Axl Rose: O líder do Guns N’ Roses engordou e não tem mais os cabelos do garoto que conquistou o mundo em 1988. Mas a atitude…
Difícil fazer uma crítica ao show do Guns N’ Roses no Parque Antártica, no último sábado, 13 de março. Se eu fosse um jornalista recém-chegado de Marte, sem nenhum envolvimento emocional com o assunto retratado, provavelmente seria muito fácil: eu comentaria apenas o lado técnico e esqueceria o resto. O problema é que não sou de Marte, sou fã e acompanhei toda a carreira do Guns N’ Roses, do início da fama à loucura de Axl Rose. E aí é mais complicado classificar o show apenas como ‘bom’ ou ‘ruim’.
Pensei nisso já na saída do estádio, quando encontrei amigos que me perguntaram ‘e aí, o que você achou?’. Há aqueles chatos que, quando alguém pergunta, ‘como vai?’, o cara realmente responde. Então eu acabei dizendo que ‘gostei’, mas há muito mais que isso, não? O show nunca é só bom ou ruim, ainda mais sendo um show do Guns N’ Roses.
A noite começou com o show de Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row, já que perdi as duas bandas brasileiras que abriram a noite, o Rock Rocket (veja entrevista que fiz com o trio na TV Limão) e o Forgotten Boys. Sebastian Bach (‘Tião’, como ele se auto-apelidou, vestindo uma camisa do Brasil com o carinhoso apelido brasileiro) já foi um dos maiores rockstars do planeta, no final dos anos 80, início dos 90. O Skid Row, assim como o Motley Crüe, Ratt, Bon Jovi, Guns ‘N’ Roses e mais meia dúzia de bandas americanas de hard rock, se revezavam no topo das paradas com canções melódicas, riffs de guitarra e vocalistas amados pelas garotas. Além da fama e das turnês mundiais, essa cena praticamente dominada pela cena de Los Angeles, mais especificamente a região de Sunset Boulevard, em Hollywood, tinha em comum um visual andrógino e exagerado, cheio de maquiagem e hairspray. Em São Paulo, isso era chamado de ‘poser’. No Rio, era ‘rock farofa’.
Sebastian Bach canta ‘Big Guns’ e ‘Here I Am’ (imagens da TV Estadão):
Em 1993, veio o Nirvana e detonou tudo isso. A maioria das bandas acabou ou foi condenada ao ostracismo. Alguns personagens sobreviveram, mas se tornaram caricaturas de um tempo que, apesar de relativamente recente, já era história na memória dos fãs ávidos por novidades e novos ídolos.
Peraí, estou dizendo tudo isso para quê?
Para dizer que Sebastian Bach se encaixa nesse perfil. O repertório do Skid Row era muito bom, principalmente dos dois primeiros discos, ‘Skid Row’ e ‘Slave to the Grind’. Mas ouvir esse som hoje (anteontem) soa datado como se ele fosse século passado (e é mesmo, claro). Algumas canções ainda sobrevivem, como ’18 and Life’, ‘Monkey Business’, ‘Youth Gone Wild’, e ‘I Remember You’, mas ‘Tião’ não está mais em sua melhor forma. É engraçado porque, como ele já foi um grande ídolo, parecia totalmente à vontade cantando em um estádio. Mas sua voz não é mais a mesma, e os arranjos vocais do Skid Row eram de um exagero cruel para sua garganta.
Sebastian Bach (a propósito, que nome maravilhoso para um rockstar, não?) foi simpático, se esforçou, correu para lá e para cá. Muitas meninas na plateia ainda tentaram se empolgar, garantindo que ele ainda estava lindo, sexy, etc. Mas ‘Tião’ parece preso (com braceletes de oncinha) aos anos 90, não apenas pelo visual anacrônico de cabelão e calça justíssima, mas porque ele não conseguiu transformar excelentes canções em clássicos do rock, talvez pela fragilidade delas mesmas quando expostas à passagem do tempo, talvez pela insistência dele em se apresentar como o adolescente-galã-ingênuo do início de carreira. Confesso que torci pelo ‘Tião’, queria que o show fosse bom e que sua voz desse conta do recado. Também não sou daqueles chatos que ficam prestando atenção em cada agudo que o cara dá para dizer ‘esse ele acertou, esse ele errou’. O problema não foi não alcançar as notas, mas tentar alcançá-las e não conseguir. Talvez por arrogância ou orgulho, ‘Tião’ não quis mudar o tom e adaptar os arranjos das músicas para torná-las mais fáceis. Ele quis ir atrás da época perdida, resgatar a fama à fórceps.
O tempo, no entanto, só anda para frente e não espera por ninguém, não importa se você era o rockstar mais famoso de Hollywood. Como em ‘Crepúsculo dos Deuses’, ‘Tião’ estava pronto para seu close-up… mas o fotógrafo não apareceu.
Falando do Guns, em primeiro lugar queria dizer que Axl Rose tem, sim, o direito de usar o nome ‘Guns ‘N’ Roses’, ao contrário de gente que falou que a banda era um cover de luxo. Se uma banda cover leva 38 mil pessoas a um estádio, eu queria tocar em uma banda cover. Gostaria de ver Axl tocando ao lado de Slash, mas o resto do Guns eu dispensaria facilmente (apesar de importante musicalmente, convenhamos que o resto da banda era irrelevante, pelo menos para o grande público). Axl-Slash era uma dupla, guardadas as devidas proporções, que nos remetia aos grandes duos do rock, como Mick Jagger-Keith Richards e Robert Plant-Jimmy Page. Mas Slash e Axl brigaram, e Slash não fez a menor questão de ficar com a herança do Guns N’ Roses: montou outras bandas (nos anos 90, conheci o mestre da Les Paul quando o Viper abriu para o Slash’s Snakepit no saudoso Olímpia, em São Paulo), gravou com vários artistas, seguiu seu próprio caminho. Axl Rose ficou com o peso (literalmente, como veríamos alguns anos mais tarde) de levar o legado artístico da banda para as gerações futuras. Por isso, acho que ele tem, sim, o direito de usar o nome ‘Guns N’ Roses’. Algúem tem dúvida de que Axl é o Guns N Roses? No, way.
Luzes apagadas, introdução nos alto-falantes e tudo pronto para Axl entrar em cena. Mas logo no início da apresentação já tivemos uma amostra do que é um show quando Axl Rose está no palco: tenso, nervoso. Logo na primeira música, ‘Chinese Democracy’ Axl foi atingido por um copo d’água e interrompeu.
