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Felipe Machado

12.abril.2011 00:07:29

U2 só existe ‘One’: O palco mais incrível da história do showbiz

É uma nave espacial? É uma arranha-céu? É uma aranha gigante? Não, é o palco do U2. A foto é de M.Rossi

Trabalho com as palavras há muito tempo e estou acostumado a usá-las para descrever as coisas. Algumas vezes, no entanto, as palavras não são suficientes, como se a realidade fosse tão espetacular que passar os olhos por letrinhas parecesse algo simplificado demais. É assim com grandes eventos históricos, por exemplo. É assim com sentimentos abstratos, com o perdão do pleonasmo conceitual. E foi assim com o show do U2.

Assisti à apresentação de domingo, e pelo que vi na imprensa, parece ter sido um show bem diferente do que aconteceu no sábado – e, provavelmente, bem diferente daquele que será a última apresentação da turnê brasileira, na próxima quarta-feira. Digo isso principalmente pelo setlist: não é incomum uma banda que faz mais de um show na mesma cidade mudar um pouco o repertório. Mas o U2 radicalizou, com várias canções diferentes entre os dois shows. O que mostra aquilo que todo mundo já sabe, mas que anda com um pouco de vergonha de dizer: o U2 é a maior banda do mundo.

Essa denominação não é apenas retórica de crítico de rock. Afinal, quando os Rolling Stones vem ao Brasil, eles são ‘a maior banda do mundo’. Quando o Radiohead vem ao Brasil, eles também são ‘a maior banda do mundo’. Mas isso é tudo uma grande bobagem, porque o U2 supera essas duas bandas em qualquer quesito. Tudo bem, confesso que sou fã de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Mas não sou um fã cego.

Digo que o U2 é maior que os Rolling Stones (em importância e em relevância artística) não apenas porque eles têm hoje o maior palco já construído na história do showbiz. A grande diferença é que o U2 se preocupa em ser relevante musicalmente, ao contrário de músicos como Rolling Stones, AC/DC e até Paul McCartney, por exemplo. Note que não estou comparando esses artistas, cada um tem seu estilo e sua importância. Mas Stones, AC/DC e Paul não estão nos auges de suas carreiras há tempos, muito longe disso. Os artistas de hoje não se preocupam em criar obras-primas fonográficas, mas em lançar discos para viabilizarem turnês. Essa eu acho que é a grande diferença do U2: após 30 anos de carreira e mais de 100 milhões de discos vendidos, eles ainda se desafiam a fazer melhor do que já fizeram – e olha que isso não é fácil.

Tem gente que acha o disco ‘Boy’ o melhor da carreira do U2; tem gente que ama o ‘Achtung Baby’ (eu, inclusive). Mas não dá para dizer que ‘All That You Can’t Leave Behind’ é um disco lançado apenas para cumprir tabela; assim como ‘No Line on the Horizon’ pode ser apenas um disco mediano do U2, mas mesmo assim é melhor do que praticamente qualquer disco de qualquer banda lançado dos anos 2000 para cá. Não, eu não sou o tipo de crítico que tenta descobrir ‘a nova melhor banda do mundo’ todos os dias. Eu acho que o teste do tempo e da qualidade se impõe. Vamos ver onde estará o Arcade Fire e o Arctic Monkeys daqui a trinta anos. Mesmo o Radiohead, que é uma banda genial, não pode ser comparada com o U2. Radiohead está mais para um Pink Floyd pós-moderno, cheio de experimentações que nunca chegarão ao grande público. Pode agradar os mudérrnos, mas será que há muita gente que realmente se lembra de alguma música do Radiohead além de ‘Fake Plastic Trees’, que ficou famosa por ser trilha sonora de um comercial?

Duvido.

Mas chega de comparações porque música é arte, não campeonato de talento ou fama. Voltando ao início do texto, o motivo pelo qual eu senti dificuldades em encontrar palavras para descrever o show do U2 é um só: o palco da turnê 360 graus.

Vou tentar descrevê-lo, mas já peço desculpas pela eventual imprecisão. Bono diz que criou o palco colocando quatro garfos encaixados um no outro em cima de uma mesa; lenda ou não, é isso mesmo que parece. Só que esses garfos, na vida real, são tentáculos gigantescos que grudam no gramado como se toda a estrutura fosse uma nave espacial que acaba de pousar no centro do estádio. É um monstro. É uma aranha cibernética. É uma garra de alguma criatura que povoa nossos pesadelos mais sombrios. Resumindo: é o palco mais impressionante que já foi montado desde que alguém inventou um conceito chamado ‘show’.

O arranha-céu do U2 tem uma antena que projeta luzes até o céu; tem um telão circular que desce do topo da estrutura até o palco e praticamente encosta na cabeça dos músicos antes de subir de novo e virar novamente um telão. Mas a ideia mais genial por trás de toda essa megaestrutura é financeira: como o palco é circular e montado no centro do gramado, é possível vender todos os ingressos do estádio. Isso, para quem vive o dia a dia de turnês, sempre foi um problema. O palco era montado em uma extremidade do estádio, portanto não se podia colocar à venda os ingressos que ficavam atrás dele. Com o palco 360 graus isso muda: o U2 pode vender todos os ingressos de arquibancada, além da pista, todos com excelente vista a partir da plateia. É por isso que o Morumbi receberá 90 mil pessoas por noite, ao contrário de outros shows, que recebem ‘apenas’ 60 mil. Pequena diferença em termos de arrecadação, não? É por isso que essa turnê já arrecadou mais de US$ 500 milhões desde seu início, em Barcelona, em junho de 2009.

Por incrível que pareça, esse monstro que o U2 chama de palco é justamente o ponto mais negativo do show, se é que podemos dizer que há algum ponto negativo. Deixa eu tentar explicar: o palco é tão grandioso e chama tanto a atenção, que desvia um pouco a atenção do que é o melhor do U2: os quatro músicos e suas canções.

Por falar nisso, vamos voltar ao repertório. No sábado, os alto-falantes tocaram ‘Trem das Onze’ antes da introdução de ‘Space Oddity’, de David Bowie (‘Ground control to Major Tom…’). No domingo, foi ‘Minha Menina’, dos Mutantes. No sábado, o U2 homenageou as vítimas do massacre na escola do Realengo, colocando seus nomes no telão. No domingo, Bono e The Edge tocaram a inédita e belíssima ‘North Star’, que estará no próximo disco da banda.

(Quem ousaria tocar uma balada desconhecida para 90 mil pessoas, deixando de fora sucessos que chegaram ao topo das paradas em dezenas de países?)

Só acho que teve um outro pequeno ponto negativo do show, mas aí eu já falo descaradamente como fã. Eu achei que o setlist foi muito legal, variado, com músicas de todos os discos… mas eu teria escolhido outras músicas dos mesmos discos. Exemplo: a primeira música do show é ‘Even Better than the Real Thing’, mas na minha opinião deveria ser ‘The Fly’, que ficou de fora. Daí veio ‘Out of Control’, muito legal, antiga, uma ‘homenagem aos fãs’, segundo Bono (no sábado foi ‘I Will Follow). ‘Get on Your Boots’ é sensacional, uma música do último disco, mas que parece ter saído de alguma garagem dos anos 70: riff matador, vocal psicodélico. Outra nova, ‘Magnificent’, que eu acho meio chatinha. Eu preferia ‘Stand up Comedy’, mas tudo bem. ‘Mysterious Ways’ é outra do ‘Achtung Baby’, muito legal, The Edge mostrando por que é um dos grandes guitarristas da história do rock.

Deixa eu aproveitar e falar um parágrafo sobre o The Edge, vai. Todo mundo está de saco cheio do Bono porque ele aparece demais, etc, certo? Então façam como eu: concentrem-se no The Edge e vocês não se arrependerão. Bono está tentando melhorar o mundo, e o excesso de exposição é apenas o efeito colateral de uma fama tão grande. Continuo gostando do Bono, veja bem. Bono não é incrível porque chegou no Brasil e logo de cara comentou a tragédia do Rio e mostrou apoio ao projeto Ficha Limpa em encontro com a presidente Dilma Rousseff. Ele é demais porque ele se deu ao trabalho de saber o que é Ficha Limpa, se deu ao trabalho de ver o que é relevante no país que ele está. É fácil ser um rockstar, ficar doidão, pegar as groupies e destruir o quarto de hotel. Ser inteligente, culto e preocupado com a realidade é um pouco mais difícil.

