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Felipe Machado

24.novembro.2010 10:37:57

Eu amo Paul McCartney

No momento em que você estiver lendo esse texto, não estou mais por aqui. Calma, não pretendo passar desta para melhor: é que aproveitei uns dias de férias e viajei para o exterior. Bom? Mais ou menos.

Marquei a viagem há muito tempo e só descobri há algumas semanas que a data coincidiria com os shows de Paul McCartney no Brasil. Tentei, insisti, lutei, mas não consegui mudar a maldita passagem. Ou seja, não vi nenhum show de Paul McCartney no Brasil.

Para algumas pessoas, isso pode ter sido apenas uma pequena fatalidade. Para mim, não. Foi uma tragédia que vai me acompanhar por toda a minha vida. Amo Paul com todas as minhas forças. Para mim, Paul não é um ídolo. Ele é um deus.

Sim, é claro que sou Beatlemaníaco, com muito orgulho. Meu irmão Nando é até mais que eu, o que prova que bom gosto é uma coisa comum em nossa família.

Acho que as pessoas se acostumaram tanto com a imagem do Paul andando por aí, conversando com as pessoas, comendo nos restaurantes, que acreditam que ele é um homem normal. Mas nós, Beatlemaníacos, sabemos que isso não é verdade. Paul não é normal. Paul é uma entidade sagrada, um ícone popular. Poucos personagens tiveram a influência cultural global que ele teve. Paul é tão importante quanto Beethoven, Picasso, Einstein.

John foi o líder no início da carreira dos Beatles. Isso durou até 1966, mais ou menos, quando Paul começou a dividir o comando. Ele tinha um bom argumento para discutir com John: suas belas canções. John e Paul deixaram então de compor em dupla (apesar de manter a famosa assinatura ‘Lennon-McCartney’), e isso gerou uma dinâmica diferente na banda. Os Beatles ampliaram seus conceitos e revolucionaram ainda mais a cultura dos anos 60.

Se John era o cérebro, Paul sempre foi o coração. Sei que não podemos simplificar o estilo de dois gênios, mas eu diria que John sempre compôs para dentro, enquanto Paul escreve para fora. O equilíbrio perfeito dos dois acabou com o fim dos Beatles, e cada um teve que aprender a viver sem o outro. Conseguiram, e bem. Suas carreiras solos são quase tão sensacionais quanto o material imortal que criaram juntos.

Paul tocou domingo e segunda no Morumbi. Não estive lá fisicamente, mas em espírito, sim. No horário do show, imaginei meu ídolo entrando no estádio, as luzes, a gritaria. Milhares de brasileiros estavam felizes, e eu estava feliz por eles. Mas tenho certeza de que morri um pouco por dentro.

Foto: Ernesto Rodrigues/AE

comentários (36) | comente

36 Comentários Comente também
  • 24/11/2010 - 11:27
    Enviado por: João

    Paul é tão importante quanto Beethoven, mais importante do que Picasso e não chega nem a 1/10 da importância de Einstein, mas seu show foi sensacional, impecável, muitos artistas por aí deveriam aprender com ele o que é fazer um show com profissionalismo.

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  • 24/11/2010 - 13:39
    Enviado por: johan Lagger

    Felipe, você não perdeu nada, o show foi horrível, ele desafinou e até tropeçou no palco….ai, ai meu Deus…..eu até tentei te animar, mas não consigo mentir, o show foi maravilhoso, espetacular, Caramba, inesquecível! Paul é um gênio, sem dúvida, um gênio.

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  • 24/11/2010 - 14:12
    Enviado por: jv

    John era o cerebro e Paul o coração? em termos musicais, sempre foi o contrário. John era instintivo, Paul era metódico.

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  • 24/11/2010 - 14:13
    Enviado por: Enoque

    FM,
    caramba cara, fiquei só esperando o teu post para saber como foi o show do Paul e vc faz uma dessa? É sério, eu vi algumas parte e achei sensacional e pensei comigo: na segunda ou terça o Felipe vai falar como foi o show.

    Blz, está valendo! No próximo vc vai (quem sabe, até eu vou)!!!

    Abraços!!!