Veja o vídeo abaixo, publicado no YouTube:
Entre as frases publicáveis, Axl disse: ‘Seu covarde, você quer ferrar todo mundo que está no show? Porque para mim não tem problema, eu vou embora.” Quem conhece Axl sabe que isso é verdade: ele pode deixar o palco a qualquer momento. Se as pessoas sabem que isso pode acontecer, por que atacam coisas nele? Por que há imbecis na plateia que querem aparecer mais que o artista? Se Axl fosse embora, aposto que começaria um quebra-pau perigosíssimo e com prováveis vítimas entre as 38 mil pessoas que lotavam o estádio. Por que, então, um idiota joga um copo d’água no vocalista na primeira música do show? Porque sabe que não vai acontecer nada com ele. Se houvesse uma tragédia causada por essa idiotice, será que o idiota seria responsabilizado? Como aqui é o Brasil, provavelmente… não. É como a violência entre torcidas: o anonimato em meio à multidão libera o animal que existe dentro de cada imbecil.
Axl aproveitou também para falar sobre o incidente da noite de quinta-feira, quando ele não compareceu a um show acústico que faria na boate Disco, em São Paulo. A banda chegou a passar o som e Axl decidiu não comparecer ao local apenas lá pelas 2 da manhã, porque estava com a voz ruim e não queria comprometer o show de sábado. As 200 pessoas que estavam na boate, ao saber que não haveria o acústico, partiram para o quebra-quebra, brigas, baixarias. Lembrando apenas que a Disco é uma das boates mais chiques e caras de São Paulo, ou seja, cheia de gente, aparentemente, alfabetizada. Ledo engano, Brasil-sil-sil!
Live and let die.
Depois do início tenso, Axl emendou um repertório que alternava sucessos antigos do Guns, como ‘Welcome to the Jungle’, ‘Mr. Brownstone’, ‘Nightrain’, ‘Sweet Child O’Mine’ (um dos melhores riffs da história do rock), ‘November Rain’ e músicas do ‘Chinese Democracy’ (leia aqui uma crítica sobre o disco mais falado e menos ouvido de todos os tempos). Só para constar, acho o ‘Chinese Democracy’ um disco excelente, do nível de qualquer outro disco do Guns (e até melhor que alguns). O problema é que todo mundo começou a falar sobre as maluquices do Axl e esqueceu de falar sobre as músicas, e daí fica difícil.
Disseram também que o disco demorou muito para ser gravado/lançado e, por isso, seria decepcionante. Alguém que entende um mínimo de música sabe que não há a menor relação entre o tempo em que um disco é gravado e sua qualidade. Os Beatles gravavam discos em um dia (sim, era outra época), o Brian Wilson, do Beach Boys, demorou décadas para gravar ‘Smile’. Michael Jackson demorou muito tempo para fazer ‘Invencible’. Passar mais horas no estúdio não significa que o disco sairá bom. O que diz se um disco é bom são suas canções, seus arranjos, suas performances, suas vendas. Por isso o ‘Chinese Democracy’ é bom, e não por qualquer outra razão. E só para lembrar, já vendeu cinco milhões de cópias em todo o mundo… numa época em que ninguém mais compra discos.
Vamos voltar a Axl, essa figura tão esquisita do rock and roll. Talvez ele seja o último dos rockstars excêntricos, essa figura tão comum nos anos 70 e que virou peça de museu após a explosão dos cachês milionários e do profissionalismo (no mau sentido). Axl pode ser uma versão pós-pós-moderna de Elvis Presley (adaptado à nossa época, claro), o típico garoto americano que fica famoso, inventa uma dança toda própria e com os anos vai virando outra pessoa, muito mais estranha, inchada, desequilibrada e afetada por Deus sabe lá quais substâncias. Vieram me perguntar se eu achava que o Axl usava drogas e eu respondi que não tinha a menor ideia. Está na cara que usa alguma coisa, ou talvez sua loucura e egocentrismo sejam suficientes para embriagá-lo. Talvez tome um coquetel de drogas no café da manhã, sei lá. Nunca saberemos. Ou descobriremos apenas se algo de muito ruim acontecer (bate na madeira três vezes, toc, toc, toc).
Axl tem uma fúria que o transforma em um personagem magnético: se ele está no palco, é impossível olhar para outro músico. O olhar pode começar a se perder e chegar até um dos guitarristas, mas volta rapidamente para Axl assim que ele volta a cantar com sua voz esganiçada e única. Ele grita mesmo, mas são gritos familiares, quase carinhosos. Axl sorri, mas nem assim ele passa uma imagem de tranqüilidade. É um rocsktar-bomba, prestes a explodir a qualquer momento. Nem quando senta ao piano a gente fica sossegado e assiste ao show numa boa. Se Elton John tivesse fumado crack quando era adolescente, teria virado Axl Rose. Axl é o Michael Jackson do hard rock.
Quanto à banda, só posso dizer que os músicos são excepcionais mais ou menos na proporção inversa de seus carismas. Ou seja: tocam muito, perfeitamente, mas parecem ter saído de uma fábrica de ‘descolados’. São todos tatuados, fazem caras e bocas, detonam suas guitarras, têm cabelos e roupas malucas, colares e pulseiras, brincos em vários lugares do corpo. E ninguém está nem aí para eles. Queria que tivesse vindo o Robin Finck, um dos guitarristas mais incríveis da atualidade e que gravou ‘Chinese Democracy’.
O show teve quase três horas, mas vamos deixar claro que boa parte é ocupada por solos individuais. Como é que se dizer ‘encheção de lingüiça’ em inglês? Sei lá. Alguns solos foram legais, quando o músico quis fazer alguma homenagem divertida em vez de ficar dizendo ‘olha o que eu sei fazer’. O pianista Dizzy Reed tocou uma versão instrumental de ‘Ziggy Stardust’, do David Bowie. Comecei a cantar a letra em voz alta, mas parei logo em seguida porque começaram a me olhar com uma expressão do tipo: ‘o que esse tiozinho está cantando? Essa música nem está no disco do Guns’, ou algo do tipo. O guitarrista Ron ‘Bumblefoot’ Thal (que devia estar gripado, porque usava casaco de couro no calor de 35 graus) tocou o tema da Pantera Cor-de-Rosa em versão metal; o guitarrista Richard Fortus tocou a musquinha do James Bond; já o guitarrista DJ Ashba ficou apenas fazendo umas escalas pentatônicas e arrumando o cabelo. Totalmente desnecessário. Completavam a banda o baixista Tommy Stinson (bom) e o baterista Frank Ferrer (muito bom).
