Fotos: Fernando Favoretto
Metallica, último capítulo:
No último domingo, antes do show, James Hetfield pilotou um Porsche 911 GT 3 Cup no autódromo de Interlagos. Como ‘professor’, ele teve Max Wilson, piloto consultor do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil.
Também me pediram para publicar foto de algum pôster que decorava o camarim do Metallica em 1993; segue o cartaz que ficava na frente da sala onde funcionava o bar. Abs, F.
Segundo a assessoria, Hetfield definiu o Porsche como ‘great!’. Mas pelo jeito, Hetfield é meio braço: enquanto pilotava, ele chegou a rodar na Curva do Lago. No box, Max ensinou o cantor a fazer a manobra do ‘punta-tacco’ (acelerar com o calcanhar e ao mesmo tempo frear com a ponta do pé), bastante usada pelos pilotos de competição. ‘Muito bom! Agora eu sei o segredo!’, disse Hetfield.
Foi a segunda vez que uma banda de rock dirigiu nesse esquema. Em 2009, foi a vez do Iron Maiden pilotar Porsches em Interlagos – incluindo o vocalista-piloto-de-avião Bruce Dickinson.
OBS. Um amigo me pediu para publicar um dos pôsteres que peguei do camarim do Metallica em 1993. Aqui vai: era a sala onde funcionava o bar. Whiplash!

Sr. James é mesmo uma graça!Ai se eu estivesse perdida por ali… teria pulado na frente do Porshe!hehehe…
Prezado Felipe Machado,
Parabéns pela reportagem.
Não sei se foi uma falha ou uma brincadeira, mas na chamada está escrito “Iron Maiden testa porche em interlados”. Na verdade, James é vocalista do Metallica e nada tem a ver com o Iron Maiden, a não ser que tenha querido se referir a ele como “dama de ferro”??? Se bem que Iron Maiden é o nome dado a uma máquina de tortura…
Saudações, Felipe:
Esta é minha primeira vez aqui nos comentários. Sei que estou um pouco atrasado, mas resolvi tecer minha opinião sobre sua resenha do show do metallica. Um dia já fui muito fã desta banda, mas a partir do disco preto, eu me desliguei por completo dela, pois, a meu ver, é um grupo que virou as costas para seus fãs e abandonou o estilo que se propôs a tocar nos quatro primeiros álbuns. Sei que muitas pessoas acham que pessoas como eu são radicais e que criticam a banda pelo fato de ela ter crescido, mas no meu caso não é bem isso. Na verdade, eu aprecio muito a integridade das bandas e por isso que o metallica já não faz mais parte da minha coleção há muitos anos. De qualquer forma, a minha crítica primeira com relação ao seu texto vai sobre as suas palavras com relação ao Saxon. Sinceramente, achei uma falta de respeito enorme a maneira como você se dirigiu a uma banda tão importante e influente da NWOBHM, principalmente vindo de você, ou seja, uma pessoa que vivenciou (ou ainda vivencia, não sei) o Heavy Metal um dia. Achei lamentável também a sua resposta a um leitor do seu blog dizendo que o Viper é uma banda melhor do que o Saxon. Tudo bem, é sua opinião e você é livre para expressá-la, mas, sinceramente, é muita pretensão da sua parte afirmar algo do tipo, até porque o Viper foi uma banda irrelevante em termos mundiais, enquanto o Saxon foi uma das responsáveis pelas delimitações do estilo que, inclusive, o próprio Viper viria a tocar anos depois. Outro ponto foi sobre o “metallica X Megadeth”, essa é uma discussão antiga e vez por outro volta à tona. É algo que não vale muito se aprofundar, mas aproveito o assunto para deixar minha posição. Eu acho que o metallica recebe um crédito que pertence à banda, pois constantemente vemos os veículos (basicamente os não especializados em Heavy Metal) taxando-a como “A maior banda de Heavy Metal do mundo”, “O maior fenômeno do Metal”, etc. Acho que uma afirmação desta só pode vir de quem realmente não entende nada sobre o Heavy Metal, pois a banda que de fato é a maior e o grande fenômeno do estilo é o Iron Maiden, e isso por uma lógica simples: o Maiden sempre foi fiel ao seu som e nunca o abandonou, tendo atravessado todas as adversidades. Já o metallica deixou de ser uma banda de metal no início da década de 90, tendo se convertido em uma banda de rock. Assim, talvez o metallica seja até mais relevante comercialmente do o Iron Maiden, tenho lá minhas dúvidas, mas não há como comparar as duas dentro do estilo musical, já que uma (Maiden) sempre permaneceu no seu lugar de origem e a outra (metallica) mudou de estilo e partiu para outros caminhos. Eu consigo entender sua apreciação pelo metallica, pois o próprio