Mas voltando ao The Edge (estou escrevendo em ciclos em homenagem ao palco da turnê – boa desculpa, não?), acho que ele realmente revolucionou a guitarra e digo o porquê. Até os anos 80 (e inclusive hoje em dia, dependendo do guitarrista), o instrumento sempre foi refém de maneirismos blueseiros, praticamente extensões do estilo de nomes como Jimi Hendrix e companhia. Os solos e os arranjos eram baseados totalmente em escalas pentatônicas ou escalas menores básicas. Dar um ‘bend’ (levantar a nota um tom acima) era o máximo da criatividade musical, apesar de ser uma contradição, já que é uma técnica roubada dos blueseiros americanos dos anos 40, por aí. Nomes como The Edge e Johnny Marr, do The Smiths, jogaram isso fora e começaram do zero. Criaram acordes em vez de solos; climas em vez de bases óbvias. O resultado é que a guitarra virou um instrumento muito maior, mais amplo, com mais possibilidades. A guitarra de The Edge é quase como um teclado, criando texturas e luzes para cada canção. The Edge é um Edgênio.

O show seguiu com ‘Elevation’ (u-uhu) e ‘Until the End of the World’, outra favorita do público. Até que veio o primeiro hino: ‘I Still Haven’t Found What I’m Looking For’, do ‘Joshua Tree’. Linda, é completamente incrível ver uma canção gospel mezzo Harlem mezzo irlandesa tocada dentro de uma nave espacial pousada num estádio no Brasil. Globalização é uma palavra feia, mas o que ela representa conceitualmente é maravilhoso. Não preciso nem dizer que ‘Pride (In the Name of Love)’ trouxe o Morumbi abaixo, assim como ‘Beautiful Day’, o hit mais ‘good vibe’ do século 21. Tem gente que torce o nariz para ‘Miss Sarajevo’, mas eu acho linda a ideia de que o U2 colocou sua segurança em risco para tocar na cidade destruída pela guerra. E daí que o Bono não canta como o Pavarotti? Pelo menos ele estava bem afinado na noite de domingo.

Aí veio ‘Zooropa’, uma escolha estranha de uma canção estranha que deu nome a um disco… estranho. ‘City of Blinding Lights’, do disco ‘How to Dismantle an Atomic Bomb’ é linda, mas eu preferia ‘Sometimes You Can’t Make it on Your Own’. ‘Vertigo’ veio na sequência com um dos riffs mais simples e legais do rock, preparando terreno para uma viajante versão eletrônica-house-percussiva de ‘I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight’. Dizem que o próximo disco do U2 será eletrônico, com participação até do produtor David Guetta. Só acredito vendo, ou melhor, ouvindo. Eles não gostam do ‘Pop’, mas eu adoro ‘Discotheque’…

O que dizer de ‘Sunday Bloody Sunday’? Nada, apenas que até hoje é emocionante ouvi-la. E o show termina (pela primeira vez) com a bela ‘Walk On’, que não foi feita para comercial de whisky, embora fique aqui a ideia. No sábado, teve também ‘In a Little While’ e ‘Stuck in a Moment That You Can’t Get Out’, sinceramente, não sei qual das três é a melhor.

A banda volta com ‘One’, e Bono aproveita para fazer propaganda de sua ONG, chamada… ‘One’. Foi então que veio a melhor música do show, na minha opinião: ‘Where the Streets Have no Name’. Não sei por que, mas ela me pegou de jeito e me emocionou de uma maneira meio constrangedora (ainda bem que ninguém viu). Não sei se foi o fato de que eu era uma pessoa tão diferente quando a ouvi pela primeira vez, no ‘Joshua Tree’, em 1987, ou se é por alguma coisa que se passa na minha vida hoje mesmo. Mas o fato é que um lugar onde as ruas não têm nome pode ser inesquecível. Eu gostaria de ser abduzido e levado para esse lugar na nave do U2.

Peraí, não acabou! Tem ainda ‘Ultraviolet’, ‘With or Without You’ e ‘Moment of Surrender’, a melhor música do disco novo. Fim do show, as luzes se acendem e, paradoxalmente, é o momento que o palco-monstro parece finalmente adormecer. As pessoas começam a se dirigir para a saída, ainda estupefatos com o que acabou de acontecer. Sim, foi apenas um show de rock. Um dos últimos, talvez, já que a geração da internet não parece estar muito preocupada em construir ídolos. Eles não sabem o que estão perdendo.

Desculpe se o texto foi muito longo, eu disse que estava com dificuldade para descrever o que aconteceu na noite de domingo. Se eu pudesse resumir, diria apenas: não perca o show de quarta-feira: U2 só existe One.


Matéria sobre o show do U2 exibida pela TV Estadão

comentários (81) | comente

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81 Comentários Comente também
  • 12/04/2011 - 00:19
    Enviado por: Marcos Santanna

    Definitivamente um texto afetado. Me parece uma matéria de um “fã-nático” descrevendo mais um sonho de consumo do que um propriamente um artigo sobre uma banda.

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  • 12/04/2011 - 00:38
    Enviado por: PattyBraga

    Graças à incompetencia da T4F e a esculhambação que foi a venda de ingressos pela internet, não consegui comprar o meu para essa turne.
    Já estava quase conformada em ter perdido o show, mas lendo o teu texto me deu agora uma dor no coração, por ter perdido tudo isso… =(
    Ah! Where the Streets Have no Name é A MÚSICA da minha vida, por inúmeros motivos, e eu também me emociono cada vez que escuto.
    abraços!

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    • 12/04/2011 - 14:54
      Enviado por: Monica

      Patty…

      Cof…cof…Uma dica…se vc der uma passadinha lá amanhã, depois do show do Muse ter começado…Cof..cof….Talvez vc consiga alguma coisa…cof…cof…

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  • 12/04/2011 - 02:18
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    como sempre você arrasou!
    No texto, na sua maneira peculiar de descrever momentos, sentimentos e sensações, nos poucos segundos da TV Estadão, tudo sensacional!
    Adoro o U2, não apenas pela banda em si, pelas músicas e pelo som, mas pela atitude absolutamente única e arrojada de Bono, onde quer que se apresente e o que quer que faça ou fale, fora e em cima do palco.
    Desta vez, neste palco inusitado, fantástico e único, que você, com a maior facilidade soube, sim, descrever…
    Não fui ao show, mas você foi. Ótimo, eu fui com você. Mais uma vez.
    Beijos.

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  • 12/04/2011 - 08:25
    Enviado por: Mari

    Fê, matou a pau….
    eu fui no show sábado, e fui nas outras duas passagens deles pelo Brasil…e independente deles não serem minha banda favorita, o show emociona sim….eu fiquei com lágrimas nos olhos e exausta de tanto pular…..e a minha vontade também era pular e cair lá na nave com eles….simplesmente ótimo para quem gosta de shows de rock.
    bjs

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  • 12/04/2011 - 08:59
    Enviado por: pedro

    peraí!
    primeiro você fala que é crítico de rock, depois você fala que u2 é a maior banda do mundo porque atinge o “grande público”? meio contraditório, né? um crítico analisa outras coisas. acho que é assim… não sou crítico. pelo menos não ganho pra isso.
    uma dica: você pode dizer que é a melhor banda do mundo porque tem o maior telão da história do rock, em hd, ou que tem a maior bilheteria de todos os tempos ou que o bono é o cara mais bonzinho, super preocupado com a humanidade e que a tonelada de gelo pedida pela banda nos camarins foram só pra… sei lá, inventa alguma coisa.
    enfim, pra mim não é não… prefiro outras qualidades.
    abs

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    • 12/04/2011 - 21:25
      Enviado por: Gustavo

      Pedro,

      Quem te disse que crítico é para falar mal do que faz muito sucesso. Isso não e o trabalho do crítico e sim de quem não tem o que dizer e pensa que ser inteligente é ser contra qualquer tipo de moda!

      Você não leu o artigo direito. Tenho certeza de que no meio da leitura você começou a viajar e pensar que esse cara estava escrevendo besteira. Acabou não entendendo o artigo. Leia novamente!

      Vou te ajudar, ele disse que o U2 é a maior banda do mundo e explicou o porque. Ele disse a MAIOR, não a MELHOR! É a banda que mais movimenta o show bizz, logo é a maior banda do mundo! Mas não é por isso que ela é boa. Ela é simplesmente a maior. Entendeu?

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    • 13/04/2011 - 08:20
      Enviado por: pedro

      eu entendi, acho que você não entendeu o que eu escrevi. leia de novo…
      que eu me lembre, ninguém me disse que “crítico é para falar mal do que faz muito sucesso”, e eu nem penso isso. mas ele disse, por exemplo, que o radiohead tem músicas “que nunca chegarão ao grande público”. isso é condição pra ser a melhor, maior, sei lá? sim, maior e melhor, nesse contexto, tem o mesmo sentido. ele mesmo disse “maior em qualquer quesito”… qualidade entra aí, não?
      ai, que preguiça de explicar.
      enfim, um texto de um fã que não se preocupou com outros quesitos a não ser o tamanho deles. ou do palco.
      e sim, acho o bono e a banda um porre.