O show terminou com ‘Patience’ e ‘Paradise City’, dois clássicos do Guns cantados por todo o estádio. Voltando ao início do texto, eu diria que tecnicamente o show foi apenas ‘bom’, principalmente porque a voz de Axl falhou bastante em algumas músicas. Mas olhando para a trajetória de Axl Rose, sua importância no processo que recolocou o rock no topo do mundo e, principalmente, sua atitude de não se importar com ninguém a não ser seus fãs, posso garantir: foi um show de rock inesquecível.
Thanx, Axl. Good luck, man.
A belíssima balada ‘This I Love’ em show de Osaka, Japão, 2009.
(Atenção ao solo criado por Robin Finck e executado aqui pelo guitarrista DJ Ashba aos 2:29 da música. É um dos meus solos favoritos)
Sou e sempre fui seu fã.
Quando vim ler a materia pensei “mais um para detonar Axl”, me esqueci que tu é fã da banda.
Sabio texto, adorei, escreveu muita coisa que comentei com as pessoas, eu prefiri muito mais os shows do Guns de 91 e 92 a esse, e nem ligo pela, falta de Slash e cia, mas por tudo.
A unica coisa que discordo um pouco é sobre o Sebastian, o cara foi extremamente simpatico, fez o show da vida como publicou no myspace, e, por mais que viva nos anos 90, foi melhor que muita gente que poderia estar ali.
Axl é um cara emblematico e se divertiu no palco, e tambem cantei Ziggy e muita gente questionou a musica, coisas de um show, de um bom show de hard rock.
abs
Oi Ronaldo,
é verdade, o Sebastian foi super simpático. Foi um bom show de abertura, especialmente por ‘Youth Gone Wild’ e ’18 and Life’. Tomara que ele volte em um show menor, onde possa cantar com um som mais adequado a sua voz. Abs, F.
responder este comentário denunciar abusoOlá
O meu forte não é rock para tantas comparações ou citações, mas gostaria de ter ido ao show do Gun´s. Fui ao show da banda em 1995 ( se não me engano) e amei. Com certeza outro momento tanto da minha vida ( fui roqueira) como da banda tbém. Bjs
Chateada pelo ‘Tião’… Gosto dele de veras! Ou de tudo que ele foi? Dúvida mor agora…
Por que a coisa funciona pra Madonna? ¬¬º
Fala, Felipe. Volto a escrever após o assunto Metallica. Bom, nunca fui fã do Guns n’ Roses, porém realmente não entendo o motivo de um palhaço pagar o ingresso de um show, ir até lá e jogar algo no artista. Concordo plenamente que se o cara abandona o palco, o local tem tudo para virar uma praça de guerra e por culpa de um imbecil. Voltando ao Guns n’ Roses, apesar de nunca ter sido fã, seria hipocrisia negar a contribuição da banda para a história do Rock, digo Rock porque nos EUA taxam bandas como o próprio Guns, o Motley Crue, o Skid Row, etc. de Heavy Metal, algo que discordo completamente…o estilo deles é o Hard Rock, como você mesmo citou. Apesar dos pesares, considero também que o Axl Rose tem o direito de permanecer com o nome da banda, seria bobagem dizer o contrário, pois o cara pelo menos vem tentando preservar o legado de seu trabalho. Por enquanto é isso. Estou ansioso pelo show do Megadeth (acho que será no dia 24/04), o Sr. Mustaine e Cia. virão com toda a munição e estou na torcida para que mantenham o set feito nos EUA, no qual eles tocam o Rust In Peace na íntegra…vai ser matador. Valeu!
Belo texto….realmente foi tudo assim, e concordo com seu ponto de vista.
PS: Ziggy Stardust….who????? hahaha
Felipe, tudo bem ?
Acabei de chamar o Nando Machado (irmao do Felipe) no radío e falei o seguinte :
Seu imão é é a unica pessoa no Brasil capaz de falar de música, pois nenhum jornalista sabe nada de música, dizem que sabe ou escrevem o que leram em algum lugar.
Depois de ter escrito de maneira brilhante a critica do show do Metallica, agora escreveu do Guns n Roses. Posso dizer que é a minha banda preferida, fui alguns shows deles e tenho a felicidade de poder ir agora no show do Guns em Buenos Aires dia 22 de março, onde o publico é apaixonado por rock tanto ou mais que os brasileiros.
Você consegui passar exatamente o que passou no show desde o incidente com o idiota que jogou um copo com agua no Axl. Porque as pessoas tem essa mania de jogar coisas nos artistas.
Quem esteve no show de 1992 pode lembrar que o Axl parou o show duas vezes e na segunda vez no meio de Paradise City ele foi embora. Pra que fazer isso ? O cara não tem nada a perder e vai embora mesmo.
Estou escutando fazem semanas, meses ou anos que o Guns sem o Slash e Duff não são nada. Cara, cade a banda dos dois ? Está lotando estádios ? Parece que não. O Guns era uma banda que um completava o outro, mas o grande nome dessa banda chama se Axl Rose, as pessoas querendo ou não.
Gostaria de ver demais os cinco juntos com Duff, Izzy, Steve e Slash, mas com certeza não veremos isso.
Após isso tivemos uma mega banda, com Axl, Duff, Gilby Clarke no lugar do Izzy, Matt Sorum no lugar de Steve Adeller, Slash e o tecladista Dizzy Reed. O ultimo show dessa formação foi em 1993 em Buenos Aires e nunca mais tocaram juntos.
Essa atual banda é otima, muito competente, o Felipe falou tudo, não conseguimos olhar outra coisa e sim o Axl. Os guitarristas são ótimos, baterista muito bom. Tenho 34 anos, sou de uma geraçaõ que sabiamos o nome de cada um, hoje mal sabemos o nome do vocalista.
Em 1993 ou 1994 fui no Olimpia e assisti a duas bandas ótimas Viper e Slask Snake Pit, onde o Slash tocou a introdução de My Michelle (música que hoje em todos os shows Axl tem tocado junto com o Sebastian).
O Guns n Roses está de volta, o Axl tem 48 anos tem uma presença de palcos como poucos, estão viajando com uma turne sensacional, baita produção.
