
Esta é para quem gosta de jazz: o trumpetista Terence Blanchard destruiu o Bourbon Street ontem à noite. Eu sabia que ele já havia tocado no lendário grupo Jazz Messengers (liderado pelo baterista Art Blakey) e que é o ‘trilheiro’ preferido do cineasta Spike Lee, então cheguei ao Bourbon, em Moema, com altas expectativas. Sempre fui um cara do rock, mas de uns tempos para cá comecei a ouvir muito jazz, a ponto de ficar obcecado pelo assunto. Acho que é a idade.
Ao chegar no Bourbon, prestei atenção (como sempre faço) no povo que frequenta shows de jazz. O público se divide em vários perfis: o velho careca de rabo-de-cavalo que fuma cigarrilhas cubanas e cita Rimbaud; a mulher superproduzida que acha que show de jazz é um bom lugar para arranjar marido; o jovem intelectual que devora os álbuns de Dizzy Gillespie e Charlie Parker e arrota arrogância na sala de aula da faculdade; e há, finalmente, os tipos (quase) normais que gostam de jazz e estavam lá para ver um supershow. Não vou nem dizer a qual categoria eu pertencia.
Você vê o grande jazzista pelo nível da banda que ele monta. Terence só convidou feras: o saxofonista Brice Winston (o sax tenor jogou um pouco para a platéia com riffs mais palatáveis e escalas um pouco previsíveis, mas detonou na balada inédita que vai estar no próximo disco do grupo), o baixista Derrick Hodge (brilhou nos momentos em que usava o instrumento de maneira mais percussiva, mas no resto da apresentação ficou um pouco apagado), o baterista Kendrick Scott (gênio, gênio!!!, o melhor em campo, ops, em palco) e o pianista Fábian Almazán (o cubano de mãos pequenas mostrou muito talento, apesar de o piano estar um pouco prejudicado pela house mix, ou seja, com o volume um pouco abaixo do resto da banda).
Terence Blanchard é um músico à parte. Ele sabe que é virtuoso, mas não abusa da velocidade o show inteiro. Detona apenas em alguns trechos, apenas para mostrar quem manda por ali. O bonito de ver um trumpetista genial é que ele expira a música de dentro do corpo, da alma, como alguém que se atira ladeira abaixo e breca no último minuto. Terence é de New Orleans, mas tocou intensamente como se fosse de Nova York. Seu fraseado é original e vibrante, até lembrando ecos dos grandes Miles Davis e Wynton Marsalis. Em alguns trechos, a música atingia níveis tão complexos e loucos que eu me lembrei do caos sonoro de ‘Bitche´s Brew’, obra-prima de Miles do início dos anos 70.
Saí de lá de queixo caído. E a noite ainda continuou numa divertida festa de aniversário no Loveland, cabaré pós-moderno na Vila Olímpia onde os vestidos can-can foram substituídos por jeans Diesel. No pequeno palco, uma banda de jazz com uma cantora interessante (visual pin-up, cheio de tatoos) e uma banda meio desanimada formada por velhos músicos. Eu devia ter ligado para o Terence Blanchard e convidado a fera para dar uma canja.
Atenção Furo de Reportagem
Urgente…
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode até o final do dia indicar o petista Zóião para novo Ministro da Agricultura em substituição ao deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR).
Zóião encontra-se em Brasilia-DF, hospedado na Granja do Torto a convite do Presidente.
JUSTIÇA ADIANTA SAÍDA TEMPORÁRIA DE PÁSCOA PARA PRESOS DE SP.
Os presos saírão entre hoje e sexta-feira(20/03), o comum seria que eles saissem entre 5 a 10 de abril.
Em 2006 cerca de 10 mil presos deixaram as unidades na páscoa sob custódia do Estado. O período coincidiu com a primeira série de ataques do PCC.
Cuidado os presos estão soltos…
PS. 8% dos presos que saem das prisões em feriados não
voltam para as unidades.