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  • 12/04/2011 - 10:06
    Enviado por: jv

    sério que vc vai comparar U2 com Paul McCartney?

    vc deve estar esquecido da cronologia das coisas. quando o U2 começou, Paul McCartney (e os Stones) já tinha uma *década* de carreira solo mais uma década de Beatles. Em 20 anos ele já havia feito coisas muito mais relevantes que o U2 fez em 30 anos.

    All That You Can Leave é um disco ok. E daí, tem uns mil artistas que lançam bons discos depois de velhos.

    U2 é ok. a unica coisa realmente gigantesca na banda é o ego dos integrantes.

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    • 12/04/2011 - 17:21
      Enviado por: Felipe Machado

      JV,

      Pelamordedeus, não estou comparando a carreira do Paul com a do U2. Estou só usando o Paul (o maior exemplo do mundo da música) para dizer que os grandes artistas costumam se acomodar depois de um certo tempo de carreira – fato que não aconteceu com o U2.

      Sou Beatlemaníaco e amo o Paul. Bjs, F.

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    • 13/04/2011 - 13:46
      Enviado por: Fernanda

      nbsp;rsrsrsr…como se os Beatles nao tivessem sido a banda de maior Ego inflado do mundo. Nao ha como comparar bandas e seus estilos, melhor ou pior. O que o texto tenta discutir é a grandiosidade de um show, iniqualável e sem referencias. Isso sim tem tudo a ver com o U2, só eles se preocupariam em fazer isso e NENHUMA outra banda mais.

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  • 12/04/2011 - 10:29
    Enviado por: paineis eletricos

    Adorei o texto! Falou e disse!

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  • 12/04/2011 - 11:18
    Enviado por: Saldanha

    The Edge realmente é um caso à parte no U2. Ele sabe transformar uma coisa muito simples – e cheia de efeitos – numa base maravilhosa! Já gostava dele, mas fiquei mais fã dele depois que assisti It Might Get Loud.

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  • 12/04/2011 - 12:22
    Enviado por: Juliana

    Ótimo texto. Eu discordo de alguns pontos (acho que, em 30 anos, o Arcade Fire será considerado uma das maiores bandas da história do rock, mas isso só o tempo dirá; e tenho outras opiniões sobre o setlist, mas isso é questão de gosto, então não se discute… rs). Você matou a pau quando levntou a questão da preocupação do Bono (e da banda como um todo) em conhecer o contexto do país em que eles estão tocando, e a preferência por serem uma banda preocupada com o mundo, e não em viver uma vida de excessos de rockstar. E eu também costumo prestar mais atenção no The Edge nos shows (no de 1998, eu fiquei exatamente de frente para ele – foi inesquecível), mas, no show de sábado, confesso que o Bono quase me hipnotizou. Ele está se tornando um cantor e um showman cada dia melhor.

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  • 12/04/2011 - 12:32
    Enviado por: Cecilia

    So posso falar que ao ler esse texto longo me emocionei e fiquei feliz de saber que tantas outras pessoas sentiram tanta emoçao quanto eu em estar naquele momento!!!
    As pessoas me perguntam como foi o show e infelizmente nao sei o que dizer!!!
    Momento historico que nunca saira da minha memoria!!!
    Otimo texto!!!!

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  • 12/04/2011 - 12:33
    Enviado por: Carla

    Sem dúvida, o texto de um fã.
    O Bono se preocupa em saber o que ocorre no país, porque ele é populista e usa dos fatos contemporâneos para marketing pessoal. It’s none my business.
    Nem vou entrar no mérito sobre os Rolling Stones, porque eu sou fã e minha réplica pode não ser imparcial.
    Mas entrei para comentar sobre o que escreveu a respeito do The Edge. Ele é mesmo um Gênio!

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    • 12/04/2011 - 17:24
      Enviado por: Felipe Machado

      Carla,

      Por que o Bono precisaria usar o interesse dele pelo país por marketing pessoal? O U2 já não tem exposição suficiente da mídia? Será que ele não quer fazer do mundo um lugar um pouco melhor? Será que eu sou muito ingênuo? John Lennon também fazia marketing pessoal? Bjs, F.

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    • 13/04/2011 - 08:23
      Enviado por: pedro

      aham, ele quer fazer do mundo um lugar melhor e pede uma tonelada de gelo no camarim, não sei quantas centenas de toalhas, 30 refrigeradores… cheio de “pra quê isso”. mala.

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  • 12/04/2011 - 12:54
    Enviado por: Yvan Lima

    Salve Felipe,

    Ligando o modo FREE cada um na sua, mas com alguma coisa em comum, não vou comentar a comparação entre bandas. Tampouco vou falar do show já que, por não ter o cartão de crédito correto, não pude comprar ingressos.

    Vou apenas aproveitar para dizer que nos 5 shows que o Pearl Jam fez no Brasil (Porto Alegre, Curitiba, 2 em São Paulo e Rio de Janeiro), foram tocadas 57 músicas diferentes. Nos dois show em São Paulo, foram 26 músicas em cada dia, repetindo-se apenas 11 de um dia para o outro.

    Abraço,

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    • 12/04/2011 - 13:19
      Enviado por: Yvan Lima

      Ah, se pareci irônico, não fui não!!!!!! Nessa era quadradinha que todo mundo pega set list para decorar músicas e fica treinando em casa para cantar junto e mostrar que é fã em CNTP, eu acho legal quando o artista, faz realmente um show único.

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    • 12/04/2011 - 17:26
      Enviado por: Felipe Machado

      Yvan,

      Sério, 57 músicas diferentes na turnê? Isso é realmente impressionante, ainda mais pensando em termos de produção, luz, etc. Pelo jeito o Pearl Jam é pior que o Metallica, que também muda bastante o setlist de um show para o outro. Valeu a informação, abs, F.

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    • 12/04/2011 - 21:55
      Enviado por: Yvan Lima

      Na turne toda nem imagino quantas músicas tenham sido! 57 nos 5 shows no Brasil. Em São Paulo valeu a pena ir nos dois dias, foram dois show muito diferentes: só em São Paulo, 41 músicas.

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  • 12/04/2011 - 13:01
    Enviado por: Ana Beatriz

    Obrigada por colocar em palavras o que eu só consegui sentir!! Assisti ao show de sábado, foi incrível. Lógico que senti falta de algumas músicas, mas para tocar todas as boas precisaria de umas 4 horas, o que não seria nada mal!!! Simplesmente inesquecível. Quem critica é porque não tem a coragem de se deixar contagiar.

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  • 12/04/2011 - 13:03
    Enviado por: João

    As vezes é melhor ler matéria sobre um fã do que um qualquer desavisado que citou em uma tal Folha de São Paulo que o U2 ‘por polco’ não estragou o show.
    Resenha perfeita, explica bem o que os verdadeiros fãs sentiram na hora do show.

    Já vão fazer 2 dias que voltei de São Paulo (sou de Porto Ferreira) e ainda sim estou com o sentimento de nostalgia e depressão pós-show.
    Numa era em que jovens dão valor a bandas criadas a partir da fralda e mamadeira, o U2 não devia ser bem mais estimado.

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  • 12/04/2011 - 13:10
    Enviado por: Gustavo Moreira

    Quanta bobagem numa página só. Rolling Stones não merece ser comparado com U2, o palco tem um desenho extremamente cafona e essa banda deveria ter acabado com dignidade nos 90s (como White Stripes e LCD fizeram nesse ano).

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    • 12/04/2011 - 17:29
      Enviado por: Felipe Machado

      Gustavo,

      Sério que você achou o palco cafona? Os Stones deixaram de se preocupar com os discos já faz um bom tempo, não?

      Acabar com dignidade só vale quando você não tem mais o que dizer. Abs, F.

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  • 12/04/2011 - 14:25
    Enviado por: Marco

    Felipe, eu sei que minha opiniao ira de encontro a de muitas pessoas, mas eu pessoalmente acho o U2 um bando de chatos politicamente corretos. No quesito chatice so perde ou iguala-se ao Dire Straits com as bocejantes Sultans of Swings e Money for Nothing.
    Talvez eu esteja por fora, mas quais bandas citam o U2 como influencia? Algum movimento foi criado a partir do som do U2? Se formos falar em influencia, tai o Ozzy que de forma justa pode ser considerado um dos pais do Heavy Metal. O James Brown que influenciou inumeros artistas. Concordo que os Stones, apesar de sua grandiosidade, nao inventaram nada, devendo grande parte de sua carreira musical aos grandes mestres do Blues. Mas pelo menos eles reconhecem isso e dao credito aqueles que os influenciaram.