Estamos na geração da Internet, mesmo assim a banda consegue vender 5 milhoes de copias de um cd que nunca foi trabalhado, sem clipe, sem apoio de ninguem, apenas com criticas.
Outra coisa que o Felipe Machado falou de maneira brilhantes e que nunca ninguem falou é o seguinte : Chinese Democracy é muito bom, melhor que outros cds do Guns,mas isso é questão de opinião.
Abs
Eduardo Cabello Bergamini
Fala Felipe!
Muito bom o post. Me lembro que eu tinha uns doze anos quando caiu na minha mão um LP cuja capa era uma ilustração muito louca e o som seria um divisor de águas em minha vida musical: Appettite for Destruction era o nome dele, e a banda o GnR. Foi ali que decidi: Seria um Rockstar! Como quase toda decisão tomada na adolescência, não vingou. Mas nunca mais deixei de ouvir aquele disco, e os outros que vieram. Axl pode não ter mais a voz de vinte anos atrás (e quem tem?), mas é o maior rockstar desde Mick Jagger. Podem me malhar à vontade, rs, mas ainda não apareceu ninguém com a presença de palco e atitude do cara. Muito bom o post mesmo, ele confirmou uma triste realidade: os ídolos também envelhecem…
Fui em um show do Skid Row em 91,92, no extinto (pq?) Hollywood Rock, e a banda que abriu (a até então desconhecida Extreme) empolgou bem mais a galera. Mas gostei, Tião estava empolgado, soltando seus gritinhos agudos para quem quisesse ouvir. Ah, incluiria na lista dos clássicos dos caras a legalzinha “wasted time”.
Fui em dois shows do Viper, um que abriram pro Metallica no chiqueirão (que show foi aquele) e outro na minha cidade (Campinas) que abriram pro Exploited (lembra disso?) Sou fã velho, nunca vai rolar um Revival?
Abraço!
Fala Felipe!
Finalmente um pra fazer um review descente do show. Mas só corrigindo, o Bumblefoot tocou o tema da Pantera Cor de Rosa, Richard Fortus o tema do 007, e o cara novo, DJ Ashba que ficou mostrando as pentatônicas. E também não senti falta do
Slash, mesmo sendo fã do GNR há 20 anos, eu achei o Velvet Revolver tão ruim e pretencioso que o Slash ainda ficou meio queimado pra mim. Vamos ver se nesse CD solo ele consiga se redimir. Assim como eu não senti falta nenhuma de Snake Sabo, Rachel Bolan e cia, O Tião arrepiou com sua (incrível) banda de apoio. E no geral eu achei os 2 shows excelentes. Me importa mais o ânimo do artista do que a performance em si. E todos estavam bem animados nessa noite. E se continuar saindo cd do Guns, vou continuar comprando!
Abraço
Oi Guilherme,
valeu pela correção, já arrumei no texto. Para falar a verdade, só conseguia diferenciar o Bumblefoot, os dois pareciam iguais pra mim (hahaha). Não vejo muita diferença entre eles, há 200 caras iguais tocando em qualquer barzinho em Los Angeles… Abs e valeu mais uma vez, F.
responder este comentário denunciar abusoUau, Felipe,
que texto bem escrito!
Mesmo sem ter ido ao show, captei tudo o que rolou, graças à perfeição de sua análise.
Só não entendo uma coisa: com tantos seguranças na frente do palco – e põe segurança nisso – será que não há um que veja quem jogou o tal copo no cara?
Apenas dois ‘armários’ da equipe seriam suficientes para arrancar o cara de lá…
Um grande abraço, você é mesmo um craque da descrição.
Observa tudo, não perde um lance.
Não sei se você é assim porque é bom jornalista ou se é você é um bom jornalista porque é assim.
Já sei: as duas coisas!!!
Felipe, tudo bem?
Concordo plenamente com sua análise, fui no show em BH, e achei bom demais…
É claro que a acústica do Mineirinho não ajudou, o “cara” não tem mais o fôlego e a voz de antigamente, os guitarristas não são exatamente o Slash e o Izzy (nesse ponto discordo um pouco, acho esse fundamental), mas o rock é muito mais que isso, não é?É atitude, adrenalina, liberdade, e isso o Axl e o Guns têm de sobra…
Resumindo, 3 horas de puro e bom rock n´ roll na veia, valeu demais!!! Um abraço,
Carlos
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This post was mentioned on Twitter by tiagolchaves: No link http://migre.me/oAXi tem um video do Alx Rose escroteando com idiota que jogou copo de agua nele……
Cara, com todo respeito, as únicas pessoas que acham esse Guns NRoses legal são os fãs baba-ovo… quem gosta e conhece música sabe que isso está um completo lixo…. No Rock in Rio III ainda tinha o Robbin Fink e o genial Buckethead nas guitarras foi um show a parte…
Se você ta dizendo que Axl Rose é um cara fora de série, o que dizer de outros como Kurt Cobain por exemplo, que você mesmo disse que fez desaparecer todas bandas de Hard Rock no início dos anos 90? Isso com 2 álbuns de estúdio, Nevermind e In Utero… O próprio Axl tinha uma inveja declarada ao cara, tendo em 92 armado aquele barraco lá no VMA…
Enfim, gosto é gosto…
cara , nao queira comparar a MERDA do nirvana com GUNS N ROSES ou AXL ROSE com kurt cobain, nao cabem na mesma frase!GUNS N ROSES HUMILHA NIRVANA!
nevermind foi um disco razoavel e muito vendido pelo nirvana, agora in utero, foi uma das piores bostas da musica!
se for falar de grunge, pearl jam fica com o titulo de melhor banda! humilhando a porra do nirvana!!!
AXL superior a kurt!
GUNS INFINITAMENTE SUPERIOR A nir…ah vcs ja sabem!
PROTESTO AO QUE VC DISSE!!!!!!
POREM A LIBERDADE DE EXPRESSAO A TODOS! E A MINHA OPINIAO E ESSA!
