Pernambuco, de Alagoas e do Rio de Janeiro são invadidas pelas águas de rios, por falta de investimentos em saneamento básico, arrastando carros e destruindo quase tudo que as pessoas possuem, pois o governo prefere desrespeitar a Lei da CIDE e garantir lucros bilionários aos acionistas da Petrobrás e formar grandes reservas para perdoar dívidas de países governados por ditadores. Até quando os brasileiros concordarão com essa anarquia onde o governo desrespeita uma lei que beneficiaria todos brasileiros para privilegiar meia dúzia de acionistas da Petrobrás.
Diante dos fatos em que a instituição PT reintegra em seus quadros o mensaleiro Delúbio Soares, o homem dos recursos não contabilizados, ou seja, dinheiro público desviado para o valerioduto para ser distribuído em propinas mensais de R$ 50 mil; em que a instituição Senado nomeia um conselho de ética onde mais da metade de seus membros responde a processos e será presidido por Renan Calheiro que foi acusado de usar dinheiro público pra sustentar amante e filho bastardo; diante da expectativa de que os 40 membros de Mensalão acusado de roubarem dinheiro público vão ser inocentados porque os crimes vão prescrever por decurso de prazo, fica no ar uma pergunta que apenas Sarney e Lula devem saber a resposta: quem está querendo desestabilizar as instituições? Não é possível que se repita o erro do Proálcool quando a cultura da cana empurrou para o interior outras culturas e tivemos de viver uma inflação de mais de 5.000% ao ano – a inflação de Sarney. Lembra-se dela?
Não é possível que concordemos com o governo priorizando o plantio de cana para alimentar um número cada vez maior de carros em detrimento de culturas de alimentos para o povo: feijão, cebola, cenoura, batata etc.?
Pensando a este respeito, estou lhe remetendo a seguir dois textos a seguir para serem usados como ponto de partida de um discurso de algum deputado federal ou senador do PV nas tribunas do Congresso ou, o que acho de muito mais valor, um artigo assinado por você ou Marina da Silva. Acho que o impacto na mídia será grande e os 190 milhões de brasileiros vão agradecer, e muito.
A farra do boi no mundo do etanol
Em 19/12/2001, FHC sancionou a lei da CIDE e criou condições para a Petrobrás vender os derivados de petróleo aos preços do mercado internacional. A CIDE é um tributo denominado de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico cobrado nos preços do álcool e dos derivados de petróleo, ou seja, quando o consumidor abastece o carro com gasolina, álcool ou diesel ele paga por litro, respectivamente, R$ 0,860, R$ 0,037 e R$ 0,390. De acordo com o artigo 1º desta lei, a finalidade da CIDE é subsidiar o transporte e o preço de combustíveis, e, principalmente, os investimentos em saneamento básico nas cidades e na construção e reconstrução de estradas no País. A realidade, contudo, mostra um quadro terrível em que os brasileiros dirigem por estradas esburacadas, verdadeiras armadilhas mortais; e convivem com tragédias como as que estão acontecendo em Pernambuco, Alagoas, Santa Catarina e Rio de Janeiro com carros sendo arrastados por enxurradas e matando centenas de brasileiros, por falta de investimento em saneamento. Contudo, o ministro Lobão garante que a partir de amanhã o preço do álcool de da gasolina vão cair. Provavelmente já algum tipo de acordo com os riquíssimos usineiros.
Os subsídios ao transporte, aos investimentos em saneamento básico e em construção de estradas são perenes, mas o subsídio ao preço não. Afinal, a CIDE foi criada exatamente para permitir que a Petrobrás comercialize seus produtos nas regras do livre mercado, as quais não admitem práticas em que uma empresa fique durante nove anos recebendo subsídio da CIDE apenas para garantir lucros bilionários aos acionistas da Petrobrás, tendo atingido a marca formidável de R$ 35 bilhões em 2010. Contudo, a fim de evitar aumentos súbitos nos preços dos combustíveis devido a aumentos momentâneos no preço do barril de petróleo, é permitido que o Governo, por meio do Ministério da Fazenda – gestor dos preços dos combustíveis – direcione uma parcela da CIDE para os cofres da Petrobrás, mantendo os preços dos combustíveis congelados, mas, garantindo, assim, que os lucros dos acionistas da empresa não sejam prejudicados. É claro que este tipo de situação só é admissível por curto período de tempo, por exemplo, três meses, no máximo. Portanto, é um crime contra os brasileiros, principalmente os mais pobres, manter o preço da gasolina congelado por nove anos por meio do uso criminoso da CIDE.
