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Felipe Machado

07.abril.2009 10:40:58

O ‘Leite Derramado’ de Chico Buarque

Chico Buarque

Deve ser ótimo ser o Chico Buarque. Você lança um livro de vez em quando e não precisa fazer a menor força nem para ser destaque em todos os veículos de mídia do país, nem para voltar a ser objeto de desejo das mulheres brasileiras. E não precisa nem ter o trabalho de dar entrevista, tirar foto, aparecer na TV. Nada. É só lançar o livro e correr para o abraço.

Acabei de ler ‘Leite Derramado’ no fim de semana e gostei bastante. Eu tinha achado ‘Estorvo’ bem chato, por isso nem me animei a encarar ‘Benjamim’. Quando saiu ‘Budapeste’ eu decidi dar uma chance (‘dar uma chance’ para o Chico Buarque é bom; que pretensão a minha ) porque sou apaixonado pela capital húngara, e queria ver a história que o Chico tinha criado ao redor dela. Fiquei impressionado porque o livro é simplesmente sensacional, e a partir daí virei fã do Chico escritor.

‘Leite Derramado’ não é tão bom quando ‘Budapeste’, mas também é bem interessante. Em primeiro lugar porque é muito bem escrito. Ao contrário do ditado ‘don’t believe the hype’, Chico Buarque realmente virou um mestre na arte de derramar (desculpe o trocadilho) histórias no papel. Como leitor, arrisco a dizer que ele construiu um estilo próprio bastante maduro e característico, que tomou forma em ‘Budapeste’ e se consolidou no livro novo.

Não vamos, porém, exagerar na rasgação de seda: Não gostei de algumas coisas em ‘Leite Derramado’, a começar pelo título. Dá para ler nas entrelinhas o velho e manjado ditado ‘não adianta chorar pelo…’, o que remete de maneira explícita demais ao caráter fatalista da obra, um retrato do destino trágico e da decadência de uma família tradicional brasileira. Com tantas referências à história do país, será que Chico quis dizer que o destino do Brasil está inexoravelmente fadado ao fracasso? Mas não é só isso: além do nome ser feio, é óbvio e de sentido figurado simplista. Chico até inclui algumas cenas sobre leite no sentido literal (acrescentadas após o batismo do livro, talvez?), mas não com força suficiente para imaginar que o leite representa alguma coisa realmente importante na história.

Vamos, então, à história: no leito de morte, um senhor de 100 anos relembra sua vida. O Chico que me desculpe, mas isso já foi feito pelo menos umas 253 mil vezes, não só na literatura quanto no cinema (‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ talvez seja o exemplo mais recente). Apesar do clichê na narrativa, Chico consegue injetar um pouco de originalidade na trama por meio de flashbacks não-lineares e trechos em que o narrador perde o fio da meada (graças aos remédios e/ou falhas na memória). Sem separar narração de divagação, Chico consegue ‘confundir’ o leitor no bom sentido, gerando um texto que se aproxima da maneira natural do fluxo do pensamento.

E ele faz isso muito bem, o que cria uma empatia entre o leitor e o narrador – o que, infelizmente, não se realiza na plenitude no resto da trama. O narrador é frio, arrogante demais. Até tentei forçar uma empatia, mas nem assim eu consegui. O estilo do narrador em primeira pessoa também me remeteu um pouco à ‘Budapeste’, embora os dois personagens sejam muito diferentes e a história dos livros, mais ainda. Senti em ambos um ar de loser, perdedor, como se fossem vítimas que não conseguem se levantar contra um futuro inevitável. Seriam anti-heróis se tivessem a força de heróis, mas a apatia dos dois é tão evidente que não permite sequer a relação que normalmente se estabelece entre heróis e leitores.

‘Leite Derramado’ tem muitas citações históricas de um Brasil que não existe mais, onde o glamour de se falar em francês para os empregados não entenderem foi substituído pelo dinheiro fácil e sujo do tráfico de drogas; onde o respeito pela hierarquia social pré-determinada foi jogado no lixo para dar lugar ao ‘quem pode mais chora menos’. Chico faz diversos paralelos com a realidade atual, e acerta muitas vezes nos alvos planejados com a delicadeza e a maestria de quem domina as metáforas e paralelos e como poucos: como na frase (do jeito que as coisas vão…) ‘Copacabana se assemelhará a Chicago, com policiais e gângsteres trocando tiros pelas ruas’. Ou como no trecho em que ele conta como o pai perdeu tudo com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. Já é tudo parte do passado, mas há algo de eterno na sociedade que insiste em sobreviver contra todas as expectativas.