Viper foi uma banda que seguiu na mesma direção, já que abandonou o Heavy Metal a partir do Coma Rage e buscou de tornar uma banda de rock, almejando alta comercialização, algo que não aconteceu. Por fim, voltando ao “metallica X Megadeth”, acho que você como músico deve saber que Dave Mustaine possui habilidades muito superiores ao James Hetfield, principalmente em um quesito levantado no seu comentário sobre “tocar riff’s e cantar”, o que o Dave Mustaine faz é fora de série, tornando as habilidades do Hetfield medianas. Isso não significa que o Megadeth seja pior ou melhor do que o metallica. Comercialmente, não há dúvidas de que não há qualquer discussão. O ponto é que para quem entende realmente de Heavy Metal, apenas vendas de álbuns não são o parâmetro para medir um fenômeno ou a integridade de alguma banda. De qualquer forma é apenas minha opinião, sei que vou ser “fuzilado” pelo meu comentário, mas resolvi tentar trazer um pouco de justiça ao assunto metallica. Por enquanto é isso. Valeu!
Eduardo.
Eu tinha este mesmo pensamento burro que você tem, depois do show em São Paulo passei a ter uma visão diferente da banda, acredito que eles continuam muito bem, você com certeza já deve ter tido algum problema em casa e seus parentes ou pelo menos alguns viraram as costas, pois bem eles também tiveram com a “metallica family” o Jason causava muitas encrencas no grupo e por causa dele quase o grupo se fundiu, graças a Deus chegou o Robert e deu novos ares.
Eu particularmente pensava a mesma coisa e voltei atrás, tem horas que você precisa de ajuda e as pessoas que você mais acredita viram as costas, foi o que aconteceu, eles precisavam do apoio dos fãs e viramos as costas.
Eles como qualquer ser humano tem o direito de errar, você nunca errou na sua vida?
E ai Felipe. Sortudo. Infelizmente não pude ir no show do Metallica (banda que eu adoro) pois moro em Curitiba e a grana tava curta.
Deve ter sido um verdadeiro show de Heavy Metal. Parabens pela analise, já me deu 1/3 do q foi o show.
Só para saber vc vai fazer a cobertura do show do Iced Earth que vai ter em SP?
Nesse eu vou. Ingresso para a apresentação dos caras em Curitiba.
Abraços cara
Heavy Metal!
seu jornalista burro!
ele é do metallica
Oi Eduardo,
obrigado pelo comentário equilibrado e coerente. Acho que você tem o direito de ter o seu gosto musical, claro, mas considero essa coisa de ‘virar as costas’ para os fãs muito radical. Um artista não pode estar limitado ao gosto do seu público, do contrário ele nunca vai evoluir. Imagine se os Beatles, que foram os maiores artistas musicais do século, ficassem limitados ao rock and roll do início da carreira. Eles teriam sido apenas mais uma banda.
Acho que um artista de verdade tem a obrigação de se desafiar, de tentar ser original, sempre. É assim que a arte se transforma e anda para frente, é assim que os grandes artistas se expressam. Essa era a razão pela qual o VIPER mudava tanto de estilo: nunca quisemos nos repetir. Fizemos vários discos, todos bem diferentes. Tenho orgulho disso, apesar de gostar de alguns deles e não gostar muito de outros. É o que acontece quando se arrisca. Se o que a gente fez foi bom ou ruim, não vem ao caso. Quer dizer, até vem, já que eu disse que o VIPER era melhor que o Saxon. É claro que essa é só minha opinião, e eu a mantenho. Acho que o VIPER tem músicas melhores, mais legais, e digo isso não como membro da banda, mas como fã de rock – até porque a maioria das composições não era minha, mas do Pit Passarell, que considero um dos grandes compositores do heavy metal mundial. Há bandas que nunca mudam de estilo, como o Ramones e o AC/DC. Mas eu acho essa postura, artisticamente falando, meio covarde. Por outro lado, vai ter gente que vai dizer: ‘em time que está ganhando não se mexe’…
O Saxon foi uma banda bastante limitada, embora ela tenha tido 100 vezes mais sucesso que o VIPER e tenha influenciado muitas bandas importantes. Acho mesmo que a banda era meio sem graça, com músicos medíocres, apesar do sucesso (restrito ao público metal dos anos 80). Desculpe se você achou que eu faltei com o respeito, mas é a minha opinião. A expressão ‘meia boca’ foi apenas para descrever essa opinião de maneira informal, como sempre é esse blog. De qualquer jeito, sua opinião também está expressa aqui e quem estiver lendo isso pode concordar comigo, com você… ou com nenhum dos dois.
