Escrevo hoje o que espero ser o último texto do ano, para desejar a todos um feliz 2012. Nem sempre o reveillon foi uma noite só de festa. Em certos momentos, como no naufrágio do Bateau Mouche ou mesmo no soterramento da pousada Sankai, na Ilha Grande, os primeiros momentos do ano foram muito complicados.
Dessa vez, teremos apenas paz, creio. Escrevo também para me despedir desse espaço. A partir de segunda feira, estarei apenas no gabeira.com., site que mantemos desde 1994.
Continuo publicando dois artigos quinzenais no Estado de São Paulo e reportagens esporádicas no jornal. Sou muito agradecido pela oportunidade que tive aqui.
Em certos momentos, como nas eleições presidenciais do Peru, foi possível combinar, num só dia, falas na radio, texto, fotos, imagens e aparição na tevê do portal.
Continuarei nesse caminho. Voltarei a trabalhar mais perto de mesma equipe de ilustradores, animadores programadores, compositores, o grupo que esteve junto ao longo desses anos e gosta muito de novos desafios.
O caminho mais completo sera o vídeo, mas outras formas que experimentamos continuam a ser trabalhadas, como a própria reportagem escrita, o slide-show e apenas voz. Tudo depende do tempo e dos recursos disponíveis em cada situação..
A internet é um mundo de possibilidades. Mas nela, as vezes, o trabalho parece com o filho que você manda para a universidade e, curso após curso, demora muito a achar a independência econômica.
Nunca , nem quando tinha 18 anos, o jornalismo foi tão interessante, quanto às possibilidades narrativas. Apesar das dores, ele está no olho do furacão da mudança profunda trazida pela informática.
O ano que passou foi rico em manifestações populares e creio que até os políticos tiveram a oportunidade de perceber que estão diante de um novo tempo.
Tanto a Primavera Árabe como outros movimentos como o Ocupe Wall Street foram facilitados pela existência de novos e poderosos meios de comunicação.
Quando era jovem olhava a comunicacão apenas como uma técnica e a política como o espaço das grandes transformações.
Hoje, o dinamismo está nas comunicações e, aos poucos, ela vai empurrando a política para um novo patamar. Voltarei a esse tema em 2012.
Finalmente, queria agradecer aos leitores, por seu estímulo e suas críticas. Publicamos todos os comentários, excetuando apenas os que eram apenas ofensas.
A ideia sempre foi a de garantir a mais ampla liberdade de expressão. Tanto em seminários em Brasilia, como em textos de revista, sempre afirmei que o tom agressivo de algumas intervenções na internet era um fato secundário, diante do imenso progresso representado pela participação de cada um.
Um grande 2012 para todos.
Tags: imprensa
Não escrevo para defender nem atacar Adriano. Não escrevo nem para ficar em cima do muro no caso Adriano.
Escrevo apenas para registrar o intenso trabalho técnico da policia e o interesse da imprensa pelo caso Adriano, numa cidade onde 93 por cento dos crimes não é investigado.
Assim como o espetáculo envolve a política, ele passou a comandar também o trabalho policial. Embora grave, o episódio não foi mais que um tiro no dedo, recuperado pelos médicos.
Era preciso investigar se Adriano atirou em Adriene, esse é o nome da moça que viajava no carro do atleta. Mas os recursos empregados no caso não se aproximam nem de longe dos casos em que as pessoas perderam não só uma parte do dedo, mas a própria vida.
É compreensível que a policia se mova com empenho. Ela depende, assim como os políticos, de transmitir a sensação de que está trabalhando. E um caso desses é ideal: está tudo ali, o acusado, a pistola, a vitima e os holofotes.
Nessa mesma semana, um adolescente foi morto por soldados no Complexo do Alemão, a Miss Brasil 2010 fraturou a coluna num desastre de automóvel e um jogador morreu ao se chocar com um caminhão no Rio Grande do Sul.
Todos os fatos foram registrados de forma discreta. Mas o tiro no carro de Adriano ganhou um destaque especial.
Quando vivia no Rio, Adriano era considerado uma espécie de Papai Noel, pois sempre se metia em pequenas confusões e recompensava generosamente quem os livrava delas.