Com detalhes históricos evidentemente pesquisados e uma sutil inspiração no próprio pai, o historiador Sérgio Buarque de Holanda, Chico parece usar a ficção como metáfora da vida brasileira nos últimos dois séculos. Chico situa trechos da história em um Rio de Janeiro ‘Corcovado-pré-Cristo Redentor’, e daí traça paralelos com o Rio atual, onde o velho narrador não compreende nem consegue se situar. O tempo também acaba sendo um personagem, mas escondido na forma das lembranças, memórias afetivas e desilusões amorosas (na verdade, uma só, a de uma morena espevitada chamada Matilde).

A saga familiar do narrador me trouxe ecos dos Buendía de ’100 Anos de Solidão’, já que os personagens (pai, filho, neto) são batizados sempre com o mesmo nome, Eulálio Assumpção (a não ser a filha dele, que se chama Maria Eulália). É como se Chico quisesse mostrar que a realidade já é suficientemente fantástica, em oposição ao realismo fantástico de Gabriel García Márquez. Em vez de lendas do folclore local ou situações nitidamente irreais, Chico mostra que é a realidade do Brasil o que realmente nos fascina, de tão absurda que é.

Se García Márquez escrevia textos de realismo fantástico, Chico escreve sobre a realidade real, a realidade historicamente fantástica. Enquanto conta sua vida à enfermeira (ou a outras personagens que trocam de lugar com ela e que não são devidamente apresentadas), o narrador de Chico descobre que um passado glamouroso não lhe garante um presente glamouroso. A não ser que você seja Chico Buarque, que será eternamente um grande compositor e, desde ‘Budapeste’, um dos maiores escritores do país. Agora só falta Chico correr para o abraço.

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  • 07/04/2009 - 11:22
    Enviado por: Renata Fern

    Há duas semanas, todos os jornais deram destaque para Leite derramado. Eu fiquei, claro, interassadíssima, embora ainda não tivesse lido nenhum livro do Chico e seja fã dele como compositor/cantor e tal. Não consegui comprar o livro logo de cara, ainda não tinha chegado em Petrópolis. Acabei comprando Budapeste, que todos, pelo visto, amaram ler. E aí conversando com um amigão, que esse sim entende de literatura, ele me fez a mesma pergunta: Será que se o livro não fosse de Chico estaria na capa dos jornais de imediato? Teria toda essa aceitação antecipada à leitura? Seria comparado com Machado de Assis? Eu disse que sim, pq acredito que uma boa obra tem sempre destaque, mas isso é no que acredito, não o que acontece na prática, não é mesmo?! A mídia atropela qualquer opinião, primeiro a aparência, depois o conteúdo.
    Valeu a dica! Essa é a primeira resenha que leio sem toda aquela babação! :) )
    Beijo!

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  • 07/04/2009 - 13:19
    Enviado por: Marcos V.

    Gostei também de “Budapeste”. O Chico escritor me surpreendeu muito. Pretendo ler “leite Derramado” brevemente.

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  • 07/04/2009 - 14:06
    Enviado por: maluco

    resenha sem toda aquela babação ?

    Renata, leia o post novamente !

    a mim também o chico surpreende…

    - Hi, amor, hoje não vai dar…

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  • 07/04/2009 - 15:39
    Enviado por: Iri

    Se eu fosse mulher…dava mole pro Chico!

    Esse é o cara! hehe

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  • 07/04/2009 - 17:34
    Enviado por: Ana Paula

    Eu queria ser o Chico, ele é bom em tudo o que faz, (parece ser) simpático e ainda faz sucesso com as mulheres.
    Perfeito!
    O livro eu não li e nem pretendo não gostei nem do título e nem da história … prefiro o chico cantor. Será que ele me canta um dia? rs

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  • 07/04/2009 - 20:23
    Enviado por: Alezinha

    Hum…

    Eu não gosto do Chico Buarque escritor não…

    Achei Estorvo tão ruim, mas tão ruim que pra mim, nem Budapeste, na minha humilde opinião, um veradeiro “lampejo”, merece nota maior do que 7,0…

    Não tenho interesse em ler o livro novo, até fiquei um pouquinho curiosa depois que lí o post, mas ela acabou qd eu cheguei aqui…

    Bjinhos!

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  • 07/04/2009 - 21:30
    Enviado por: Tânia

    Quero ver se ser cantada por um cara não famoso, da idade do Chico, muda alguma coisa.
    Vou ver se leio, as criticas estão sendo boas.

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  • 08/04/2009 - 00:54
    Enviado por: Otávio Pacheco

    Amei Budapeste, independente de ter sido o Chico ou o José Silva que escreveu. Leite Derramado eu devo ler por ter sido escrito pelo mesmo escritor – um grande nome da literatura brasileira.

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  • 08/04/2009 - 01:40
    Enviado por: Felipe

    Chico é um conhecido fugitivo da mídia.

    Eu ainda não tive a oportunidade e nem o tempo necessários para ler seus livros, mas assim que o relógio ajudar eu ainda leio todos.