Assim, passados três meses e o aumento no preço do barril de petróleo se confirmando, o Governo devia, então, aumentar o preço da gasolina e eliminar a parcela da CIDE direcionada aos cofres da Petrobrás que compensava o aumento do petróleo, ou seja, os consumidores teriam de pagar preço mais caro pela gasolina, afinal, a lógica do livre mercado não comporta práticas em que o governo subsidia os preços dos produtos de uma empresa por anos a fio, como no caso da Petrobrás, que vem recebendo CIDE para compensar os aumentos no preço do barril de petróleo ocorridos nos últimos nove anos. Ou seja, o preço do barril de petróleo aumentou de US$ 30 para mais de R$ 120, porém, o governo manteve o preço da gasolina congelado e direcionou uma parcela da CIDE para os cofres da Petrobrás, durante nove anos, ferindo as regras do livre mercado, apenas para garantir lucros bilionários aos acionistas da Petrobrás, obrigando os consumidores de gasolina a subsidiarem esta farra do boi, onde o boi é o consumidor e prejudicando aos mais pobres que vivem em áreas de riscos por falta de investimentos em saneamento básico das cidades.
Por outro lado, para completar o crime contra a população mais pobre do Brasil, que seria beneficiada com os investimentos da CIDE em saneamento básico e na construção de estradas, o Governo, que praticou o crime de desviar parte da CIDE para subsidiar lucros bilionários aos acionistas da Petrobrás, direcionou o restante da CIDE para reservas que já acumulam R$ 600 bilhões e que têm sido usadas apenas para perdoar dívidas de países governados por ditadores. Em contrapartida, principalmente devido à falta de investimento em saneamento básico, Estados como Pernambuco, Alagoas, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro têm suas cidades invadidas por águas das chuvas porque seus rios, córregos e baias não foram dragados e limpos. E, complementando este quadro de terror, os motoristas são obrigados a dirigir seus carros em estradas esburacadas, que são verdadeiras armadilhas fatais, onde morrem milhares de brasileiros por ano apenas por falta de investimento na recuperação dos asfaltos das estradas, mas o ministro Lobão garante que a partir de amanhã o preço da gasolina e do álcool vão cair. E a CIDE seu Lobão, o que vai acontecer com a CIDE?
O mais grave desta opera bufa é sermos obrigados a ouvir os ministros do governo fazendo chacota com o povo como o ministro Mantega que disse para quem quiser ouvir: a Petrobrás pode aumentar o preço da gasolina, mas, não agora, talvez mais adiante se o preço do barril de petróleo se mantiver crescente, fingindo o ministro que desconhece que o aumento no preço do barril de petróleo já supera mais de 200% com o preço da gasolina congelado, mas com os consumidores pagando CIDE que tem parcela desviada para os lucros bilionários dos acionistas da Petrobrás; ou como o ministro Lobão que abre sua boca para dizer que estamos sim há nove anos sem aumentar o preço da gasolina e que continuaremos nesta rota, pouco importando ao ministro que os consumidores de gasolina estejam subsidiando esta farra do boi onde o boi é o coitado do consumidor de gasolina – e digo coitado porque nem ao menos sabe que está pagando este diletantismo do governo junto aos acionistas da Petrobrás e aos usineiros. Afinal, o que seria das propinas eleitoreiras se a CIDE passasse a ser usada em benefício de 190 milhões de brasileiros ao invés de em beneficio de alguns acionistas da Petrobrás e meia dúzia de usineiros?
Meu Deus, o que é isso? Não é possível que nenhuma voz se levante contra esta atrocidade contra o povo mais pobre que poderia estar sendo beneficiado com a CIDE sendo investida no saneamento básico das cidades e na construção e reconstrução de estradas? Cadê os estudantes? Cadê a UNE? Foi calada em troca de R$ 30 milhões? Cadê as centrais de trabalhadores, como a CUT, por exemplo? Também, foram caladas em troca do veto ao projeto de lei que proibia a cobrança indecente do imposto sindical, que só tem servido para enriquecer sindicalistas pelegos, conforme foi denunciado pelo Ministério Público? Cadê os artistas? Cadê Chico Buarque, cadê Paulo Beti, cadê Zezé de Camargo e tantos outros artistas que apoiaram este desgoverno? Também estão calados em troca de subsídios da Petrobrás a shows musicais, a montagem de peças teatrais, a financiamentos de filmes, a edição de livros, a óleo diesel para os caminhões dos trios elétricos e a montagem de arraiais de São João?
