
Se meu primeiro dia na Flip já foi sensacional, o segundo foi melhor ainda. Começou cedo, às 8h, em um workshop para adolescentes realizado por Daniel Kondo, grande amigo e um dos melhores ilustradores do País na atualidade. Dali eu fui correndo para um dos momentos mais aguardados (por mim) na Flip: a coletiva do biólogo Richard Dawkins.
Não seria difícil imaginar o elegante biólogo britânico tomando chá com seu ídolo, Charles Darwin. Por ironia do destino, até mesmo os nomes dos dois evolucionistas é parecido, como se Dawkins tivesse ‘pegado o bastão’ e continuado o trabalho iniciado por Darwin há 200 anos, quando nasceu, ou, mais especificamente, há 150, quando lançou a bíblia dos evolucionistas, ‘A Origem das Espécies’.
Dawkins está vestindo uma camisa com estampa de plantas, e fico imaginando se ele não teria também uma com tubo de ensaios e outra com macaquinhos. Seu pensamento é tão racional e lógico que é impossível alguém realista e desprovido de preconceitos não acreditar em sua teoria.
Em primeiro lugar, ele é completamente ateu. Não apenas isso, ele é um ativista ateu. Em um momento, ele diz que os ateus deveriam ‘sair do armário’, numa referência à popularização do movimento gay ocorrida quando os homossexuais decidiram abrir o jogo e assumir sua condição. Dawkins usa um outro termo, bright, que significa ‘brilhante’. Entre outras interpretações, a expressão indica que quem não acredita em Deus é mais inteligente que o resto da população.
O problema é que, sem emoção, é quase impossível discordar de Dawkins. Seus pensamentos são baseados em evidências, enquanto a religião é composta por tudo, menos evidências. Acreditar em Deus é um ato de fé e, como tal, não é inspirado por provas concretas. Pois é aí que Dawkins ataca: “Deus provavelmente não existe”, ironiza, em referência à campanha que ele ajudou a bancar em Londres, com a frase estampada em ônibus e outdoors.
Não apenas Dawkins diz com todas as letras que Deus não existe, como ele ainda diz que Deus é um delírio (variação do título de um de seus livros mais famosos, publicado aqui pela Cia. das Letras). Deus é um mal para a sociedade, Deus é a causa de guerras em todo o mundo, Deus inspira extremistas assassinos e egoístas. Analisando os conflitos espalhados pelo mundo, é difícil defender que alguém consciente defenda a religião.
O maior problema é que acreditar em Deus nos faz, invariavelmente, escolher uma religião. E aí, diria Darwin, é que o ‘bicho pega’: se temos que escolher um lado, somos obrigados a colocar todas as outras crenças no outro. Daí para esse outro virar um opositor, e daí um inimigo, basta acender um fósforo.
A verdade é que Dawkins é um gênio da oratória, e é uma delícia ouvir gênios falando. Durante a coletiva, ele praticamente convoca os jornalistas a refletirem profundamente sobre a existência de Deus, e convenhamos que fazer isso em uma sala de um hotel em Paraty às 10 da manhã com o sol brilhando lá fora só pode ser realizado por alguém com talento divino.
Pergunto sua opinião sobre inteligência artificial: cito o filme ’2001, Uma Odisséia no Espaço’, do meu grande ídolo Stanley Kubrick. Lembro Dawkins que, no filme, o ser mais inteligente na espaçonave é justamente o computador HAL 9000 – personagem que, em outro ponto para se refletir, é mau como só um ser humano pode ser. Dawkins me responde de maneira um pouco evasiva, dá a impressão de que ele deve estar preparando algum material mais profundo sobre inteligência artificial ou algo do gênero. Afinal, o assunto tem tudo a ver com ele: seria a inteligência artificial a forma mais natural de evolução humana? Os Darwins e Dawkins do futuro poderão responder melhor.
Na saída, levo uma pilha de livros (sim, tenho todos os seus livros e sou fã assumido de Dawkins) para ele assinar. Explico que meu nome se soletra ‘F…E…L…’ , mas antes que eu termine a frase, ele me interrompe. “Eu não faço isso, escrever o nome das pessoas. Escrevo apenas o meu nome.” Ele rabisca Richard Dawkins e me entrega a pilha. Parece um ato rude, mas ele faz isso de maneira tão elegante, tão British, que me deixa desarmado. Ainda peço para tirar uma foto, o que ele concorda de maneira simpática e ainda faz questão de sorrir. Espero que Deus não me castigue por ter uma foto de Richard Dawkins no porta-retrato da minha sala.