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    • 12/04/2011 - 15:51
      Enviado por: Yvan Lima

      Marco, com todo o respeito à sua opinião, acho que você exagera nos chavões e lugares-comuns.

      Sem ser um fã incondicional de U2, eu te digo que The Edge influenciou muitos dos novos guitarristas, a ponto de estarem sumindo os “Guitar Heroes” e seus solos egocêntricos – e eu adoro os solos egocêntricos de vários Guitar Heroes – diante de uma guitarra que se baseia mais em criam algo como um “ambiente sonoro” a serviço da própria canção e não uma canção a serviço do guitarra solo. Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, talvez, seja o melhor exemplo de guitarrista pós-The Edge. Mas há vários outros.

      Outra coisa, você subestima a importância do U2, na mesma proporção que pessoas subestimaram a importância de George Lucas e seu Guerra nas Estrelas em 1977. Se o filme não teve Oscar de melhor filme, direção e atuação, ele mudou o caminhar da História do Cinema mais do que muitos clássicos, diretores e grandes atores (sem nenhum demérito a estes últimos). U2 e Stones, podem não ter mudado a música, mas mudaram o show bizz. O U2 continua mudando. É pouco? Penso que não.

      Quanto ao seu gosto musical, bem opinião é opinião, né? Há quem ache Sultans of Swing o supra sumo da chatice, há quem discorde. Faz parte.

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    • 13/04/2011 - 12:39
      Enviado por: Marco

      Eu vejo que a sua abordagem eh muito focada no aspecto do show biz (o qual me interessa menos). Nao fica claro exatamente porque voce diz que o U2 esta mudando o show biz. Veja que o layout do palco nao eh nenhuma novidade. Posso dizer que vi outros artistas usando este layout ha muitos anos atras, como por exemplo o Metallica. Nao quero dizer que esta ou aquela banda eh melhor por causa disso. O ponto eh que neste aspecto a tendencia eh que vejamos daqui a alguns anos alguma outra banda fazendo algo mais ‘espetacular’ do que o U2 esta fazendo agora. O Kiss nos anos 70 provavelmente foi uma banda vista como extremamente inovadora no aspecto espetaculo quando introduziu todos aqueles elementos teatrais na sua performance. Com o passar do tempo, o fator novidade passou, mas a musica ficou. Outras bandas vieram e fizeram algo mais grandioso/impactante.
      Sinceramente, nao conheco este Jonny Greenwood que voce cita, e tambem nao sei dizer o nome de uma musica do Radiohead. Nao significa que nao seja uma boa banda..apenas nao tive a oportunidade de conhecer.
      O que posso afirmar sim, eh que tudo que se ‘inventou’ em termos de guitarra nos ultimos 40 anos no mundo do Rock, de uma forma ou de outra vem de uma fonte de grandes inovadores como Buddy Guy, Robert Johnson, Charley Patton, etc.
      Grandes guitarristas existem atualmente / existiram ; dois exemplos: Brian Setzer e Randy Rhoads (existem muitos outros, claro).
      Concluindo, existem muitos grandes artistas que realmente sao inovadores e criativos e que nao tem o previlegio de ganhar espaco na midia como o U2. O que ocorre eh que no aspecto comercial, as gravadoras e a midia em geral, nao acham que estes artistas sejam ‘vendaveis’, ao contrario do U2. Justo, gravadoras e midia nao sao instituicoes de caridade, e sim negocios que buscam o lucro. Porem isso acaba tornando o nosso universo muito menor e fazendo com que aceitemos o que nos eh oferecido como verdade absoluta. Dentro deste contexto eh que eu acho a banda U2 uns chatos, politicamente corretos, e que nao trazem nada de novo ao mundo da musica.

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  • 12/04/2011 - 14:33
    Enviado por: Dani

    Arrasou! O show é tudo isso e muito mais!
    Só quem pode superar essa banda, é ela mesma!

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  • 12/04/2011 - 15:52
    Enviado por: Johnny

    “Mas isso é tudo uma grande bobagem, porque o U2 supera essas duas bandas em qualquer quesito”

    Poderia apenas destacar as qualidades (muitas, por sinal) da banda irlandesa ao invés de fazer análises comparativas sem sentido.

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  • 12/04/2011 - 16:01
    Enviado por: Dani

    Felipe,

    fui ao show de sábado e ao ler o seu texto me emocionei de novo ao lembrar do melhor show da melhor banda de todos os tempos… Se pudesse, teria ido nos três… Bjo

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  • 12/04/2011 - 16:04
    Enviado por: Iana

    Putz…
    Dessa vez tenho que falar que você conseguiu descrever tudo, mas extamente tudo que eu pensei sobre o show e olha que fui no de sábado… rsrs
    Chorei também, e espero que ninguém tenha visto…. rs
    Concordo em tudo com a Helô e a Mari…
    E para quem acha o ego dos integrantes elevado, e a banda chata…
    Tente ser uma celebridade com conteúdo e amor ao próximo por 2 minutos e verá o quanto é quase impossível no mundo atual.
    Porque chegar no Brasil e ganhar dinheiro com um show desse é fácil, mas como disse Felipe Machado “se deu ao trabalho de ver o que é relevante no país que ele está”, já não é tão simples assim…

    Beijo e obrigada pelo texto.

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  • 12/04/2011 - 16:38
    Enviado por: Marcelo Di Domizio

    Grande Felipe ,

    Tenho o costume de guardar os ingressos destes shows memoráveis inclusive escrevendo o set list no verso. Dessa vez vou anexar este seu texto junto pois ele descreve perfeitamente a grandiosidade que foi aquele momento. Obrigado.

    Abraços

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  • 12/04/2011 - 16:44
    Enviado por: Rodrigo

    Felipe, como sempre, um texto perfeito, inspirado e inspirador.
    Parabéns e obrigado por nos brindar com uma descrição que vai além: traz uma opinião.

    Abração

    Rodrigo

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  • 12/04/2011 - 19:00
    Enviado por: Carolina

    Felipe, perfeito o seu texto!!! Você colocou em palavras o que senti naqueles shows!!! Parabéns.

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  • 12/04/2011 - 19:35
    Enviado por: Patry

    Felipe,

    Eu fui ao show de sábado. Foi incrível! O palco é algo deslumbrante mesmo, mas acho que ele não desviou a atenção da principal atração do show que foi o U2. O palco serviu de maneira perfeita para emoldurar as canções da banda.

    Eu discordo de você, achei perfeita a abertura do show dom Even Better Than Th Real Thing. É uma das minhas músicas preferidas, divide o posto de número um com Mysterious Ways, o que faz assim Achtung Baby o meu álbum preferido da banda. Mas como sou tão fã como você, respeito sua opinião, afinal cada fã tem suas preferidas e não há como comparar. Música a gente gosta e pronto, sem saber direito o porquê.

    Muito bacana eles mudarem o repertório entre os shows. O show de amanhã vai ser transmitido pelo site deles para os fãs com senha do fã-clube. Como não poderei estar novamente no morumbi, vere via internet.

    Ah, seu eu pudesse teria ido aos 3 shows!

    Viva o U2!

    E adorei o seu post! :) Sincero e apaixonado!

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  • 12/04/2011 - 20:54
    Enviado por: Flavio

    Parabéns pelo texto Felipe, eu estive no show de domingo também e gostaria de dizer que logo que o show acabou eu fiquei com um sentimento semelhante ao seu, o U2 é a última grande banda que ainda produz música de qualidade e tem a ousadia de fazer uma turnê desse porte, acredito que quando o U2 parar de excursionar também estará encerrado um ciclo da hístória do rock, o ciclo dos grandes espetáculos, das grandes bandas e da maneira de como se faz rock.

    um grande abraço.

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  • 13/04/2011 - 04:53
    Enviado por: CHELISTOM

    MUITO BOM SEU TEXTO E FICA UMA MENSAGEM PARA OS MERDAS QUE GOSTAM DE FALAR BESTEIRA NÃO EXISTE BEATLES NEM STONES É O U2 SIM QUE TEM A MAIOR TURNÊ, A MAIOR BANDA E A MELHOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS SIM.

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    • 13/04/2011 - 15:09
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Você é um pobre coitado, o que fica comprovado pelo seu grande poder de argumentação. Gostar mais do U2 do que de outras bandas é questão de gosto pessoal e não há motivos para se discutir isso. Agora ter que negar os Beatles e os Stones para tentar impor sua opinião é muita infantilidade. Realmente, para gente do seu tipo os Beatles e os Stones não existem, algo que é positivo, já que acéfalos não fazem diferença nesta questão. Como você é tão fã do U2, diz para mim qual é a primeira música ao vivo que aparece no vídeo Rattle and Hum …ah não, melhor não dizer…aquilo deve ser uma miragem até porque a banda que a compôs e gravou não existe, tinha me esquecido.

