ir para o conteúdo
 • 

Felipe Machado

07.abril.2011 20:14:46

Vivemos na Era da Fragilidade

A atriz Kerri Russell é tão bonita que eu gostaria de conhecê-la, mesmo se fosse para ter um relacionamento… frágil. Foto: Evan Agostini/AP Photo

Não é de hoje que as pessoas tentam classificar os tempos em que vivem. Era de Ouro, Era de Aquário, Era sei-lá-do-quê. As épocas são compostas por várias características, mas alguma sempre salta aos olhos de quem se dispõe a analisá-las.

Eu acredito que vivemos na Era da Fragilidade.

Essa fragilidade certamente não é dos governos ou das instituições oficiais, embora muitas delas tenham solidez de uma geleia. Esta é a Era da Fragilidade das relações.

Não é à toa que redes sociais como Facebook e Twitter sejam tão populares. É mais confortável trocar ideias virtuais do que reais, já que pela internet só nos relacionamos com quem pensa igual à gente. E, se por acaso alguém ousar discordar, basta desligar o computador.

Isso não é uma crítica às redes sociais – seria como atirar no mensageiro –, que são apenas o reflexo dessa fragilidade das relações. É uma crítica a nós mesmos, que deixamos a correria alucinada do mundo ditar o ritmo de nossas vidas. Ninguém tem mais paciência para nada, ninguém tem tempo para perder com nada: nem com o que é importante.

Importante? Existe algo importante hoje em dia? Algo que consiga atrair nossa atenção por mais de dez minutos, sem que a gente dê uma olhadinha de leve para ver se chegou alguma mensagem pelo celular? E existe alguém que nunca falou no celular enquanto dirigia? “Ah, mas era urgente”. Claro que sim. Tudo é urgente – até as coisas que não são urgentes.

Nossas relações são frágeis até no nível mais íntimo, como prova uma historinha que ouvi de um amigo. Ele conheceu uma garota, a convidou para jantar. Restaurante chique, tudo muito bem. A conversa estava ótima, muitos interesses e amigos em comum. Até que ele, em um momento descontraído, fez um comentário X sobre um assunto qualquer. Nada de mais, mas ela não gostou.

Foi o suficiente para estragar a noite. E um futuro que poderia estar começando desapareceu em cinco ou seis palavras. Tudo o que veio antes foi jogado fora junto com as sobras dos pratos.

Uma simples frase apagou a ótima conversa, os interesses e amigos em comum. Simples assim. Por quê? Porque não há tempo para uma segunda chance. Como é que uma relação vai nascer se não dermos espaço para isso acontecer? Se a ligação entre duas pessoas não sobrevive a uma simples frase, como pode virar algo a mais?
Deixa-se de amar por nada. Mata-se por nada. Vive-se para nada. Por que tanta ansiedade? Quem disse que o que virá depois é melhor do que o que está aqui? O importante é aproveitar o momento. Afinal, entre o ‘antes’ e o ‘depois’, a única coisa verdadeiramente real é o ‘agora’.

comentários (29) | comente

  • A + A -
29 Comentários Comente também
  • 07/04/2011 - 20:29
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Felipe.

    É complicado passarmos por cima daquilo que cremos e fazemos acontecer. Nesse caso especificamente, afastamos os “indesejados”. Na realidade em muitos casos, é puro egoísmo nosso.
    Viva a adversidade, mas desde que ela seja do nosso jeito…..
    Assim caminha a humanidade….já ouvi isso antes…..

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/04/2011 - 23:41
    Enviado por: sindrominha

    Felipe:
    Convido você a conhecer o meu blog de textos, acredito que vai gostar, obrigado, abraço. Até mais.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/04/2011 - 13:20
    Enviado por: Lizandra

    Fe,
    Li essa última frase: “Afinal, entre o ‘antes’ e o ‘depois’, a única coisa verdadeiramente real é o ‘agora’.” Automaticamente o Ozzy me veio a cabeça, no último CD ele tem a faixa “Life won’t wait for you”… Temos que viver o agora pois é o melhor que a vida nos oferece.

    beijos

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/04/2011 - 13:25
    Enviado por: Beatlemaníaco

    Felipe, talvez ao termo fragilidade pudéssemos acrescentar descartável (descartabilidade) e impermanência. É impressionante a velocidade -tanto para o começo como para o fim- dos relacionamentos e coisas que gostamos e desgostamos hoje em dia. Conhece-se uma pessoa, e, se há uma pequena afinidade, já se diz que “parece que a conhecia há anos”. A mesma pessoa, dias depois, se você diz (ou se ela diz, tanto faz, pois é um caminho de mão dupla) algo que a contrarie, já desaparece, bloqueia seu msn, não é mais nada do que inicialmente ambos achavam um do outro etc.

