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Felipe Machado

13.setembro.2010 13:55:38

Você é responsável por seus atos

capa Esquire

capa Esquire

A modelo israelense Bar Refaeli é namorada de Leonardo DiCaprio, portanto não é responsabilidade minha. Infelizmente

Você é responsável por seus atos.

Eu sei, eu sei. Você já ouviu essa frase milhões de vezes. E não, não estou te tratando como criança. Desculpe se deu essa impressão.

Não adianta ficar bravo e dizer que você não tem mais idade para ouvir esse tipo de coisa. Isso não é bronca e nem tem nada a ver com a sua idade. Isso é apenas um toque da sua consciência falando com você por meio de uma coluna de jornal.

Como sua consciência, tenho observado você há muitos anos. Fazia tempo que eu queria falar com você, mas a oportunidade não aparecia. Estou feliz porque chegou a hora de pensar nas coisas que você já fez, para o bem e para o mal. E lembrar que você é responsável por elas.

As religiões adoram fazer o papel que estou fazendo, mas infelizmente elas atribuem ao comportamento humano um tipo de culpa totalmente desnecessário e polêmico demais para ser discutido aqui. Não quero que você se sinta culpado, não é essa a ideia. Quero que você se sinta responsável.

Quando a gente ouve a palavra ‘responsabilidade’, pensa logo que fez alguma coisa errada. Ou lembra de alguma coisa que não fez, mas que deveria ter feito. Isso tem a ver com responsabilidade, mas vamos com calma. As coisas boas que você faz também são responsabilidade sua. O jeito com que você trata sua família, a maneira como você se comporta no trabalho. Responsabilidades totalmente suas. O amor que você compartilha… só depende de você.

A sua personalidade existe e é exatamente desse jeito graças à atitude que você toma diante das situações.

Quando você era criança, sua família tomava as decisões por você. Era fácil, não? Você não precisava decidir se queria tomar banho antes do jantar. Você podia até odiar, mas não tinha nenhum poder de decisão sobre aquilo. No máximo, seu poder de decisão estava restrito às brincadeiras: quero brincar de esconde-esconde, quero andar de bicicleta.

Com o tempo, as decisões passaram a ser um pouco mais complexas. Lembra quando você não estudava, tirava zero na prova e levava bronca? Pois é. E lembra quando você colava na prova? Quando a professora não via, ótimo. Mas, quando via, você também tirava zero. E levava mais bronca ainda.

Ou seja, dependia de você. E olha que legal: você aprendeu a ser responsável por seus atos. Pois aqui vai um aviso: nada disso mudou.

No fundo, todo mundo sabe o que é certo e errado. Você pode até fazer algo errado, mas saiba que terá consequências. Mesmo as coisas certas têm consequências. O importante é saber que, para o bem ou para o mal, você é o responsável por seus atos.

comentários (20) | comente

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20 Comentários Comente também
  • 13/09/2010 - 15:55
    Enviado por: Lia

    Felipe,
    Sempre leio seus artigos e adoro a maneira com escreve.
    Parabéns pelo artigo “Responsabilidade e Culpa”.
    abraços
    Lia

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  • 13/09/2010 - 17:14
    Enviado por: Sílvia Batista

    Que isso Felipe? Será a crise dos 40? Senti cheiro de desabafo nesse post.

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    • 13/09/2010 - 17:39
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Sílvia,

      um amigo meu perguntou se era recado para alguém. A resposta é: não. Mas crise dos 40, aí pode ser… :-) Bjs, F.

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  • 13/09/2010 - 19:05
    Enviado por: murillo

    Kra sensacional!! adorei…

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  • 13/09/2010 - 19:28
    Enviado por: Anita

    Parabéns pelo texto, Felipe. Uma coisa que uma amiga minha sempre dizia e que eu concordo é que nós sempre temos consciência dos nossos atos. Sabemos muito bem quando fazemos algo certo e mais ainda quando fazemos algo de errado – só que hoje em dia o ser humano tem a sua disposição milhares de opções para se redimir, se justificar, se auto compadecer, ou simplesmente fingir que nada aconteceu, virando as costas e indo embora tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
    Ainda mais aqui no Brasil, onde assistimos a todos os dias muitos marmanjos que há muito tempo saíram das fraldas dizendo que não sabiam de nada, ou dando desculpas esdrúxulas para as barbaridades de todo tipo que cometem, em casa, na rua, no trabalho ou seja lá onde for. É estarrecedor ver como as pessoas hoje têm sempre uma desculpa para não assumir o que fazem, culpando a tudo e a todos pelos seus atos, e depois, claro, pelas consequências desastrosas dos mesmos.

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    • 13/09/2010 - 18:15
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Anita,

      obrigado pelo comentário. Você está super certa. E é incrível como a palavra ‘responsabilidade’ evoca sentimentos diferentes de pessoa para pessoa… Bjs, F.