    Quanto ao que a Renata escreveu, pra falar a verdade por causa dessa reputação de Chico Buarque, na música, teatro e também na literatura e o pouco contato com a mídia, deixa uma certa expectativa para a crítica que já conhece seu trabalho e que também não existe essa história que você falou sobre: “será que se o livro não fosse de Chico estaria nas capas dos jornais de imediato?”. A resposta é não.
    “Contra fatos não há argumentos.”
    Abraço a todos!

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  • 08/04/2009 - 03:26
    Enviado por: Anna H.

    Me perdôe, mas ler um livro porque o título dele é nome de uma cidade que você gosta (no caso, Budapest) é de uma superficialidade, nao acha ? Diga que leu porque o autor é Chico Buarque, assim é mais convincente.
    Infantil é quem disse que não vai ler o romance por causa do título… Então cubra o mesmo com adesivo preto ! O “Dom Casmurro” não se tornou um clássico da literatura brasileira porque foi batizado com nome bonito.
    Então, se você procura um título engraçadinho, que lhe traga lembranças, mas banal, leia “As aventuras de Pinóquio”, criança.
    Não li o romance, mas gostei do título exatamente porque foge da estética à la Daslu dos paulistanos.
    E se ele conta história de família tradicionalista brasileira e não inglesa, nada mais próprio do que falar no “leite derramado”, tão presente em nosso subconsciente.
    Mas nao pense que quero defender o genial Chico, ele nao precisa, acho até que escreve romances para passar o tempo, pequeno burguês que é…

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  • 08/04/2009 - 04:07
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    com toda a sua vasta e belíssima obra musical e teatral, o grande Chico Buarque de Holanda poderia deitar e rolar sobre o leite derramado, whisky congelado ou champagne estourado.
    Ele é um gênio!
    E se conseguiu escrever as maravilhosas, raras e condensadas pérolas – por que não dizer diamantes – musicais por que não conseguiria escrever ótimos romances?
    Não li e já amei!
    Chico é preciso e precioso.
    Sabe brincar com as palavras como ninguém. Conta longas histórias do amor, do desamor, das alegrias, tristezas e saudades nos seus sambas em poucos versos.
    Que dirá em um livro inteiro?
    De toda forma, gostei do seu comentário.
    Você partiu do zero: apenas se guiou pela leitura, sem se preocupar com a genialidade do compositor tão festejado.
    Eu, confesso, teria sido totalmente parcial.
    Mesmo sem querer.
    Talvez porque tenha vivido as músicas do Chico praticamente ‘na hora’ em que eram compostas.
    Sorte minha!!!

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  • 08/04/2009 - 09:36
    Enviado por: João Braziliano

    Chico como compositor é realmente um fenômeno. Letras inteligentíssimas e bem construídas,melódicas por si só.
    Como cantor é ruim, sua voz não ajuda e como escritor(ja li Budapeste) seria mediano…pra baixo, mas mediano.

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  • 08/04/2009 - 09:44
    Enviado por: Renata Fern

    Maluco,

    Ok ok ok!

    Babou sim. Mas tb criticou. E daí?! Tô mais curiosa com o Budapeste, esse sim é unanimidade entre os leitores!

    Bj.

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  • 08/04/2009 - 10:22
    Enviado por: Anna H.

    Felipe, meu comentário nao saiu, o blogueiro ficou bravo com minha opinião ? Se nao, desculpe o raciocínio rápido, ou intuiçao minha.
    Gosto do título, sim, devo ser um dos 10% dos entrevistados que deram opiniao favorável ao título do livro.

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  • 08/04/2009 - 11:03
    Enviado por: Teresa

    Vou ler! Acontece várias vezes que estou hesitando em ler determinado livro, e aí vc, Felipe, posta algo positivo, e me anima a encarar essa leitura. Isso pq confio muito no seu gosto literário, bate sempre com o meu.

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  • 08/04/2009 - 14:47
    Enviado por: César

    Por falar em “apaixonado pela capital Húngara”….só faltou vc puxar um pouco mais o fio e dizer que o Viper tocou la N vezes, e postar aquela foto do encarte do Maniacs!
    Deveria ter aproveitada a deixa ;-)
    Abração

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  • 08/04/2009 - 14:54
    Enviado por: xico

    Filipe.
    Li os outros livros do Chico e gostei, sendo o Budapeste o melhor. Vou ler o Leite Derramado, boa sugestão.