O episódio do tiro na mão foi uma espécie de “cheiro de sangue” que atraiu vários predadores naturais, desde a moça que levou o tiro até a imprensa que viu o touro ferido e foi conferir se o golpe que recebeu era mortal.
A imprensa é assim porque cada vez mais depende de gente famosa para sobreviver. Mas alguém precisaria se interessar genuinamente pelos crimes que não são investigados, independente da fama dos acusados ou das vitimas. Essa é tarefa de órgão público.
Os corpos não param de aparecer em porta mala de carro, nas esquinas desertas, nos rios e estradas.
Na tevê, os filmes policiais mostram detetives interessados nos crimes a partir da complexidade da investigação. Na vida real, por mais complexo e intrincado, o crime só ganha atenção se a opinião pública se interessa por ele.
Uma vez, meu apartamento foi arrombado e levaram as câmeras com que trabalhei na Alemanha, na derrocada da Iugoslávia e da antiga União Soviética. Fui ao distrito dar a queixa e ficou por isso mesmo.
Alguém me sugeriu, entretanto, telefonar para as autoridades e pedir ajuda. Quando é gente conhecida, eles mandam perícia e tiram impressão digital, disse o conselheiro. Não há recursos para todos os casos, concluiu. Resolvi me resignar com a perda.
Não há recursos para cobrir todos os casos. A maioria fica na sombra. De que valem vidas anônimas diante do pedaço do dedo de uma carona no BMW de um craque?
Tags: futebol, mortes anônimas, Polícia do Rio
Cristina Kirchner tem câncer e será operada. A notícia é divulgada algumas horas depois da previsão do INCA de que no Brasil haverá um milhão de novos casos da doença nos próximos dois anos.
Cristina é a quinta dirigente sul-americana a contrair a doença. Mas isso não quer dizer nada de especial, porque outras profissões também apresentam altos índices.
Uma das saídas é a prevenção. Nesse caminho, dois livros de David Servan-Schreiber, um médico francês, podem ser de alguma ajuda.
David teve câncer no cérebro e sobreviveu duas décadas com uma vida normal. Explica isso no seu primeiro livro Ânticancer e mostra como desenvolveu um programa de mudança no estilo de vida.
No segundo livro, recém publicado “Podemos dizer adeus mais de uma vez” ele se concentra na preparação para morte, depois de ter tido uma vida produtiva e amorosa, duas décadas após a primeira operação.
Nem tudo que ele propõe como prevenção ao câncer será aceito com facilidade, sobretudo no capítulo da alimentação, em que condena até o pão com farinha branca.
Mas o sentido geral de seu livro é muito interessante. Em primeiro lugar por mostrar que o diagnóstico de câncer, mesmo em regiões complexas como o cérebro não significa uma condenação à morte.
E também como a mudança de estilo de vida não só previne a doença como prolonga a vida. O segredo está em estudar a experiência de David e extrair dela algumas conclusões que possam orientar campanhas educativas.
Todos têm no organismo um câncer à espreita, uma possibilidade de que as células se desenvolvam desordenadamente. Nem sempre a prevenção evita, pois conheço inúmeros casos da doença de não fumantes com vida equilibrada.
Nem por isso, os cuidados devem ser subestimados. O problema com as sugestões de David é que são muito facilmente colocadas no escaninho da vida alternativa, dos bicho grilos etc. E por causa disso, rejeitadas.
Isso não impede que seus ensinamentos sejam utilizados parcialmente. A supressão do tabaco hoje já um consenso. Também é um consenso o combate ao stress, através de um equilíbrio entre trabalho e repouso, com a ajuda da música e da meditação.
O debate sobre a alimentação, como foi o debate sobre o tabaco no passado, ainda produz muitas divergências. O princípio deve ser sempre o da liberdade individual de escolha.
Mas não custa nada avançar nos estudos, debater com franqueza e chegar a certas conclusões importantes, como se chegou no exame do uso da gordura trans e seus reflexos na saúde.
Em síntese, uma previsão como a do INCA, merece um debate em todos os níveis, do parlamento às escolas. Como fazer para evitar que se cumpra na totalidade, como prolongar com qualidade a vida dos já diagnosticados com câncer?
Um programa de trabalho que pode dar resultado na America Latina uma vez que, através do diagõstico nos líderes, o tema se transformou em preocupação popular.