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  • 14/09/2010 - 00:09
    Enviado por: suerly gonçalves veloso

    Na verdade, Felipe, ninguém é lá muito responsável por seus atos. Exigiria muito capacidade de cada. A unica coisa que a sociedade pode fazer é punir até certo meio. Após o meio é uma esculhambação só. Observe as ciências. Elas negam essa perfeição.

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  • 14/09/2010 - 00:19
    Enviado por: suerly gonçalves veloso

    Responsável quer dizer que responde ao estabelecido. Vejamos -Não sei o que faço,
    Não tenho mais idade de aço,
    Já sinto cansaço,
    Vivo de pirraça,
    Mas gostaria de encontrar essa poetisa,
    Pode ser numa praça,
    Na cama,
    Numa escaramuça,
    Numa arruaça.

    Se os preceitos do alcorão não a ameaça,
    Nem a mim aborrecem de graça,
    Alá não tem vidraça,
    E deve achar toda essa invenção de homens uma Santa Graça.

    Não tem graça,
    Que ele tenha criado a mulher com tanta atração,
    O homem um comilão,
    Queira despejar os filhos de Eva,
    Talvez de Adão.
    Tenho dúvidas,
    Pois talvez ali já houvesse o perdão,
    O cinismo não tinha plantão,
    O incesto era atração,
    Quem nunca sentiu atração pela prima,
    A não ser que suas energias sublime,
    Pois transgredir a lei sempre foi uma condição,
    Humana,
    De batina ou
    A paisana,
    Por isso fico com o poeta,
    Que novamente meu coração engana,
    Deixa meus hormônios em chama,
    Pois o que é o amor,
    Senão o próprio prana?

    Apenas corrijo o nome da poeta,
    Para esclarecer aos penetras,
    Que ela é o símbolo da mulher atleta,
    Deixou de brincar de boneca,
    De joumana,
    Passa a
    Jodivina,
    Que significa ave de rapina,
    (no amor rouba os corações),
    Pois, por ser menina,
    Tem sexualidade,
    Como qualquer menina,
    E poderá ajudar o seu mundo,
    Ainda que a reprimam.

    Suerly Gonçalves Veloso
    sugonl@uol.com.br

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  • 14/09/2010 - 01:32
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    adoraria fazer cópias do seu texto bem ampliado, digamos,100mx100m e espalhar por Brasília, onde responsabilidade parece mesmo que não existe.
    E gostaria também de espalhar este seu texto ampliadíssimo para todos os eleitores do Brasil, já que o voto representa, antes de mais nada, um ato de total responsabilidade.
    No entanto, como o seu texto é muito legal, na mesma hora, desviei meu pensamento e me lembrei do grilo falante. Pode?
    Claro que pode: na história do Pinóquio, ele não é a consciência?
    Você tem razão: somos também responsáveis pelas boas coisas que fazemos.
    Ótimo trabalho!

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  • 15/09/2010 - 21:40
    Enviado por: Glúon

    .
    ____________________
    .
    Entreouvindo no elevador
    .
    _____________________
    .
    - Por que um post perguntando se você é responsável por seus atos?
    - Será a crise dos 40?
    - Aí pode até ser…
    - Ou quem sabe não acabou de assistir “Nosso Lar”, né?
    .
    _________________________________________
    .

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  • 16/09/2010 - 16:20
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Esse tal sentimento de culpa é comum nas religiões messiânicas.

    Eu particularmente acho que uma pessoa que faz os ebós direitinho não tem com o que se preocupar.

    “Não sou eu quem me navega,
    quem me navega é o mar.”
    - – - Paulinho da Viola – - -

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  • 17/09/2010 - 09:47
    Enviado por: tati

    Felipe,

    Crise aos 40 não né? A vida não começa aos 40? ;)
    ‘Pelamordedeus’ diga que sim porque em 7 anos chegarei nos ”enta’ rsrsrsrs

    Este negócio de responsabilidades, decisões, realmente são coisas muito particulares…Queria eu ter nascido uma ‘aberração da natureza’ para decidir as coisas por mim mesma o quanto antes… Algumas decisões mesmo tomadas de boa fé por pessoas que amam a gente nem sempre são as que a gente tomaria.

    Se tem uma coisa que penso é: jamais deixar que alguém decida por mim o que quer que seja, pois mais tarde a escolha que o outro fez por mim pode impactar de uma forma que não foi a que escolhi e então não poderei reclamar.

    Isto eu digo principalmente em relacionamentos, namoro, casamento (não sei pq ainda não fui casada mas enfim). Depositar expectativas e ‘suas’ escolhas na mão do outro podem causam grande estrago no futuro.

    Depois não vale culpar e vomitar em cima do outro todas as mágoas e ressentimentos pelas escolhas que você não fez.

    um bjão e ótimo final de semana pra vc!!!

    bjs.