Parabéns pelo review do Show… realmente é difícil encontrar jornalistas que conheçam tão bem a respeito de uma banda como foi o seu caso com o Guns… só vemos críticas copiadas e técnicas como você citou… Axl Rose é um grande rockstar e merece todo o crédito por seu trabalho…
Quem diz que quem gosta desse Guns N’ Roses é fã baba-ovo, é um pobre coitado… pois a música está muito além disso… o Chinese Democracy é maravilhoso, o Guns N’ Roses atual é uma banda maravilhosa…. Sorte de quem gosta e azar dos recaucados que perdem seu tempo para vir fazer críticas negativas sobre um trabalho de qualidade tão grande… Eu já acho que o Nirvana fazia shows lamentáveis com qualidade musical horrível… e nem por isso fico procurando onde falam deles para ir falar mal…
Bom… parabéns e que outros jornalistas aprendam com você como escrever sobre um grande show de Rock!!!
Felipe,
não posso deixar de dizer: você está mais lindo ainda nesta nova paginação!
Adorei a mudança: ficou mais claro, mais fácil de ler e comentar.
Parabéns ao Estadão, que dá a mesma atenção ao conteúdo de seus profissionais e à sua apresentação.
Olá Felipe,
Escrevo não só para engrossar o cordão dos elogios à sua crítica.
Não vi o show em SP, mas o Sebastian Bach tocou em um boteco aqui em Calgary há um ano e foi destruidor. A propósito, o último disco dele (Angel Down) é ÓTIMO e vale muito a pena conferir, é mais metalzão mas, em estúdio, ele ainda tem aquela pegada.
Claro, ele não é mais um garoto para detonar tudo aquilo ao vivo, mas eu sou também do tipo que curte a energia do show, não necessariamente só a qualidade técnica.
Concordo que o Finck trazia algo mais ao show além de tocar bem (afinal, ele quer sossego), o cara é uma fera. Falando em feras mais “jovens”, você já parou para prestar atenção no John 5? Seus discos solos são legais, mas a contribuição dele no disco novo do Rob Zombie é incrível, confira o “Hellbilly Deluxe 2″ depois me fala…
Poutz tinha escrito uma bíblia e deu erro na hora de enviar o meu comentário!rsrs
Ambos já não cantam como antigamente, mas pra mim, apesar disso, os shows foram memoráveis!
Se faltou voz pro Tião, ele tinha simpatia e amor de sobra! Quantas declarações de amor pra gente né!rs É bem capaz dele arrumar um lugar por aqui para vir passar umas férias!ahuahaua
E ele literalmente se jogou na galera!Pelo orkut vi fotos e depoimentos de pessoas que conheceram ele, o cara é mesmo essa coisinha fofa!rs
Agora me fala uma coisa, alguém pegou o infeliz que jogou o copo?Aquele ser merecia uma sova!Com certeza se o Axl resolvesse acabar com o show, essa pessoa teria sua vida acabada ali também!
Como você falou show dele é regido pela tensão o tempo todo né, a gente nunca sabe o que, quando, onde, como…mas sinceramente, eu acho que dentro do padrão de bom humor de Axl Rose, ele estava num dia inspirado!Esbanjou lá seu sorriso,falou uma e outra palavra em português, se mostrou preocupado com os fãs, disse preferir nós à galera da boate, ali ele definitivamente ganhou todo mundo né!Carinha esperto!
E o que foi aquele momento “Fuck You Al Rose?” ahauhauahaahua
Teve gente que quis criticar e não sabia o que estava falando!Uma garota que eu conheço, postou no twitter que não gostou do show pq ele só fala palavrão chulo o tempo todo(vá ver o xou da xuxa amiga),que ela se sentiu desrespeitada com o atraso e ele nem pra se desculpar, e nem para pelo menos cantar direito!AHAUAUAHUAHUHAUA
Ah faz me rir! A pessoa deve ser uma daquelas típicas criaturas que a gente vê em show de rock, que só vão para acompanhar o namorado!
Quem que não sabia que o cara não canta mais com antigamente?Quem não sabe que o cara atrasa?
Quem não sabe nada sobre Axl Rose?
Muita gente falou, falou, que a banda não é mais o Guns, é só o Axl…tá…Slash faz sim uma puta falta e tb concordo com vc que a banda em si girava em torno dos dois, pergunta pra geral quem eram os outros integrantes do GNR.
Achei os músicos competentes.Nada mais!
Mas, ainda bem que eu pude estar lá no chiqueiro!rs
Ver numa noite só 2 caras que fizeram parte da minha adolescência, não tem preço! Tá certo que eles já não são mais como eram quando habitavam a porta do meu guarda roupa, mas com o perdão da palavra, foi ” du caraleo”!!!!
beiju
Oi Juliana, tudo bem?
Valeu pelo seu comentário, realmente os dois foram muito simpáticos (cada um à sua maneira, claro). Só para contextualizar e contar para quem não esteve lá, foi mesmo muito engraçado ver Axl pedindo para a multidão gritar ‘Fuck you, Axl’. Mostrou um pouco de auto-ironia que eu sinceramente não imaginava que ele tinha… Obrigado e volte sempre, Juliana.
Bjs, F.
responder este comentário denunciar abusoExcelente crítica, certamente a melhor que li acerca do show, que, por sinal, foi belíssimo. Como você disse, se fosse para analisar tecnicamente seria um “bom show”. Não obstante, Guns N’ Roses é muito mais para nós do que uma performance técnica, não? Uma das melhores bandas de Rock de todos os tempos, guardadas as proporções de épocas. E ver o Axl ao vivo, gritando, correndo, dançando… é mais do que um sonho. Já fui em diversos grandes shows (vide U2, Lenny Kravitz, Aerosmith, Pearl Jam, ACDC, Coldplay, Metallica entre outros) mas emocionalmente este show do Guns – ao lado de U2 – foram os que mais me tocaram. Parabéns pelo texto e pela sensibilidade nos argumentos. PS. conhecia muito pouco do Sebastian e saí de lá adorando sua música, principalmente depois que li o texto dele sobre o show.
Fala Felipe!
Gostei demais da sua crítica do show,e resolvi posta-la na maior comunidade do Guns no orkut!
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=866041&tid=5448889605302622509&na=1&nst=1
Se puder dá uma passada por lá!
Parabéns!
Abraçoss!
Oi Renan, tudo bem?
Obrigado pela divulgação do texto, espero que o pessoal da comunidade do Guns curta também.
Volte sempre, abs,
F.
responder este comentário denunciar abusoOla Felipe,
Legal mesmo o texto, me fez voltar 20 anos no tempo. Sou do tempo que todos sabiam cantar e alguns tocar “Sweet Child” do Guns e “Wasted Time” do Skid Row. Obviamente os caras nao tem a mesma performance de antigamente, mas e’ legal que eles ainda se apresentam e sao capazes de diviertir quase 40 mil pessoas, ambos tem historia para contar.
