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Felipe Machado

04.abril.2011 13:30:30

Ozzy Osbourne: O príncipe das trevas e da chuva


Se Keith Richards e Boris Karloff tivessem um filho, ele seria Ozzy Osbourne. Foto de Andre Penner/AP Photo

Na última sexta-feira, um dia antes do show de Ozzy Osbourne na Arena Anhembi, em São Paulo, assisti a um especial da MTV sobre o príncipe das trevas. O programa mostrava Ozzy no estúdio com sua nova banda, gravando videoclipes e até participando de uma pegadinha com seus fãs. Fazendo uma alusão ao refrão de seu novo single, ‘Let me hear you scream’ (Deixe-me ouvir você gritar), a produção da MTV retirou a estátua de cera de Ozzy de um museu em Los Angeles e pediu para o próprio vocalista ocupar o local. Ou seja, Ozzy ficava ali paradinho esperando a chegada dos fãs. Quando alguém se sentava ao lado da ‘estátua’ para tirar uma foto, Ozzy se mexia e dava um susto. Fizeram isso umas 50 vezes, eu chorei de rir em cada uma dela.

Comecei o texto falando sobre isso porque a brincadeira dá dimensão de quem é o ‘personagem’ Ozzy Osbourne hoje em dia. Quem acha que Ozzy é apenas um vocalista de heavy metal não tem noção do que representa sua figura para a cultura pop. Ozzy é um Nosferatu pós-moderno, com tudo de paradoxal e farsesco que isso representa. Sim, ele é vocalista de heavy metal e um dos principais pioneiros do rock pesado em todo o mundo. Mas ele também é um rufião que sabe muito bem transformar sua imagem de louco em milhões de dólares.

A carreira de Ozzy começou como a de dezenas de outros rockstars: lançando um disco atrás do outro, fazendo turnês exaustivamente longas por todo o planeta, consumindo álcool e drogas em quantidades assustadoras para os padrões da população ‘civil’. Desnecessário dizer que Ozzy e seus companheiros da formação original do Black Sabbath – o guitarrista Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e o batera Bill Ward – praticamente inventaram em 1969 o heavy metal como conhecemos hoje, pelo menos a escola mais ‘escura’ desse estilo de tantas vertentes.

Ozzy ficou apenas dez anos no Black Sabbath, mas foi o suficiente para criar obras clássicas, como os discos ‘Black Sabbath’, ‘Paranoid’, ‘Master of Reality’, Sabbath Bloody Sabbath’ e outros. Ozzy saiu e engatou uma bem sucedida carreira solo; o Sabbath também se deu muito bem ao contratar o (recém-falecido, infelizmente) vocalista Ronnie James Dio e criar um novo catálogo de clássicos de estilo um pouco diferente.

A partir do lançamento do primeiro disco de sua carreira solo, ‘Blizzard of Ozz’, em 1980, ficou claro que Ozzy não era mais apenas um vocalista de heavy metal. Ele era Ozzy Osbourne, príncipe das trevas.

Vamos imaginar uma cena grotesca: se Keith Richards e Boris Karloff tivessem um filho, ele seria Ozzy Osbourne.

Tudo ficou mais exposto com o reality show The Osbournes, que mostrava o dia a dia na casa de Ozzy e sua família. A série ridicularizava o roqueiro mostrando que ele obedecia cegamente à mulher em tarefas mundanas e parecia um fantoche dentro de sua própria casa. Por outro lado, o show rendeu milhões de dólares e levou a imagem de Ozzy a um público que normalmente teria medo dele ou, pelo menos, antipatia.

Mostrou que, por trás da imagem vendida durante anos de ‘príncipe das trevas’, Ozzy não passava de um tiozinho meio atrapalhado e inofensivo. Como fã de Ozzy, achei meio desrespeitoso. Hoje entendo que não era nada disso. Essa imagem foi pensada e construída ardilosamente por Ozzy e Sharon Osbourne, sua mulher e empresária.

Percebi isso na entrevista coletiva que Ozzy deu em São Paulo e que você pode ver trechos abaixo, em matéria da TV Estadão. Ozzy diz que nunca mais fará um programa de TV, atribuindo ao estresse das gravações o câncer da mulher Sharon e o envolvimento dos filhos Jack e Kelly com drogas. Dito isso, que deve ser verdade, Ozzy disse na coletiva que tem uma vida normal e que seu dia a dia consiste basicamente em limpar o cocô dos cachorros a mando da mulher.

