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14.março.2011 18:50:06

FAO espera crise mundial de alimentos

No momento em que a atenção mundial está concentrada no Japão e os rebeldes líbios são derrotadas em algumas frentes, um novo alerta foi lançado pela FAO: o mundo pode viver uma nova crise alimentar como a de 2007-2008, que levou sofrimento a muitos países .

O alerta foi feito por Jacques Diouf, diretor da FAO, sigla em ingles da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Douf escolheu este momento porque os preços subiram em fevereiro, pelo oitava mês consecutivo e os estoques que eram de 100 milhões de toneladas acima do nível de 2007, baixaram de novo.

O momento não é bom também por causa do aumento do petróleo, uma das causas da crise. A outra é o crescimento do consumo em grandes países como a China, e, finalmente, a perda de 120 milhõs de toneladas de comida que agora são destinadas à produção de combustível.

O anúncio da FAO , que pede mais investimentos e aumento de produtividade na agricultura, pode também estimular uma tendência de compra para armazenar, já revelada por alguns países do Oriente Médio da África, além da Coreia do Sul e do México. Os paises africanos e árabes ficaram impressionados com o processo no Egito, onde a revolta popular foi influenciada pelo preço e escassez de alimentos.

O Brasil produz alimentos mas precisa se cuidar. (Foto: FG)

O dirigente da FAO considera natural que países tentem se precaver mas se todos compram em grandes quantidades isto pode ter impulsionar a alta de preços.

A entrevista de Jacques Diouf deixou de lado dois temas. A repercussão do terremoto no Japão, muito recente para ser avaliada e a situação de países que são grandes produtores, como o Brasil. É mais do que hora discutir as repercussões em nosso país, partindo do princípio que os benefícios da alta de preços podem ser acompanhados também de algum reflexo no mercado nacional.

Essa história de regular o salário mínimo por decreto, a partir de algumas regras sobre produtividade e inflação pode se mostrar problemática não só do ponto de vista político. A alta dos alimentos, as vezes, pega mais pesado no bolso do assalaridado do que no índice geral de inflação.

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