Ausente algumas horas para produzir reportagem para Estadão, não tive tempo de entrar melhor na questão da possível Primavera Árabe, iniciada com as revoltas na Tunísia.
Por razões locais, focalizei o Líbano, que interessa ao Brasil porque temos mais libaneses em nosso país do a população de lá. O centro da observação se desloca para o papel dos Estados Unidos. Obama deve estar buscando uma solucão sutil: nem romper com Mubarak, nem dar as costas para um movimento democrático.
Os EUA usam com Mubarak a velha tática de negociar, manter boas relações e influenciar, nos bastidores, pela democracia. Estavam contentes porque ele não usou mais a Lei de Emergência, que existe ao longo de todo o governo, e também liberou alguns presos.
O mais supreendente nesse movimento árabe é que ele escapa com facilidade do radar dos formuladores de política externa porque a concentração é no conflito Israel- Palestina. Os Estados Unidos consideram o processo de paz o tema mais urgente e tendem a analisar os outros em função dessa tarefa principal.
Nas ruas de algumas cidades egípcias manifestantes tinham nas mãos bandeiras da Tunisia, anunciando que chegou a hora de lutar pelos direitos no Egito.
Dizem os analistas que Mubarak é muito mais hábil do que Ben Ali, que governou a Tunísia. Ele deve fazer algumas concessões e jogar a polícia política contra os núcleos mais resistentes.
De fato, são raros os momentos em que alguma coisa acontece no Oriente Médio sem conexão direta com o conflito Israel-Palestina. É muito cedo para dizer que começou ou não uma Primavera Árabe. Mas alguma coisa começou e , nos tempos de twitter e facebook, ela se propaga com mais facilidade.
Tags: Ben Ali, Mubarak, Obama, Primavera Árabe, Tunísia
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realmente os protestos na tunisia nao tem nada a ver com israel/palestina, mas um fortalecimento de islamicos radicais no libano e no egito vai ter tudo a ver sim.
2011
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