Com tanta coisa acontecendo, inclusive uma nova guerra na Líbia, passou um pouco em branco o protesto das massas sírias contra o governo autoritário de Bashar al-Assad e todo o regime repressivo que durante meio século domina o país.
O centro das manifestações foi a cidade Dara, localizada no sul do país. No domingo, revoltados com a repressão que matou quatro jovens e feriu vários, manifestantes queimaram a sede do partido governista Baath.
O governo fez uma tentativa de aproximação enviando um ministro para visitar as famílias das vítimas. Mas a repressão síria que atua com toda a liberdade de um estado policial atacou os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo o que os levou a novos protestos. Um cartaz com o retrato de Bashar al-Assad foi queimado e um prédio da telefônica também foi atacado porque a empresa é de um primo de Assad.
O fato das revoltas terem chegado à Síria representa uma extensão do movimento democrático para um país onde não era tão esperado. As leis de emergência duram 48 anos e o medo ainda é grande. Os manifestantes, por exemplo, ao invés de levarem seus feridos para o hospital fizeram da mesquita de Omari um hospital alternativo.
Mesmo com as incertezas sobre seu futuro, o movimento pela democracia na Síria é um dos fatos mais importantes num Oriente Médio em mutação.
Tags: Bashar al-Assad, Dara, Síria
Escrita vazia, baseada em fatos mostrados pela mídia ocidental homogeneizante e cega para os diferentes contextos regionais.
2011
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