Achei isso meio forçado porque essa foi justamente uma das cenas mais famosas do reality show. Ora, estamos falando de algo que a TV mostrou há anos. É inconcebível imaginar que a vida de Ozzy em casa ainda é pegar cocôs de cachorro no chão. Portanto, ao que parece, Ozzy ‘usa’ deliberadamente a imagem que o reality show exibiu, optando por divulgar uma imagem planejada vis-à-vis sua imagem real: a imagem de um tiozinho meio atrapalhado e inofensivo já está espalhada, não é preciso explicar muita coisa. Ao usar essa imagem conscientemente, Ozzy deixa de ser o Ozzy-vocalista-de-heavy-metal e se torna Ozzy-o-ídolo-da-cultura pop-personagem-de-reality-show. É mais fácil ser um Nosferatu pós-moderno do que um artista que continua se desafiando artisticamente após tantos anos de carreira.

Quando sobe ao palco, no entanto, qualquer resquício desse personagem desaparece. Lá não tem Sharon Osbourne para encher o saco, nem produtores de reality show ou marqueteiros. Lá é o lugar de Ozzy e sua banda de garotos que poderiam ser seus netos. E se tem um cara que sabe montar uma banda de rock pesado, esse cara é o Ozzy.

Ozzy já trabalhou com alguns dos melhores guitarristas do mundo. Ele tem faro, sabe escolher um desconhecido em transformá-lo em um guitar hero. Tudo bem, isso na Califórnia nem é tão difícil assim: lá os guitar hero crescem em árvores. Mas Ozzy tem o seu mérito; basta ver a lista de guitarristas que passaram por sua banda.

Depois de Tony Iommi, Ozzy descobriu Randy Rhoads. O baixinho loiro ex-Quiet Riot precisou de apenas três discos para entrar para a história do rock. Basta ouvir os riffs e solos de ‘Crazy Train’ e ‘Mr. Crowley’, considerados até hoje solos mais incríveis da história da guitarra. Rhoads morreu cedo, vítima de um estúpido acidente aéreo, e a partir daí outros grandes guitarristas começaram a se revezar no estúdio e no palco, sempre ao lado esquerdo de Ozzy: Brad Gillis, Jake E. Lee, Zakk Wylde e, agora, Gus G.

Ainda não chovia quando o Sepultura esquentou o público com seu repertório ultra-conhecido dos brasileiros. Ozzy entrou ao som de ‘Bark at the Moon’, mas infelizmente a lua não podia ser vista porque as nuvens já começavam a atrapalhar a das vinte mil pessoas da plateia.

Ao contrário do Iron Maiden, que tocou no show da semana passada um repertório composto basicamente por músicas novas, Ozzy foi mais populista e cantou praticamente apenas velhos sucessos. ‘Let me Hear You Scream’, a segunda do show, foi a única exceção. Mas a música é bem legal, então o ritmo do show não foi quebrado em nenhum momento. ‘Mr. Crowley’ dispensa comentários, e pudemos ver o talento do guitarrista grego Gus G. Quem é fã de Ozzy, gosta que seus guitarristas mantenham os solos originais, principalmente os de Randy Rhoads, que são inesquecíveis. Gus fez isso: tocou nota por nota a melodia imortal criada por Rhoads. O público até cantou o solo…

Foi nessa hora que a chuva começou a cair com mais força. E continuou assim até o final do show, incomodando todo mundo. Para mostrar que não tinha medo de água, Ozzy jogou um balde de água sobre a própria cabeça. ‘Fuck the rain!”, gritou, em mais um arroubo de sua já conhecida educação britânica.

Veio então outra do disco ‘Blizzard of Ozz’, a pesadona ‘I Don’t Know’. ‘Fairies Wear Boots’ foi a primeira do Black Sabbath, mas acho que a música poderia ter sido melhor escolhida (‘Sabbath Bloody Sabbath’, ‘Children of the Grave’ ou ‘Sympton of the Universe’ teriam sido mais legais, na minha opinião).

‘Suicide Solution’ e ‘Road to Nowhere’ vieram depois, preparando terreno para um dos grandes hinos do rock pesado: ‘War Pigs’. Sensacional! ‘Shot in the Dark’ é meio breguinha, mas foi hit nos Estados Unidos, e por isso Ozzy sempre dá um jeito de incluí-la na turnê.

‘Rat Salad’, outro cover do Black Sabbath, é o momento em que Ozzy vai para o camarim descansar (ou tomar uma injeção de vitamina, como fez aqui no último show, entre outras coisas divertidas). Solo de guitarra de Gus G., solo do batera (animal) Tommy Clufetos. Rob ‘Blasko’ Nicholson (baixo) e Adam Wakeman não fizeram solos, mas os dois também se revelaram músicos talentosos. Adam Wakeman, inclusive, tem a quem puxar: ele é filho de Rick Wakeman, o lendário ex-tecladista do Yes.

