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Felipe Machado

08.agosto.2010 07:00:34

Não basta ser pai: tem que participar

Sempre gostei do Dia dos Pais, aquela coisa de almoçar com a família, dar presente, etc. Há quatro anos, no entanto, passei a curtir ainda mais da data: continuo dando presente, mas desde então eu também passei a ganhar.

Já escrevi aqui sobre meu pai, sobre outros pais, sobre os queridos avôs, que são pais duas vezes. Hoje, quero aproveitar a data para defender os pais ‘em carreira solo’, que já não dividem o teto com as mães.

Isso leva a uma questão que tira o sono de muita gente: será que pais separados têm mais dificuldade na hora de educar uma criança? Uma análise inicial (e superficial) indicaria que sim. Mas, sinceramente, tenho a esperança de que a resposta possa ser ‘depende’.

Acredito que depende das circunstâncias sociais, das famílias. Mas acredito que depende, principalmente, dos próprios pais.

Quando um casamento chega ao fim, é natural que exista mágoa entre os envolvidos. Ninguém é tão insensível a ponto de ficar imune a isso. O importante é evitar que essa mágoa vire um monstro alimentado pelo passado infeliz. E não permitir que os problemas causados pelos adultos cheguem às crianças.

Mães separadas que realmente se importam com seus filhos devem estimular o maior contato possível da criança com os pais, e pais separados têm que estar preparados para exigir essa proximidade. O fundamental é não ser egoísta: seu filho tem o direito de dar certo, mesmo que seu casamento não tenha dado.
Já que estamos falando de casais separados, somos obrigados também a falar sobre os eventuais novos integrantes que essa família passa a ter. São duas figuras geralmente vistas como vilãs pela ficção, mas que muitas vezes são tão presentes na vida das crianças quanto os seus pares oficiais: o padrasto e a madrasta.

Mães legais deveriam encaram com naturalidade o fato de que os ex-maridos não vão se dedicar ao sacerdócio apenas porque se separaram, até porque ex-mulheres também não costumam entrar para conventos. A vida recomeça a cada ciclo, impõe novas experiências, se transforma. Não há bem ou mal absoluto: é preciso seguir em frente. Com respeito, amizade ou, pelo menos, civilização.

Quando eu era criança, havia um comercial na TV que dizia ‘não basta ser pai, tem que participar’. Nunca esqueci essa frase, acho que ela é muito mais complexa do que parece. Temos que participar da vida dos nossos filhos, da formação de quem eles vão ser. Não basta ser pai: para merecer presente pelo dia de hoje, tem que participar.

comentários (32) | comente

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32 Comentários Comente também
  • 08/08/2010 - 15:38
    Enviado por: Janinha

    Parabéns pelo seu dia, parabéns pro seu, pro meu e pra todos os pais que passam por aqui!
    Sou filha de pais separados e sei bem do que está falando, mas uma coisa eu posso te garantir…A gente sabe de tudo! E nós meninas, (que minha mãe não leia este blog, pq ela morre de ciúmes, rsrs) mas a gente não ama vcs, idolatra!
    Se puder, entre nosse blog, é de um jornalista muito amigo de uma grande amiga lá de Minas…vale muito a pena, ele tb é pai de uma menina.

    http://manualdopaisolteiro.blogspot.com/

    Bjs!

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    • 09/08/2010 - 08:03
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Janinha,

      obrigado pelo comentário e parabéns também para o seu pai! Vou ver o blog para ver se aprendo alguma coisa. Bjs! F.

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  • 08/08/2010 - 22:30
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    você está de parabéns!
    Pelo texto, pelo filho e pelo pai que você é.
    Todos os dias.
    Neste Dia dos Pais, os meus cumprimentos e a minha admiração.
    Você é um pai espetacular.
    Todos os meus beijos.

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  • 08/08/2010 - 22:56
    Enviado por: barbarela

    Felipe,

    Os pais também devem entender que as mães vão voltar a namorar, fazer sexo, dividir a cama com vários outros homens, se tiverem sorte! A prudência, para ambos os sexos, é não sair por aí apresentado qualquer cretino e qualquer bisca para os filhos, ne?Geralmente, as guardas ficam com as mães. É fácil, ser civilizado, bem resolvido e legal, com uma vida de solteiro e vendo os filhos de final de semana. É difícil trabalhar, cuidar da casa, dos filhos e ainda arranjar tempo para namorar. Se coloque um pouquinho no lugar das mulheres de hoje, não é nada fácil…A vida continua mais fácil para vcs homens!Até qnd o divórcio chega!Feliz dia dos pais, pelo visto, vc é um cara consciente sobre sua relação com a sua filhota, mas seja mais legal com as mamães de plantão!

    bjs

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    • 09/08/2010 - 08:02
      Enviado por: Felipe Machado

      Barbarela,

      concordo com você. Mas discordo de que a vida é bem mais fácil para os homens: pelo menos para mim, não é nada fácil cuidar de criança. É complicado para os dois… Bjs, F.