    Um dos pontos mais críticos dessa rapidez nos relacionamentos é que grande parte das pessoas procuram apenas seus iguais, isto é, pessoas que pensem como elas pensam, que gostem das mesmas coisas, que falem apenas o que elas desejam ouvir. Ora, mas então se está apenas procurando um espelho, e não um ser humano que, muitas vezes, através da contradição ou mesmo do atrito, fará você crescer.

    Pode ser que minha percepção esteja errada, mas, ao longo dos anos, percebi que as relações que podem se tornar duradouras passam pelas seguintes fases: primeiro você conhece a pessoa e se entusiasma com ela (e vice-versa). Depois, quando passa a conviver um pouco mais, começa a perceber os defeitos dela (e ela os seus). Essa em geral é a etapa da ruptura ou dos ajustes. Se consegue fazer os devidos ajustes e observar o outro não como você acha que deveria ser, mas como ele/ela é, existe grande possibilidade de as coisas seguirem em frente. Se não, acaba mesmo por aí -o que me parece que hoje é o mais comum-, principalmente quando o outro não comunga do espírito de “tribo”, que descrevi mais acima. (Particularmente, creio que só depois que superamos a fase ‘emotiva’ ou ‘emocional’ dos relacionamentos, é que as coisas começam mesma a ganhar consistência.)

    Certa vez, atendi uma cliente, que, após o primeiro contato, me mandava beijos por email, brincava comigo etc. etc. Eu sou, como se diz, “mais na minha”. Mantenho sempre postura de neutralidade, sem excessos ou intimidades, quando vejo que não existe motivo para tal. Chegou o dia em que fui entregar a ela o produto que ela comprou conosco. Ela, como das outras vezes, se comportava da mesma maneira: (aparentemente) brincalhona, alegre etc. Então, num dado momento, fiz um comentário em tom de brincadeira, mas suave. No ato, a mulher fechou a cara e, a partir daí, a única coisa a fazer era retirar-se. Como ela já tinha pago, pelo menos o negócio não foi desfeito (hehe). Mas foi curioso por retratar esse caráter volúvel, de mão única, que muitas vezes uma pessoa pode demonstrar: ela pode falar e fazer tudo, mas ai de você se não atende suas expectativas ou se não é um espelho da conduta que ela/ele acha correto. E o fato de uma relação ser comercial não aumenta nem diminui nada, porque no âmbito das relações pessoais e afetivas, vejo que as coisas podem ser muito parecidas.

    Por isso, meu caro Felipe, como é mesmo que diz aquela música do Herbert Viana?

    “E cada segundo, cada momento, cada instante
    É quase eterno, passa devagar
    Se o seu mundo for o mundo inteiro
    Sua vida, seu amor, seu lar
    Cuide tudo que for verdadeiro
    Deixe tudo que não for passar
    Palavras duras em voz de veludo
    E tudo muda, adeus velho mundo
    Há um segundo tudo estava em paz

    Cuide bem do seu amor
    Seja quem for…”

    http://www.kboing.com.br/paralamas-do-sucesso/1-90263/

    P.S. – Para você ver como nem tudo são fragilidades nesse mundo de tantas opções, Felipe, conheci a Camila através de seu blog há quatro anos, e desde então estamos juntos. Agora só temos mais uma etapa a cumprir antes da eternidade: o casamento (hahahaha).

    Beatles e Oasis forever

    responder este comentário denunciar abuso

    • 09/04/2011 - 18:06
      Enviado por: Camila

      Descartabilidade é o termo que melhor define mesmo a relação entre as pessoas hoje em dia. É uma verdadeira “coisificação” dos relacionamentos; as pessoas tratam-se como objetos que servem exclusivamente para satisfação pessoal e que, no primeiro sinal de descontentamento, são deixados de lado e abrem espaço para outro preencher o espaço vazio.