Ozzy volta ao palco com energia, afinal, ele é o homem de ferro… sim, ‘Iron Man’ é a próxima, outro hino do Sabbath. ‘I Don’t Want to Change the World’ é simpatiquinha, assim como ‘Mama I´m Coming Home’. Eu gostei mesmo de ‘Crazy Train’, e daí veio o final apoteótico: ‘Paranoid’. Finished with my woman ’cause she couldn’t help me with my mind…

Assistir a um show debaixo da chuva é péssimo, não importa que é o artista. Confesso que isso atrapalhou um pouco o show, apesar de Ozzy não ter a menor culpa, claro. Acho que mandar aquela quantidade de chuva deve ter sido uma vingança dos deuses, provavelmente inconformados com a popularidade do príncipe das trevas. Sagrado ou maldito, Ozzy é uma voz única, muito mais interessante e talentosa que a imagem de tiozinho meio atrapalhado e inofensivo vendida pela TV. Eu prefiro o Ozzy do palco.

Ozzy Osbourne na coletiva em São Paulo: ‘Sou apenas um cara normal’

comentários (18) | comente

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18 Comentários Comente também
  • 04/04/2011 - 14:24
    Enviado por: tati

    Fe, que T de texto!
    Amei! Que ‘inveja’ de nao ter poder ter ido ao show :)
    O Ozzy ‘e realmente muito mais que a estampa exterior e bom dispensa comentarios… Se fosse s’o mais um nao estaria ai ate hoje levando fas apaixonados pelas suas musicas! Fiquei feliz em saber que o show foi bom!
    Feliz pelo Ozzy, porque ele merece o carinho do Brasil!
    Os roqueiros do Brasil tamb’em agradecem :D DD
    Vou visitar o youtube agora e ouvir algumas classicas em honra ao Principe das Trevas!
    bjao pra vc!
    Tati

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  • 04/04/2011 - 14:51
    Enviado por: PattyBraga

    Ótimo texto, Felipe!
    Eu estive no show do Ozzy, mas na semana passada aqui em Porto Alegre, e também achei sensacional.
    Os fãs que lotaram o Gigantinho ficaram hipnotizados desde os primeiros acordes de Bark at the Moon!

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  • 04/04/2011 - 15:28
    Enviado por: Alessandro Lucchetti

    Não me importo nem um pouco se a vida dele se resume a limpar cocô de cachorro. E discordo que é péssimo assistir a um show na chuva. Lava a alma e você pula ainda mais animado para se esquentar. Choveu bastante no Morumbi no jogo Corinthians 1 x 1 Guarani de 88, aquele em que o Neto fez um gol de bicicleta e o Edson Abobrão empatou depois. Pulei muito e até hoje permanece uma lembrança boa.
    E quem pode beber depois entorna aquele velho conhaque, o que é legal. Mas o melhor foi mesmo a solidariedade do Ozzy, que jogou um balde d’água na própria cabeça, como que se solidarizando a nós. Fuck the rain!!!!!!!!!!Yeah!!!!!!!!!!!

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  • 04/04/2011 - 16:53
    Enviado por: Rogério