Após assistir à coletiva de Dawkins, fica difícil encarar algo que a supere. Mas daí chega a hora da coletiva de Gay Talese, outro gênio e o mestre definitivo dos jornalistas literários. Comparar os dois homens é uma tarefa impossível: o que Dawkins tem de racional e cartesiano nos pensamentos, Talese compensa em longas e detalhadas divagações. Ambos estão acostumados a brilhar em eventos como este, vão muito bem com o público, são o que Darwin chamaria de ‘macacos-velhos’. Aos 77 anos, Talese tem a vitalidade de um repórter no início da profissão. Ele chega à mesma sala de onde Dawkins acaba de sair e começa a falar no microfone, praticamente organizando a própria coletiva. “Quem está no comando aqui?”, pergunta logo de cara. Os jornalistas se sentam e surge a primeira pergunta, alguma coisa sobre a profissão. Talese não se senta, fica de pé elegantemente vestido, de terno e gravata, como sempre. A primeira resposta – que é tudo, menos uma resposta no sentido literal da palavra – dura 35 minutos, metade da coletiva.
Talese conta o caso da reportagem que fez sobre uma jogadora de futebol chinesa que tinha perdido um pênalti na final da Copa do Mundo. Ele confessa que é movido pela curiosidade, e que isso pode significar basicamente qualquer assunto do mundo. Ele vai até a China para encontrar a garota, porque repórteres “têm que estar pessoalmente no local para fazer uma boa reportagem”. Ele explica então que, ao desembarcar na China, conheceu a garota mas desconfiou que mais interessante seria contar a história da mãe dela e, por que não, da avó também, que passou pela Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, etc. Ele quer dizer com isso que o repórter tem que ter o olho e o discernimento para compreender que a reportagem pode mudar durante o curso dos acontecimentos, que o importante é a história ser interessante e bem contada. E lembra que acabou ficando três meses por lá, até conseguir descobrir tudo sobre as três gerações de mulheres chinesas.
A segunda resposta (nem me lembro qual foi a pergunta, não importa) dura outros 30 minutos. Talese conta como começou sua carreira: após cursar a universidade no Alabama, ele desembarcou na sede do The New York Times dizendo que tinha estudado com o primo do Diretor de Redação. Incrivelmente, o xaveco funcionou e ele ganhou um emprego duas semanas depois. Os segredos de Talese são básicos e imortais: ir atrás do que você quer, perseverar, ser bem-educado; vestir-se bem; ser sincero e honesto. É incrível que alguém tenha que vir de Nova York para dizer isso em Paraty, mas é mais incrível ainda perceber que são características cada vez mais ausentes da sociedade mundial.
Talese encerra a palestra (não daria para chamar isso de coletiva) e corro mais uma vez para pegar autógrafos que faltam nos livros que eu não havia levado no primeiro dia, por pura vergonha de sobrecarregá-lo. Ele olha para mim e sinto orgulho de dizer que ele me reconhece da noite anterior, e começa a assinar “To Felipe…” sem eu precisar dizer quem sou. Aproveito para garantir a foto que esqueci de tirar no hotel durante a entrevista do Estadão. Pelo jeito, essa FLIP será uma boa desculpa para eu comprar novos porta-retratos.
E isso tudo foi antes do almoço.
felipe! dawkins é meu “guru” hahaha que ele não me ouça…li o god delusion e praticamente mudou minha vida. me senti tão livre por não acreditar em deus que me livrei de toda culpa católica que colocaram na minha cabeça na época do sion…moderno,racional, coerente. hj não me sinto mal em dizer que sou ateia mesmo sabendo que as pessoas no geral veem isso como uma característica negativa, principalmente no brasil.
invejinha da sua foto com o mestre….parabéns eu tb queria ser esse cara! ou pelo menos tomar um tea com ele numa tarde nublada como essa.
bjão
Delírio, meu caro, é se intoxicar do ópio de que todos os males do mundo proveem da religião. É pura infantilidade e imbecilidade! É simplista, é reducionista, não dá trabalho, caro cronista. É cômodo jogar todos os males do mundo para debaixo dos tapetes da igrejas, sinagogas, mesquitas etc. Pronto! Tá tudo resolvido, explicado. Fácil demais!