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    • 14/04/2011 - 01:18
      Enviado por: CHELISTOM

      Realmente gosto não se discute seu metido a cult o U2 é sim tudo isso que eu falei e o resto é resto, e aquela música que você citou que é daqueles merdas de liverpool é só uma homenagem…

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    • 14/04/2011 - 07:07
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Chelistom, para quem endeusa tanto o U2, você se esquece de uma coisa e não percebe outra:

      1) U2 é, também, cria dos Beatles. Pesquise e se informe sobre as influências reconhecidas de Bono e The Edge. Aliás, tem pouca gente que não mergulhou nesse oceano de influências musicais e contestatórias que foram os Beatles. Tem dezenas de links a respeito. Mas vão aqui algumas informações para você: Bono foi um dos convidados no segundo casamento de Paul McCartney e chegou mesmo a colaborar em um espetáculo de Yoko Ono, viúva de John Lennon. Mais uma dica de como os Beatles ‘não tiveram’ influência nenhuma sobre U2: compare a letra de God, de Lennon, em Plastic ono Band (1970) e “God Part II” do disco “Rattle And Hum” (1988), do U2.

      2) Bono lidera um grupo conhecido por estar junto há 30 anos; não se envolver com drogas, serem todos casados com as mesmas esposas e manter o espírito criativo em alta. E tem uma coisa fundamental que você não percebeu e pelo visto não gosta nem copia do U2: eles são muito educados e não agridem gratuitamente os outros.

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    • 14/04/2011 - 09:05
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Chelistom: é, realmente a cada novo comentário dá para notar o quão equilibrado você é. Bom, ser chamado de cult por alguém do seu tipo não faz diferença nenhuma, apesar de que continuo achando que você tem o direito de achar o U2 melhor do que qualquer outra banda. Só não entendo a necessidade de você ter que denegrir os Beatles e os Stones, mas tudo bem, sua incapacidade intelectual fala por si. Seguindo sua lógica, então se os caras do U2 resolveram homenagear aqueles “merdas de Liverpool”, quer dizer então que eles gostam de “merda”? Logo eles, os seres perfeitos que você tanto endeusa? No mínimo estranho. Beatlemaníaco: não adianta, cara. Gente desse tipo não consegue interpretar texto, por mais que você coloque qualquer argumento claro, as respostas sempre serão seguirão o mesmo patamar.

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    • 14/04/2011 - 10:48
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Eduardo, infelizmente algumas pessoas se deixam levar pela emoção e pelas preferências pessoais, e se esquecem muitas vezes de apenas apreciar a (boa) música. Pode ser que isso seja consequência da (pouca) idade ou de falta de cultura musical mesmo, seja rock, pop ou qualquer outra vertente.

      Gosto de U2, mas, particularmente, considero-os fracos em shows ao vivo. Até porque show ao vivo é isso mesmo: emoção, agitação, compartilhar de sensações, lembranças que vêm à tona etc etc. Lembro que os Beatles pararam de fazer shows ao vivo quando perceberam que isso só os atrapalhava no crescimento musical. Foi aí que acabou a fase iê-iê-iê e nasceu a revolução de estúdio de Sgt. Peppers. Adivinha se a música e a própria contracultura não ganharam com isso?

      Acredito que o U2, com sua “garra giratória”, esteja acrescentando algo ao showbiz…já quanto à música, em que pese gostar de “No Line on the Horizon”, não há nada de novo. Apenas uma sequência dentro daquilo que já se conhece de U2. O que, venhamos e convenhamos, nessa época de quase total falta de criatividade, em que se confunde tecnologia e pretensão com inventividade, já é muita coisa.

      Uma coisa é fato: U2 não é Beatles, isso independente de eu ser beatlemaníaco (hehe). É meio como dizer que Messi -apenas por contar com todo aparato tecnológico de registro e publicidade atual- é (ou será) melhor que Pelé ou Maradona. É só ver o cara tocar na bola que você já percebe a diferença…é bom, mas…

      Em tempo: creio que o maior hit do Radiohead é Creep.

      Beatles and Oasis forever.

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    • 14/04/2011 - 11:26
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Beatlemaníaco: assino embaixo, cara. Não tenho nada contra o U2 também. Acho até interessante esta questão do palco, mas eu realmente me prendo à música, à relevância da banda. Acho que o U2 é bastante relevante por tudo o que fez e tem feito e as pessoas têm o direito de achar a melhor, a maior, banda do mundo, até porque cada um tem seu gosto. O que não aceito é alguém tentar denegrir os Beatles, já que a importância e relevância desta banda falam por si. Ainda sobre a questão, basta levantarmos algumas hipóteses. Paul McCartney depois de cerca de 40 anos após o fim dos Beatles levou 70.000 pessoas aos shows do Morumbi em cada noite. O U2 levou 90.000 nos seus. Não vou nem levantar a questão de que o palco do grupo irlandês permite aumento no número de ingressos, pois não vou polemizar. De qualquer forma, estamos falando de um artista solo que 40 anos após o fim de sua banda leva 70.000 pessoas para seus shows e é importante considerar que estes shows são apenas ele, a banda e o público, sem qualquer aparato tecnológico, ou seja, é música e platéia. Pô, só para citar um momento, lembre-se dele tocando Blackbird, só o Paul McCartney com seu violão e 70.000 pessoas em “transe”. Ok, o U2 levou 90.000 pessoas em suas apresentações, grande feito por sinal, mas eu pergunto: se a banda acabasse hoje e daqui 5 anos o Bono ou o The Edge viessem ao Brasil em carreira solo, quantas pessoas iriam aos shows? Veja que Paul McCartney leva 70.000 pessoas após 40 anos do fim dos Beatles. Acho que é algo para se pensar. Repito novamente: não tenho motivo nenhum para desmerecer o U2, pois até acho que dentro da podridão que é a indústria musical hoje em dia, esta banda faz um papel muito digno.

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    • 14/04/2011 - 21:01
      Enviado por: Camila

      Eduardo, se o Bono ou o The Edge continuassem fazendo música mesmo depois do fim do U2 -assim como fez Paul McCartney-, talvez lotassem um Morumbi com 70.000 pessoas ou mais, sim. Afinal, são bons músicos e se apoiariam no repertório do U2 para dar continuidade, tbém como faz Paul McCartney com as músicas dos Beatles em seus shows. O que é normal, diga-se de passagem. Mas especulação não leva a lugar nenhum!

      Gosto do U2 e fui ao show no domingo. O palco realmente é um caso a parte, mas quando a banda entra, desculpe, o que vale mesmo são as músicas (pelo menos para quem gosta delas, rs). É claro que toda essa tecnologia contribui para deixar a apresentação ainda mais grandiosa, mas não podemos esquecer que estamos falando de uma banda de rock que está há 30 anos no cenário musical. Ou seja, eles não precisam se esconder atrás de pirotecnias e coisas malucas pelo estilo. Na turnê passada, Vertigo, o palco era “normal”, e o público estimado foi de 70.000 pessoas, assim como o do Paul McCartney (no mesmo Morumbi).

      Mas ainda que eu goste muito do U2 e tenha me arriscado no meio de 90.000 pessoas para fazer o que o Beatlemaníaco disse que acontece em shows ao vivo (hehehe), não posso negar que os Beatles eram, são e sempre serão a maior banda de rock do mundo. E não é questão de gosto pessoal, mas de história da música mesmo! Ainda citando o Beatlemaníaco, as bandas de rock que surgiram depois deles (Beatles) foram, sim, influenciadas por suas músicas (e isso até qquer pagodeiro sabe, hehehe). Tanto que o U2, durante alguns shows da turnê 360º, inclui no setlist músicas do Sgt. Peppers! É ou não um reconhecimento e homenagem?

      E é claro que há pessoas que não conseguem enxergar o óbvio, pois acham que reconhecer um fato seja diminuir ou subestimar a importância daquilo que é de sua preferência. Pura ignorância e egocentrismo! E o exemplo que o Beatlemaníaco deu do Messi é perfeito! Aliás, hehehe, o ego é um pequeno argentino que temos dentro de nós! Cuidemo-nos, hehehe.