    Por falar em heavy metal, Junto com o Sabbath, o Led e o Deep Purple também concorreram para a formação deste estilo . O Purple que nos inicios bebeu da água do progressivo, forneceu os elementos da música clássica, não de forma totalmente original , e quase nunca é, afinal os Beatles já fizeram essa fusão na década de sessenta, mas notadamente de forma mais incisiva nos solos de Blackmore e Lord, que influenciaram futuros guitar heros como o nórdico malmsteen para ficar no mais óbvio.
    O Led que também, apesar do ecletismo do blues e do som folk, vide “going do california” e até do reagae ” Dyer Maker” também foi pródigo em inventar riffs “metais” como em “Whole lotta love” , The song remains the same” ou “Imigrant song ” além dos solos blues- pentatonicos – metálicos a la Strasvinsky de Page, profusos, técnicos e criativos como era de praxe naqueles tempos de longos solos que não cabiam as vezes num lado do vinil, em que o mercado não ditava o quanto ou o que o musico deveria tocar ou mesmo vestir-se.
    É natural que haja sempre precursores importantes como o Cream, e o divisor de águas entre o blues e o heavy, Jimmi Hendrix, mas estas tres bandas britanicas libertam-se mais da intenção blues para inovar tanto na forma quanto no peso já dando uma roupagem mais “pop” ao rock pesado, especialmente a partir dos anos setenta, surgindo no final dessa década bandas que passaram a economizar nos solos como o Scorpions, O Judas Priest, o AC DC, o Iron Maiden, bandas com dois guitarristas na formação a fim de dar mais peso. Se considerarmos o Iron maiden como típica banda de Heavy metal, veremos que há muito das tres grandes bandas na formação da donzela de ferro, os motivos funebres, solos clássicos e riffs e vocais pesados e cantados sempre “lá em cima”. Mas como na música assim como em quase tudo, as ramificações e especializações acabam produzindo o absurdo de uma banda como o Sepultura que simplesmente não existiria se não fosse um chuck berry da vida a fazer seus simples porém poderosos riffs acelerados de blues na guitarra.
    E Ozzy paticipou centralmente desse processo, não também de forma absolutamente original, mas também através de influências, como por exemplo Alice Cooper com o seu rock horror, onde o bizarro torna-se um atrativo queu que gerou n filhotes como Marilyn Manson e outras cobras criadas heheheh.
    Também houve bandas do tipo Lucifer friends que já exploravam o tema satanismo bem antes do Black Sabbath, há inclusive uma música desta banda “ Riding the Sky” se não me engano no nome, cujo riff inicial com metais é idêntico aos vocais de Robert Plant em “Imigrant Song” . já ouvi dizer que trata-se de um tema vicking de batalha.
    Pessoamente não curto mais esse lance do fúnebre, apesar de não acreditar nessas bobagens, vejo que não cai mais bem na minha psicologia que pede atualmente coisas mais positivas para funcionar melhor.

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  • 04/04/2011 - 17:04
    Enviado por: Fernando SP

    Realmente é um texto bem interessante de uma figura ímpar.
    É claro que o Ozzy metaleiro (quer ele queira ou não é metaleiro mesmo, dane-se) te fascina infinitamente mais que e o “Tio” Ozzy. Mas o successo do reality show deles na MTV criou tantos outros frutos (leia-se negócios) que certamente ele não se arrepende de ter equipes de filmagem em sua mansão por 3 temporadas.
    O curioso para mim é que o lado “tio” Ozzy não arranhou em nada a imagem Metaleira que nos facina, afinal, crescemos ouvindo aquelas músicas DIABÓLICAS, buscando significados macabros nos detalhes das capas dos discos e nas letras, hehehe.
    Quando era pequeno, achava que, se escutasse Slayer, era certo que ia acabar indo para o inferno. Depois de um tempo, não parei mais de escutar Slayer, hahaha. A propósito, será que o Tom Araya não topa participar de um Big Brother?

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  • 04/04/2011 - 19:30
    Enviado por: MAJOR

    Meu…
    …o show do OZZY foi divertidissimo, as musicas sao otimas, a banda e boa e a chuva atrapalhou bem pouco…
    …mas…
    …mas…
    …mas…
    …pra quem ja viu o IRON MAIDEN ao vivo, tocando qualquer musica c/ a qualidade do som e a sincronia da banda, da pena do OZZY e sua trupe.

    Abras,

    MAJOR.

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  • 05/04/2011 - 09:40
    Enviado por: Ca

    Felipe,

    Alguém passou por mim, perto da fila da breja, e acho que era vc. Mas como não curto muito isso de ficar incomodando os outros, nem dei muita bandeira. Mas discordo que show na chuva é ruim. Lava a alma, dá uma sensação de liberdade. A propósito, já que era pra tocar músicas do Paranoid, deveriam ter escolhido a Hand of doom, muito mais legal que as outras duas escolhidas. bjão

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  • 05/04/2011 - 10:26
    Enviado por: Eduardo Fabrizzi

    Ozzy sempre será uma lenda. Particularmente, eu não gosto do tal seriado e acho que aquilo foi algo que não deveria ter ocorrido, digo isso não por questão de se manter a imagem do Ozzy “príncipe das trevas”, mas pelo fato de que aquilo em vários momentos era degradante e ridículo. Ok, ele ganhou muito dinheiro e ainda mais fama com o tal reality show (que de reality não tinha nada, convenhamos, pois tudo parecia muito bem ensaiado), então deve Mr. Osbourne deve estar de bem com sua conta bancária. Para mim, sempre ficará o Ozzy da música, pois seu trabalho com o Sabbath e com sua banda solo são de relevância enorme. Felipe: sobre o Randy Rhoads, na verdade ele precisou de apenas dois discos para sagrar seu nome, não de três, pois gravou apenas o Blizzard of Ozz e o Diary of a Madman. O Bark at the Moon foi gravado pelo Jake E. Lee (acho que é esse o nome do guitarrista), já que à época o Rhoads já havia falecido.