O tempo voa para todos. Viva o Rock’n Roll.
Não fui no show e não me arrependi, sempre adorei o Guns and Roses, mas o Axl não tem mais voz, isso é fato. O cara também deve ter um monte de problemas para ser sempre mala do jeito que é, tenho pena dele por isso. A banda realmente faz falta, mas pra mim essa banda que veio não é o Guns and Roses e sim a carreira solo do Axl.
Oi, Felipe. Li teu texto e fiquei super na expectativa de ver o show. Sou fã das antigas e assisti ontem aqui em Porto Alegre. Apesar do atraso abusado de 4 horas, os shows foram muito bons e os artistas foram super carismáticos com o público. O Sebastian repetiu umas 20 vezes as cinco frases feitas, pedindo desculpas pelo atraso e explicando que os equipamentos estragaram no Rio, perguntando se estávamos preparados pro GNR e agradecendo pelos 20 anos de rock. Ele também lembrou de outra passagem por aqui em 2002. O Sebastian ainda escorregou e caiu no palco, deu risada e seguiu com o show. O GNR foi um tesão de assistir, voltei aos meus 16 anos, hehehe. O Axl brincou um pouco (menos que o Sebastian) e ganhou vários ursinhos de pelúcia que foram devidamente chutados pra longe, com excessão de um Homer Simpson que ele colocou dentro das calças e simulou uma masturbation – depois não conseguia cantar, ficou rindo um tempão. Ao final do show ainda chamou uma menina que estava de aniversário pra subir no palco, cantou parabéns e levou a gata pro camarim. Enfim, foi uma noite espetacular. Tive que forçar a memória pra lembrar algumas letras, especialmente do Skid Row. E onde eu estava também fui a única a cantar o Bowie, super emocionada.
Adoro teu blog!
Bjs!
Que mamae coruja voce tem.
Só uma correção…
O DJ Ashba não ficou tocando pentatônicas…
A música que ele tocou no show chama-se Ballad of Death
Achei de muito mal gosto o seu comentário sobre as pentatônicas.
Quem fazia apenas pentatônicas era o Slash…
Ainda bem que você não deva tocar nenhum instrumento!
Soou muito como as viúvas do Slash que encontramos por aí. A maioria preconceituosa. Infelizmente o Dj Ashba não teve o merecido respeito da crítica.
Acredito que seja por falta de conhecimento da carreira do músico.
[...] aqui, http://blogs.estadao.com.br/felipe-machado/show-do-guns-n-roses-axl-e-o-rockstar-bomba/, eu encontrei o texto que diz exatamente as minhas sensações no [...]
Talvez não seja apenas uma limitação dos macacos quando fecham alguns canais cerebrais de aprendizado e parar de aprender certas coisas, ou pelo menos reconhecer. Náo humanos, pelo menos eu aqui, para não exagerar, após a adolescência paramos de considerar bandas de rock como as melhores do mundo, o máximo. Deve ser por este motivo, ou algum outro mais plausível, que não consigo considerar o Guns ou qualquer banda dos oitenta como sendo uma putz banda, são legais, até gosto muito de algumas músicas, mas no passado cristalizado em minha mente neanderthal nunca mais haverá bandas como o Led, Purple, Pink Floyd clássicos, universais, como Shakespeare, Camões e etc, etcs todas essas bandinhas posteriores soam meio datadas.
Em relação à pergunta, a resposta é sim, Axl é o Guns, é quem dá a personalidade para a banda com sua voz característica e atitudes bizarras, Slash não é tudo o que alguns falam, tá certo que guitarrista não tem que necessáriamente ter muita técnica para ser considerado bom, mas falta originalidade no guitarrista. A única música que podemos considerar memorável é Sweet Child o mine e seu Riff, pois o resto é meio lugar comum tem um estilo do tipo diluido cheio de influências mas pouca personalidade, se compararmos com Blackmore, Page, Clapton e outros seria covardia.
Me divirto muito lendo seus posts até pq na dolescência fui fã do Viper (tenho até hj o soldiers of sunrise em vinil original) e de todas essas bandas de metal dos 80. Meu prazer é ver como alguns amigos meus ficaram iguais à vc, saudosos de uma época que foi boa, sem dúvida, mas que passou né!? Quem viu o show do GNR no rock in rio II sabe o que é um show da banda. A Folha (sua concorrente) tem razão: hj não passa de uma banda cover de luxo que vive do passado. discordo que único membro da formação responsável pelo sucesso (comercial e artístico) de ontem tem o direito de usar o nome. Se ele é tudo isso que vc fala, deveria sair em carreira solo. Como não é se esconde atrás do nome do GNR. ante de mais nada esclareço que os amigos que mencionei no começo do comentário e que foram no show cover, me sacanearam qdo em 89 comprei o apettite nos EUA. era banda de viado! metaleiro é tudo igual (radical)
Felipe, você realmente foi acertivo nos seus comentários sobe o Guns.Concordo com você e digo que eles já entraram para a história do Rock, são um lenda….Não importa quem são os membros do grupo, quem está lá agora é um Guns n Roses e pronto…Saudade do grupo inicial, claro, sem dúvida era combinação perfeita a guitarra do Slash e a voz rouca do Axl mas acabou e hoje o Guns é outro mas o mesmo , na essência. Quem foi ao show é fã e foi porque gosta, conhece todas as maluquices do Axl etc…quem se incomodou com os palavrões e o atrazo deveria mesmo ir ao Xou da Xuxa ( ótimo comentário feito por alguém em seu blog). Gordo ou magro, rouco , boca suja, com pouca voz , o Axl tem um enorme carisma, levanta multidões é um mito do rock e acabou, queiram ou não os mal humorados e metidos a críticos…
Come back soon, Guns !!!!!
Lia suas criticas sobre os shows anteriores e pensava “O que esse cara vai falar do show do Axl? Parabens cara… melhor crítica que eu li.
Axl é louco, mas o ultimo rock vivo da nossa geração. Como disse meu irmão mais novo, que é fã do Nirvana (paguei o ingresso para ele ir ao show), durante a performance da banda “a maior qualidade do Axl é ainda estar vivo”.
abrs, Gustavo
Os Guns fizeram parte da minha adolecência ,suas musicas marcaram muitos momentos bons .
e muito bom ouvi-los e recordar, eles são eternos.
cintia
Puxa vida, finalmente alguém disse tudo aquilo que eu queria dizer! Por que até minha mulher (a Bia, que sabe que sou fanático à enésima potência) criticou e reclamou bastante. Mas é que ela não é fã… Então ela não entende o que acontece com a gente nestes momentos.