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  • 09/08/2010 - 10:31
    Enviado por: tati

    Fe,
    Sou filha de pais separados.
    Depois de 10 anos de namoro e quase 40 de casados, eles surtaram e gritaram sua liberdade. Foi um tremendo susto para os filhos, já que ‘aparentemente’ estava tudo bem, claro como em qualquer relacionamento padrão, algumas briguinhas eventuais existiam mas nada extremo. Faz uns 5 anos que esta separação ocorreu, exatamente 2 dias depois do casamento do meu irmão do meio (sou a caçula). Minha mãe anunciou o veredito pra mim, enquanto estávamos nós duas na cozinha.Não vou dizer que meu mundo caiu, mas fiquei realmente surpresa pela decisão tão tardia.Olhei bem para ela e lembro que disse: ‘É o que vc quer?’ Ela concordou com a cabeça. Somente pedi uma condição: não quis saber os motivos.

    Os meses seguintes foram duros, meu pai não quis dar o divórcio assim tão fácil. Fiquei em meio a ressentimentos e brigas (maio a outubro) e quando achei que não aguentaria mais, meu pai concordou e terminou com aquilo.
    Ainda hoje depois de 5 anos existem mágoas e comentários ruins um do outro.
    É muito difícil viu? Adultos magoados costumam virar crianças mimadas…

    Separações acontecem e ninguém é obrigado a viver ao lado de alguém para o resto da vida. Ninguém ao meu ver casa para separar, ‘ou se der deu’. Você casa e bem no decorrer da coisa toda as coisas podem mudar.

    Conheço mães fantásticas e pais fantásticos que cuidam sozinhos (as) de seus filhos e que não devem em nada para ‘casais completos’.

    Para um filho, sim é preferível os pais juntos e felizes, mas mais importante que o ‘juntos’ é o ‘felizes’ da história toda.
    bjsss
    Tati

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    • 09/08/2010 - 18:36
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Tati,

      concordo, ser feliz é mais importante que estar junto. Cada um tem uma história, né? Se eles quiseram se separar, devem ter suas razões. Não saberia julgar, cada casal é único e tem sua própria dinâmica de convivência e resolução de problemas. Tomara que os dois estejam mais felizes com essa decisão. Um beijão e valeu por compartilhar a história. Bjs, F.

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  • 09/08/2010 - 15:58
    Enviado por: Paula

    Felipe
    Sempre passo por aqui mas nunca deixei nenhum comentário, mas esse assunto sempre mexe muito comigo.
    Casei, separei, sai de um casamento com uma filha de 6 meses nos braços, magoas muitas, mas decidida que minha filha nunca sofreria pelas minhas magoas, o que pode ser pior para uma criança que o ouvir seu pai não gosta de vc??Então nunca disse, minha casa sempre esteve aberta ao meu ex marido, se quisesse poderia vir todos os dias ve- la , mas ele não queria e depois de muito brigar paar que ele viesse visitá – la , desisti e partir para outra, como fazer com que ela fosse muito feliz sem a presença do pai, e é por isso que hoje eu luto e muito.
    Fazem 10 meses que ele não a visita, me liga as vezes cobro as vezes não, mas minha casa continua aberta mesmo que ele não queira vir…..por ele ???Não por ela tudo que faço é por ela que o hoje tem 3 anos e é o sol da minha vida, esperta, arteira e feliz muito feliz…….acho que só isso importa filhos felizes, se com o pai ou com mãe ou com os dois isso é só detalhe desde que seja muito feliz
    Bjos no coração e feliz Dia dos pais que ontem ela disse a exaustão para meu pai, o avó

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    • 09/08/2010 - 18:33
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Paula,

      valeu pelo seu comentário, acho que histórias assim acontecem com muita gente. Mesmo sem conhecer a história a fundo, acho uma pena o pai não visitar a filha. Mas acho que é isso mesmo: bola pra frente, ame muito a sua filha, seja a melhor mãe do mundo. Porque, no fundo, é só isso que podemos fazer, né? Amá-los e tentar fazer sempre a coisa certa. Bjs, boa sorte, F.