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    • 05/04/2011 - 12:39
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Eduardo,

      o Ozzy também lançou um álbum-tributo a Rhoads, que mostrou como o guitarrista era sensacional também ao vivo… Abs, valeu pelo comentário, F.

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    • 05/04/2011 - 15:21
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Fala, Felipe: verdade, verdade. Desculpa o equívoco, é que ao ler seu texto, eu interpretei que você se referia aos três discos iniciais do Ozzy, ou seja, erro de interpretação. De fato, há o Tributo a Randy Rhoads, por sinal um grande disco ao vivo e que ainda traz o take dele compondo a Dee no estúdio. Valeu!

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  • 06/04/2011 - 01:16
    Enviado por: Marco

    O Ozzy realmente eh um fenomeno. Um cara que tinha tudo para dar errado na vida. Canta mal pra caramba (escute ele ao vivo), quase morreu varias vezes de bebida e drogas, quase matou a mulher, eh dislexico, abandonou a escola, ficou preso um tempo, eh um entertainer apenas razoavel, etc.
    Mas veja como eh a vida. O Ozzy eh um exemplo classico de pessoa que soube se cercar das pessoas certas, na hora certa, a fim de chegar onde chegou. Diferentemente do Anvil (resgatando o post de algumas semanas atras). Eh como o Lemmy diz no filme do Anvil – ‘voce tem que estar no lugar certo, na hora certa, senao voce nunca vai chegar la’. No caso do Ozzy tambem contou muito estar com as pessoas certas, principalmente sua esposa, a Sharon, que ja tem a veia empresarial na familia (o pai dela foi um grande empresario do ramo musical). Os musicos com quem ele toca tambem sao de primeira linha. Resultado: fama, sucesso e conta bancaria gorda. Um grande degrau alcancado para quem cresceu em um suburbio de classe operaria em Birmingham.

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  • 06/04/2011 - 03:20
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    três perguntas apenas.
    1ª – O Ozzy jogou um balde de água fria na cabeça e não morreu?
    2ª – Não pegou ao menos uma pneumonia?
    3ª – (para quem gosta de assistir show na chuva): Vocês estão falando sério?
    Ótimo texto!

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  • 06/04/2011 - 03:26
    Enviado por: Helô

    Em tempo: Parabéns, Anderson Bellini pela belíssima edição!

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  • 06/04/2011 - 12:59
    Enviado por: José

    Muito bom texto! Parabéns!
    Um retrato fiel do grande Ozzy!

    []s

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  • 07/04/2011 - 10:28
    Enviado por: Nara Leite

    ADOREI o show, fiquei alinhada com o microfone do Ozzy e com umas 4 pessoas na minha frente, ou seja, vi o cara direitinho e às vezes eu tinha a impressão de que ele estava olhando no meu olho! Mto bom isso!!! Mas para ser sincera, gostei mais do show de 2008. Eu estava pouca coisa mais longe, mas a energia estava bem diferente. Claro que devo levar em consideração que alguns anos passaram, eram outros músicos e sábado estava chovendo pra caramba (e isso atrapalha os músicos, inclusive), mas notei diferença. De qualquer maneira, posso classificar que em 2008 foi MTO FODA e esse ano foi FODA!!!! Aproveitei mto e amei ver, no começo do show, aquela cara de boneca de louça (de tão maquiado, rs) e depois a incorporação de um dos principais deuses do heavy metal, que é o que ele é. Muito bom o texto e concordo plenamente com a parte do seriado! Bjão

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  • 13/04/2011 - 15:40
    Enviado por: Thales

    Felipe, antes de mais nada gostaria de dizer que adoro seus textos.

    Quanto ao show do Ozzy (maravilhoso, exceto por ele insistir em puxar o coro “hey! hey!” bem nos solos de guitarra, mas é uma falha menor).

    Eu acho que o repertório foi baseado principalmente em “Paranoid” e “Blizzard of Oz” porque, como a turnê começou no ano passado, estão comemorando os 40 e 30 anos dos álbuns, respectivamente. Daí que eu preferiria ter ouvido “Hand of Doom” em vez de “Fairies” e “Revelation (Mother Earth)” em vez de “Suicide”.

    Mas não acho que o Ozzy tinha garganta nem nos anos 70 pra conseguir cantar “Symptom of the Universe”… Talvez no além-vida, quando comprarei ingresso VIP pro show dele. Abs.

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  • 16/04/2011 - 09:43
    Enviado por: jefersoncampos

    eu sou seu fam daria
    mia alma para ver um show

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