Outra coisa: por mais que você seja fã do Megadeth, tem que admitir que não dá para compará-los com o Metallica. Uma é uma banda de rock mundial, que enche estádios em qualquer lugar do mundo. A outra é uma excelente banda de heavy metal, mas limitada ao público underground. Mustaine também não é mais talentoso que Hetfield, o que podemos constatar pelas composições de cada um. Concordo que Mustaine e James são impressionantemente talentosos no que diz respeito a tocar e cantar: realmente, os dois são impressionantes. É verdade, talvez os riffs do Megadeth sejam ainda mais complicados que os do Metallica…
Mais uma vez, obrigado por escrever. Volte sempre! Abs, F.
Beleza, Felipe:
Agradeço sua resposta, acho legal debater sobre estes assuntos principalmente quando há divergência de opiniões.
Apesar de não concordar com relação à “atitude covarde” de artistas/bandas que permanecem dentro de seus estilos, como Motorhead, AC/DC, Iron Maiden, Slayer e por aí vai, entendi qual seu ponto de vista sobre a mudança de orientação.
Mesmo parecendo contraditório da minha parte, eu concordo com você com relação aos Beatles. Posso ter deixado no meu comentário a impressão de que entendo que a banda deva lançar o mesmo disco de dois em dois anos, mas não é isso que eu penso. Muitas bandas consideradas como estáticas, ou seja, que sempre permaneceram no mesmo estilo, passaram por evoluções em suas composições e músicas. Por exemplo: o Slayer do Seasons in the Abyss é totalmente diferente do Slayer do Hell Awaits ou o Iron Maiden do Somewhere in Time é muito diferente do Iron Maiden do Killers e por aí vai.
Sobre o Mustaine, não vou concordar, pois independentemente da “treta” Megadeth x Metallica, eu o considero um gênio, porém uma personalidade intragável.
De qualquer forma, valeu pela resposta…apesar das divergências, acho que conseguimos manter um diálogo de nível aqui.
Abraço.
Oi Eduardo,
realmente, também acho que a expressão ‘atitude covarde’ foi um pouco demais. Vamos trocar então por ‘acomodada’, ou ‘segura’. Mas o papo foi muito bom, volte sempre. Ou veja outras críticas na seção ‘Trilha Sonora’, há textos sobre o show do Iron Maiden, AC/DC e Slayer, entre outros. Abs, F.
Tenho apenas uma´única coisa a dizer:
O show foi du k. . . . . eu e um amigo estavamos com ingresso para Arq. Azul, acabamos indo parar na pista depois de rodar o estádio inteiro por dentro procurando um bom lugar pra assitir ao Sepultura que abria a noite pro Metallica no Domingo, sorte ou falta de organização da organizadora, sei que foi um dos melhores shows que já assiti, valeu a pena a capinha de chuva de plástico ridícula. Abraços e Parabéns Felipe pelo bate papo com o Edgard Cardoso, vc’s conseguiram manter o “level” da conversa mesmo com cada um no seu gosto e modo de pensar.
Abraços
CORREÇÃO:
O Bate Papo do Felipe foi com o Eduardo e não com o sem noção do Edgard Cardoso como eu comentei anteriormente. Falha minha.