      Na verdade – e nestes casos -, não existe um sentimento de verdade, apenas a necessidade de suprir desejos e anseios efêmeros, que, no final, não levam nada a lugar nenhum. Não existe a preocupação real com o outro, um desejo legítimo de se criar um relacionamento estável, verdadeiro e duradouro.

      A descartabilidade nos relacionamentos está ligada às fases que vc bem citou em seu comentário: hoje o tempo é escasso, há pressa para tudo, e cumprir etapas é, muitas vezes, demorado. As pessoas, sempre com receio de ficar para trás, querem tudo rápido, sempre à mão, e assim acabam transformando tudo em suas vidas num verdadeiro ciclo de “usa e joga fora” desenfreado. Afinal, o que é o tal “ficar”, antes restrito aos adolescentes, e hj prática adotada por todas as faixas etárias?

      E como diz a música: “assim caminha a humanidade…” Hoje ficaria melhor de outra forma: “e assim se desencaminha a humanidade…”.

      P.S.: É verdade, há 4 anos partimos daqui, deste espaço, a cumprir as etapas dos relacionamentos!

      responder este comentário denunciar abuso
    • 09/04/2011 - 18:21
      Enviado por: Camila

      *Correção

      P.S.: É verdade, há 4 anos começamos aqui, deste espaço, a cumprir as etapas dos relacionamentos! Rumo à derradeira, rs!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 08/04/2011 - 13:30
    Enviado por: Marcos Rodrigues

    Boa tarde, Felipe! Coincidentemente cliquei na tag “Viper” ali do lado, apareceu um texto de 8 de abril do ano passado, falando dos 25 anos do Viper, como bom fã que sou vim lhe parabenizar pelos 26 anos de carreira.
    Abraço!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/04/2011 - 09:15
    Enviado por: Sally Charlesworth

    Fragilidade poderia ser tambem a falta de responsabilidade ou interesse em assumir compromissos serios???

    OBS:Camila me desculpe:
    Beatlemaníaco …VOCÊ É MARAVILHOSO!!!!
    quer vir pra londres ser o meu amor???…

    Estou sempre no blog “pelo mundo” – Adriana Carranca, aparece por lá

    bjuuuuuuuuuuuuusss…..

    responder este comentário denunciar abuso

    • 11/04/2011 - 16:35
      Enviado por: tati

      ‘Fragilidade poderia ser tambem a falta de responsabilidade ou interesse em assumir compromissos serios???’

      Acrescente incompetencia a lista.

      Perfeito Sally.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 09/04/2011 - 17:44
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    “Nada de novo sob o Sol.”

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/04/2011 - 18:41
    Enviado por: Glúon

    .
    ______________________
    .
    Como foi o comentário xis
    .
    ______________________
    .
    Ele: Será que há tempo para uma segunda chance?
    Ela: Não há…
    Ele: Como assim?
    Ela: Sabe, às vezes eu penso que gostaria de ser homem. Você não?
    .
    _______________________________
    .

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/04/2011 - 18:51
    Enviado por: Zé Augusto Aguiar

    Caro Felipe, ontem senti acontecer exatamente o que vc descreveu aqui. Após eu organizar um reencontro de turma de 8a. série (a gente não se via há quase 30 anos…), reencontrei uma antiga colega e acabamos percebendo muito em comum, especialmente a paixão pela música. Dois dias depois, ontem, ficamos juntos horas escutando e pirando em canções incríveis, com uma sintonia rara, mas durante essas horas percebi que ela se afastava para outro lugar, mesmo abraçados. Cara, “pra piorar”, a moça até canta, imagina o que é escutar My Hero do Foo Fighters em versão acústica na voz dela… Um pouquinho de coragem, dela, talvez, e poderíamos estar começando uma grande história, mas ela pareceu preferiu se proteger nas duas filhas (é separada, cuida das meninas) e talvez em algum julgamento precipitado que fez de mim. Bom, amigo, talvez possa abordar também como é duro conquistar mulheres separadas que têm filhos, parecem se fechar, ou esperar a boa e velha segurança que este jornalista e professor está distante de dar… Mas e a música, ela não devia ajudar a unir as pessoas? E o rock que eu e ela amamos, cantando os mesmos versos? Será que o amor a partir da música só é possível nos filmes de Hollywood?
    Puta abraço, de um cara que até bateu bola com você quando deixavam usar a quadra da Cásper Líbero, coisa rara!, muito tempo atrás
    Zé Augusto, infelizmente um cara cada vez mais igual à minha canção preferida, Here I Go Again, walk alone in the lonely street of dreams, Whitesnake.
    PS – Se puder dar uma luz sobre essa mulher, louca por Foo Fighters, dá um toque