Cadê os deputados federais e os senadores? Também, estão no bolso do governo? Vão ficar assistindo este desgoverno prejudicando 190 milhões de brasileiros para privilegiar os acionistas da Petrobrás – sendo a maioria de norte-americanos; e a meia dúzia de usineiros apaniguados? Cadê os pobres deste País, estão dominados pelo projeto Bolsa Família? Quer dizer, então, que aquele discurso do metalúrgico Lula contra FHC se tornou a grande realidade petista? Mas, você indagaria: que discurso é este? A resposta é o vídeo com Lula falando para os nordestinos em palanques eleitoreiros berrando aos gritos e acusando o povo nordestino de preguiçoso: “antigamente, quando chovia no nordeste, os nordestinos corriam para plantar seu feijão e sua mandioca. Agora, no governo deste FHC, fica todo mundo esperando o bolsa isso, o vale aquilo, e ninguém quer mais trabalhar”. E continuando a perguntar querendo respostas eu pergunto, agora, ao milionário Lula tão diferente do pobre metalúrgico: o que dizer, então dos nordestinos que agora ficam esperando Bolsa Família do governo Lula?
Vou insistir perguntando e não acusando, afinal, quem pergunta quer respostas e não agressões de volta: será que tá tudo dominado? Na verdade, os que os ministros deste governo, como Mantega e Lobão deviam estar preservando é o interesse de 190 milhões de brasileiros que está sendo escamoteado para privilégio de uma minoria – acionistas da Petrobrás e políticos que vivem de contribuições eleitoreiras de usineiros apaniguados e outros financiadores de propinas eleitoreiras. Por exemplo, se os ministros Mantega e Lobão tivessem a curiosidade de ler a Lei da CIDE iram constatar que por cada litro de etanol vendido nos postos é cobrado R$ 0,037; e, como o consumo de etanol em 2010 foi de 29,8 bilhões de litros (dados da ANP e da Petrobrás), isso significa que os usineiros recolheram nas vendas de álcool nas usinas R$ 1.102.600.000 referente à CIDE, o que permite a pergunta aos ministros Mantega e Lobão: os usineiros recolheram aos cofres públicos esse formidável valor de CIDE R$ 1.102.600.000? Afinal, como é que o ministro Lobão tem a certeza de que os preços do etano e da gasolina vão cair a partir de amanhã? Foi fruto de algum acordo? Tem algo a ver com a CIDE?
Existe algum controle do governo para garantir que os usineiros recolheram o que é divido em CIDE aos cofres públicos? É correto os consumidores de gasolina ficarem durante nove anos pagando CIDE para o governo desviar parte dela para os cofres da Petrobrás a fim de garantir lucros bilionários aos acionistas da Petrobrás? É correto os pobres que vivem nas cidades em regiões de risco ficarem sem os investimentos em saneamento básico enfrentando tragédias com mortes de centenas de brasileiros porque o governo desvia a CIDE para lucros de acionistas da Petrobrás e, também, para perdoar dívidas de países governados por ditadores? Estas perguntas estão sendo feitas porque num passado recente, numa CPI, no Rio de Janeiro, se descobriu que as distribuidoras de petróleo sonegavam o ICMS que cobravam nas vendas de derivados, tendo sido, então, decidido que a Petrobrás passaria a ser substituta tributária, o que resultou num aumento de mais de 200% na arrecadação de ICMS na venda de combustíveis.
Quanto às falácias de alguns que apontam o setor sucroalcoleiro como gerador de milhares de empregos e contribui para redução da emissão de CO2 é fundamental esclarecer que os empregos nas usinas de etanos são subempregos, onde os trabalhadores são conhecidos por boias frias – coitados. E quanto à redução da emissão de CO2 tal afirmativa não passa em nenhuma bancada de teste dos DETRANS. Por exemplo, se colocarmos dois carros novos, um queimando gasolina e outro queimando etanol a conclusão será a de ambos lançam muitos poluentes na atmosfera não havendo nenhuma vantagem para o carro movido a álcool. Contudo, é preciso informar aos 190 milhões de brasileiros que o preparo da terra para o plantio da cana é feito com tratores queimando diesel, que o transporte da cana para as usinas é feito em caminhões queimando diesel, que as usinas usam em seus fornos óleo diesel para converter a cana em açúcar e álcool, que o álcool é transportado das usinas para os postos em caminhões queimando diesel; e que todo esse diesel queimado é transformado em gases poluentes do feito estufa, ou seja, gases poluentes que provocam o aquecimento da terra.