É fácil também acreditar que ateísmo significa ser mais imparcial e tolerante que os “crentes”. Ledo engano, caro cronista! Nada mais é do que mais uma visão religiosa (sim, RELIGIOSA, UMA CONCEPÇÃO SOBRE DEUS”) como a crsitã, a judaica, os animistas etc. É FALACIOSO.
E dizer que só os ‘crentes’ são suscetíveis a fanatismo é IGNORAR FATOS!
Não foi em nome de Deus que se guilhotinou na Revolução Francesa, não foi em nome de Deus que mandou-se os indesejados, os “criminosos” para a Sibéria (lembrem-se, fazia-se apologia do ateísmo!!!!!!!!!!!!!!!!). Foi em nome de Deus? Diga-me, caro cronista, foi em nome de Deus?
É muita soberba e arrogância ignorar, a essa altura da História, o fenômeno religioso (E PARA ISSO EU NÃO PRECIOSO ACREDITAR EM DEUS!!!)…
Sua posição é tão parcial e falível como a de um católico, mulçumano ou judeu! Digo mais é uma vião caricata da religião. É justamente o que Dawkins faz, como disse Francis Collis. Ele cria um alvo (algo que ele chama de Deus, mas não é, pelo menos, a concepção cristã) e o ataca!!! É FÁCIL ATACAR A PRÓPRIA CRIAÇÃO!!!!
Ah, antes que eu me esqueça. Não, Deus não lhe castigará, pode ficar tranquilo quanto a isso. Pelo menos a mim ele nunca castigou!
Esse Dawkins é o cara!
Concordo com muito do que ele diz, mas desconfio que tem muito desesperado temente a Deus neste planeta que se não acreditasse numa vida melhor depois da morte ia sair por aí matando adoidado. Se com o medo a violência já está como sabemos, imagine sem ele.
Por outro lado, do jeito que alguns religiosos são, quem botar uma camisa malhando Deus e sair na rua corre o risco de ser apedrejado, igualzinho ao que ocorreu em séculos passados. Quem acredita Nele, é cego e não quer ver.
Parabéns, Felipe, pelo excelente ‘post’. Fico bastante satisfeito por encontrar pessoas como você que notam a importância e o brilhantismo dos questionamentos trazidos por Richard Dawkins em obras como “O gene egoísta”, “Desvendando o arco-íris”, “Deus, um delírio”, “O capelão do Diabo”, “A escalada do monte improvável”, dentre outros. Dawkins tem muito o que dizer sim, apesar de alguns acharem que não há mais nada de novo acerca do ateísmo desde Bertrand Russell. A valorização das idéias desse eminente biólogo, neste século, é um fenômeno que se alia sobremaneira à liberdade de expressão, com reflexos que perdurarão por muito tempo, se depender de mim. Mais uma vez, parabéns!
Dawkins e George Carlin são meus heróis.
na verdade ,isso tudo é tese da elite ,que sempre pregaram o ateismo,pois somos çercados de mistérios por todos os lados , é só olharem para o çéu, acho que o mais sensato neste momento, é respeitar-mos as opiniões de cada um, porque até então , não existe nada, mais nada de concreto na tese que há uma ausência de um ser superior, ao contreario .Até porque, quando algum ateu está em apuros ,recorrem a alguma força maior para resolvererem algum problema e sua opinião cai por terra.
Demais, Felipe, essa tua crônica. Muito inteligente e muito bem escrita. Cara, demonstras que estás à altura dos gênios Dawkins e Talese. Parabéns !
Abaixo a ditadura da fé.
Liberdade para os ateus!