FELIPE SAIU UMA NOTICIA QUE ME CHAMOU ATENÇAO ACHO QUE UMA LISTA DEZ PERSONALIDADES MAIS EXCENTRICAS DA MPB E O ROBERTO CARLOS FOI A CAMPEÃO ESCREVA ALGO SOBRE ISSO,
Caramba, nenhum comentário sobre o show do Terence Blanchard!!!
Felipe, vc estava entre os que procuravam marido ali?
O jazz anda muito antiquado. Legal saber que um músico lembrou o Miles. É disso que o jazz precisa .
Eu hoje vou ver o Wilson Moreira na chopperia do Sesc Pompéia. Ele também vem com uma turma da pesada.
Legal, fiquei com muita vontade de ver o show
As grandes unanimidades do jazz sempre estão presentes no Bourbon, pena que é uma casa extremamente cara, limitando muitos que gostam desse estilo assitir as figuras mais importantes de terras norte-americanas em nosso país.Esses artistas deveriam se apresentar em lugares mais populares.Muito interessante a descrição do ambiente feita pelo Felipe Machado.Havia de tudo, menos apreciadores de jazz talvez.Infelizmente é a característica elitista desse gênero, tão combatida pela revista Jazz+ da qual sou leitor.
Felipe,
Realmente o jazz anda em baixa, veja os comentários sobre o mesmo e veja os inúmeros comentários sobre as bandas de rock.
Que jazz que nada!!!
esse final de semana eu curti o seper show dos Imortais reis do techno, do pop, da disco, da house e da dance music, os “Pet Shop Boys”…
foi otimo!!!
alguém foi???
bom dia!
ops!!!!
‘super’, eu quis dizer…
Blogueiros iranianos protestam contra o filme “300″
Protestos endossam veto do Irã à adaptação cinematográfica da HQ homônima
WASHINGTON – A comunidade iraniana nos Estados Unidos e no Canadá, entusiasta de petições e protestos online, está mobilizada contra o filme 300, em que o ator “Rodrigo Santoro” interpreta o imperador persa Xerxes.
O filme, que quebrou o recorde de bilheteria no mês de março nos Estados Unidos, é baseado na graphic novel de Frank Miller que reconta a batalha de Termópilas, liderada pelo rei espartano Leônidas e 300 dos melhores guerreiros de Esparta contra o exército gigantesco do imperador Xerxes, da Pérsia.
Mas, de acordo com os manifestantes online, o longa projeta uma imagem da Pérsia antiga “irresponsável” e “distorcida”. O longa já gerou protesto do governo do Irã, que afirmou que o filme é um ataque à cultura iraniana, mas a comunidade iraniana nos Estados Unidos e no Canadá tem feito protestos de destaque ainda maior contra o que chama de “ataque à cultura e à tradição”.
Blogueiros
Blogueiros iranianos iniciaram a campanha contra 300 uma semana antes de sua estréia nos Estados Unidos. Eles se dizem ofendidos pela forma com que os persas foram mostrados no filme e pela maneira com que a batalha de Termópilas foi narrada. O jornalista e blogueiro premiado Omid Memarian está entre estas vozes.
“(O filme) não apenas dá o resultado errado para batalhas, mas também deturpa brutalmente os persas e sua civilização. Infelizmente, pequena parte do currículo (escolar) dos Estados Unidos cobre história mundial e é muito fácil direcionar de forma errada o público a respeito de fatos históricos”, disse.
Memarian também teme pelo equilíbrio do filme. “Não nos esqueçamos que Ciro, o Grande, avô de Xerxes, escreveu o rascunho de uma declaração de direitos humanos em 539 a.C., libertando milhares de judeus da escravidão na Babilônia.”
O governo do Irã também protestou. Javad Shamqadri, conselheiro cultural do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, disse que o filme é uma “guerra psicológica” contra Teerã e seu povo, mas a cultura iraniana é forte o bastante para agüentar o ataque.
“Autoridades culturais americanas pensaram que poderiam ter satisfação mental saqueando o passado histórico do Irã e insultando esta civilização”, afirmou o conselheiro.