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    • 10/08/2010 - 16:02
      Enviado por: Helô

      Cara Paula,
      a vida também pode ser assim.
      Imagino o seu esforço para tentar diminuir a falta que o pai faz à sua filhinha.
      Mas não consigo ter pena dela, por não ter a presença do pai.
      Sinto muito por ele.
      Por não saber, não poder, não conseguir desfrutar das maravilhas que só um filho pode nos dar. Coitado, é um infeliz!
      Nem de longe sabe o que é felicidade!
      No entanto, aqui vai um conselho, conselho mesmo:
      Nunca, em tempo algum, fale mal dele para a sua filha.
      Nem agora, nem nunca!
      Pelo contrário: elogie sempre, invente alguma coisa boa (leve, claro) a respeito dele, diga que ele trabalha em outro estado, em outro país, que tem problemas, que não pode estar por perto…
      A vida dá grandes voltas, gente nunca sabe…
      Vai que este homem rompa a sua insegurança, o seu desamor, a sua frieza e a sua péssima formação e algum dia esteja de volta para ver a filha…
      Uma amiga minha há anos viveu este processo.
      E a meu pedido, seguiu o conselho que te dei agora.
      Passados anos e anos, o pai se aproximou e foi tão bem recebido pelo filho já adolescente, que até hoje pede desculpas à ex-mulher de ter se comportado tão mal.
      Este garoto hoje é um vencedor, trabalha em Madri, casou, já tem um filho de 2 anos e mantém boas relações com o pai.
      Ele cresceu seguro, confiante, alegre, sem problemas, amando a mãe e entendendo que o pai tinha problemas, coitado, mas era uma boa pessoa.
      Pense nisso.
      Um grande beijo e coragem!
      Sua filha é o seu maior bem, você sabe disso.
      Não deixe que ninguém fale mal do pai dela: por respeito a ela.
      Nada do mundo deve diminuir a felicidade de sua filha.

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  • 10/08/2010 - 00:22
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Apenas pra ilustrar,
    a propaganda mostrava o pai levando a pomada pro filho que se machucara no futebol.
    Comovente…

    Mas é isso aí,
    não basta ser ex-marido,
    tem que comparecer, digo, participar!

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  • 10/08/2010 - 10:13
    Enviado por: Graziela

    Olá Fê
    Espero que tenha curtido o dia dos pais.
    Meus pais são separados a 30 anos e tenho padrasto a 26 anos. Confesso que não pensaram nem um pouco em mim e na minha irmã, minha mãe não deixava ele nos visitar e ele não lutou por isso, o que resultou no contato super superficial e esporádico que temos com ele hoje. Se um dia isso acontecer comigo agirei diferente deles, mas não acredito que HOJE depois de alguns anos de terapia isso faça muita diferença na minha vida. Bjs e continue sendo o super pai que demosntra ser.

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    • 10/08/2010 - 16:14
      Enviado por: Helô

      Graziela,
      a vida pode ser dura em alguns momentos, mas sempre é tempo de cada um de nós mudar a nossa história.
      As fraquezas e as inseguranças das pessoas sempre atrapalham o decorrer das trajetórias, principalmente das crianças.
      As pessoas se atrapalham, não sabem bem o que fazer, acham que estão agindo corretamente, enfim, não fazem por mal……
      Sua mãe, seu pai, seu padrasto não tiveram – nenhum deles – força e coragem suficientes para tornar aquele momento mais brando…
      E deixar vocês e seu pai à vontade…
      Mas a vida está aí!
      Mude isso!
      Aproveite seu pai.
      Procure-o, fique amiga, convide para um almoço num restaurante, brinque com ele,
      isso cabe a você e a sua irmã. que são mais jovens…
      Não deixe esta oportunidade escapar!
      Tomara que você volte aqui para ler isso.
      “Se um dia isso acontecer comigo…”, você disse.
      Use o que já aconteceu.
      Vai ser maravilhoso! Tenho certeza!
      Seu pai vai conhecer as duas belas filhas que colocou no mundo.
      Vai ter orgulho de vocês!
      E vocês darão a oportunidade a ele de ser mais feliz!
      Por favor, pense nisso e volte aqui para ler esta mensagem.
      Todos os beijos da Helô.