Felipe,
também sou leitor de Dawkins, por duplo interesse: sou curioso das compreensões científicas da vida e do universo; sou estudioso de filosofia da religião. Assim, admiro o cientista britânico pela sagacidade intelectual, mas acho-o de uma ingenuidade tamanha em sua cruzada ateista. Um pouco de filosofia é suficiente para desmistificar essa aura toda de “Darwin resolveu o problema da vida”. A respeito de violência (sem desmentir os enormes estragos que crenças religiosas já fizeram nesse âmbito) seria igualmente fácil mostrar como a ciência tem sido altamente destruidora. Depois, essa coisa de “brilhante” é tão naïve…
Certamente eu como cientista, Phd em Física, Professor de Matemática e Lógica, só posso considerar uma piada alguém argumentar que Ateísmo é pautado na lógica. Todos os que estudam de forma séria e imparcial a Bíblia e a teoria da evolução sabem que a primeira é inquestionavelmente mais coerente. Não que a teoria da evolução não tenha méritos como modelo, mas infelizmente exige muito mais fé (na própria teoria) para ser aceita do que a Bíblia que é autoconsistente, para quem realmente a estuda, não para aqueles que apenas a citam sem a conhecer.
E vc Felipe tbm é ateu??
Para mim qto mais o homem é cientifico, mas se afasta de Deus…
Se Jesus dizia que os homens não acreditavam nele mesmo podendo ve-lo, quem dirá depois que ele partir.
Que Deus tenha misericordia destes homens que desacretidam do seu amor e de sua existencia.
O mundo está do jeito que está não por causa de religião, e sim por causa dos proprios homens que não seguem os ensinamentos de Deus.
Felipe:
Que inveja de você, participando de um evento sensacional como a Flip, e convivendo com essas grandes pesonalidades do mundo literário.
Mesmo morando tão longo do evento (Caxias do Sul, RS), qualquer ano destes crio coragem e também me mando para Paraty. Cumprimentos pelas entrevistas e pela qualidade do texto.
Sinceramente, tento não alimentar trolls. Contudo, esse tipo de comportamento ainda não faz parte completamente de mim. Portanto, à figura do medalhão machadiano que se vangloria de seus títulos em Física, Matemática, etc, aconselho um pós-doc ou uma livre-docência para chegar a uma conclusão mais sensata, pois eu, em minha mísera graduação, cheguei a uma conclusão melhor e diferente da dele sem precisar de tantas medalhas.
Certamente eu como teólogo, Phd em Astrologia, Professor de Ciências da Religião e Retórica, só posso considerar uma piada alguém argumentar que a Fé é pautado na lógica. Todos os que estudam de forma séria e imparcial a Teoria da Seleção das Espécies e a escrituras sabem que a primeira é inquestionavelmente mais coerente. Não que as escrituras não tenha méritos como modelo, mas infelizmente exige muito mais fé (no próprio dogma) para ser aceita do que Seleção Natural que é autoconsistente, para quem realmente a estuda, não para aqueles que apenas a citam sem a conhecer.
Congratulacions Felipe, a FLIP vai de vento em polpa e dá gosto saber mais sobre esse evento que tanto enobrece a vida cultural brasileira.
Voce escreve de maneira entusiasmada e dá pra perceber o bom astral que permeia o evento.
Se Deus existe ou não essa é uma resposta que cada um tem no seu próprio coração e, mais importante do que acreditar em Deus é ser uma boa pessoa, ouvi isso durante uma missa rezada por um velho frade capuchinho na Igrejinha de Nª de Fatima em Brasília. A igrejinha é um projeto do Niemeyer, ateu convicto, para um pedido pessoal de Dª Sara Kubischek.
E assim caminha a humanidade …
Flip Machado,
como eu te conheço muiiiito bem, sei o quanto você está realizado com esses gênios à tiracolo.
Aproveito para parabenizar aqui a belíssima cobertura do Estadão e do Estadão.com.
As matérias e os vídeos estão demais!!!
De novo, parabéns pelo texto e pelo seu bom humor contagiante.
Acho que o seu maior talento está na maneira alegre com que você conduz seu trabalho e seus textos.
Até lembrei daquele velho ditado, que é meu lema de vida e de todos os que realmente acertam na profissão:
“Feliz o homem que faz o que gosta.
Assim, não precisa trabalhar”.
Beijos e ótimo trabalho!
Ei Felipe,
Na mesma vertente, da Nádia, me permita a transcrição desta prosa.
Abração
Eduardo.