Imagem
Omid Memarian não está surpreso com a reação ao filme devido ao que chama de “cobertura desequilibrada da imprensa a respeito do Irã e a uma retórica anti-Irã, que está aumentando nos Estados Unidos”.
A Warner Brothers, produtora do longa, argumenta que “o filme (é) um trabalho de ficção, baseado de forma livre em um evento histórico”.
“O estúdio desenvolveu este filme puramente como um trabalho de ficção com o único propósito de entreter o público. Não visa menosprezar uma etnia ou cultura, ou fazer qualquer tipo de declaração política”, afirmou uma declaração divulgada pela Warner Brothers.
Alguns blogueiros e comentaristas são contra o abaixo-assinado elaborado contra 300 e afirmam que existem batalhas mais importantes – como a crescente ameaça de uma ação militar contra o Irã.
O blogueiro Salman Jariri publicou uma carta aos que protestam contra o longa. “As ações de líderes de países do terceiro mundo têm um efeito mais destrutivo na percepção dos ocidentais a respeito destes países do que produções de Hollywood”, disse.
Alternativo
Um blogueiro iraniano no Canadá tentou uma estratégia alternativa. Pendar Yousefi, que escreve de Toronto, conseguiu descobrir uma forma de desviar os internautas que procuram sites relativos ao filme 300 no Google para uma página que introduz o internauta a vários aspectos da cultura iraniana por meio da arte.
Yousefi, que está preocupado com a forma que os antigos persas são mostrados no filme, pediu que cartunistas e artistas iranianos enviem a ele trabalhos que ajudem a educar as pessoas sobre o Império Persa.
Vários artistas entraram em contato e cerca de 600 blogs e páginas iranianas estabeleceram contato permanente com o site de Yousefi.
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Ai, que coisa chata esses caras que não entendem e nem tem interesse em aprender algo e ficam escrevendo besteira! Ponto nº 1 para participar de um blog: ler ou não ler. Ponto nº 2: comentar ou não comentar sobre o assunto. E PONTO. Quem nem sabe do que se trata, pule o assunto, mude de blog, saia do computador. Assim o tempo não fica perdido, tá? O mundo está andando rápido demais para todo mundo. Até para os que só sabem escrever bobagem.
A propósito: gostar de jazz é maturidade. É só passar a ouvir com atenção e se deixar apaixonar. O jazz é vibrante e realmente emocionante. Os bons músicos de jazz parecem sempre tocar com a alma. E, claro, tocam a alma da gente.
Juliana,
Concordo com seu comentário e penso que tocar com a alma também faz parte do blues (irmão do jazz)e, consequentemente, do rock também.Eu comecei à ouvir jazz com 15 anos mas já ouvia rock inglês bem antes.Hoje tenho 33 e minha paixão pelo jazz aumentou ainda mais, principalmente quando comecei à ouvir Tom Waits e seus primeiros trabalhos de carreira (eu à ouvi-lo à partir de 89).Podemos chamar isso de maturidade até, mas num conceito musical onde guitarristas de blues e rock têm a mesma “alma” que músicos de jazz acho que pode-se deixar tudo isso num mesmo patamar.O que você acha ??
Fábio Pires Bulk,
só voltei hoje a este post, daí mandar minha resposta com tanto atraso. Concordo com você. E também com o que disse lá em cima. O Bourbon é caro mesmo. Mas tem de ser. Como é uma casa pequena, tem de tirar $$$ do público para pagar os quentes caras do jazz. É ou não é? Mas não deixa de ser uma pena… Um abraço.
O que ainda mais ofusca a imagem do jazz em liga-lo à música de empresário e executivo em tabacaria.Uma pena.Mas ainda sobrevivem os reais apreciadores.
Infelizmente não consegui ir ao Bourbon para ver o Terence Blanchard, mas tive oportunidade de vê-lo no passado e sei da sua categoria. Apesar dos últimos discos terem agradado aos críticos, ainda tenho saudade dos tempos das trilhas de Malcolm X e More Better Blues. Saudações e visitem os meus sites : http://nosreme73.multiply.com
http://www.sobresites.com/jazz
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