Depois de um estudo de seu departamento geotécnico, o Rio concluiu que tem 18 mil residências em área de risco. A partir dos estragos das chuvas do ano passado, foram cobertos pela pesquisa 52 bairros. O que fazer? A cidade não tem condições de retirar todo o mundo. Algumas obras de contenção serão feitas e provavelmente serão distribuídos telefones celulares entre alguns representantes da comunidade, para que recebam o sinal de alarme.
O próprio celular poderia ser usado para o treinamento das pessoas. Grande parte da luta contra os furacões no Caribe depende de cartilhas determinando o que cada um deve fazer, no momento do desastre natural.
O que me preocupa é que o Estado tem 92 cidades. Apenas uma tem departamento geotécnico. Muitas, como Angra dos Reis, necessitam de um balanço semelhante para que possam se defender.
O discurso do prefeito do Rio, em certos momentos, parece com o discurso do prefeito de Mauá(SP), onde morreram duas pessoas soterradas. Não dá para tirar as famílias. O único caminho é prepará-las para sair. Numa das comunidades de São Gonçalo, onde moram ex-marinheiros, as famílias organizaram seu sistema de fuga. Sabe-se o endereço de quem não pode se mover e, sobretudo, onde estão os barcos. Sempre bom lembrar que os flagelados da última enchente ainda não foram alojados em casa própria. Estamos acumulando vitimas.
Pretendo viajar à Venezuela, nos próximos dias, e inclui no meu roteiro entender como foi a resposta Venezuela às chuvas que arruinaram 130 mil pessoas. Aconteceu ali, algo que há muitos anos, é uma espécie de tema de bastidores entre ecologistas. Até que ponto os desastres naturais podem determinar o curso da política? Chávez aproveitou as chuvas para crescer sobre o Parlamento e aprofundar o socialismo. Em cada realidade nacional as mudanças climáticas podem ter um peso no futuro da democracia. É um tema um pouco abstrato mas que, no futuro, terá o seu lugar.
Tags: angra dos reis, chuvas, cidades, desastres naturais
Certamente essa lenga lenga de resolver o problema dos desabrigados das chuvas já virou discurso de momento. Amanhã todos esquecem e ficam a deus dará!
Caro Gabeira.
Se for a Venezuela, mande um forte abraço ao” companhero” Chavez que nada perde em grau e número para o ex-ZéLula!
QUANTO PIOR, MELHOR. Infelizmente esta é, quase sempre, a lógica perversa do político. “Faturam” com a sêca do Nordeste, com a Àgua do Sudeste e com a Neve do Sul e com a Enchente Milhãonar do Amazonas. Se desmorona e morre gente, a chuva dá uma trégua, tem Governador e/ou Prefeito que são capazes de pegar um esguicho, mplhar a roupa, a cabeça e rolar na lama só para sair “bem na fita” na TV. Ô raça! – Quando os dito de “esquerda” seja lá o que isto signifique, começaram a “subir no trono” começaram as invasões de áreas de alto risco e de preservação. Visitem os Países da antiga URSS e vejam o quanto eles davam valor a Natureza. É tudo cinzento, sem parques, bosques, casas agradáveis, sem jardins, sem flores,… Putz(!) é um horror. Em São Paulo na época da Erundina, criou-se um departamente ONG dentro da Prefeitura só para “levantar” áreas verde, parques, reservas para praças, letigios etc. para promover as invasões. As mesmas que hoje matam pessoas mal conduzidas, que acreditaram na bondade Política das Pessoas. POBRES INOCENTES.
Caríssimo Gabeira,
Bom vê-lo de volta “ao ofício”, como você diz. Lamento, por outro lado, sua ausência na seara congressual. Seja como for –e onde for– desejo vida longa à sua palavra. Êxito!
Caro: a volta ao ofício é excelente, mas parece um pouco com a volta do jogador de futebol que ficou algum tempo parado. Um grande abraço
Fernando Gabeira
Me sinto “hóspede da utopia”. Moro em meio à Mata Atlântica, numa ilha, em lugar de baixa densidade demográfica, de frente para o mar. Tanto faz ignorante ou culto, temos que nos responsabilizar por nossas próprias escolhas. É claro que quem tem mais condição tem o dever de ajudar o seu próximo, abrindo mão do egoísmo, mas o sem condição não pode simplesmente construir o seu barraco em qualquer lugar, o Estado deveria impedir, somos seres civilizados. O morador de área de risco pode alegar ignorância? Então, a questão é: O que fazer para impedir a ocupação desregulada do solo? O estado não tem obrigação de prover casa própria para o indivíduo. O problema é a lei do Inquilinato, que dificulta demais a relação entre locador e locatário.
GABEIRA, convenhamos, não se faz nada porque os governantes não sabem de suas responsabilidades e aonde são suas fronteiras. Os problemas citados são de Engenharia, não políticos, mas os politicos tomadores de decisão por estarem no poder devem buscar na engenharia soluções novas denominadas de INOVAÇÃO, pois vivemos no século 21 e não se encontrou soluções eficientes para minizar a gravidade do problema do crescimento desordenado dos grandes centros urbanos, somados ao processo do Aquecimento global com índices pluviométricos maiores de tempo de recorrência menores. A Engenharia já detem soluções novas para resolver ou minimizar o escoamento das aguas pluviais, no site: http://www.galeriamultidimensional.com.br, apresento tecnologia denominada de “Galeria Multidimensional Rodoviária”, destinada ao saneamento básico especificamente para Macrodrenagem; encontra-se disponível já a algum tempo,(Chamado de Incubação), por conta do tempo dos empresários entenderem que a tecnologia disponível dos dias de hoje são ineficientes e obsoletas para resolver tal fatos graves e de custos imensuráveis. O orgãos públicos são lentos e ineficientes quando se trata de otimização de processos estratégicos, para buscar soluções no meio acadêmico, que trabalha parece em outra dimensão isolados da realidade destes orgãos que deveriam estar linkados para oportunamente transformar a invenção em INOVAÇÃO. Ficamos a merce da sorte para lançar no Mercado soluções novas e eficientes. Espero agora com esta oportunidade de estar apresentando para seus leitores, passa surgir a oportunidade de estar contribuindo de forma eficaz nestes problemas que estão somente começando.
Mauricio Santiago dos Santos
E-mail: mauricio@mauriciosantiago.com.br
Tel: 21 78314751
Att.
2011
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