O que é víper? rs rs aquela bandinha que lançou dois discos bons quando tinha nos vocais o vocalista andre mattos? rs rs aquela bandinha que o guitarrista foi pedir “penico” para tocar no capital inicial? rs rs hã acho que me lembro… e era e sempre foi um lixo!!! Quase um NX Zero da atualidade! rs
AC/DC covarde?! Que isso? Pense um pouco antes de escrever algo assim. Você se lembra das bandas, e não foram poucas, que no início dos anos 90 mudaram o estilo só para continuar agradando o público?? Então, algumas permaneceram com seu estilo e talento, independete do que era considerado comercialmente aceito. Passaram por períodos de dúvidas sobre a permanência no mercado e sobreviveram. Continuam até hoje fazendo boas músicas. Permanecer no estilo e fazer um albúm como “Black Ice” é estar acomodado?? Seria covardia?? Pense bem!!! Grande abraço.
Fernando: exato, cara … acho que o legal na questão música, e principalmente quando quem está discutindo conhece o assunto que está falando, é levar o papo numa boa. Dificilmente encontraremos pessoas com o gosto musical 100% igual, na verdade é impossível, mas isso não significa que a troca de ideias possa ser produtiva.
Felipe: aproveitando, como na minha última resposta não falei nada sobre o Viper e tinha tocado no assunto na primeira mensagem, eu retiro a expressão que a banda foi “irrelevante mundialmente”, pois vocês alcançaram certa expressão e conseguiram cruzar as fronteiras no Brasil em um período muito mais complicado do que hoje em dia. Particularmente, eu sou fã do Viper até o Evolution. Apesar de boa parte das pessoas considerar o Theatre of Fate o grande clássico da banda, eu não sigo na mesma opinião. Óbvio que o Theatre é um marco e um disco primoroso, de qualquer forma, na minha opinião o Evolution foi o grande álbum da banda, pois vocês alcançaram uma sonoridade original e muito bem elaborada, pois tinham elementos de vários estilos se misturando de forma eficiente: heavy, thrash, sspeed e por aí vai. É um disco grandioso, acho que se vocês tivessem se mantido nesta linha, o Viper teria tido uma repercussão ainda maior, mas depois veio o Coma Rage e aí, na minha opinião, a banda perdeu o foco. Vou concordar com relação ao Pit Passarel, pois é um puta compositor, eu como baixista, tenho uma admiração muito grande pelas composições dele no Viper do três primeiros álbuns. Por fim, deixo uma sugestão, na verdade acho que é mais uma ilusão: eu sempre achei que o Viper deveria considerar a possibilidade de regravar o Soldiers of Sunrise, pois este disco é uma obra prima, mas ele sofre certo prejuízo pela produção da época e também pelo fato do André Matos ainda ser muito novo e sofrer das limitações naturais da idade. Sei que isso envolve muita coisa: empresários, contratos, gravadoras, etc…mas que seria uma coisa sensacional, isso seria…poder ouvir o Soldiers of Sunrise com uma gravação atual e com vocês hoje muito melhores como músicos seria fora de série. Por enquanto é isso, abraço para todos.
Quero parabenizar tanto o Felipe, quanto o Eduardo e o Fernando, porque fizeram uma discussão muito boa de se ouvir!
E gostei da sugestão do Eduardo da regravação do Soldiers of Sunrise atualmente… Seria muito interessante ver esse grande álbum com maior qualidade de gravação e músicos muito mais experientes…
Parabéns pelos comentários!
Eduardo vc matou a pau!
Estou acompanhando a discussão(em alto nivel diga-se de passagem) e esse seu ultimo comentário falou td.
O Soldiers como regravado seria demais!
Sempre me pego ouvindo algumas coisas que são insubstituiveis……….ontem por exemplo, fui correr ouvindo Beneath the Remains(Sepultura), esse disco é demais…
A fase do Viper até Evolution foi muito boa mesmo!
Abraço
ue bom Ricardo você ainda gosta de metal, cadê seu twitter ou facebook?
São discussoes que nunca vao terminar Metallica X Megadeath admiro muito o mustaine depois das dificuldades q passo com problemas no braço e voltar a tocar lançando albuns bons mais nao se pode comparar um incone do rock o metallica que tem grandes numeros de fans com musicas imortais como one,master of puppets,nothing else matters,the unforguiven e muitas outras musicas que marcaram a historia da musica com o megadeath que particulamente vcs podem até discordar e banda de uma pessoa só.
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