    responder este comentário denunciar abuso

    • 11/04/2011 - 21:12
      Enviado por: Regina

      Você nem começou a conquistá-la, não pense em desistir. Antes de tirar conclusões precipitadas, como o fato de ela se proteger nas filhas ou fazer julgamentos sobre você, tente novamente! Quantas mulheres te fazem ou fizeram sentir assim antes???? Vai desperdiçar a chance?? Pense nisso e boa sorte!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 10/04/2011 - 19:14
    Enviado por: sheilla

    Oi Fêlipe,

    que coisa boa, nesse finalzinho de domingo, vendo o sol se por no velho madeira, poder ler seu blog e apesar do tema não versar sobre “nada de novo”, calar fundo…

    quem de nós não se pegou perdido quando findou uma relação que parecia estar indo bem, pelos motivos mais banais …

    enquanto isso parabéns pro Ezequiel e Camila…que o sol continue brilhando pra vocês…

    bjs.
    sheila

    responder este comentário denunciar abuso

  • 11/04/2011 - 09:31
    Enviado por: Monica

    Falei pra minha chefa na sexta…

    O que falta neste mundo é o fator humano!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 11/04/2011 - 11:38
    Enviado por: Carlah

    Mtoooo bom!, amei este post.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 11/04/2011 - 15:23
    Enviado por: Samantha

    Oi Felipe! Acompanho seu blog há algum tempo, mas é a primeira vez que posto.

    Essas suas “filosofadas” sobre a vida são ótimas. C. S. Lewis dizia que para ser um bom escritor não é necessário ter idéias mirabolantes, basta ter sensibilidade de ver o óbvio que as pessoas esqueceram de notar.

    Parabéns pelo sucesso!
    Beijos!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 11/04/2011 - 16:17
    Enviado por: Renata

    Felipe Machado, parabéns pelo texto!!! Perfeito, real, contemporâneo….
    Foi bom demais poder lê-lo, me ajudou bastante poder entender uma situação pela qual passei em alguns dias. Por incrível que pareça só hoje nos meus 33 anos pude experimentar essa sensação da “fragilidade”. É de fato tudo muito louco e surreal. Parece que as pessoas estão pirando e se fechando em seus mundinhos egocêntricos, voltados só para suas necessidades e desejos. É triste tudo isso. Pior ainda é essa falta de respeito de terminar as coisas por telefone… Meu Deus, cadê a dignidade do Ser Humano e o respeito pelas pessoas?!?!?! É, parece que estamos no fim do Mundo…. Fazer o quê?
    Abraços e mais uma vez obrigada de coração pelo texto escrito.
    Renata

    responder este comentário denunciar abuso

  • 11/04/2011 - 16:27
    Enviado por: tati

    ‘…É mais confortável trocar ideias virtuais do que reais, já que pela internet só nos relacionamos com quem pensa igual à gente. E, se por acaso alguém ousar discordar, basta desligar o computador.
    Deixa-se de amar por nada. Mata-se por nada. VIVE-SE PARA NADA. Por que tanta ansiedade? Quem disse que o que virá depois é melhor do que o que está aqui? O importante é aproveitar o momento. Afinal, entre o ‘antes’ e o ‘depois’, a única coisa verdadeiramente real é o ‘agora’…’

    Otimo texto Fe.
    Acho muito triste mesmo que as relacoes num ambito geral (nao so relacionamento amoroso) tenham chegado neste ponto. Tremendo vazio.
    Eu mesma acabei de passar por uma experiencia – se ‘e que deu tempo de chamar de experiencia (hahaha), foi quase uma vergonha alheia mesmo…
    ‘E um tal de morrer de amores a primeira vista…Chega a ser patetico…Eu que ja sou ‘tiazinha’ acompanho o amor fogo de palha passar e sorrio pra nao chorar.
    Serio, vergonha alheia mesmo.
    Mas uma coisa curiosa acontece comigo, nao sei com voce…
    Ao mesmo tempo que existem relacoes reais e virtuais vazias, tambem existem as virtuais que cultivo com carinho como as reais e concretas que tenho. E voce ‘e uma delas. Virtual somente por uma questao de localizacao por que pra mim ‘e mais real do que voce imagina! ;)
    bjs! bjs!
    Tati