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  • 24/11/2010 - 15:47
    Enviado por: Nando

    Felipe,
    Apesar de estar em SP quase perdi o segundo show por causa do caos no trânsito. Corri, tomei chuva, quase bati o carro umas 10 vezes e cheguei no Morumbi às 21:15, o show começou às 21:45. Foi realmente sensacional, ou melhor foram sensacionais os 2 shows.
    Por outro lado ele estava tão bem que acho que volta ao Brasil para mais shows em breve, achei que seria a última oprtunidade de vê-lo por isso fui aos 2 shows, mas tenho certeza que ele volta.

    Impressionante o que um simples show de rock pode fazer com 128 mil pessoas

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  • 24/11/2010 - 18:29
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Comparar Paul McCartney com Beethoven pra que?!
    Isso aqui é um espaço pop, os participantes via de regra não dimensionam e nem mesmo identificam a música de Beethoven, é apenas um ícone, um nome bonito.
    Por exemplo, será que alguem aqui teve tempo de ficar sabendo que no começo da semana morreu Amaral Vieira?! Mas quem foi Amaral Vieira?!

    Natural, as primeiras páginas andaram tomadas pelo Paul…

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    • 24/11/2010 - 20:38
      Enviado por: Felipe Machado

      Grande Cimino,

      desculpe desapontá-lo, mas não fui demitido! Não quero desrespeitar ninguém, mas você realmente comparou o pianista Amaral Vieira com o Paul? Abs, F.

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    • 25/11/2010 - 11:59
      Enviado por: GUILHERME CIMINO

      Veja,
      Elvis Presley morreu e hoje, com todo respeito, não significa mais nada para a cultura pop, nenhum adolescente faz a menor idéia de quem foi o dito cujo. É que o pop é descartável, tem que ser assim, a fila tem que andar.

      Desse modo,
      não me surpreenderia se daqui a cem anos o nosso ilustre compositor Amaral Veira fosse lembrado como Beethoven ainda é, e por outro lado o Paul tivesse caído no natural ostracismo.
      Bom, só ficaria surpreso se eu ainda estivesse vivo daqui a cem anos.

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    • 25/11/2010 - 15:07
      Enviado por: Eduardo

      Guilherme: eu respeito sua opinião, mas discordo totalmente dela. Elvis Presley esquecido? Acho que há um equívoco nessa afirmação, você poderia ser mais claro sobre este “esquecimento”? Elvis permanece com uma vendagem alta de discos até hoje e, salvo engano, ele é considerado o “artista morto” mais rentável até os dias atuais. Eu entendo perfeitamento que você não goste dos Beatles e do Paul McCartney, afinal de contas o seu gosto musical é outro e isto é algo pessoal, não havendo certo ou errado aqui. De qualquer forma, o que posso lhe dizer é que os Fab Four e McCartney nunca cairão no ostracismo, como você afirmou. Obviamente, você não estava no show, então não teve como presenciar o que eu presenciei. O público era formado por diversas gerações diferentes, podiam ser vistas família inteiras juntas nas filas, indo dos avós com seus 60 ou 70 anos até os netos de 7, 8, 9, 10 anos. Não, eu não estou delirando e quem esteve lá pode confirmar o que estou postando aqui. Não foi uma situação excepcional ou isolada, eram várias pessoas de idades diferentes lá para celebrar a música de Paul McCartney. Se isso não é uma forma real da música se eternizar, passando de geração em geração, então não sei qual a maneira correta. Não há ultraje nenhum em se colocar o nome de Beethoven ao lado de Paul McCartney. Acho que querer esnobar os Beatles por considerá-los “pop”, “rock” ou como você preferir me parece mais uma questão de “purismo” ou de “elitismo”. O que vi no Morumbi no dia 21/11/10 não foi apenas um espetáculo musical, mas muito mais. Foi muito legal ver que famílias inteiras estavam lá unidas pela música. O ambiente estava grandioso. Como disse, respeito seu gosto musical, mas posso dizer que o ostracismo nunca chegará para os Beatles e para Paul McCartney, assim como ele também não chegou para Beethoven.

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    • 25/11/2010 - 17:21
      Enviado por: GUILHERME CIMINO

      O filho do Fábio Junior já é mais famoso que o Elvis.

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    • 26/11/2010 - 12:19
      Enviado por: Eduardo

      Guilherme: por essa sua perspectiva de análise, considerando como universo analisado apenas parcela dos adolescentes brasileiros, a constatação também é a de que o filho do Fábio Júnior é mais famoso do que o Beethoven. Esse seu argumento não faz sentido algum.