      No mais, Beatles, Oasis e U2 forerver! ;)

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    • 15/04/2011 - 08:40
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Camila: eu respeito sua opinião, inclusive nosso pensamento sobre a questão é bem parecido em vários pontos. Sobre a questão de uma carreira solo do Bono ou do The Edge, a único forma de se falar do assunto é especulando, até porque não me parece que um dia o U2 irá se separar, então tais carreiras solo dificilmente ocorrerão. Quando especulo sobre este assunto é com base no que acontece com muitos músicos que fizeram parte de bandas também enormes, mas que ao seguirem sozinhos, mesmo que baseando seus shows nas canções famosas de suas ex-bandas, não tiveam tanto êxito. Tudo bem, pode ser que se o U2 se separasse e o Bono e o The Edge se lançassem em carreiras solos, eles poderiam levar multidões aos seus shows, claro que esta possibilidade existe. A questão que falo do Paul McCartney é que os Beatles acabaram há mais de 40 anos e, convenhamos, levar 70000 pessoas a um show tendo como força as músicas da ex-banda é um feito digno de elogios. Mas veja, eu não estou desmerecendo o U2, nem tenho motivos para fazer isso. No final de tudo, acho que a questão é sobre o que você falou realmente, há pessoas que parecem que têm a necessidade de impor que seu gosto é “superior” ao dos outros, aí ficam com essa bobagens de “minha banda é melhor que a sua”, etc. Valeu pela resposta e abraço.

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    • 15/04/2011 - 08:59
      Enviado por: CHELISTOM

      Ok agora são duas bonecas que apareceram para falar besteira dos MERDAS de liverpool sem serem convidados, U2 SIM.

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    • 15/04/2011 - 11:01
      Enviado por: Camila

      Chelistom, nem contra-argumentar de forma lógica vc consegue, pois o que vc diz é única e exclusivamente baseado em suas emoções. Sabe, às vezes faz bem usar o cérebro, e não somente o estômago. Mas talvez isso seja pedir demais para vc.

      Se vc realmente gosta do U2, poderia seguir um conselho já dado pelo Beatlemaníaco: tome-os como exemplo de civilidade! Se vc foi ao show no domingo, certamente viu quando o Bono teceu belos elogios a outras bandas de rock, como o Radiohead, por exemplo.

      Suas atitudes e reações condizem mais com adeptos de baile funk, do que alguém que gosta do U2.

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    • 15/04/2011 - 11:11
      Enviado por: Camila

      Eduardo, eu entendo o que vc diz e concordo. Realemente, é um feito único uma banda ser a maior referência do rock como são os Beatles, mesmo depois de 40 anos de seu término.

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  • 13/04/2011 - 07:24
    Enviado por: Mônica Moraes

    Moro aqui na Nova Zelândia em Wellington desde junho do ano passado. Em Novembro o U2 veio fazer dois shows aqui em Auckland… Comprei pro primeiro e acampei na porta do estádio pra conseguir ingresso pro segundo show porque é isso. Você fica querendo ver de outro ângulo, ver mais uma vez, prestar mais atenção nesse ou naquele detalhe. E aí você vai e tem o privilégio de ouvir aquela outra música que não ouviu no dia anterior… Toneladas de equipamentos e eles chegam no palco pra tocar andando… pra te lembrar que apesar daquilo tudo eles ainda são 4 caras indo fazer o que mais gostam…. eu avisei a todos os meus amgos no Brasil e hoje vejo eles reagindo exatamente como eu. U2 podia fazer outro “360º” pelo mundo com essa turnê. Mais e mais uma vez….

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  • 13/04/2011 - 11:49
    Enviado por: Patricia

    Eu estava no show domingo. No seu texto, você transmitiu muitas sensações que eu senti naquela noite. Uma noite que nunca mais esquecerei, e seu texto nos ajuda a lembrar de cada detalhe do que parece ter sido um sonho!!!!!!
    U2 realmente é a melhor banda do mundo, se preocupa em fazer o melhor sempre, mesmo com tanto tempo de estrada e com todo o sucesso que faz! Essa turnê foi um presente da banda para todos os fãs do U2!

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  • 14/04/2011 - 09:01
    Enviado por: Paulo

    Felipe, acabo de ler seu texto: Sem tirar nem por. Foi o show mais fantástico que fui! A banda consegue realmente usar essa estrutura em prol do show! Agora, quanto ao repertório, Sábado, acertaram em cheio. E Zooropa ao vivo, pela primeira vez, foi o momento mais emocionante.

    abs,
    Paulo

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  • 14/04/2011 - 15:15
    Enviado por: Daniela

    O fato que ninguem comenta eh que, no Brasil, o publico de rock esta envelhecendo e nao esta se renovando…. Havia adolescentes no show do U2 ou a maioria ja tinha passado dos 30? Tenho reparado isto nos shows de rock que acontecem em SP. Outro dia fui ao show da Rita Lee e nao havia ninguem com menos de 30/35….

    Qual sera o futuro da musica no Brasil? Luan Santana, Ivete e Restart…. ?!?!? Algo a ser discutido e lamentado.

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  • 14/04/2011 - 18:37
    Enviado por: Miss Bono

    Texto perfeito para descrever um show perfeito! Parabéns!!! Posso roubar essa frase ‘U2 só existe One’??? rsrsrrs

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  • 14/04/2011 - 20:43
    Enviado por: Marcinha

    Os 3 shows foram maravilhosos, mas o de domingo foi o especial. Um verdadeiro espetáculo. Realmente U2 só existe “One”

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  • 15/04/2011 - 11:38
    Enviado por: Guilherme

    Por que o U2 é a maior banda dos últimos 30 anos? O U2 reinventa-se a cada novo álbum. Um disco é totalmente diferente do outro. Eles não têm medo de errar, ao contrário de 90% das bandas. Mesmo os Rolling Stones (uma das três maiores bandas da história ao lado de Beatles e U2) não reinventam-se há muitos anos, ou até mesmo décadas. O que dirá então do AC/DC? Um guitarrista ridículo que ainda usa o mesmo terninho dos anos 80. Mas como eles são metidos a bad boys, alguns falam que eles são melhores que o U2. Se o U2 atingiu tal nível de grandeza, foi graças à sua qualidade musical. Pois o engajamento político de Bono & cia. só faz o U2 queimar seu filme com os metidos a roqueiro. Gosto do U2 pelas suas músicas e não pela caridade de Bono. Mesmo em um mundo cheio de mazelas, quando aparece alguém disposto a ajudar (e este alguém poderia estar torrando seus milhões e não preocupando-se com os miseráveis da África), aparecem imbecis para criticá-lo. Vão lá e ajudem então. Criticar é muito fácil! O U2 tem um ego inflado mesmo. Quem não teria ao olhar para os lados e não ver uma banda que chegue aos seus pés e lotar estádios em todos os países? Mesmo que os anos 2000 não foram brilhantes para o rock, o U2 ainda influenciou bandas como Coldplay, The Killers, Keane e outros.

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    • 15/04/2011 - 15:34
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Guilherme: por que para afirmar o U2 você precisa atacar o AC/DC? É este tipo de coisa que não entendo. Tudo bem, você tem o direito de achar a roupa do Angus Young ridícula, mesmo que isso seja apenas uma mera preocupação estética e sem qualquer análise musical. Só corrigindo: na verdade, o “terninho” é da década de 70, não de 80. Sinceramente, não consigo enxergar o motivo de se comparar U2 e AC/DC, pois são bandas de estilos totalmente diferentes, com filosofias diversas e propostas antagônicas. Cada banda segue um caminho, mas é inegável que ambas continuam até hoje no topo. Claro que se você for fazer uma análise de popularidade, possivelmente o U2 seja “maior” do que o AC/DC, mas veja que a primeira é uma banda de rock/pop, já a segunda é de hard rock (o hard rock verdadeiro, aquele dos anos 70), então convenhamos que o estilo do U2 é muito mais acessível. Você chama de imbecis aqueles que criticam o U2, mas você está usando do mesmo instrumento com relação ao AC/DC. Não vejo sentido nisso…para demonstrar sua admiração pelo U2 e que você a considera a maior banda de todos os tempos não é necessário atacar o AC/DC.

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    • 16/04/2011 - 07:20
      Enviado por: Ricardo Costa

      Se u2 alcançou esse nível de grandeza foi pq o bono é melhor marqueteiro do que músico!

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  • 15/04/2011 - 12:26
    Enviado por: Guilherme

    Se Bob Dylan disse que as músicas do U2 serão eternas… quem são estas pessoas para falar que não?

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    • 15/04/2011 - 13:48
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Existe sempre a tendência de se esquecer que a eternidade inclui o passado. Só podemos saber mesmo da permanência de algo depois que esse algo, de alguma forma, desaparece do presente e consegue se manter vivo na memória.

      Quem garante a “eternidade” de uma música são aqueles que a escutam, executam e estudam, independente da época presente. Ou seja: são aqueles que fazem com que ela (a música) seja incorporada à cultura. Não é porque Mr. Zimmermann disse que as músicas do U2 são “eternas”, que elas o serão.