Quando eu estava entrando no estádio no dia 13 de Março de 2010, meu coração estava aos pulos, (eu até disse para o meu amigo Adriano na hora: Meu coraçãozinho está batendo muito forte) pois já havia dado problema com os ingressos que eu tinha comprado por telefone, foi a cadeira especial e me entregaram a cadeira descoberta. Fiquei muito triste com aquilo, reclamei com o pessoal da Tickets For Fun, verificaram que o preço que foi cobrado era o certo, mas que não era possível realizar a troca na hora, mesmo pagando a diferença (eu queria pagar!!!). Foi um choque! Eu sabia, como todos os fãs presentes ali, que o show iria demorar (bastante) para começar, mas mesmo assim, decidi que era melhor procurar a melhor posição logo. No fim, tivemos que sentar nas escadarias laterais pois já estava tudo superlotado e aí já viu.
Mas voltando ao real assunto, quando eu sai do show, saí muito feliz, por que um cara, que já tem muita grana e prestígio, resolveu aos 48 anos de idade, se dar ao baita e problemático trabalho de vir atrás da gente para apresentar um show. E que show! Mas pessoas ao meu redor reclamavam que não ouviam a voz dele e o pior foi que um camarada, que estava sentado ao meu lado na escada, tinha achado que o Sebastian Bath era o Axl e reclamou que ele não tinha tocado nenhuma das antigas. Que piada! Eu não sabia se ria ou se procurava um lugar que estivesse realmente lotado de fãs. Mesmo assim eu disse para ele: Quando o show do Guns começar, você vai saber.
E foi assim mesmo, pois mesmo agora, ainda sinto arrepios ao ouvir a música de preparação com aquela voz gutural que dizia “everybody now” o tempo todo (você sabe que música é aquela? Se souber me conta?). Antes dela terminar eu já estava em pandarecos! Todo apavorado para por a máquina para filmar e não perder um instante sequer do show.
Eu tenho 35 anos e todos os meus amigos e amigas sabem que eu adoro Guns. Isso não é nenhum segredo. E realmente fiquei chateado pelo fato do Axl não ter conseguido cantar bem até o final, como antigamente neste show. Sejamos justos, o cara já está velho. Mas o motivo da tristeza não era pelo fato de eu ter pago um ingresso para ver ele cantar. Eu vi ele cantar. O ato de ouvir as músicas do Guns eu realizo todo os dias, por que estas músicas sempre estiveram presentes na minha vida desde que eu conheci a banda. Na verdade eu paguei pelo ingresso para ir prestigiar um cara que, mesmo com tudo de ruim acontecendo, tem uma coragem enorme para empreender um negócio desse a esta altura da vida. E eu tenho certeza de que ele realmente contou com a gente (fãs) nesta equação. A minha tristeza se deve ao fato de que eu percebi que o Axl Rose não é eterno… E me dei conta de que vou me sentir da mesma forma que me senti quando era adolescente e soube que a banda acabou: Órfão. Mas o show foi ótimo, o Axl estava animadíssimo no palco e ficou com a gente (independente do copo d’água – graças a Deus!) até depois da 4 da matina.
E depois de ver tanta gente crucificar o Axl, quando vi o que você escreveu, fiquei muito satisfeito. Você conseguiu ser justo e abriu um espaço para que eu/nós pudesse/mos desabafar. Obrigado e…
Parabéns!
Legal seu artigo. Concordo contigo em praticamente tudo. Mas destaco a performance do DJ Ashba e o Richard Fortus, que tocam demais.
O Axl é sempre o Axl, mesmo sem voz ele ainda empolga!
Muito bom o seu artigo, qualquer comentário sobre o show em si,soaria redundância, todos já falaram de tudo!
Deixo aqui registrada a minha paixão pelo rock, pelo Gun´s e vou confessar pelo Axl.
Tenho que destacar também a performance do DJ Ashba, que além de talentoso é muito carismático e interage muito bem com os fãs! Show do Gun´s em Brasilia, eu fui!!!!
Sil
Olha cara, sua materia esta muito boa e muito bem redigida!!! A parte em que vc fala do Sebastian com relaçao ao show e à dificuldade em relaçao aos arranjos vocais com o passar do tempo eta perfeito. Mas, sem querer ser agressivo, sinceramente, nao sei como alguem que diz ser fã de carteirinha do guns desde pequeno pode dizer que os outros integrantes da banda original sao dispensaveis. Cara, tambem sou fa do guns desde pequeno e como fã que acompanha a carreira da banda, nao poss negar que, meu lado emocional ainda elimenta o sonho de vdr os cinco juntos novamente, embora meu çadpo racional saiba que isso é muito dificil, quase impossivel!!! Nao é, nem de longe, justo dizer que os outros integrantes da banda eram dispensaveis!!! Se hoje axl rose esta aí com essa banda cantando essas musicas é porque lá atras slash, duff e izzy compuseram a maioria delas, junto com axl é claro. Ou vc acha que axl pegava uma guitarra e compunha musicas!?!?! Tudo bem que axl escrevia algumas letras, mas raramentre escrevia algo sozinho. No entanto, por ser um grande voicalista, uma figura carismatica e um cara com forte apelo de imagem, algumas pessoas que se dizem fãs e que sao completamente desinformadas engolem a ideia que axl escrevia todas as musicas e que slash compu8nha todas as melodias e assim as musicas saiam prontas e isso se deve ao fato de que desde de a epoca dos beatles e rolling stones a muita gente foi condicionada a pensar que em uma banda de rock o vocalista e o guitarrista solo fazem todas as musicas juntos e o resto da banda é dispensavel porque isso relamente acontecia nos beatles e nos stones mas isso nem sempre é verdade. Quem é fã do guns de verdade sabe que o izzy era INDISPENSAVEL ao grupo e que muitas as musicas saiam da insperacao dele, que é um artista de verdade e merece todo nosso repepeito. Duff, dispensa comentarios.Um multi instrumentista que toca baixo, guitarra, bateria e um pouco de teclado, e entende de musica como ninguem. O papel de duff no guns era, sem nenhum pouco de