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    • 26/11/2010 - 14:57
      Enviado por: Helô

      Caro Guilherme Azedinho Cimino,
      fui amiga do Amaral Vieira, realmente um grande pianista e excelente pessoa.
      Uma grande perda. Senti muito.
      No entanto, há uma grande diferença entre Beethoven e o nosso querido Vieira.
      Sorry.

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    • 26/11/2010 - 15:20
      Enviado por: Helô

      Guilherme, de novo,
      celebridades – as verdadeiras, não falo do que hoje denominam celebridade – são atemporais, mais do que isso, são eternas.
      Já os famosos são passageiros.
      Podem ser muito conhecidos hoje a amanhã desaparecem.
      É esta a grande diferença.
      Paul, Elvis, Michael Jackson, Beethoven, Beatles, Mozart, Chaplin, Picasso, só para citar alguns, devem fazer parte das nossas vidas, digo, das vidas de quem têm um mínimo de cultura.
      Beethoven não é do meu tempo, mas e daí? Existe na minha vida e me acompanhará para sempre.
      Felipe, boa pauta: que tal escrever sobre esta diferença?
      Celebridades entram na história do mundo e na nossa história – isto, claro, quando se tem o privilégio do estudo, da informação e da vontade de aprender.
      Quanto à fama, ela pode passar. E geralmente passa.
      Como dizia Chanel: “Existem pessoas ricas e pessoas de dinheiro”.
      É a mesma diferença entre pessoas célebres e pessoas famosas.
      A propósito: quem é o filho do Fábio Jr?

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  • 25/11/2010 - 09:12
    Enviado por: Monica

    Depois de ter sofrido horrores pra consegui rmeu ingresso e dos meus chefes(Que detalhe, um deles e pediu na sexta feira antes do show, na hora em que entrei no estádio lembrei de voce e pensei cá comigo que voce já deveria estar lá perto do palco esperando o show.
    MEO! Foi fantástico! Paul é sensacional! Embora George seja meu favorito, Paul é o “De” god. Ele cantando, os efeitos, os arranjos, “A”(diga-se de passagem) banda…tudo SENSACIONAL.
    Sabe qdo. voce não acredita no que está vendo e ouvindo e tem que olhar em volta pra tentar acreditar que voce está em meio a 65 mil pessoas, vendo uma lenda da música?! Pois foi isto que aconteceu… e claro, de eu quase chorar 39857230478 de vezes durante o show…bem porq. eu estava ali.
    Ahhh! Foi incrível! =)

    Nando!
    Fui no show de sgunda tbém, e se eu te contar que saindo da Berrini, cheguei lá em menos de 1H, e saindo no trânsito caótico das quase 6 da tarde, vc acredita?

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  • 25/11/2010 - 14:08
    Enviado por: Eduardo

    Felipe: lamento muito por sua situação. Assistir ao show do Paul McCartney era um sonho que eu tinha, até porque das outras vezes que ele esteve no país, eu era muito moleque e não deu para ir. Estive no Morumbi no dia 21/11/10, gostaria de ter assistido no dia 22/11 também, mas era impraticável. O que posso dizer é que realizei meu sonho e vi uma lenda musical em ação. Estou até agora em estado de êxtase e impressionado com o vigor de Sir Paul, pois apesar da idade ele está cantando como 40 ou 50 anos atrás e tem uma mobilidade de palco excelente. É difícil descrever com palavras o sentimento de ver um show de Paul McCartney, é um misto de emoções diferentes, estou com a alma lavada, este show mudou minha vida. Concordo aí com um post anterior de que há boa possibilidade de ele voltar ao Brasil, pois está muito bem fisicamente, ficarei torcendo eternamente por este retorno. Só discordo de uma coisa no seu post, eu considero que o Sr. McCartney que era o cérebro dos Beatles, ele sempre me pareceu o mais musical deles, com maior conhecimento de composição e música. Lennon era um líder natural, mais rebelde e instintivo, o que não faz dele um compositor melhor ou pior do que Sir Paul, pois eles se completavam. Uma dupla igual a esta nunca mais existirá, o que é uma pena. Vi uma lenda…comecei meu contato com a música descobrindo os discos dos Beatles e eles me levaram a me interessar por várias outras bandas, é um sentimento sem palavras ter assistido a este show. Foi uma aula de música e de carisma…Salve Paul McCartney!