Isto para não falar no gravíssimo problema do vinhoto – resíduo da produção de álcool – que antes era jogado direto nos rios, mas, hoje, é armazenado em tanques cavados no solo para ser transformado em adubo, mas que, certamente, se infiltram no solo e vão contaminar os nossos lençóis freáticos; e tem, também, o gravíssimo problema das chuvas ácidas resultantes das queimadas e que também se infiltram no solo contaminando as águas subterrâneas; e não podemos esquecer que a queima do etano nos carros resulta em um poluente bastante danoso ao ser humano por provocar um tipo de doença temido de todos: CANCER. Ou seja, a queima de etanol resulta em aldeídos, que são compostos altamente cancerígenos. Deve ser por este outros motivos que apenas no Brasil se adotou etanol como combustível. Nenhum outro país entrou nessa aventura que requer subsídios altíssimos do governo.
A ÓPERA BUFA DO ETANOL
Em 19/12/01, FHC sancionou a Lei da CIDE e criou condições para a Petrobrás vender gasolina e outros derivados de petróleo a preços do mercado internacional, tendo sido estabelecidos valores R$ 0,860/litro de gasolina; R$ 0,390/litro de diesel; R$ 0,0921/litro de QAV; R$ 0,0409/Kg de óleo combustível; 0,250/Kg de GLP e R$ 0,0372/litro de álcool hidratado. A Cide devia ser aplicada no subsídio ao transporte de derivados de petróleo, no saneamento básico das cidades e na construção e reconstrução de estradas, podendo, eventualmente, ser usada pelo governo, em curtíssimos períodos de tempo, jamais superior a três meses, para evitar aumentos nos combustíveis por oscilações bruscas no preço do barril de petróleo. Note bem que o governo só poderia usar a CIDE para combater oscilações bruscas no preço do barril de petróleo por curtos períodos de temo, jamais superior a três meses.
No entanto, o governo Lula distorceu o objetivo maior da CIDE: sua distribuição entre os Estados da Federação para ser aplicada no saneamento básico das cidades e na construção e reconstrução das estradas, pois, ao invés disso, passou a acumular a CIDE em reservas que foram usadas para perdoar dívidas de países governados por ditadores e os exemplos são fartos: perdão à Bolívia por ter tomado na mão grande duas refinaria da Petrobrás, perdão de dívidas de vários países da África governados por ditadores; e continuam a ocorrer favores espúrios no governo Dilma, na medida em que estão pensando em recompensar o Paraguai com uma fatura três maior (???!!!) pelo preço da energia elétrica de Itaipu – estão analisando no Congresso um projeto onde planejam pagar ao Paraguai um valor três vezes maior do que o pago atualmente. Tudo isso à custa de uma altíssima taxa tributária, ai incluída a CIDE, que deveria se reverter em beneficio dos 190 milhões de brasileiros, mas estão tendo outros fins.
Neste contexto, o objetivo da CIDE foi parcialmente conseguido, pois, governo pôde evitar aumentos nos combustíveis por oscilações bruscas no preço do barril de petróleo, porém, os saneamentos básicos das cidades e as construções de estradas ficaram entregues às tragédias como as ocorridas em Pernambuco, Alagoas, Santa Catarina e Rio de Janeiro, onde assistimos as enxurradas arrastando carros e matando centenas de pessoas porque o governo não investiu a CIDE na dragagem de rios, de córregos e de baias, preferindo usar a CIDE para perdoar dívidas de países governados por ditadores. E mais, o governo Lula distorceu também o uso da CIDE no combate à elevação bruscas do petróleo, mantendo por nove anos parcela da CIDE direcionada para os cofres da Petrobrás a fim de garantir lucros bilionários a “meia dúzia” de acionistas da empresa em detrimento de 190 milhões de brasileiros.
Ainda neste contexto de anarquia, pois estamos falando do governo desrespeitar uma lei, o governo Lula continuou a desrespeitar a lei da CIDE mantendo durante nove anos parcela da CIDE para os cofres da Petrobrás e, assim pôde manter o preço da gasolina congelado e, ao mesmo tempo, garantiu lucros bilionários a “meia dúzia” de acionistas da empresa – a maioria de norte-americanos – como o espetacular lucro de R$ 35 bilhões em 2010. Em contrapartida, os 190 milhões de brasileiros são obrigados a transitar com seus carros por estradas esburacadas, sem acostamentos e sem as mais elementares condições de segurança, se transformando em verdadeiras armadilhas fatais, onde morrem milhares de brasileiros por ano, pois a nós outros brasileiros não são dadas outras opções senão a dirigir carros em estradas “assassinas”.