      Veja: se você pegar uma criança (de 7 a 10 anos) em qualquer lugar do mundo -ex.: República Dominicana, Bolívia, Zimbabue, Madagascar, Síria e Butão- e cantar uma música do U2, qualquer uma à sua escolha, a possibilidade de ela reconhecer essa canção será bem remota. Agora, pegue essas mesmas crianças, nesses mesmos países, ou quaisquer outros à sua escolha, e apenas assobie o refrão de Yellow Submarine e veja o resultado. Provavelmente ela abrirá um largo sorriso e começará a assobiar junto.

      Aí você entenderá realmente a diferença entre desejar que algo seja duradouro e reconhecer algo que não morre, porque faz parte da vida e da cultura das pessoas.

      P.S. (destinado aos que citaram Beatles neste post): Discordo que The Beatles tenham sido a maior banda de rock, ou uma das maiores, da história da música. A partir de Revolver é praticamente impossível enquadrar Beatles apenas como rock. Eles transcenderam esse gênero musical e por isso alcançaram a repercussão que tiveram. O que tem de “rock” Eleanor Rigby, Here Comes the Sun, Because, Within you Without you? E como enquadrar Sgt. Peppers, que incorporou o padrão das sinfonias da música erudita, como apenas rock? Beatles é rock, mas muito mais do que isso. Esse é o segredo da vitalidade do grupo 40 anos depois de seu final. Quem duvida, escute, hoje, Help, I’ll Be Back; Day Tripper; Norwegian Wood, e perceba o frescor dessas canções.

      Se for para escolher banda de rock puro, fico com Led Zeppelin, Stones, Deep Purple, Queen e tantas outras, que, com o devido respeito, deixam U2 comendo pó por muitos e muitos quilômetros.

      Beatles e Oasis forever

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    • 15/04/2011 - 17:31
      Enviado por: Guilherme

      Caro camarada Beatlemaníaco,

      quem falou sobre Beatles aqui? Quem disse que eles não são eternos? Eles, além de eternos são a maior banda da história, ao contrário do que vc acha. Afinal, falando de pop (ou pop rock), eles são imbatíveis. Mas falar q crianças desses países, que mal tem o q comer, conhecem Yellow Submarine é muita ingenuidade, para não dizer outra coisa. U2 será eterno, querendo vc ou não. O que falta para aumentar a grandiosidade do U2 é eles encerrarem a carreira. Pois toda banda é muito mais valorizada quando ela não toca mais.

      Se for pela sua toria, U2 será eterno, pois quem conhece as músicas do Led Zeppelin? Apenas os antigos e pouquíssimos de hoje.

      Respeito muito Beatles (influência de quase todas as bandas ou influência das influências). Mas alguém que gosta de Oasis falar mal do U2, é de dar dó.

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    • 15/04/2011 - 18:31
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Guilherme, será você um analfabeto funcional? Pois ler, de fato, não sabe. Quem disse que não gosto de U2? Gosto. Explanei a respeito acima. Só não os considero os melhores, nem os mais-mais etc. etc. Aliás, acho Bono mais importante socialmente do que musicalmente. O trabalho dele em prol dos desassistidos, pouco importando vaidade ou não-vaidade, é admirável. Já como cantor é bom, carismático, mas só. Nada excepcional.

      No caso, apenas teci um comentário sobre a “eternidade” do U2, segundo suas palavras (via B. Dylan). Me parece muito cedo ainda para se falar disso. A “eternidade” é decidida pelas pessoas e pelo uso contínuo de um objeto ou elemento cultural, não pela sua vontade ou pelas palavras de Mr. Zimmermann. Daí o exemplo de Yellow Submarine. Embora você use o discurso mais do que velho (e reacionário) de que quem não tem comida, não se incomoda ou não tem cultura, ledo ‘ivo’ (é um poeta, tá?) engano seu. O exemplo que eu citei existe. Nada posso fazer se sua limitação intelectual não lhe permite conhecer o que está além de seu horizonte. E eu desafio você a mostrar que crianças de qualquer país -pode ser o mais rico, se quiser, Islãndia, Finlândia, EUA etc.- conhecem refrões ou trechos de músicas do U2. Arrisco dizer que “óbvio que não”, porque U2 não fez revolução cultural alguma.

      http://www.youtube.com/watch?v=KzBDX1_TvlM

      Se quer outra música conhecida por jovens do mundo todo, e que em 1985 foi cantada pelos estudantes contra o Apartheid na Africa do Sul, chama-se THE WALL, do Pink Floyd. Mais de 20 anos depois, a mesma música foi cantada na Palestina, contra a existência do muro que atravessa terras daquele povo. Mas, para pessoas como você, isso deve ser “antigo” e só acessível a “pouquíssimos de hoje”. Pois é; Pink Floyd e Roger Waters não ganharam da ONU o equivalente a um Prêmio Nobel da música, por sua importância que transcende o próprio rock…

      O que determina a vida de um bem cultural é que ele se torne parte da vida das pessoas e não que seu criador tenha morrido ou sua obra acabado. Esse é outro mito alimentado pela mídia e que você, que desconhece “antigos e pouquíssimos de hoje”, também engole.

      Sobre quem conhece Led Zeppelin hoje em dia? Provavelmente até você (hehe). Aliás, em todas as enquetes sobre melhores bandas de rock de todos os tempos, eles estão sempre entre os primeiros (venceram umas 10 na Rádio Kiss FM, em SP, para ficar num veículo do meio). Nem vou passar links, porque ficaria feio para você. Aliás, meu filho de 11 anos está aqui, no meu escritório, atrás de mim, ouvindo Deep Purple. Lazy, Smoke in the water, Burn. Ele conhece o riffizinho de Smoke in the water, mas algo de U2?…e olha que eu gosto e escuto…mas fazer o quê…e ele nem é muito ‘antigo’ não, viu?hehe

      Sobre gostar de Oasis, gosto muito, mas sei qual é o devido lugar deles no lugar da história do pop/rock. Trata-se de uma veleidade que me permito, se bem que Noel Gallagher é de fato um grande compositor. Aliás, já que se trata de “popularidade”, lembro que o hit inglês mais conhecido (e cantado) pelo “povão” na Grã-Bretanha não é nenhuma música do U2, mas “Dont look back in anger”, do Oasis.

      No fundo, com todo respeito à sua pessoa, é a sua (falta de) cultura que é de dar dó.

      Beatles e Oasis forever.

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    • 15/04/2011 - 18:41
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Só mais uma coisa: você deve ser tão americanocentrista, que acha que crianças na Síria, República Dominicana e Butão “passam fome”. Estude um pouquinho mais, para não usar chavões que só deixam à mostra sua ignorância. A República Dominicana, vizinha do Haiti, é um país estável e próspero (eles têm que vigiar as fronteiras para não receber milhões de haitianos). A Síria tem um dos melhores IDHs do Oriente Médio. E o Butão é tão ruim, que seu governo criou um indicador chamado FIB – Felicidade Interna Bruta, para medir o nível de satisfação de sues cidadãos. Pesquise e confira por si mesmo, antes de tentar ostentar sua falta de cultura como se fosse sabedoria.

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  • 15/04/2011 - 19:03
    Enviado por: Beatlemaníaco

    Melhores (bandas e canções de rock) de todos os tempos. Peguei enquetes de maneira aleatória, para não ser tendencioso. Os resultados falam por si mesmos.

    Enquete em inglês:

    http://www.mademan.com/mm/10-best-rock-songs-all-time.html

    http://www.rollingstone.com/music/lists/100-greatest-artists-of-all-time-19691231

    http://today.msnbc.msn.com/id/4595384/ns/today-entertainment/

    http://www.the-top-tens.com/lists/greatest-rock-band-of-all-time.asp

    Enquete em espanhol:

    http://www.psicofxp.com/forums/musica.41/478944-10-mejores-bandas-rock-todos-tiempos.html

    http://listas.rpp.com.pe/musica/5-las-mejores-bandas-de-rock-del-mundo

    http://www.all-rankings.com/entertainment-and-music-music/r-779a2abaec/mejor-banda-de-rock-de-todos-los-tiempos

    http://www.youtube.com/watch?v=ckar8isKV0o

    Em português:

    http://forum.cifraclub.com.br/forum/3/64052/

    http://blogs.estadao.com.br/felipe-machado/as-top-10-bandas-de-rock-de-todos-os-tem/

    http://www.blogbrasil.com.br/as-melhores-bandas-de-rock/

    Acho que já basta, para ver como os “antigos” ainda predominam no gosto e no imaginário da moçada de hoje.

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  • 15/04/2011 - 19:15
    Enviado por: Guilherme

    Vamos ter q mudar os conceitos agora. Segundo o Beatlemaníaco, países com IDH abaixo de 0,8 são desenvolvidos.