A Casa Onde Moro
“Não quero que a minha casa seja cercada por muro de todos os lados e que as minhas janelas estejam tapadas. Quero que as culturas de todos os povos, pessoas de todos os credos andem pela minha casa, casa do Senhor, com a máxima liberdade possível, nela encontrando aquilo que venham buscar, sobretudo a paz com o Pai que está nos céus e o entendimento profundo entre todos aqueles que ao mesmo objetivo estão a buscar. Quero que a minha casa, que é a casa do Senhor, seja o espaço do acolhimento, da doação, livre de sectarismo, de divisão que mais causa sofrimento, mais causa dor que alegria, que é amor. Quero que a minha casa seja para todos a Casa do Senhor”.
(“Pe. Airton, do livro “A Casa Onde Moro”.)
Como leitora assídua desse Blog creio que posso colocar aqui a minha opinião, que é divergente.
Acredito que em nome da religião o homem é capaz de matar, de se explodir e de fazer uma série de atrocidades. Mas em nome da religião, de uma crença coletiva criada pelo homem, e não em nome de Deus.
Considero ofensivo alguém mencionar ou sugestionar que quem não acredita em Deus é mais inteligente do que o resto que acredita. A história mostra que é possível sim a ciência andar de mãos dadas com a fé. Grandes homens declararam sua crença em Deus : Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Rene Descartes, Isaac Newton, Michael Faraday, Gregor Mendel, Pasteur, Shakespeare, Lewis, Da Vinci, entre outros. Na atualidade, o geneticista que foi diretor do projeto Genoma humano, Francis Collins, declarou a sua fé e ainda lançou um livro falando da sua convicção na existência de Deus.
Apesar de haver sim argumentos racionais a favor da existência de Deus, penso que se trata de uma questão de escolha e convicção pessoal. Escolho concordar com a chamada “aposta de Pascal”, segundo a qual se apostarmos na existência de Deus não perdemos nada, mesmo se descobrirmos que ele não existe. Todavia, se o negarmos e estivermos errados, porque Deus realmente existe, perdemos tudo: Deus, a eternidade, o céu e a recompensa infinita.
Senhor Felipe
Minha opiniao sobre o Richard Dawkins.
Depois de ouvir algums videos com entrevistas achei meio vago e fraco as posicoes do senhor Richard Dawkins. Claramente quando questionado mais profundamente nao consegue manter seu ponto de vista. Ricard Dawkins parece mais um “ateu fundametalista radical”
Richard Dawkins – BBC HARDtalk Part1
http://www.youtube.com/watch?v=Pm4HbqUKmY0&feature=related
Richard Dawkins – BBC HARDtalk Part2
http://www.youtube.com/watch?v=HSatukeQzFM&feature=related
CBC News
Quanta besteira! Desde quando acreditar em Deus está invariavelmente relacinado a religiões? A religião foi criada pelo homem com um meio de ligar-se a um mundo que ele desconhece, mas reconhece que pode existir. As invenções e subterfúgios humanos para expiar suas culpas e medos em nada tem a ver ou comprova a existência – ou não – de Deus. Se os homens brigam entre si em nome de Deus, é culpa do homem, que é ignorante e precisa de desculpas para justificar sua maldade. Culpar Deus por isso é tão medíocre quanto aqueles que matam e destróem vidas por aí em nome de suas causas absurdas!
Não quero questionar a crença de cada um, mas sim, os argumentos tão primários e ignorantes usados para defender o ateísmo, que sempre usará aquilo que é e tem (matéria e casca), para descaracterizar aquilo não está a seu alcance (Deus), como se fosse uma verdade absoluta, só pq é palpável e vista por seus incrédulos olhos (que, por mais paradoxal que possa ser, estão totalmente fechados).
O problema não é ser ateu, mas ser ignorante e sair dizendo e defendendo essa idéia, com argumentos tão pífios.
Os ateus se esmeram em negar a existência de Deus, criam e especulam sobre novas evidências que estejam a favor de suas teorias. Alguns, como a tal Cami, diz que se sente “aliviada” de suas culpas por ter sido convencida pelo tal Dawkins da não-existência do temível e implacável juiz das fraquezas do homem! É tão, mas tão cômico tudo isso. O que conseguem, afinal, com tais atitudes? Nada! Apenas mostrar que o ateísmo, assim como o catolicismo, islamismo, judaismo etc., também é uma religião, mas que visa, apenas, ligar o homem mais ainda a ele mesmo, sua pequenez, medo do que desconhece e que pode ser maior que ele e, por último e principal, a seu EGO. Deus não vai exister MESMO para pessoas assim.