exagero, quase como o de jon paul jones, no led zeppelin. Quem é fã de veradade do guns sabe que, axl era a cara da banda, sim era, mas sabe tb que sem o quarteto axl slash duff e izzy o guns nao sobreviveria. O steven Adler, que foi demitido da banda, tlavez por motivos ate justos, era sim o baterista ideal pra banda. Nada contra o matt sorum, que é um sujeit simpatico com quem simpatizo muito e que eu ateh axo que fez um bom trabalho no guns, mas matt tem um estilo que a gente ve de longe que nao é o doi guns e ele tocando soa artificial. Nao é uma opiniao tendenciosa, mas quem tem o minimo de feeling, entende o minimo possivel de musica e viu, por exemplo, o dvd do guns em toquio em 92 percebe isso. Cara, eu fui ao show do guns sim, e tb fui ao show do velvet revolver, e confesso que, embora tenha gostado muito de ver o axl cantando os sucessos do guns, fiquei muito mais feliz em ver o duff o slash e o matt juntos. Cara, a grande verdade é que nao existe guns sem axl, mas tb nao existe sem o resto da banda original. Hoje axl esta ai com o nome guns n roses que ele ganhou na justica cantando musicas que slash duff e izzy fizeram, junto com ele é claro, mas se bem me lembro foram poucas as musicas que axl escreveu sozinho e, uma musica, nao é só letra, mas melodia tb, ou vc acha que axl pegava o violao e fazia as melodias? Tente fazer um show do guns atual so com o repertorio do novo guns pra ver se alguem vai no show. Se der 100 pessoas vai ser muito. E vamos ser sinceros, chinese democracy é um disco até bom, onde axl mostra sua nova direcao musical, mas esta totalmente aquem de qualquer outro disco do guns e esta totalmente a margem da midia pois a verdade é que as pessoas querem sim que axl continue com o guns e que grave milhoes de albuns com o novo guns, as pessoas querem sim que slash monte mil bandas com o duff com velvet revelver e que ele lance discos solo o duf, o matt, o gilby clark pra tocar junto, ou seja, todo mundo quer que, mesmo separadamente, os ex-integrantes do guns n roses continuem com seu trabalho, mas nao porque estao interessadas no que eles estao fazendo, mas sim pra que eles possam ir a um show e ouvir nem que seja uma musuquinha do guns antigo, ou pra manter a chama acesa de que o guns antigo um dia pode voltar. Vamos para de tapar sol com a peneira, esse guns novo do axl rose, pode ate verder discos, lotar estadios e tudo mais, mas isso nao é guns n roses e nunca vai ser. Mick jagger e kate richards tiveram muito mais fama, ganharam muito mais dinheiro e tiveram brigas e conflitos de ego muito piores que os de axl e slash, mas foram inteligentes o suficeintes pra perceber que, depois do rolling stones, suas carreiras solo estaria sempre a sombra daquilo que foi sua principal criacao entao, no final das contas de cada uma de suas milhies de brigas e separacoes, deixaram a inteligencia falar mais alto que o orgulho. Ja com Slash e axl nao acontece o mesmo. Mas a grande verdade é que, cada um dos membros do guns foi pra uma direcao, todos eles continuam ganhando muito dinheiro, mas qulquer coisa que facam, estara sempre a sombra de sua maior criacao, o guns n roses, o verdadeiro guns n roses, que so tem uma formacao, axl slash duff izzy e steven!!! Espero que meu texto nao tenha soado agressivo!!!! Com todo o carinho aqueles que sao fas de verdade desta banda, um gde araco!!!
LAURO,
CONCORDO 110% COM TUDO QUE VC ESCREVEU. FOI A MELHOR OPINIAO QUE EU VI AQUI. ALIAS, FOI UMA DAS MELHORES COIDSAS QUE EU JÁ VI ESCREVEREM SOBRE O GUNS!!!! NAO VOU DIZER NADA POIS, DEPOIS DO QUE VC ESCREVEU, NAO HÁ MAIS NADA A DIZER!!! VC REALMENTE É FÃ DE VERDADE, CONHECE A BANDA E SABE O QUE ESTA DIZENDO!!! ABRAÇO!!!
responder este comentário denunciar abusooi lauro nao te conheço, e naõ li o que tu escreveu direito , mas eu concordo vi que vc gosta do gnr da forma certa , valeu continua ouvindo , vamos ouvir eu gosto mais da dont, vai na alma, e outras tb
responder este comentário denunciar abusoGuns N’ Roses nao existiu e nunca existirá sem Axl Rose! essa banda é tudo de melhor que existe no mundo do rock. desde minha adolecência curto esses caras e depois da mudança .. bom o Axl contiunuou certo?! então tá tudo certo! agora já tenho duas filhas e as duas já curtem! acho um barato! geração em geração te levo Guns onde eu for… Axl nunca vou me separar de ti!!!!!!!!!!!! I Love You!!!!!!!!!!!
Nunca tive um sensação como tive durante e depois do show do Guns….
Foi insano, brutal…
Em relação ao Ashba…olha, tudo bem…desnecessário algumas coisas…mas o cara toca bem e está em sintonia total com Axl…é nítido…..e muito bom ver isso….O solo dele antes de Sweet Child mostra que ele não está ali só com uma guitarra pendurada nele pra preencher espaço…
O Fortus bate na guitarra de um jeito que dá….huumm, digamos, tesão de vê-lo tocar…kkkkkk, me amaarro nas batidas á lá Pete (The Who), só que com mais potência….Aliás, o solo maior dele eu achei ótimo…
O Ron Thal é um PHd em guitarra…é um nerd guitarrístico…toca muito…e o solo da Pink Panter versão rock n’ roll é ótimo de escutar…arranca risadas e depois aplausos, muitos aplausos…
E Axl Rose é Axl Rose…épico.
eu amo gnr ´é dificil encontrar pessoas que tenham a auma deles hoje.
guns n´roses na minha vida ,começa todos os dias , eu acho ridiculo aquelas garotas que gostam do gnr , por caua da beleza do axl, eu gosto do gnr por que ele mexe ,com a alma ,a dont cry é augo que me comove , me leva pra longe , é tão dificil encontrar pessoas que gostem das musicas do guns n´roses , quue a sintam como a chuva que cai e acorde com todas aquelas velas . sou garota raiane , moro em parauapebas no pará , gostaria que alguem convessase comigo a respeito do gns.
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