    responder este comentário denunciar abuso

    • 11/04/2011 - 17:30
      Enviado por: Renata

      Passei por algo semelhante tb… Difícil, né? Como que alguém consegue ser tão falso assim? E nós, seres normais, é que dançamos e ficamos com essa sensação de vazio que vc disse… Triste demais!! Bem, fico aqui torcendo por vc e que dê uma próxima vez apareça alguém “normal” (a padrões antigos) na sua vida…. É o que torço para mim tb…
      Abç
      Renata

      responder este comentário denunciar abuso
    • 11/04/2011 - 22:48
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Tati,

      Também tenho grande carinho por você, principalmente pelos comentários sempre legais e pela participação aqui no ‘nosso’ blog.

      Super beijo, tome uma pint por nós!

      F.

      responder este comentário denunciar abuso
    • 12/04/2011 - 11:30
      Enviado por: tati

      Oi Renata,
      ‘E realmente chata a sensacao de ser ‘descartavel’ para algumas pessoas.

      Mas eu nao me julgo como ‘descartavel’ e portanto o ‘vazio’ e a ‘superficialidade ‘e do pobre coitado nao minha.

      Como disse eu observo o amor-fogo-de-palha e espero ele passar…
      Existem pessoas que nadam bem na superficie, talvez por medo de se afogar.
      Nao ‘e o meu caso eu nado muito bem e se tiver que me acompanhar este cara vai ter que ser um ‘as das piscinas rs.
      Tudo a seu tempo.
      O que tiver que ser ser’a, sem pressa.
      Boa sorte pra nos! bjs!

      obs. Obrigada Fe voce ‘e mesmo uma graça! Pode deixar que hoje a noite vou levantar um brinde a nossa amizade ‘virtual’ ;) bjs!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 12/04/2011 - 02:38
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    eu já havia percebido muitas mudanças, mas não tinha juntado todas elas.
    Somando tudo, o resultado final realmente define o que você chama de Era da Fragilidade.
    Mas, pelo que li aqui e por inúmeras pessoas que eu conheço, existem os que não querem se enquadrar nesta “era”. E não se enquadrarão jamais, apesar de tudo que você mencionou aqui…
    Tanto melhor: os iguais que são diferentes têm tudo para criar uma nova Era.
    Não ouso dar um nome a ela, mas que ela pode existir, isso pode. Com certeza.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 12/04/2011 - 09:48
      Enviado por: sheilla

      oi Helô,

      faz tempo que quero dizer olá e falar que fizestes um ótimo trabalho: tens um filho e tanto..ok..ok. aprimorastes matéria prima boa, mas de qq maneira deixastes muitas marcas!

      adoro e aguardo com ansiedade seus textos sobre o Rei…rss

      tb acredito numa “mistura” que está efervescendo entre diferentes que tem muitas coisas em comum – entre elas acreditar que as pessoas, o ser humano, ainda vale um investimento pesado..mesmo que seja pra decepcionar mais a frente..ce la vie..apesar de batido acredito no bordão: é melhor tentar e viver, do que viver sem tentar…
      sheilla

      responder este comentário denunciar abuso
  • 20/04/2011 - 10:00
    Enviado por: Katya

    Felipe,

    Se, e quando, tiver oportunidade leia “Amor Líquido”,do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Ele cunhou o termo “modernidade líquida” para defenir uma época volátil, fulgaz, dominada pela “liquidez” das coisas….

    Ele fala exatamente sobre isso que vocês expressou no post (muito bacana, por sinal): a fragilidade dos relacionamentos humanos e como nós, indivíduos pós-modernos, temos uma relação de “consumo” com o amor. Isto é, agimos com nossos relacionamentos assim como mercadorias que compramos no mercado: tão logo elas são consumidas, tornam-se descartáveis!

    É uma ótima leitura, acho que vc irá gostar!

    Abs., e parabéns pelo blog

    responder este comentário denunciar abuso

  • 25/04/2011 - 10:31
    Enviado por: Vinicius

    Parabéns pelo texto.
    Acho que não podemos exagerar discordando e nem nos cegar em uma opinião.
    Vivo passando por situações parecidas. Meu blog é cheio de história dessas.
    Mas fiquei curioso: o que ele falou para ela?

    Abraço

    responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário:

Arquivos

Blogs do Estadão