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  • 25/11/2010 - 16:23
    Enviado por: Tha

    FELIPE, Fui nos dois shows e se tivesse havido três , quatro, cinco em Sampa, eu teria ido em todos. Como beatlemaníaca e super fã do Paul-solo, posso te dizer que é simplesmente impossível descrever a sensação de tê-lo visto ao vivo…
    Eu sempre sonhei com este momento – provavelmente igual a voce – mas foi muito difrente do que eu imagina no momento do show, não dá pra explicar, não dá pra explicar..

    Desde o iniciozinho, aquele “aquecimento” com os telões passando fotos montadas de toda a carreira enqto tocava um medley das músicas do Beatles, Wings , Paul com arranjos diferentes ao fundo.. Eu quase comecei a chorar de emoçao de saber que aquelas imagens não estavam aí à toa, não era só um encontro de servos de Paul, era ele mesmo em carne e osso que estava por vir; foi tudo muito doido.

    E qdo ele entrou no palco, me emocionei, não teve como..até agora me emociono de lembrar , de ouvir as músicas dos set-lists. Foi espetacular!

    Uma das curiosidades que tb achei sensacional e que vale a pena comentar foi na hora de tocar Paperback writer. Apesar de ter tocado nos dois shows, apenas no 2o ele contou que aquele guitarra era a guitarra original utilizada na gravação dos Beatles (!!!) Não é demais?

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  • 25/11/2010 - 21:25
    Enviado por: Mariana

    Fellipe,

    Acessei seu blog diversas vezes para ler seus comentários sobre o show e adivinha….

    Você não foi!!!!

    Poxa vida, Felipe… acredito o quanto você deva estar triste ou já passou? rs…

    Espero que a sua viagem valha a pena.

    Divirta-se e mande as novidades!

    Beijinhos.

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  • 26/11/2010 - 04:39
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Não sabia que você tem o dom da “ubiquidade” ?

    Tá podendo, heim ????

    Faça um breve relato a respeito das cidades que visitou.

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  • 26/11/2010 - 15:07
    Enviado por: Helô

    Felipe,
    já te consolei bastante, mas o que dizer mais?
    Já passou. Só resta esperar o próximo.
    Posso garantir que fiquei feliz por dois motivos:
    1- a perda do show rendeu esta linda e emocionante homenagem ao Paul.
    2- você deu a chance ao Nando de escrever o próximo post, que, aliás, está lindo!
    Beijos, todos.

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  • 26/11/2010 - 15:54
    Enviado por: Cris Valente

    Já li muita coisa a respeito da turnê de Paul McCartney pela América do Sul. Aliás, a mídia parou em Paul nas últimas semanas.
    Nunca fui uma apaixonada pelos Beatles, apesar de conhecer e curtir muito das músicas e achar que John Lennon marcou bobeira quando deixou Yoko Ono meter o bedelho na banda mais famosa do mundo. Ai, ferrou o que poderia ter sido muito mais do muito que foi e é e sempre será.

    Escrevi isso hoje e…coloco aqui, pq esta foi a minha impressão sobre o showzaço que vc perdeu, Felipe!!!!

    _____________________________________________________________

    Tive o privilégio de poder acompanhar de perto os quatro shows que Paul fez na América do Sul: Porto Alegre, Buenos Aires e dois em Sampa.
    Pude viver momentos singulares antes e depois dos shows, mas não foi isso que me fez escrever este post e muito menos a tentativa de impor ( e nem poderia) o que senti por essa lenda: Paul McCartney !

    Sem sombra de dúvidas o último show de Sampa, McCartney já demonstrava no palco um certo cansaço. Era um show com vinte e quatro horas de descanso apenas e …que show; três horas de pura energia, emoção, delírio., saudades imensas e uma massa que se misturava em todas as idades e segmentos musicais para reverenciar Mr. Paul. Um Beatles no palco, ali, ao vivo e em cores. Que cores! Que som !

    Estava cansado para quem vinha de outros espetáculos, mas sem sombra de dúvida foi a melhor apresentação de Paul . A mais quente, próxima digamos. Havia uma energia ali repetida de outros, mas ao mesmo tempo em que se renovava de forma diferente envolvia o público e artista. Paul diz no final de todas as apresentações: até a próxima!