    Tati

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    • 17/09/2010 - 11:53
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Tati,

      eu também não gosto de outros tomando decisões por mim… a responsabilidade é sempre nossa, né? E será que isso é crise dos 40? Tomara que não.
      :-)

      Bjs, bom fim de semana para você também!

      F.

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  • 17/09/2010 - 11:55
    Enviado por: Rodrigo Corrêa

    Bem, o que dizer?

    Esse negócio de crise de meia idade, crise aos 30, aos 40, p/ mim nada disso existe (será que é devido a eu não ter chego ainda aos 40?)

    Ano passado, meu ex-gerente estava com sua crise aos 30, mas sabe de uma coisa, “Você é responsável por seus atos”!

    Gosto dele e torço muito pelo seu sucesso, mas não depende de mim, e sim inteiramente dele!

    Recentemente fiz uma escolha, viver do meu sonho, da minha música e é minha responsabilidade levá-lo adiante e fazê-lo crescer cada vez mais.

    E quer saber de uma coisa…

    Sou a pessoa mais feliz do mundo, pois, sou inteiramente responsável pelo os meus atos e, pode demorar um dia, um mês, um ano ou uma década, mas tudo o que você faz eco a no universo, então, fique tranqüilo, o que é emitido, se tem de volta!

    Hugs man!

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  • 18/09/2010 - 07:34
    Enviado por: Rogério

    A mulher da capa é um exemplo vivo de que responsabilidade é algo relativo e subjetivo.
    Por uma mulher dessas alguns caras ditos responsáveis poderiam até largar a família heheheh.
    Tudo depende das circunstâncias, é possível ser irresponsável e ao mesmo tempo estar sendo coerente com sua própria natureza o seu “eu” real que permanece muitas vezes escondido do “mundo responsável” ora por ser agressivo, ora louco, ora obsceno, pesado demais para permanecer dentre da “normalidade” de um determinado grupo. Por isso relaxe e não encane com algo tão relativo.

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  • 19/09/2010 - 19:51
    Enviado por: suerly gonçalves veloso

    Não. Responsabilidade não é algo relativo nem subjetivo. Afora surpresa de Bertrand Russell ao comparar o homem responsável e o não, não há subjetividade em responsabilidade. Pode haver justificativas. Encontradas no alcoolismo, na droga, em doenças. Nunca nos loucos. Os loucos por definição estariam fora do universo das regras de condutas. Assim mesmo há acirrados pontos-de-vista sobre o que seria loucura. Nem sempre exclui a culpabilidade. E não encontramos muitas estórias de desregramento de loucos. Mas encontramos historias de filhos criados sem limites, que se drogam, estupram (geralmente indefesas), e dilapidam o patrimônio, normalmente mal ganho pelos pais. O perigo se encontra entre os normais. Ver o Alienista ao contrário.

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    • 19/09/2010 - 20:22
      Enviado por: suerly gonçalves veloso

      Minha mãe nasceu pobre. Foi criada na pobreza. Tinha índole artística. Era poeta. Um tio rico investiu em sua educação na melhor escola da época. Tornou-se professora. Contribuiu para a sociedade. Escreveu hinos, sambas, melodias e poesias para alegrar a terra. Portanto cumpriu tudo que um ser humano pode e como eu e você não escolhemos nascer na terra, mas apenas submeteu-se a regras e as respondeu “com responsabilidade.” Uma sociedade de homens normais idealizou a morte do seu marido. Após espúrias ações cinematográficas a que uma mente sensível não deveria se submeter na sua sociedade de normais, se tornou viúva durante 37 anos, correndo verdadeira saga para novamente responder as normas, educando seus filhos. Protegendo-os. Lutava sozinha. Tinha um escore mental com a consciência da barbaridade humana. Exigiu-me certa época quando em visita que afugentasse ébrio idolatrando os passeios de sua morada. Era o quanto bastava de ações bastardas escolhidas pelos covardes. Poderia no meio de homens normais ter fincado uma boa facada nas tripas de cada um desses sujeitos históricos e ditos normais. E o homem calcula entre suas ações e o que lhes proibiram para dizer que são boas pessoas ou por medo da cadeia.

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    • 20/09/2010 - 11:51
      Enviado por: GUILHERME CIMINO

      QUEM PERGUNTOU?!

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    • 21/09/2010 - 03:22
      Enviado por: Helô

      Nossa, Suely,
      li de cima pra baixo, de baixo pra cima e não entendi nada!
      Mas, tudo bem.
      Cada um deve ser responsável por seus atos.
      E por seus escritos…
      Não se aflija.

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  • 21/09/2010 - 09:54
    Enviado por: suerly gonçalves veloso

    Obrigado, Helô, pela intervenção. Gosto muito dos seus comentários. Meu email é publico, subsistindo dúvidas. Abrs.

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