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  • 11/04/2009 - 22:56
    Enviado por: Elianne

    Eu cabei de ler o livro hj.
    Adorei.
    Fácil de ler, flui maravilhosamente, confunde o leitor de forma deliciosa até o final.
    Fala de um amor idealizado por uma mulher que representa todas as mulheres, fala de relações entre pais e filhos, netos, bisnetos. Faz um retrato de nossa sociedade do século passado com humor e sensibilidade. Todos faliram? somos decadentes? muitos sim. Lembrei da famíla Guinle. Vc lembra bem Garcia Marques, gostei da sua referência, agora vejo que faz todo sentido. Lembrei de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, (que é amigo dele, já os vi juntos, se elogiando num encontro literário- na época do lançamento de Benjamin). pela narrativa algumas vezes meio delirante.
    O personagem fala sozinho? há alguém realmente ali?
    Me comoveu a solidão, o desejo de reter a memória, talvez por eu estar envelhecendo. É triste envelhecer.
    Há muita sensualidade no livro, o desejo do homem sempre presente. Um desejo por mulheres de todos os níveis. Aquele homem amava as mulheres.
    Vi com simpatia Chico falar do cabelo pixaim do menino e a avó tentando não enrolar. Chico tem netos com cabelinhos bem crespos. Sabe o qu eé isto. Tem filha atriz, sabe o que é isto. Cresceu indo à Paris… Sou escritora e sei que a gente mistura ficção e realidade.
    Enfim, gostei muito. É verdade, muitos livros e filmes começam assim, poderíamos lembrar muitos, mas Chico conseguiu escrever um livro interessante.
    Abraços, Elianne-laura

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  • 13/04/2009 - 15:54
    Enviado por: Roger Moreira

    Bom, eu ainda preciso! Se vc puder dar uma forcinha, eu agradeço!
    Abraço!

    http://www.ultraje.com/

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  • 07/05/2009 - 20:58
    Enviado por: Elianne

    Voltei para dizer que ainda vou fazer um comentário sobre este livro com mais calma.
    Pensei outro dia que o livro é sobre a nossa finitude, sobre a morte. O velho tenta enganar a morte narrando sua vida, tentando resgatar o que resta de vida, amor, via memória. Uma espécia de mil e uma noites.
    Chico deve ter se sentido bem ao acabar o livro.
    Abs, Elianne

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  • 11/05/2009 - 17:13
    Enviado por: Luisa

    Também gostei muito de Budapeste. É de ler com um fôlego só… Acho que ele evoluiu de Estorvo para cá. Benjamin já é muito gostoso de ler. Pela sua crítica, acho que Leite Derramado, com título bom ou ruim, vai valer o tempo dedicado. Abraços!
    P.S. Blog é para extravasar, então, pode babar, ralhar, fazer o que quiser, né?

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  • 13/05/2009 - 20:35
    Enviado por: Alessandra Paixão

    Eu li o livro Leite Derramado, eu achei um pouco confuso pois mas ao mesmo tempo adorei a fragilidade do personagem, teve momento que me senti dentro da história, foi maravilhoso!

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  • 06/07/2009 - 14:22
    Enviado por: ana

    Felipe, adorei o livro! Também não tinha gostado de Estorvo, e até pensei em desistir de ler os demais livros do Chico… Mas, realmente, ele é demais, surpreendente! A leitura foi fácil, muito fluente. Tem uns toques de humor bem sarcásticos no meio de toda aquela decadência. E as metáforas, ora belas, ora tristes, são de admirar mesmo. Que ele nos traga mais surpresas, sempre!

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  • 28/07/2009 - 21:56
    Enviado por: Carla Macedo

    Há um mês li Leite Derramado em um dia apenas! Gostei. Inegavelmente muito bem escrito. Mas apenas gostei e fico feliz em saber que não é um sacrilégio somente gostar de um livro escrito por Chico. Me diverti. Adoraria se ele tivesse terminado quando (Chico prega uma peça!) a personagem perdida em suas memórias, repete, repete e depois descobre que ele mesmo estava perdido. Confesso que voltei a página pra checar se era eu quem tinha me enganado na leitura e… caí na gargalhada! Bom, já serviu ao propósito!

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  • 14/09/2009 - 16:46
    Enviado por: marcelo britto

    gostei muito do livro leite derramado!
    tenho algumas dúvidas em relação ao livro
    a capa laranja com o título em alto relevo tem algum significado? com quem eulálio conversava?
    era delírius de um velho? agradeço

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  • 07/11/2010 - 15:23
    Enviado por: adriana

    Gostei mais de Leite Derramado que de Budapeste. Achei que em Budapeste faltou um bom final. Já em Leite Derramado nada falta nem sobra. Aliás, sobrar sobra sim, mas é intencional, e por isso também o nome do livro…o narrador fala tanto, se derrama tanto…(é claro que é metafora também de seu amor por Matilde, inclusive há a cena dela derrmando o leite na pia)…enfim amei o título e as inúmeras imagens poéticas.

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  • 25/04/2011 - 15:50
    Enviado por: João

    Isso q é uma porcaria de livro.
    Esse leite derramado é uma MEEEERRRDAAAAA!

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