Agora, para o cidadão comum entender a perversidade deste crime, é preciso quantificar o valor de CIDE arrecadado nos últimos nove anos. Ora, se considerarmos o consumo de gasolina de 22,94 bilhões de litros/ano; de álcool hidratado de 29,6 bilhões de litros/ano; de óleo diesel de 40 bilhões de litros/ano; de QAV (querosene de aviação) de 585 milhões de litros/ano; de óleo combustível de 858 milhões de Kg/ano e de GLP de 5,8 bilhões de Kg/ano, podemos afirmar, e os dados estão ai para quem quiser confirmar: basta multiplicar o consumo de cada produto pela CIDE unitária, que o governo arrecadou em CIDE, em média, R$ 26 bilhões/ano, ou seja, durante os últimos nove anos, foram arrecadados R$ 234 bilhões (26 x 9 = 234). Se esses bilhões de CIDE tivessem sido aplicados em saneamento básico e construção de estradas não estaríamos vivendo as tragédias de Pernambuco, de Alagoas, do Rio Grande do Norte etc.
E mais ainda, se os R$ 234 bilhões de CIDE arrecadados no últimos nove anos tivessem a aplicação conforme determinado na lei da CIDE, certamente, o Brasil, com este espetacular volume de recursos aplicados no saneamento básico das cidades e na construção e reconstrução de estradas, teria sido transformado num gigantesco canteiro de obras, gerando centenas de milhares de empregos e não estaríamos assistindo a maioria do povo nordestino escravizada pelo projeto Bolsa Família, mais parecendo um bando de preguiçosos, como costumava dizer o metalúrgico Lula quando subia em palanques eleitoreiros e gritava aos quatro ventos: “antigamente, quando chovia, o nordestino corria para plantar seu feijão, seu milho, sua mandioca etc. Agora, no governo desse FHC fica todo mundo esperando bolsa isso, vale aquilo e ninguém quer mais trabalhar”. E agora, vamos dizer que os nordestinos são preguiçosos e ficam esperando Bolsa Família de Lula?
Os R$ 234 bilhões de CIDE foram uma parte para as reservas que são usadas para perdoar dívidas de países governados por ditadores e outra parte para os cofres da Petrobrás a fim de garantir lucros bilionários aos acionistas e compensá-los pelo não aumento no preço da gasolina. Ou seja, com o preço do barril de petróleo subindo, nos últimos nove anos, de US$ 30 para US$ 215, o governo manteve o preço da gasolina congelado usando artificio de desviar parte da CIDE para a Petrobrás. Agora, o pior disso tudo é confusão que o governo conseguiu nas cabeças dos brasileiros que se acostumaram com o preço da gasolina congelado durante nove anos e acham que pagamos caro embora o preço da Petrobrás seja inferior ao de qualquer refinador de país desenvolvido. Nossa gasolina só é mais cara do que a venezuelana, a boliviana e outros países atrasados que não respeitam a lei do livre mercado. O preço da gasolina na Petrobrás está bem abaixo dos preços cobrados por refinadores dos EUA, da França, da Alemanha, do Japão, da Inglaterra etc.
Outra grande confusão estabelecida no governo Lula foi atribuir ao álcool hidratado, agora batizado no governo Lula de etanol, a qualidade de combustível não poluente, o que é uma tremenda de uma falácia e, para comprovar, basta colocar dois carros flex numa bancada de teste do DETRAN, um abastecido com etanol e outro abastecido com gasolina, e se constatar que o carro a álcool vai emitir no teste uma quantidade de poluentes bastante próxima da emitida pelo carro a gasolina. Agora, se considerarmos que a preparação do solo para o plantio de cana é feita com tratores a diesel, que a cana é transportada para as usinas em caminhões a diesel, que o álcool produzido é transportado das usinas para os postos em caminhões a diesel; e que todo esse diesel queimado polui o meio ambiente com gases do efeito estufa, haverá uma tendência de se afirmar que o álcool polui mais do que gasolina.
Isto para não falar que a queima do álcool resulta em aldeídos que são compostos altamente cancerígenos; e para não falar, também das queimadas que geram as chuvas ácidas que causam sérios danos inclusive poluindo nossos lençóis freáticos por infiltração das chuvas ácidas no solo; e não podemos deixar de citar o gravíssimo problema do vinhoto – resíduo da produção de álcool – o qual era jogado diretamente nos rios contaminando suas águas e, atualmente, para produção de fertilizantes é armazenado em reservatórios feitos no próprio solo causando, por infiltração, a contaminação dos nossos lençóis freáticos, principal fonte de águas de nosso rios.