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  • 10/08/2010 - 17:09
    Enviado por: Paula

    Helô
    Muito obrigado pelas palavras, mas sabe o que me disse é algo que já tenho como certeza a muito tempo.
    Não falo mal, não deixo que falem, e sinceramente torço para que ele seja muito feliz, como disse no comentário anterior penso no quanto doi a uma criança a crueldade do adulto.
    Quanto a minha pequena, vamos em frente, somos muito felizes, acho que posso afirmar isso afinal só quem convive com ela para se lembrar das gargalhadas de perder o folego que ela solta….

    Bjos

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    • 12/08/2010 - 04:58
      Enviado por: Helô

      Que bom, Paula, que você voltou aqui.
      Fico feliz de saber que você está no caminho certo.
      Nada como um dia depois do outro.
      Vamos deixar a vida nos levar, pensando sempre em retirar o melhor de cada momento.
      Beijos a você e à sua boneca!

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  • 11/08/2010 - 02:02
    Enviado por: Fábio

    Olha, tem um livro que acabou de ser publicado pela Penguim – Cia. das Letras que trata do assunto da separação sob o olhar da criança; chama-se “Pelos olhos de Maisie”. Não quero dizer que o livro seja lido como um modelo do que ocorre, pelo contrário; mas é muito bom para pensar nos limites dessa situação.

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  • 11/08/2010 - 21:50
    Enviado por: Lyna

    Essas histórias são comoventes…a minha é parecida (não são todas?) Meu pai me abandonou aos 2 anos e durante um tempo, enquanto eu era pequenininha, achava que ele tinha morrido (era isso que eu achava). Nos aproximamos pouco antes dele morrer. Acho que o perdoei. Uma vez perguntei ao meu tio mais querido (irmão da minha mãe) por que ele, que era meu tio, me amava tanto e meu pai não. Ele me disse que às vezes o Céu comete erros …(rs). Esse tio querido era Espírita. Também casei-me e separei-me e o meu ex-marido abandonou os dois filhos. Não dava nem presente de Natal aos dois. Mas eu fui agraciada com um segundo marido maravilhoso, que “adotou” meus filhos e é um paizão até hoje, para os dois e para nossa pequenina filha, a jóia que faltava para completar minha coroa!!! Hoje meus filhos tem 23 e 19 anos, ambos na faculdade, ambos trabalhando (eles tem uma empresa de computação), são independentes, lindos, adultos, sérios, corretos!! Portanto, meninas, bola pra frente!! Yes, we can! :) )

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    • 12/08/2010 - 05:02
      Enviado por: Helô

      Cara Lyna,
      que delícia ler seu comentário!
      A vida é assim!
      O céu comete erros, mas também acerta!
      Parabéns pelo seu depoimento.
      Acho que ele poderá ajudar algumas pessoas que passam por aqui.
      Beijos à bela família e… parabéns pelas vitórias!

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    • 12/08/2010 - 22:20
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Lyna,

      é isso aí, é importante estar com alguém que ajude a criar os filhos, acho que isso é que ser pai… Abs, F.

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  • 13/08/2010 - 09:21
    Enviado por: Graziela

    Olá Helô
    Muito obrigada pelas palavras. Tenho certeza que não fizeram por mal. Vou guardar essas palavras comigo e pensar nelas. è algo que já faço, mas ainda não tomei nenhuma atitude por nãos er tão fácil. Obrigada. Bjs. Graziela

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    • 14/08/2010 - 05:41
      Enviado por: Helô

      Graziela,
      que bom que você voltou aqui!
      Mas, cá pra nós:o que é fácil?
      E o que é difícil?
      Fácil é dizer daqui um tempo: “Meu Deus, que bom que eu tomei aquela atitude”!
      Difícil é ver que o tempo passou e infelizmente não há mais nenhuma atitude a tomar…
      Pense nisso.
      E volte aqui que eu te dou a maior força!
      Nada é por acaso, você já percebeu?
      Tome a atitude!
      Vocês todos só têm a ganhar.
      O “não” você e sua irmã já têm – tiveram a vida toda!
      Lutem pelo sim.
      Torço por você!
      Beijos.