Deprimente!
Felipao, eu nao acredito em unicornios, e nem por isso faço nem pago por campanhas pra ter avisos nas ruas dizendo que “unicornios provavelmente nao existem”. Entre no You Tube, ou numa página comum da net, e assista ao debate de Dinesh D´Souza e Richard Dawkins, e voce verá como se esmaga a lógica de um biologo evolucionista em questao de minutos. Evidente que ele é um bom pensador, mas como crítico de religiao ele dá um excelente biólogo mesmo.
abraço,
B
Li os dois (Um delírio de Deus – R Dawkins; e O Delírio de Dawkins – Alister McGrath) e afirmo que o segundo, escrito por outro professor de Oxford e colega de Dawkins, é muito melhor e que desmonta, capítulo a capítulo, a lógica (lógica?) criada por este.
Em um desses deliciosos exercícios de lógica, entre haspas, McGrath devolve o tão surrado argumento ateísta de que o homem criou a Deus para satisfazer sua necessidade de conforto no sofrimento, com uma outra pérola de lógica: O homem criou o ateísmo para satisfazer sua necessidade de independência moral.
Felipe, adorei seu texto e é muito bom saber que existem pessoas como você que são educadas e ainda por cima animadas! Também adoro o Richard Dawkins e atualmente estou lendo um livro dele chamado Deus, Um Delírio que está sendo muito bom! Continue sempre assim….
Bjs
Wilson Ramiro – 12 de August de 2009 10:39:43
Dawkins
Realmente, se eu acreditasse que toda a minha existência seria limitada a 70 ou 80 anos, não perderia tempo com algumas coisas, e uma delas seria, perder tempo tentando provar a inexistência de
Deus.
Se não existe trancendência, não vejo porquê deveria aceitar que houvesse uma única pessoa no mundo com mais recursos do que eu, ainda mais se eu puder submeter esta pessoa, digo isto de mim ou de qualquer pessoa que possa exercer algum tipo de poder sobre outrem.
A religião com sua doutrina não altera a relação de homem para homem, de forma direta, mas permite ao homem interpretar seus prórpios atos e se altera-lós será por conveniência, o que é coisa rara.
Quem compreende que o que a religião ensina não é encontrar
Deus atrás de alguma rocha ou montanha mas ver a sua luz, mesmo na pessoa ateísta de Dawkins, aceita sua incoerência.
Ele que declarou-se contra a doutrinação de uma criança por qualquer credo, disse sem cerimonia que, aconselhou sua filha (10 anos) que “revelações, tradições e autoridades não são boas”. Concordo que ele queira passar para sua filha seu ponto de vista, incoerênte é ele achar que ELE não doutrina. E pior, um empregado da globo o olhava com um respeito que brilhava nos olhos, enquanto ele contradizia-se.
Darwin
Após verificar que todos os seres ficaram sujeitos a toda forma de evolução, e que provavelmente alguns tiveram mais tempo para evoluir que o ser humano, deveriamos concluir que embora alguns seres evoluissem mais que outros, haveria de existir uma graduação nestas evoluções.
Qualquer experiência científica de respeito considera que, quando se avalia uma população (objetos de pesquisa) numerosa, obtenha-se tendências e que um desvio grave, seja indicação de interferência externa.
Os estudos da evolução ao seu término, deveria de forma cabal declarar: A evolução esta confirmada, os seres podem ter tido um ancestral comum, mas no caso do ser humano, devido a sua distância evolutiva sobre qualquer outra espécie, tem que ter havido uma interferência externa, tem que ter havido um “fator”
Deus.
Talvez nunca encontrassemos uma lesma ou barata desenvolvendo uma poesia ou um computador mas já poderiam ter formas simples de matemática.
É uma pena que ao pesquisar a evolução das espécies, um estudo fantástico e muito útil para compreendermos o mundo em que vivemos, os “cientistas”, já tinham alguma conclusões que desejam “confirmar”.
Os homens que tem fé, desejam encontrar
Deus e o procuram a alguns milhares de anos, e mesmo querendo não tiveram exito, Darwin gastando alguns anos e sem querer encontrar
Deus, teve sucesso.
Wilson Ramiro
2011
2010
2009
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