Tags: Cristina Kirchner, Daniel Servan-Schreiber, INCA, prevenção
-“Sou cientista há 30 anos e nunca vi tantos acontecimentos climáticos extremos como em 2011”.
Quem diz isso ao New York Times, é o cientista Jefrrey Masters, editor do site Weather Underground. Ele falava principalmente dos Estados Unidos.
Mas o ano começou com uma tragédia em 11 de janeiro na serra fluminense, passou pelo tsunami no Japão, as grandes cheias na Tailândia e, agora, no Natal temporais com 1500 mortos nas Filipinas. O caso japonês além da gravidade do tsnunami houve, em consequência dele, a crise no nuclear com os problemas na usina de Fukushima.
Apesar dessa incidência de fatos extremos, nos Estados Unidos existe uma oposição ao avanço nas pesquisas.
Uma tentativa de reformulação do NOAA, que administra oceanos e atmosfera foi rejeitada pelos republicanos. Não era dispendiosa. Mas acharam, ao recusar, que Obama usaria as pesquisas para fazer propaganda do aquecimento global.
O Brasil deu um primeiro passo, criando um centro de monitoramento e alerta de desastres naturais, Cemaden. Funcionará, inicialmente, no INPE e já abriu a contratação de 75 ténicos.
Há uma esperança de que funcione plenamente em 2013. Mas existem fatores que não avançaram, como por exemplo, a proteção das encostas na serra fluminense, ou a precariedade das habitações em Angra, para mencionar dois lugares atingidos em 2011.
A defesa civil que se estruturou melhor em Santa Catarina, depois de grandes inundações, não seguiu o mesmo caminho no Rio, onde bombeiros e governo estadual entraram em rota de colisão e estão nela, até hoje.
Na Venezuela, as chuvas foram devastadoras em dezembro de 2010. Por causa da emergência, este ano, o presidente Hugo Chavez cancelou várias viagens ao exterior.
Desde 2008, discute-se na ONU a situação dos refugiados ambientais que estariam em torno de 28 milhões. Possívelmente, o tema deve voltar ao debate na Conferência do Rio, em 2012 .
Ele deve entrar não no capítulo do clima mas no da economia verde e erradicação da miséria.
Resta desejar que 2012 seja mais tranquilo, mas a intensidade da tempestade tropical nas Filipinas mostra que, para a natureza , mudanças no calendário não trazem grandes alterações.
Tags: Cemaden, Filipinas, Japão, NOAAA, Serra flumiense, Tailândia, Vnezuela
Nas primeiras levas de haitianos na Amazônia, fui para Brasileia, no Acre, cobrir o movimento. Já são mais de 900 no Acre e continuam chegando.
Os haitianos em busca de melhores dias chegam também por Tabatinga, no Amazonas. Difícil calcular seu numero, mas anda em torno de 3000.
Será que os haitianos continuarão a deixar o país no mesmo ritmo? Ontem, 46 morreram afogados em Cuba, tentando escapar da miséria de Porto Príncipe.
No entanto, há uma esperança no ar. O Brasil que garantiu a segurança nos dias mais difíceis pode abrir também o caminho para uma retomada econômica no Haiti.
O New York Times publica uma reportagem nesse Natal mostrando que os haitianos estão buscando as regiões rurais do pais, estimulados por uma política de descentralização do governo.
Alguns estão cheios de esperança pois podem plantar e escapar da fome que domina as regiões urbanas.
FAO, o órgão de alimentos e agricultura da ONU, está contribuindo na campanha e pediu US54 milhões para realizar o trabalho. Cerca de 600 mil haitianos estão dispostos a ir para o campo.
O Brasil já deu US$2 milhões, assim como sementes e cursos para os lavradores haitianos. A própria Monsanto enviou sementes transgênicas, provocando alguns protestos.
Mas o haitianos estão sendo ajudados também por grupos de esquerda, como a Via Campesina brasileira que faz cursos e doa sementes.
De todas as iniciativas realizadas até agora, a decisão de mandar gente para o campo e ajudar a plantar alimentos parece ser a mais promissora.
