Até ontem, a capital do Bahrein, Manama era desconhecida. Hoje, entra na história, através da imprensa mundial com o cheiro caracterÃstico das ditaduras: gás lacrimôgeneo.
A polÃcia invadiu a praça onde os manifestantes se reuniram expulsou a todos, matou quatro, segundo testemunhas, e feriu mais de cem. Um arquÃpelago com 35 ilhas parece que ganhou sua vez na onda de revoltas e repressão desencadeada no Oriente Médio. Mas outros paÃses estão bem próximos de se tornarem o centro momentâneo da revolta: O Yemen e a LÃbia.
Assim como Manama, a capital do Yemen, Sana, tornou-se uma referência nessa cadeia de protestos que deixam o Ocidente um pouco confuso. O próprio Kadafi parecia em processo de reconcilação.
Um manifestante no Yemen expressou um pedido a Obama: leve o ditador para os EUA e deixe-o trancado num hotel.
PossÃvelmente desses três paÃses a LÃbia, que registrou manifestações contra Kadafi em quatro cidades deve despertar mais atenção. Kadafi é conhecido do mundo e projeta a expansão do islamismo para a Africa. Tem boas relações com Chavez e recebeu Lula em Tripoli.
O processo não acabou com a queda de Mubarak no Egito. Agora , travam-se  as batalhas mais duras: muita repressão e pouca imprensa internacional.
Gabeira, qual será o REAL motivo dos paÃses “descontes” serem exatamente os grandes produtores de petróleo e os que estão colados ás comportas de Suez? Estes mulçumanos que produzem petróleo foram os que tiveram O MAIOR SALTO DA QUALIDADE DE VIDA nos últimos 10 anos e o maior crescimento do PIB no mundo. Porque será que paÃses sem estas importâncias como o Libano e SÃria não tem “povo” descontente? E a Palestina, será que o povo todo tá achando a vida boa por lá? Meu amigo,… não me surpreendo com mais nada que o ser humano possa fazer. É “neura”? Pode ser mas, parece coisa Orquestrada com um bom maestro e grande parte da imprensa cala-se, até quando a truculência Mata no Irã. “turma… vamos fechar as torneiras e o acesso da energÃa fóssil ao Ocidente? – Topo!
Apesar de um pouco tarde, trinta anos de ditadura é muito tempo, o povo egÃpcio deu um exemplo para o mundo, principalmente para os povos que vivem sobre o peso da ditadura como Irã, Coreia do Norte, China, Venezuela, etc., que quando o povo se une e se encoraja não existe regime que se segure. No Brasil não precisamos de uma revolução como no Egito mas precisamos cobrar um postura mas ética dos nossos polÃticos.
Na década de 60 vários paÃses latino-americanos viraram ditaduras militares, Gabeira participou da luta armada contra a ditadura. Quem viveu a época entende a luta que tivemos para a democracia, o regime militar era totalitário e cabresto. Hoje vivemos a ditadura do povão e o cabresto. A grande corrupção e ineficiência do Congresso deram legitimidade ao golpe militar, e havia o perigo comunista. Hoje vivemos de novo a corrupção corroendo nossas instituições e o Exército já começou a tomar conta de determinadas áreas, temos problemas em fronteiras.
A época é diferente, entramos para uma vida em outra dimensão. A TV, agora em versão LSD, com fantasias muito mais poderosas, mudou a nossa realidade, quando falo em realidade falo de nosso mundo interior. Na década de 60 a TV ainda não era tão difundida.
O que o povo que se rebela no Oriente Médio quer? Quer fazer uma revolução islâmica como no Irã? Quer seu paÃs fechado para o mundo? A cultura islâmica precisa mudar, entrar também para a nova dimensão, onde só a democracia é possÃvel. Não é possÃvel reprimir os meios de comunicações, ainda mais agora com a internet correndo solta. Tem blog para tudo, todo mundo fala sobre tudo o tempo inteiro!
Não me conformo que não haja um revisor para os textos deste blog. Também não me conformo com o fato de que somente comentários elogiosos sejam publicados.
Os textos serão revisados com maior rigor. Cada vez mais rigor. Não é verdade que sejam publicados apenas comentários a favor. Uma coisa é errar na digitação ou mesmo na ortografia. Outra coisa é censurar comentários crÃticos. Isso jamais o fizemos, exceto quando os comentários são apenas ofensivos
Fgabeira
A importancia do Bahrein é desproporcional ao seu tamanho.
É lá que está baseada a Quinta Frota, que, bem ou mal, mantém a presença do Ocidente naquela região, bem como a segurança de Israel.
Mas tudo indica que o circo vai pegar fogo.
http://www.jewishworldreview.com/0211/fifth_fleet_baharain.php3
A revolução está abarcando TunÃsia, Egito, Algéria, Iemen, Bahrein, LÃbia, SÃria, Jordania. Existe algo sinistro por trás. E esse algo sinistro chama-se Irmandade Muçulmana.
http://pt.danielpipes.org/9481/a-oportunidade-do-egito
“” O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad articulou a sua esperança a cerca da revolução, ao reivindicar que devido aos acontecimentos no Egito, “estava emergindo um novo Oriente Médio sem o regime sionista e sem a interferência dos Estados Unidos “. Em uma avaliação amarga, o próprio Mubarak se focou nesse mesmo perigo: “Vemos a democracia que os Estados Unidos lançaram no Irã, e em Gaza com o Hamas, e esse é o destino do Oriente Médio … extremismo e islamismo radical”.”"
2011
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