    É ! Uma turnê assim não será montada antes de quatro ou cinco anos no mínimo e ele terá seus 72 ou 73 anos.
    Entre lágrimas e celulares ligados ao som de Let it be, Something e Yestarday, entre tantas, ficou no coração que aquela poderia ser a última apresentação de um GAROTO que jamais poderia imaginar que anos depois marcaria gerações, décadas e seria tido sim, como lenda e referencial no mundo da música. Ele sabia quem era e sabia quem era cada um de nós . Sabia que cada um ali era a representação viva e eterna de que o sonho nunca acabará.
    Beatles existiu e isso basta! Isso não foi uma fase.

    Volte Paul!

    De qualquer forma, vocês quatro nunca foram embora do cenário musical e de nossas novas e velhas lembranças.
    Agora ele descansa uns dias e embarca para uma temporada de dez apresentações em New York ( inveja branca) !
    Querem saber onde ele estará no dia 24 de dezembro? Eu conto!
    Em algum pub de Liverpool com no máximo trinta amigos e familiares para um show que ele fará comemorando o seu natal!
    Queria tanto ser amiga de Paul e estar nessa lista!!!!
    Obrigada por toda a emoção que vivi. Tentar descrever é como tentar reter água na mão. Ficou no meu coração.

    Conversando com o pessoal chegamos a uma conclusão nossa: só há dois artistas capazes de mobilizar tantas gerações e reuni-las na mesma sintonia: Beatles e Roberto Carlos.
    Meu filho de 21 anos amou. Sabe tudo desses quatro garotos e ainda conseguiu chegar bem pertinho de Paul para falar sobre sua admiração. Minha mãe que tem 83 anos ligou-me do sítio para perguntar quais musicas ele cantaria.

    Paul, volte!
    See you soon…

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  • 26/11/2010 - 16:51
    Enviado por: Alexandra

    Felipe !

    É a 2ª vez que escrevo esta mensagem, só para te dizer que:

    Não vivo sem música. Ir a shows é – de longe – meu programa preferido.
    Estava esperando – ansiosamente – sei lá desde quando – a vinda do Paul.
    Vibrei muito, quando os boatos, no ano passado, diziam que ele viria em Abril.
    Mas, por motivos que não cabem aqui, não pude ir vê-lo.
    Ainda não me recuperei.
    Quando penso nisso ou ouço alguma música dele/deles, dá um aperto no peito, a respiração fica difícil e choro (MUITO).
    Também morri um pouco por dentro.

    Um beijo, um abraço apertado cheio de solidariedade e, nos vemos, com certeza, no próximo.

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  • 26/11/2010 - 18:13
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Bom, o filho do Fábio Júnior, eu não sei o nome dele direito,
    é algo parecido com “Fiofó”, sei lá…

    Agora, não se iludam, há uma grande diferença entre Picasso, Beethoven e Paul McCartney: os dois primeiros tinham uma ampla formação artística e técnica, sendo referências acadêmicas. O Paul McCartney toca um violãozinho mequetrefe e é um cantor comum. O que não quer dizer que Beattles seja ruim, longe disso.

    Mas seria mais apropriado comparar Paul McCartney com o Roberto Carlos, por exemplo. Agora, querer elevar um ídolo pop ao patamar dos grandes mestres da Arte é diminuir e até vulgarizar o trabalho monumental destes últimos.

    “Se fosse fácil, todo mundo era.”
    - – - Zé Ramalho – - -

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    • 27/11/2010 - 11:11
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Cimino, você é um imbecil. É o mínimo que se pode dizer sobre quem compara Paul McCartney com Roberto Carlos. Além de mostrar total desconhecimento de música em qualquer nível que se discuta -composição, execução, domínio de técnica instrumental etc.-, você perde a oportunidade de ficar com a boca (melhor dito, de mão) fechada. Nem como cantor é possível comparar ambos.

      Paul McCartney já chegou a compor um disco inteiro -Tug of War- tocando TODOS os instrumentos. Além de virtuose, é um compositor de mão cheia. Claro que um ignorante como você desconhece isso. Como, provavelmente, se discutirmos a sério, deve desconhecer Beethoven e Picasso também. Só os cita para tentar criar um contraponto -sabe o que é isso, Cimino?- entre o erudito e o popular. Duvido que saiba a diferença entre um e outro.