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  • 13/08/2010 - 12:13
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Ai, o papo tá ótimo…

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  • 14/08/2010 - 10:57
    Enviado por: Lyna

    Helô, você tem Blog? Se tem por favor publique, eu adoraria lê-lo, tanto quanto curto o do seu filho!!
    Se não tem, pense em ter! Acho que você tem um bocado a oferecer!!
    O Blog do Felipe é uma delícia, sempre leio, embora raramente comente. Sou muito de “absorver” as coisas. Mas não podia deixar de falar da minha situação – nesse caso específico – por que vejo tanta gente separada e infeliz, casada e infeliz. E ser feliz deveria ser prioridade na lista de todos. Claro que nada é fácil, como diz a Graziela. Viver é difícil (até demais). Mas a gente pode chegar a ser feliz sim. No meu caso, acho que meu tio diria que estou coletando experiências (ter sido abandonada pelo pai, depois ter casado com um homem sem caráter) a fim de crescer e expandir meus horizontes e poder partir desta com uma nota melhor do que aquela que tinha quando entrei nesta “escola”. Meu primeiro casamento foi um desastre? Foi. Mas o que ganhei com ele – meus filhos – pagam com sobra o que tive que passar. Meus filhos sofreram? Com certeza. Mas com certeza por isso mesmo valorizam o “paidrasto” que tem. Somos apenas estudantes nesta terra, tentando aprender lições duras e difíceis. Podemos nos rebelar (e como nos rebelamos, Às vezes, não è? O espírito humano!), mas um dia a gente aprende. No momento, acho que meu “professor” está esperançoso – a aluna tem se esforçado!! Beijos a todos(as) vocês (Ô Felipe, você é o culpado desse Blog estar virando ponto de encontro de mulherada…mulher fala!)

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    • 16/08/2010 - 00:15
      Enviado por: Helô

      Lyna,
      obrigada pelas palavras.
      O fato é que eu sou assim, de ouvir ou ler e falar.
      Aliás, nunca soube se eu sou jornalista porque sou assim ou se eu sou assim porque sou jornalista.
      Amo gente.
      E se acho que posso ajudar, vou em frente mesmo!
      (para dizer a verdade, mesmo se eu acho que não posso ajudar, também vou em frente…)
      Parabéns pelo seu texto.
      Espero que outras pessoas possam se beneficiar dele.
      Não tenho blog, apesar de muita gente me pedir para ter um.
      Quem sabe qualquer hora?
      Atualmente, escrevo textos, biografias e faço eventos: casamento, batizado, noivado, bodas de ouro, etc e tal.
      Tudo a ver.
      É tão bom transmitir às pessoas não experiências, porque não passamos por todas, mas bom senso, amadurecimento, jogo de cintura, otimismo, bom humor.
      Acho que é isso.
      Beijos, até a próxima!

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    • 16/08/2010 - 13:20
      Enviado por: Felipe Machado

      Oi Lyna,

      não incentiva minha mãe a ter blog porque senão minha audiência aqui cai pela metade… :-) Bjs, F.

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  • 16/08/2010 - 17:13
    Enviado por: Duda

    Se minha mãe fosse homem, eu teria dois pais.

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  • 17/08/2010 - 16:50
    Enviado por: Jeane Rabelo

    Tornei-me órfã de pai e mãe ainda jovem e isto afeta meu emocional até hoje.
    No dia dos pais p. passado senti uma melancolia terrível. Voltei no tempo e relembrei momentos passados com meu amado pai.Quanto ele ainda me faz falta!
    Como disse Vinícius de Moraes numa de suas canções: “…se foi pra desfazer, por que é que fez…”?

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  • 17/08/2010 - 19:05
    Enviado por: Janinha

    Helô, eu sou super a favor do teu blog, leitoras é que não vão faltar!
    Nem preciso dizer que sou fã.
    É uma delícia entrar aqui e ler seus comentários tão carinhosos, tão honestos…

    Todos os meus beijos pra ti que deve ser uma avó sensacional!
    Lyna querida, são mulheres como vc que criam cidadãos de verdade, parabéns pela história e principalmente pelo rumo que vc deu à ela.

    Bjs!

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    • 24/08/2010 - 00:03
      Enviado por: Helô

      Janinha,
      que bom que eu voltei aqui!
      Para ler as suas palavras tão carinhosas.
      Não mereço tudo isso, mas que é gostoso, isso é!
      Estou tentando ser uma boa avó.
      E confesso que está sendo fácil.
      Minhas duas netas me ajudam nessa, elas são maravilhosas: têm ótimos pais, então fica fácil pra mim…
      Todos os beijos.