    Butão: (0,619)
    República Dominicana: (0,777)
    Síria: (0,589)

    Se for assim, o Brasil é praticamente uma Suécia.

    É tanto conhecimento e cultura no comentário deste cara que eu me sinto inferior.

    Não sou fã de americano, muito menos paga pau de gringo como vc.

    Recomendo-te fazer algumas aulas de Geografia. Talvez assim possa ter propriedade para falar.

    Gosto de rock, mas desde quando gostar de rock é ser culto?

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    • 15/04/2011 - 20:16
      Enviado por: Beatleman

      15/04/2011 – 20:08
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Você não é apenas ignorante. Tem má fé mesmo. Como não conseguiu rebater com argumentos o que escrevi, procura, agora, se basear no único ponto onde teria condições de tentar distorcer o que eu disse. Mais uma vez, vamos lá:

      1) Eu não falei sobre IDH de República Dominicana, nem Butão. Disse que “A República Dominicana, vizinha do Haiti, é um país estável e próspero (eles têm que vigiar as fronteiras para não receber milhões de haitianos). A Síria tem um dos melhores IDHs do Oriente Médio. E o Butão é tão ruim, que seu governo criou um indicador chamado FIB – Felicidade Interna Bruta, para medir o nível de satisfação de seus cidadãos.”

      Ou seja: as crianças desses países não são as miseráveis que você tentou alegar, em seu comentário medíocre: (…) “falar q crianças desses países, que mal tem o q comer, conhecem Yellow Submarine é muita ingenuidade, para não dizer outra coisa”. Esse é o ponto.

      Citei o IDH da Síria, afirmando que é um dos melhores do Oriente Médio. O IDH da Síria está no limite do baixo para o médio.

      O Butão é um país pobre. Idem a República Dominicana. Contudo, não são poços de miséria, como você tentou caracterizar, e vêm crescendo, gradativamente, de forma homogênea.

      http://www.passagempara.org.br/main.asp?View={6053AC79-5181-41DE-9DB9-0464F38FF407}

      Sobre o Butão, segue texto da revista Época.
      http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80676-6048-501,00.html

      2) Nada disso elimina o argumento, contra o qual você não tem argumentos: pegue uma criança, em qualquer país à sua escolha, e assobie o refrão de Yellow Submarine. Possivelmente ela o conhecerá. Beatles já faz parte da cultura moderna. U2, não. Esse é o ponto. E duvido que U2 se “eternize” como você tolamente crê.

      3) Não sou “paga-pau” de nada. Aprecio o que é bom, seja brasileiro, coreano, do bantustão ou mesmo se vier de pessoas como você (difícil, mas temos que tentar acreditar…hehehe).

      4) Concordo com sua frase final. Não é preciso ter cultura nenhuma para gostar de rock. Você é a prova viva disso.

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    • 11/05/2011 - 16:24
      Enviado por: Rogério

      Clap, Clap, surpreendente é a palavra,parabéns, matou a pau beatlemaníaco.

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  • 15/04/2011 - 20:18
    Enviado por: Z

    1

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  • 15/04/2011 - 21:07
    Enviado por: Camila A.

    Felipe, eu também estava lá no domingo e ainda estou… estou… sei lá… em estado de graça…rs Acho que fiquei triste por não ter ido na quarta de novo…

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  • 16/04/2011 - 02:35
    Enviado por: Karen

    Que txt. Parabéns. Eu acrescentaria outros cometários, mas todos diretamente relacionados às minhas preferências, o que me faz lembrar que o post é seu, e a ideia de estar aqui é pra elogiar a emoção com a qual escreve. E tdo seguiu na quarta, de onde, na inner circle, colada na grade em frente ao palco, tive mais uma nova boa impressão da banda: Adam é um doce, passou o tempo todo sorrindo pra nós, mostrando o quão feliz sua alma estava, assim como a sua, a minha, a nossa.

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  • 17/04/2011 - 13:33
    Enviado por: Leandro

    Salve Felipe…
    O Led Zepellin é uma banda que esta no rol das grandes bandas, junto com o U2. O que admiro no Page foi a capacidade que ele teve de captar coisas bacanas que estavam ao seu redor e traze-las para o Led (o arco de violino e a guitarra, musicas de outras bandas, a temática, etc…)…alguns tratam até como cópia….eu vejo que ele deu uma maior significado para estas coisas que o inspiraram…
    O U2 pra mim tem um pouco disso tambem…principalmente no titulo do seu texto.
    O palco 360 graus não foi criado pelo U2. O Metallica utilizou na turne do Black Album e o Def Leppard antes ja tinha usado na turne do Hysteria… Este modelo de palco realmente me fascinou desde que vi o Def Leppard….a interaçao com o publico é diferente…e todo aspecto financeiro que voce pontualmente levantou.
    Felipe buscar o origem das coisas é fascinante…
    Voce sabe qual foi a primeira banda que utilizou o palco 360 graus??? Que agora o U2 elevou a um outro patamar….
    Abraçao
    Leandro
    P.S….Meu projeto do meu centro cultural esta muito bacana…e estou persistindo e trabalhando bastante nele.

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  • 17/04/2011 - 21:56
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Felipe.

    Vamos falar de “normalidade” ?

    Roxette. O que acho ??

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  • 19/04/2011 - 11:19
    Enviado por: Alexandra

    Achei o palco fantástico. Muito Emocionante !
    Adoro shows, mas não suporto multidões.
    Me falta ar. Por isso fico sempre nas arquibancadas.
    Desta vez fiquei na amarela.
    Estava preocupada com a acústica, com o palco e tudo mais.
    Mas vou falar que achei o local perfeito.
    Não foi o melhor show que já vi, mas foi para a lista dos inesqucíveis.
    Nem os acho a maior banda do mundo, mas tenho um carinho especial por eles, pois foi deles a primeira fita k7 – comprada por vontade própria.
    Sem falar que tenho uma quedinha romântica pelo The Edje :)

    Felipe, vou com você no Paul pois fica $$ inviável eu ir para o Rio. Espero teu texto !

    Beijo.

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  • 19/04/2011 - 20:38
    Enviado por: Andre

    Acho que o U2 vacilou em nao fazer pelo menos uns 8 shows, pois venderiam facil os ingressos , estes 3 shows foram vendidos em horas e em novembro, se realmente estivessem interessados em dinheiro foi um vacilo enorme, poderiam tentar uns 10 shows somente em sao paulo.

    Mas acho que nao quiseram fazer isto para nao passarem imagem de mercenarios ou prepotentes, e pq nao em respeito as outras bandas.

    Eu tenho varios amigos que queriam ir ao show, mas que nao foram por falta de ingressos, em torno de 12 pessoas, eu mesmo so consegui ir, porque uma amiga minha ficou de madrugada ate 12 horas da manha na prevenda para cartao de credito e conseguiu comprar somente a arquibancada amarela, que se mostrou a melhor opcao, pois o palco ficava mais perto da arquibancada e a qualidade do som era excepcional.

    Sobre o show, foi o melhor da minha vida, eu ja fui em shows muito bons, como r.e.m em orange county, pearl jam em los angeles, o proprio u2 em 98, mas este palco e coisa de outro mundo, a qualidade do som, e o tanto que o bono cantou bem no domingo, foi espetacular o entusiasmo do publico que pulou , gritou, parecia que o telao e tudo estava num quarto.

    Podiam pesquisar o show do dia do domingo no youtube e ver video da visao da arquibancada para ter uma nocao minima, pq ao vivo e 1000 vezes diferente, melhor.

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  • 20/04/2011 - 16:39
    Enviado por: HELTER SKELTER

    Pois é,

    os caras são bons. Muito bons. Muito do muito bons. Já fui em show deles, em outra época, e gostei mais.

    Acho que nos anos 80 a cabeça era outra. Naquela época eu me emocionava mais com mensagens humanistas, engajadas,

    cheguei a ajoelhar no chão uma vez quando tocou “Pride” no velho e bom Vitória…craz, craz, craz.

    Ainda tenho U2 em tudo que é Ipod, Ipad, Celu e o escambau, e os caras estão guardados com um puta respeito,

    mas tenho menos aquele impulso “putz, quero ouvir U2…”.

    Tô ficando velho e mais “pancada”, literalmente. Pra subir a drena meto logo um Ramones, Motorhead, Rush (ave..Rush!) ou um Jail Break do Problem Child.

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  • 22/04/2011 - 02:41
    Enviado por: Cris Mussi

    Quase 10 dias sem nada de novo?????? Ah!!!! estamos esperando!!!!!
    abraços

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  • 26/04/2011 - 18:10
    Enviado por: CHELISTOM

    U2 MELHOR DE TODOS OS TEMPOS

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