      Nestes tempos em que a Internet virou uma fossa a céu aberto, tipos como você vêm aqui e dão a “sua opinião”, como se o comentário de um idiota pudesse deslustrar a carreira de um músico que é ouvido ha quase 50 anos, por todas as gerações desde então. Burrice ou falta de sensibilidade? Possivelmente as duas coisas, pois quem não sabe das coisas, o que é o seu caso, deveria pelo menos ter a humildade de ficar de boca fechada.

      Vai estudar música e ler gente do nivel de J.J.Moraes e Julio Medaglia, para saber o que os Beatles e Paul McCartney representam para a música no século 20 e mesmo no 21.

      Felipe Machado, desculpe a agressividade. Faz tempo que não venho por estas bandas, mas foi medida de saneamento básico. Tinha que tocar a descarga desse camarada.

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    • 29/11/2010 - 02:55
      Enviado por: Helô

      Cimino,
      além de ser fraco em suas opiniões e conceitos e desinformado, ainda dá notícia errada!
      Você confundiu o compositor Almeida Prado com o pianista Amaral Vieira, espalhou aqui e eu fui na sua.
      Que perigo.
      Roberto Carlos e Paul McCartney? Nossa! Que absurdo.
      Você é humorista ou é assim mesmo?

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    • 29/11/2010 - 11:01
      Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Eu não sei qual o motivo de ainda estar respondendo os comentários do Cimino. Eu até tentei antes trazer argumentação, mas não dá, o cara não sabe debater um assunto e colocar sua posição de forma equilibrada. De qualquer forma, em relação ao questionamento sobre a capacidade musical de Paul McCartney, eu lhe indico assistir ao DVD dele chamado Live in Red Square, gravado na Praça Vermelha em Moscou. Além de um DVD grandioso, já que não trata somente da parte musical, pois há todo um contexto sociológico discutido em torno da figura dos Beatles na União Soviética, você poderá ver a parte do documentário em São Petersburgo, onde Paul McCartney foi homenageado no conservatório da cidade, além de ter suas músicas ensinadas no mesmo lugar.

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    • 29/11/2010 - 13:36
      Enviado por: Alex

      Cimino ou Crimino

      Eu tambem sou contra todo este oba-oba em cima do Paul, parece um bando de fanaticos religiosos, e voce zombou de um idolo sagrado. Agora dai’ a compara-lo a Roberto Carlos? Ai tu forcaste um pouco, nao achas? Por mais que voce nao goste do cara nao tem como diminui-lo. O cara e’ um genio da musica pop. Para mim seria mais ou menos comparar Pele ao Rai, o ex-idolo bambi. Se o Paul e’ maior, menor, igual a Beethoven so’ o tempo vai dizer. Eu arrisco que a obra dos Beatles vai durar enquanto durar a musica.
      Abs.

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  • 28/11/2010 - 09:52
    Enviado por: Christianne

    Amigos e amigas, está havendo uma tremenda confusão… quem morreu na semana passada foi o compositor Almeida Prado, uma grande perda para a música brasileira de concerto. Já o nosso Amaral Vieira está na Ásia, em turnê no Japão e Taiwan, bem vivo e sempre muito ativo, para a alegria de seus numerosos admiradores. Acho este blog do Felipe o máximo!

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    • 29/11/2010 - 02:58
      Enviado por: Helô

      Christianne,
      ainda bem que você esclareceu a confusão do Crimino, digo Cimino.
      Fui na dele. Uma pena perdermos o Almeida Prado, mas conheço bem o Amaral Vieira e fico feliz com o seu sucesso e plena saúde!
      Abraços.

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  • 29/11/2010 - 14:43
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    CALMA!!!!

    Amigos, amigas,
    companheiros de desocupação,
    telespectadores em geral,
    Felipe Machado,
    Paul e amantes do Paul,
    família Frias,
    Morro do Alemão, Vila Cruzeiro e região…

    Primeiramente,
    vida longa ao Amaral Vieira!
    Tenho um disco dele, Fausto, meio chatinho, aliás.
    Sim, quem morreu foi o grande compositor Almeida Prado.
    Falha nossa.

    Helô, mas você gosta muito mais do Roberto Carlos!

    Maníaco, acredite, Paul McCartney é um instrumentista comum. É normal que músicos toquem vários instrumentos. Pra gravar um disco pop, é necessário apenas conhecimento básico.
    E Júlio Medaglia é praticamente entreterimento, está para a música como Maurício de Souza para a literatura. Ambos são bons mas não muito profundos. Aconselho Theodor Adorno para suas tardes agressivas.