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  • 20/08/2010 - 12:51
    Enviado por: LILIAN MARIA GOMES

    COM CERTEZA NÃO BASTA SER PAI TEM Q PARTICIPAR,MAS PORQUE A LEI IMPÕE Q PAIS SAIAM COM FILHOS Q ELES REJEITARAM!NÃO PARTICIPAM DE NADA E PAGAM PENSÃO POR PURA OBRIGAÇÃO!!!
    TENHO UMA FILHA DE 7 ANOS E POR MIM JAMAIS ELA SAIRIA COM O PAI Q NUNCA LIGOU PRA ELA,SÓ SAI POR OBRIGAÇÕA E PIRRAÇA PORQUE SABE Q NÃO GOSTO.
    ELE NÃO LIGA PRA ELA ,ATÉ NA HORA LEVA-LA AO MÉDICO RECLAMA OO NÃO LEVA!!!
    ME TRAIU ,LEVOU TUIDO Q ERA DE DIREITO MEU!!!PORQUE TENHO Q DEIXAR ELA SAIR COM ELE,SENDO Q OS PASSEIOS Q ELE FAZ COM A MENINA É LEVA-LA PARA OBRIGAR OS IRMÃO MAIORES Q NÃO GOSTAM DELA VE-LA!
    ELE NÃO PARTICIPA DE NADA NUNCA PARTICIPOU ,MESMO QUANDO MORAVAMOS JUNTOS
    REALMENTE NÃO VASTA SER PAI TEM Q PARTICIPAR!

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    • 24/08/2010 - 00:29
      Enviado por: Helô

      Lilian,
      desculpe a intromissão, mas não resisti.
      Fiquei preocupada com o seu coração tão triste e revoltado.
      Você deve ter razão, pelo pouco que disse aqui.
      No entanto, acho que está na hora de deixar a tristeza e a mágoa de lado e chamar seu ex para uma conversa muito séria, calma e objetiva.
      Talvez tudo isso esteja acontecendo porque vocês dois ainda são muito imaturos.
      Estão misturando nesta “relação” (necessária entre vocês devido à filhinha de vocês) sentimentos que nenhum dos dois merece sentir, principalmente pela felicidade da menina, que deve vir sempre em primeiro lugar.
      São sentimentos de culpa, de desamor, raiva, ciúmes e outras emoções nada agradáveis.
      Acho que você deve pensar sobre isso.
      Enquanto ele viver, ele será o pai da sua filha, não tem jeito.
      Já pensou viver a vida inteira “nesta vida”?
      Não dá.
      Pense calmamente em tudo o que eu disse aqui, tente tirar um pouco da cabeça as coisas horríveis que ele te causou e das boas que ele levou de você, ou seja, procure tirar o máximo das coisas péssimas que “unem” vocês, sim, porque ao que parece, as ligações entre vocês são péssimas.
      Se você conseguir conversar com ele – só vocês dois – com calma, expondo que assim está muito difícil viver, se ele tem condições de melhorar neste trato, de dar mais carinho e atenção à filha, etc e tal, vai poder avaliar se ele realmente tem condição de mudar.
      Agora, se a coisa é feia mesmo, com tendência a continuar desta forma ou a piorar, acho melhor você não insistir.
      Mas se depois daquela conversa séria e calma, sem briga, nem ofensa, ele continuar da mesma forma, dê um jeito de diminuir o contato, ou seja, não ligue se ele não ligar, se não procurar sua filha.
      No entanto, para ela, você deve dizer que o pai está trabalhando muito, sempre dando um certo valor a ele, nunca fale mal dele para a sua filha, nem deixe que falem mal dele para ela.
      Vá levando – se não tiver jeito mesmo – da forma mais alegre com ela (porque ela é o foco da felicidade e da proteção total).
      Com o tempo, sua filha, mais madura, vai entender que o pai não é legal – por ela mesma, jamais por você – e decidirá como tratá-lo.
      Mas ainda acho que isso é a última alternativa.
      Reúna toda a sua coragem e paz interior (procure construí-la dentro de você, em benefício de sua linda filha de apenas 7 anos) para aquela tal conversa séria e calma.
      Estou torcendo por você.
      Tomara que você volte aqui.
      Nenhum mal dura para sempre, acredite.
      Um beijo carinhoso e… boa sorte!

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  • 24/01/2011 - 12:39
    Enviado por: tatiana

    oi,estou passando por um momento dificil na minha vida tambem,meu marido me deixou sozinha com um filho de um ano ,pq se interesou por outra mulher e agora ele sempre q estar com meu filho e com ela e me proibe de saimos junto com nosso filho ,isso me magoa muito, depois de 12 anos juntos ele mudou completamente ,me trata como eu fosse uma mulher qualquer .Estou muito magoada e nao consigo perdoa-lo por isso.

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