O Brasil tem tido um papel de destaque mas nem sempre o mundo responde com rapidez aos apelos da ONU. Para nós, o movimento é estratégico pois além de fixar os haitianos em seu pais resolve dois problemas de uma vez: a fome e imigração clandestina.
Veja o Diário Visual X – Haitianos no Brasil
Tags: FAO, Monsanto, Via Campesina
Se você combinar dois textos surgidos agora, verá que a perspectiva da Copa do Mundo não é das mais animadoras para muita gente.
O primeiro desses textos, é um dossiê lançado pela Articulação Nacional das Comitês Populares da Copa. Nele, há inúmeras denúncias contra desrespeito ao direito dos moradores e a informação de que cerca de 170 mil pessoas serão deslocadas pelas obras da Copa e Olímpiadas.
O outro trabalho, assinado por Andrew Jennings, da BBC, publicado aqui no Estadão, reafirma as denúncias contra os dirigentes da FIFA, aponta brasileiros envolvidos termina desejando boa sorte ao país que vai sediar Copa e Olímpiadas.
Tudo indica que esse tema sobe para o topo da agenda em 2012. No prinícipio do ano, será votada a Lei Geral da Copa, na qual a FIFA espera que o país a recompense pelos eventuais prejuízos. Será mais um debate. Quando alguns estádios ficarem prontos e forem passados, sem custos, para a iniciativa privada, será outro debate. Enfim, o jogo duro começa com dois anos de antecedência.
Tags: Andrew Jenning, IPPUR, olimpiadas, Remocões
O mundo tumultuado de 2011 não viveu apenas a Primavera Árabe. Os protestos chegaram ao centro financeiro do planeta, Wall Street, e , agora no apagar das luzes, foram mais intensos em Moscou.
Em cada país, um motivo levou as multidões às ruas. Emergentes como Brasil, China e Índia, escaparam parcialmente.
O movimento anticorrupção na Índia mobilizou milhões de pessoas. A China viveu protestos isolados em áreas de crescimento industrial e problemas de direitos humanos que transcendem às suas fronteiras.
A prisão do artista Ai Wei Wei foi um dos casos mais impressionantes não só porque despertou solidariedade no mundo capitalista. Centenas de chineses mandaram dinheiro para que o artista pudesse pagar sua multa.
Crescem também as tentativas de visita ao advogado cego Chen Guangchen, confinado por sua luta contra a esterilização forçada e o aborto.
Na Índia, o movimento liderado pelo ativista Anna Hazare, chegou a balançar o governo porque defendia, precisamente, que o primeiro-ministro e outros auxiliares também podem ser investigados.
Pode ser que os movimentos do mundo não estejam certos na totalidade de sua proposta. Mas revelam uma insatisfação com a injustiça e a desigualdade.
Na América do Sul, hoje dominada em grande parte, por governos que se dizem populares e democráticos, houve um avanço no cerco à liberdade de imprensa, mas também grandes advertências populares, como a dos indios que se opunham à construção de uma estrada na Amazônia boliviana.
Dificuldades históricas não costumam desaparecer com os feriados de Natal e Ano Novo. Portanto, 2012 vem aí cheio de possibilidades e surpresas.
O grande desejo de passagem de ano é de que os acontecimentos extremos na natureza, temporais e tsunamis, deem uma trégua. Após as tragédias de 2011, ainda não completamos o dever de casa. De um ponto de vista mais amplo, isso ficará claro nos debates da Rio+20, em junho.
Tags: Anna Hazare, Ocupem Wall Street, Primavera Árabe, Rússia
Hoje não é dia de longos textos. Constatei que a maior parte dos balanços anuais se concentrou na Primavera Árabe.
Newsweek apresenta uma capa enfatizando o “mundo louco”, com uma foto em preto e branco de Paolo Pellegrin.
Mas o texto de Christopher Dickey destacando a juventude no mundo árabe(metade da população do Egito tem menos de 25 anos, metade menos de 22 na Síria e a idade média no Yemen é de 18) acaba revelando uma revolta inteligível.
Alem da juventude, destaca-se também a conectividade. Numa pesquisa feita pela Universidade Maryland, já em 2009, 80 por cento dos entrevistados se informava sobre o mundo através da televisão e 58 por cento via Al Jazeera.
Cerca de 27 por cento dos internautas só tiveram contato com a internet no ano passado.