E mais, a propaganda enganosa difundida pelo governo Lula de que é vantajoso abastecer o carro com álcool sempre o preço do álcool for 70% do preço da gasolina, ficando para o consumidor a falsa impressão de que o álcool é um combustível que pode ser vendido mais barato e, portanto, tem custo de produção menor. Não é verdade. Isso é uma tremenda mentira. A prova maior de que isto é mentira é que o Brasil é o único país que se aventurou em produzir álcool, pois o custo de produção é caríssimo. Mas, podemos demonstrar isso com os dados já explicitados: ou seja, o valor de CIDE atualmente cobrado por litro de gasolina é R$ 0,501 enquanto sobre o litro de álcool hidratado (etanol) é de R$ 0,0292, ou seja, se incidisse sobre o etanol uma CIDE de R$ 0,501 seu preço seria absolutamente inviável. Isso só não acontece devido a um subsídio aos usineiros de R$ 15 bilhões/ano, sem falar que o ICMS incidente sobre a gasolina é bem maior que o incidente sobre o álcool.
Para encerrar essa ópera bufa, só nos resta informar que, em 01/01/2003, o governo Lula, numa tremenda jogada eleitoreira, sancionou o Decreto 4565 e reduziu os valores de CIDE cobrados sobre os combustíveis, tendo a CIDE da gasolina passado de R$ 0,860/litro para R$ 0,541/litro, o que permitiu ao governo Lula a “proeza” de reduzir o preço da gasolina nos postos mesmo com o preço do petróleo em elevação. O preço dessa anarquia, isto é, do governo Lula não respeitar as mais elementares leis de mercado, inclusive as próprias leis federais, como a lei da CIDE, é a confusão que vivemos hoje, onde, tecnicamente, é possível mostrar que o preço da gasolina vendida pela Petrobrás é uma das mais baratas do mundo e a maioria dos brasileiros acham que a gasolina da Petrobrás é cara, o que não encontra eco na importação que está sendo feita pela Brasil de gasolina dos EUA a um preço bem maior que o cobrado nas refinarias da Petrobrás. Ou seja, a gasolina nos postos do EUA custa menos que nos postos do Brasil, mas o preço da Petrobrás é menor que do refinador norte-americano.
É por essas e outras que o Ministro Mantega estava novamente querendo reduzir a CIDE a fim de a Petrobrás puder aumentar o preço sem afetar o preço na bomba e pretendia fazer isso certo de que os brasileiros iriam permanecer na sua atual e mais absoluta ignorância. Por outro lado, o ministro Lobão botou a BR na parede e exigiu queda imediata nos preços de etanol e de gasolina, fingindo ele que não sabe que o verdadeiro causador da elevação nos preços baixos da gasolina nos postos foram os usineiros apaniguados do poder – e como são – principalmente no governo Lula. Enfim, a mentira tem pernas curtas e é isto que a história vai registrar mais uma vez, apesar de Delúbio voltando nos braços dos petistas; fica faltando as votas do petista preso com cueca cheia de dólares, de Silvinho Land Rover e suas negociatas na Petrobrás e da turma de aloprados presa com mala cheia de din din público pra comprar dossiê fajuto. Ah!, já ia esquecendo: faltam Zé Dirceu, Erenice e os 40 petralhas e mensalão.
Vamos aguardar para ver se algum petista contesta ao menos uma das notas que postei no site; duvido muito, porém, se aparecer algum espero que faça a contestação com argumentos sólidos, com fatos, e sem a costumeira agressão próprias dos petistas que acreditam em tudo que Lula fala, mesmo que seja na mais deslavada mentira, como a de que o Mensalão não existiu. Que é isso cara, tá certo que vc indicou mais de 90% dos ministros, inclusive o relator do Mensalão, mas dizer que o Mensalão não existiu mesmo sabendo que os petistas envergonhados mandavam as esposas fazerem o serviço sujo de pegar no valerioduto a propina mensal de R$ 50 mil – dinheiro público roubado – é demais; ou é a certeza da impunidade. Aliás, não é por acaso que ele vive dizendo que os crimes do Mensalão vão prescrever: até parece que ele sabe que a bunda em cima do processo é pesada e não vai sair de cima dele antes dos crimes prescreverem.
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2011
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