    Alguém mais?!
    Sim, Alex, meu véio,
    você fez uma ótima comparação!
    Então ficamos assim,
    Beethoven é uma espécie de Pelé,
    Paul McCartney um Raí
    e Roberto Carlos um Obina.

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    • 30/11/2010 - 03:27
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Cimino, é direito de qualquer um não gostar de Beatles. Contudo, negar sua influência e capacidade musical é prova de ignorância. Comparar Paul McCartney a Roberto Carlos é coisa de imbecil, o que você de fato é. Nem como frase espirituosa ou de efeito a comparação cabe.

      Sobre o que você fala de Julio Medaglia, você é ainda mais ignorante do que eu imaginava. Sua resposta pseudo-descontraída confirma que a Internet não passa de uma grande latrina, repleta dos dejetos da subjetividade de idiotas como você, que sempre acham que têm alguma opinião a dar, sem, no entanto, ter qualquer base teórica e prática para isso.

      Quanto a citar Adorno, não me faça rir. Acha que tentar dar um verniz erudito a suas asneiras melhora algo? Vai lá, vai…abre a wikipedia e puxa algo sobre ele…ou cite trechos em alemão etc etc. Seu nivel é outro, Cimino. É “Paul McCartney é um Raí”.

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  • 30/11/2010 - 16:46
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Quanta sensibilidade!
    Por que você não muda seu codnome pra Colibri do Amanhecer?!

    Sabia que o Roberto Carlos será tema da Beija-Flor de Nilópolis em 2011?
    Aliás, já saiu o disco de sambas-enredo do Rio. Eu gostei da Tijuca.
    Aqui em Sampa,
    hoje tem Salgueiro na Pompéia e na quinta tem Mangueira e Camisa na Barra Funda! O bicho tá pegando!

    Sério, agora,
    você já ouviu as obras que o Júlio Medaglia escreveu pro Quinteto de Sopros da Filarmônica de Berlim?! Cara, são até animados, mas é tudo meio plágio de choros, frevos, melodias do Villa-Lobos…

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    • 30/11/2010 - 21:08
      Enviado por: Beatlemaníaco

      Cimino, você continua o mesmo tonto e ainda tenta dar uma de engraçadinho. Nem você deve rir de suas gracinhas. Uma coisa é o Julio Medaglia compositor; outra o maestro, arranjador e crítico musical. Idem J.J.de Moraes, que, se bobear, você nunca nem ouviu falar. Já ouviu falar de outro carinha de somenos importância chamado Rogério Duprat? Outro que amava os Beatles mais do que os Rolling Stones também. Já ouviu falar num disquinho chamado Sgt. Peppers? Sabia que ainda hoje ninguém sabe como alguns de seus efeitos foram produzidos e que não se sabe como reproduzir? Pois é, com o dedo de George Martin, John Lennon, “Roberto Carlos” Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. “Apenas” o disco mais importante de todo o pop-rock.

      Mas acho que pra você é demais, né, Cimino? Olha, cara, o problema aqui não é gostar ou não gostar. É apenas ter o discernimento de reconhecer o óbvio. Não preciso gostar de algo para reconhecer sua qualidade ou história.

      Vamos usar uma comparação bem ao seu gosto, Cimino. Por exemplo, o seu São Paulo para mim é um time de bambis, absolutamente ridículo. Mas foi tricampeão mundial. É o time que mais ganhou na década que se encerra. E aí? Não vou reconhecer isso? Vou dizer que o São Paulo ganhou roubado ou esse monte de bobajadas típicas de despeitadas? Entendeu agora, Cimino? Consegui uma explicação no nível Beethoven = Pelé pra voce?

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    • 30/11/2010 - 23:30
      Enviado por: GUILHERME CIMINO

      Colibri,
      quando eu era criança, ouvia muito Beatles por causa de minha mãe. Eu usava uma raquete como guitarra!
      Com o tempo, essas influências estrangeiras deram lugar ao samba e mesmo à MPB.
      Mas cada um na sua. Sinceramente, a única coisa que realmente me irrita é a música de boate, o “house”, o “rave”, sei lá como chama.

      Ps: Pára de me xingar, pô!

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