Juventude conectada por si própria não muda o mundo. A espanhola, por exemplo, alem de estar bem informada não tem empregos. Produziu o movimento dos indignados.
Os regimes políticos ditatoriais ficaram muito velhos, de repente. E o preço dos alimentos não parou de subir.
Como disse, hoje não é dia de muito texto.Desejo um feliz Natal para todos.
Antes que o ano termine, encerro também essas considerações sobre 2011.
Com a aceitação pelos aeronautas da proposta de aumento de 6,50% em seus salários a greve nos aeroportos não chegou a acontecer.
Como os aeroviárias, os que trabalham em terra, não tinham ainda aceitado nenhuma proposta mais ampla, tentaram fazer a greve sozinhos.
O Sindicato Nacional dos Aeroviários tem sede no Rio resolveu iniciar a paralisação na tarde de ontem, mas a Infraero abriu alguns portões para os que queriam trabalhar.
O resultado foi um atraso em 24 por cento nos voos. É um atraso menor do que no ano passado. Não foi o caos esperado.
Quem viaja e está cansado não costuma fazer comparações com o ano anterior. É o presente que interessa.
Véspera de Natal não é um período para greves. Mas, nesse momento, os sindicatos se sentem mais fortes.
Examinando as reivindicações , vê-se que não têm nada de extraordinário. Queriam 7% de aumento médio, obtiveram 6,50%. O pessoal de terra conseguiu ampliar o piso de R$1 mil para R$1.100.
Numa aviação que cresce em ritmo superior ao crescimento da própria infraestrutura, há duas razões fortes para desejar um aumento justo para os que trabalham no setor. Uma delas é o lucro das empresas; a outra, é a sobrecarga de trabalho provocada por um crescimento desordenado.
Uma questão dessas precisa ser decidida durante o ano, ainda que a data para o acordo seja em dezembro.
Atrasos nos voos costumam acontecer ao longo do ano, por vários motivos. O melhor caminho é discutir revisões salariais procurando estabelecer uma solidariedade entre os sofrem com as condições de trabalho e os passageiros, que também vivem suas dificuldades durante todo o ano.
Vou esperar, no Galeão, uma criança de um ano que viaja com a mãe. Como ela, quantas crianças não estão se deslocando hoje?
Os sindicatos têm sua dinâmica própria, mas as greves triunfam mais pela simpatia política que despertam do que pelo transtorno que causam. Os aeronautas e aeroviários têm suas famílias e, nesse momento, é importante pensar nelas e criar um novo roteiro de negociações em 2012.
Tags: aeronautas, aeroviários, atrasos de voo, greves, infraestrutura
O verão chegou para valer. Rondamos os 37 graus e é o primeiro dia. As previsões não são sombrias. Haverá muitas chuvas e poucos temporais.
Mesmo com poucos temporais, estamos vulneráveis. Mas isso é apenas um aspecto da estação.
Para quem tem férias longas, o verão é a grande época. Para quem precisa seguir trabahando, nem tanto.
Nesse ano, a greve dos aeroviários é uma advertência para o período. Em alguns aeroportos, como o de Brasília e São Paulo há atrasos.
É uma escolha dramática, fazer greve nessa época do ano, dificultando o encontro das pessoas queridas.
A greve deve acontecer a partir de 23h no Galeão. Passarei uma parte do dia por lá, para esperar gente e ver o alcance do movimento.
Os indices de remoção de pessoas em áreas perigosas são baixos. Pouco mais de 10 por cento na cidade do Rio.
O dados sobre a distribuição das favelas no Brasil mostraram uma grande concentração de moradias precárias em Angra dos Reis. E a maioria esmagadora delas em morros.
A serra fluminense e a região de Angra são dois focos de trabalho no verão. Paradoxalmente, dois lugares para onde vão as pessoas em férias.
Há muitos outros pontos perigosos no Brasil e, este ano, as chuvas parecem ter sido mais intensas em Minas Gerais, onde várias cidades entraram em alerta.
Vamos contar com chuvas esparsas , como prometem as previsões. E que todos se divirtam como esse cachorro Fidel, que adora uma água tranquila.
Tags: aeroviários, angra dos reis, defesa civil, serra fluminense
2011